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domingo, julho 12, 2015

Âmbar com mosca de 105 milhões de anos com pólen é descoberto na Espanha

amos-350x233 Um âmbar localizado na Cantábria, no norte da Espanha, preservou "em perfeito estado" uma mosca 'Zhangsólvida', que viveu há 105 milhões de anos, e em cujo abdômen havia pólen da planta 'Bennettital', que apareceu no período Triássico e se extinguiu no Cretáceo Superior.

O Instituto Geológico e Mineiro da Espanha (IGME) foi um dos responsáveis por esta descoberta, que foi publicada nesta quinta-feira na revista científica "Current Biology", e que mostra que as moscas do período Cretáceo se alimentavam de néctar e eram responsáveis pela polinização de plantas gimnospermas (que não têm flores e produzem sementes).

Estas moscas são denominados 'Zhangsólvidas' e foram descobertos dois espécimes distintos, que estão perfeitamente conservados no âmbar encontrado na caverna de Soplao.

A equipe responsável pela análise desse âmbar esteve integrada por cientistas do IGME, das Universidades de Barcelona e Complutense de Madri, das americanas Harvard e Cornell, e do Museu Americano de História Natural de Nova York.

O trabalho realizado por essa equipe permitiu localizar essas moscas "muito raras", pertencentes a uma família que se extinguiu antes dos dinossauros.

Essa espécie, segundo o IGME, absorvia o néctar em pleno voo quando se aproximava das plantas, como fazem os beija-flores, utilizando uma longa trompa especializada, que foi verificada no espécime do âmbar através de um microscópio.

O IGME explicou que existem poucos casos similares no mundo no qual foram encontrados fósseis de insetos em âmbar que transportavam pólen de uma flor para outra.

Os fósseis encontrados na caverna da Cantábria refletem a relação "muito estreita" entre essas moscas e as plantas 'Bennettitales' há 105 milhões de anos, o que representa que esses insetos podem ter sido responsáveis pela polinização de plantas gimnospermas.

No entanto, o estudo indica que se estes insetos estavam especializados para se alimentar de estruturas de plantas gimnospermas, "é praticamente certo que o passo que transcendeu às angiospermas (plantas com flores) deve ter ocorrido neste período".

Visto em: Terra Ciência

segunda-feira, janeiro 27, 2014

A ameaça humana

humanidade-extinta Esqueça a colisão inesperada de asteroides, erupções vulcânicas globais ou alterações no campo magnético da Terra. Um vilão muito mais perigoso está nesse momento promovendo uma silenciosa extinção em massa de espécies. É, você adivinhou: o ser humano.
Nosso planeta presenciou 5 grandes extinções em massa nos últimos 500 milhões de anos. Dentre elas, a dos dinossauros é a mais famosa. E, ao que tudo indica, o homem iniciou a sexta grande matança há milhares de anos, quando adquiriu inteligência suficiente para manipular os ecossistemas a seu bel-prazer. E hoje estamos presenciando a maior extinção em massa de plantas e animais já vista na história da Terra.
Hoje, nosso planeta possui cerca de 2 milhões de espécies identificadas. Nos próximos 100 anos, metade delas estará extinta! É o que afirma Edward Wilson, famoso biólogo americano, no livro O Futuro da Vida. E o culpado é quem ele chama de "o assassino planetário". "No mundo inteiro, sempre que humanos penetram em um novo ambiente, a maior parte da megafauna desaparece", diz. Os animais grandes, lentos e saborosos são sempre os primeiros dizimados. Quando o homem extermina a fauna de uma região, muda-se para outra, onde a destruição continua.
No curto período de tempo em que o homem está sobre a Terra, já poluiu o ar, o solo e o mar, promoveu o desmatamento descontrolado, a caça e a pesca predatórias e explorou recursos naturais ao extremo. Agora ele está até mesmo alterando o clima do planeta inteiro pela emissão de combustíveis fósseis. Diversas espécies de mamíferos, pássaros, répteis, peixes, insetos e até vegetais já foram extintas. Muitas delas são extintas antes mesmo de serem descobertas.
Colocar a natureza em risco também coloca em perigo a humanidade. "Os serviços e o valor econômico proporcionado pelas espécies são insubstituíveis e essenciais ao nosso bem-estar", diz Jon Paul Rodríguez, vice-presidente da Comissão de Sobrevivência das Espécies da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza, na sigla em inglês). Aí entram medicamentos extraídos da biodiversidade, recursos naturais para alimentar a população humana e até mesmo a matéria-prima para a produção dos bens de consumo mais supérfluos. O que antes estava disponível quase de graça na natureza terá de ser recriado artificialmente, custando muito caro. Será que dá pé?
No ritmo atual de destruição, num futuro próximo até os zoológicos serão coisas do passado. Sobrará apenas o lamento humano do progresso conquistado à custa de uma rica biodiversidade. Se tanto. Caso a famosa hipótese Gaia esteja correta (sugerindo que a vida na Terra faz a regulação do ambiente planetário, inclusive domando aquecimentos e resfriamentos globais, como se o planeta inteiro fosse uma única criatura gigante), talvez sua morte leve à nossa também.
Há, contudo, quem afirme que a sobrevivência dos seres vivos na Terra tem solução, e o desaparecimento de animais e vegetais pode ser evitado com a extinção de uma única espécie: nós.
Convenhamos, pode até ser uma solução. Mas é decepcionante pensar que somos incapazes de coexistir pacificamente com a natureza, ainda mais levando em conta todo o conhecimento que adquirimos dela nas últimas décadas. Parte dele sugere que simplesmente não podemos viabilizar nossa própria existência se destruirmos o resto da biosfera, de onde tiramos nosso sustento. E o consenso é que dá para fazer melhor.

CADÊ O BICHO QUE TAVA AQUI? - A escala da devastação

Você já viu um lobo-da-tasmânia? Hoje, ele está extinto. E o tigre-persa? Extinto. Codorna-da-nova-zelândia? Extinto. São apenas 3 exemplos de uma lista de centenas de animais que foram extintos pelo homem somente nas últimas décadas. Atualizada em 2012, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, produzida pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, em inglês), já totaliza mais de 19 mil espécies sob risco de desaparecer. O grupo ainda enfatiza que, mesmo com programas de conservação, 41% de anfíbios, 33% de corais formadores de recifes, 25% de mamíferos, 13% de aves e 30% de coníferas podem desaparecer nas próximas décadas.

terça-feira, novembro 26, 2013

África do Sul quer reduzir em 20% ao ano caça ilegal de rinocerontes

rino-caça Autoridades sul-africanas de conservação da natureza anunciaram nesta terça-feira que pretendem reduzir a caça ilegal de rinocerontes em 20% ao ano, reforçando que sua estratégia está funcionando apesar dos níveis recordes de caça furtiva registrados.

"A guerra contra a caça ilegal ainda não foi vencida, mas podemos reduzir os números (...) É um processo em evolução", disse o major-general Johan Jooste, que comanda a força-tarefa que combate a caça ilegal no Parque Nacional Kruger.

O número de rinocerontes mortos este ano para a retirada de seus chifres atingiu, até agora, o recorde de 860, apesar da mobilização do Exército e do uso de helicópteros e patrulhas de aviões sem piloto.​

Com dois milhões de hectares, o Parque Nacional Kruger, que faz fronteira com Moçambique, foi onde se observou o maior número de animais mortos.

Jooste admitiu que ainda havia matanças diárias, mas disse que "com as crescentes operações de inteligência, visamos a reduzir o número de caças ilegais em 20% ao ano".

Ele foi irredutível ao afirmar que sua abordagem está fazendo a diferença. "Pode parecer que não estamos vencendo, mas estamos fazendo a diferença", disse Jooste.

"A guerra contra a caça ilegal não pode ser vencida apenas em campo, as leis precisam seguir seu curso, assim como a perseguição aos grupos criminosos", afirmou.

Jooste disse que gostaria de ver uma cooperação crescente entre a África do Sul e Moçambique, adotando medidas mais estritas para combater a caça ilegal.

Vivem na África do Sul 80% da população mundial de rinocerontes, estimada em cerca de 25 mil animais.

Calcula-se que existam no parque Kruger entre 8,5 mil e 9,5 mil rinocerontes, segundo uma contagem feita em 2012.

Visto em: Terra Ciência

terça-feira, junho 26, 2012

Morre o Solitário George

Tartaruga-gigante era a última da subespécie e vivia no arquipélago de Galápagos

ECUADOR-TORTOISE_O arquipélago de Galápagos perdeu seu habitante mais ilustre no domingo. Lonesome George – o Solitário George – foi encontrado morto no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz, conforme nota divulgada pelo Parque Nacional Galápagos. George tinha entre 100 e 120 anos, mais de um metro de carapaça e pesava 98,6 quilos. Era o último exemplar de sua subespécie a habitar a reserva ecológica equatoriana. A suspeita é de que uma parada cardíaca tenha provocado a morte do animal. Uma autópsia será realizada para identificar a causa.
As ilhas de Galápagos são consideradas o maior laboratório “vivo” de biologia, até por terem recebido o pai da Teoria das Espécies, Charles Darwin, em 1835. O arquipélago ajudou o cientista a desenvolver seus estudos sobre a evolução dos animais. Parece que a seleção natural chegou também para a família de George.
Os pesquisadores do parque tentavam desde 1993 evitar a extinção da subespécie Chelonoidis nigra abingdoni por meio de processos de reprodução, que não deram certo, nem por acasalamento nem por inseminação artificial. As tartarugas de galápagos foram alvo de caçadores no século 19, o que desencadeou o processo de extinção.
“A morte do Solitário George representa a perda de um símbolo da luta pela perpetuação da biodiversidade do planeta”, diz o coordenador do Projeto Tamar/ICMBio, Guy Marcovaldi. De acordo com autoridades do parque, cerca de 20 mil tartarugas gigantes de outras subespécies ainda vivem nas ilhas do Equador.

Que ilha é esta?

- O arquipélago de Galápagos fica no oceano Pacífico, a aproximadamente mil quilômetros a Oeste da costa do Equador. Rodeado por mais de 45 mil km² de reserva marinha, seu nome oficial é Colombo, mas ficou conhecido como Galápagos por causa das tartarugas-gigantes. É formado por 13 grandes ilhas vulcânicas, seis ilhas pequenas e 107 rochas e ilhotas, totalizando uma área de 8 mil km².
- Todos os répteis do arquipélago, metade das espécies de aves, 32% das plantas e 25% dos peixes, e mais um bom número de invertebrados são encontrados apenas naquelas ilhas. Entre as mais visitadas estão Espanhola, Floreana, Santa Cruz, Isabela, Fernandina e Bartolomé. Solitário George vivia em Santa Cruz.
- A Unesco incluiu Galápagos na lista de patrimônios da humanidade em 1978 e, em dezembro de 2001, a declaração foi ampliada para reserva marinha. O número de turistas que entram na ilha é limitado.

Visto em: A Notícia

domingo, janeiro 29, 2012

Elefante de Sumatra pode extinguir-se em menos de 30 anos

450X300_101155e1eb9c4eadf921441d58f758efO elefante de Sumatra, na Indonésia, perdeu 69% do seu habitat nos últimos 25 anos e poderá extinguir-se em menos de 30, alerta a WWF. A UICN classificou-o no dia 24/01 como espécie Criticamente em Perigo, a um passo da extinção.
Em apenas uma geração, as populações de elefantes de Sumatra (Elephas maximus sumatranus) diminuíram para metade. “Os cientistas afirmam que, se esta tendência continuar, os elefantes de Sumatra poderão estar extintos na natureza em menos de 30 anos”, diz a organização World Wildlife Fund for Nature (WWF), em comunicado.
Em 1985, um censo concluiu que existiam entre 2800 e 4800 elefantes de Sumatra, em 44 populações, a maior das quais na província de Riau. Os últimos dados dão conta de cerca de 900 animais: 210 em Riau, 498 no Parque Nacional Bukit Barisan Selatan e 180 no Parque Nacional Way Kambas, ambos na província de Lampung.
Hoje, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) alterou a classificação deste elefante, de Em Perigo para Criticamente em Perigo, a última classificação antes de Extinto. De momento, o elefante de Sumatra vive apenas em sete províncias.

Perda de habitat
A perda de habitat é uma das principais razões para esta decisão. Mas o que preocupa a UICN é que “as forças que estão a causar esta perda de habitat continuam sem ser fiscalizadas”. A organização considera que a maior ameaça é a conversão das florestas para fins agrícolas e de expansão de povoações, o que tem levado a conflitos entre elefantes e pessoas. Além disso, estes animais têm sido alvo do abate ilegal por causa do marfim.
A WWF apelou a uma moratória imediata à destruição do habitat e pediu ao Governo da Indonésia para proibir o abate da floresta até que seja definida uma estratégia de conservação.
As populações de elefantes asiáticos estão fragmentadas e com tendência para uma diminuição. Já as populações de elefante africano estão estáveis ou a registar um ligeiro aumento desde os anos 90 do século passado.
Visto em: Público

domingo, novembro 13, 2011

25% dos mamíferos estão em perigo de extinção

as1De acordo com uma nova avaliação de biodiversidade feita pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), cerca de um em cada quatro espécies de mamíferos estão em risco de extinção.
Na última atualização de dados, os pesquisadores avaliaram o estado de 61.900 espécies de plantas e animais.
Recentemente, o rinoceronte negro da África ocidental foi oficialmente declarado extinto. As reavaliações de espécies de rinocerontes mostram que a subespécie da subespécie do rinoceronte branco na África central – chamado de rinoceronte branco do norte (Ceratotherium simum cottoni) está atualmente à beira da extinção e foi classificado como “possivelmente extinto em estado selvagem”.
Uma subespécie do rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus annasmiticus) também está provavelmente extinta, após a caça do que provavelmente era o último animal no Vietnã em 2010. Enquanto isso não significa o fim do rinoceronte de Java, reduz as espécies a uma única população em declínio na ilha de Java.
A avaliação também mostrou que alarmantes 40% dos répteis terrestres de Madagascar estão ameaçados. Das 22 espécies de Madagascar atualmente identificadas como criticamente em perigo, encontram-se camaleões, lagartixas, lagartos e cobras, que representam agora um desafio para conservação.
Novas áreas de conservação designadas em Madagascar devem ajudar a preservar uma proporção significativa destas espécies criticamente ameaçadas, como o camaleão de Tarzan (Tarzan Calumma), o camaleão de nariz bizarro (Calumma hafahafa) e uma espécie de lagarto chamada limbless skink (Paracontias Fasika).
Outras descobertas incluem:
  • Uma arraia que se pensava ser uma única espécie é, na verdade, duas: a arraia do recife (Manta Alfredi) e a arraia gigante (Manta birostris), ambas classificadas como vulneráveis. Considerada a maior arraia viva, a gigante pode crescer em mais de 7 metros de diâmetro;
  • Cinco das oito espécies de atum estão nas categorias ameaçadas ou quase ameaçadas;
  • Vinte e seis anfíbios foram recentemente adicionados à Lista Vermelha da IUCN, incluindo os sapos venenosos Ranitomeya benedicta, listado como vulnerável, e Ranitomeya summersi, atualmente classificado como ameaçado de extinção;
  • As plantas estão ainda sub-representadas na Lista Vermelha da IUCN. O trabalho atual em andamento para aumentar o conhecimento de plantas inclui uma revisão de todas as coníferas, com resultados mostrando que a Glyptostrobus pensilis, por exemplo, passou do estado de ameaçada ao de criticamente ameaçada, sendo a principal causa disso a perda de habitat conforme a agricultura se expande.
Fonte: Hype Science

terça-feira, junho 30, 2009

As árvores estão sumindo...

Fuçando pelo YouTube, encontrei um vídeo interessante feito por alunos do sétimo período de Publicidade e Propaganda da ESAMC Uberlândia.Visando a preservação das árvores nas cidades.





Todos os créditos para esses incríveis alunos.
Um abraço!!
Até mais ;)

domingo, dezembro 07, 2008

Extinção


Aí vai a imagem triste de um dos mais bonitos animais que existe, e se continuarmos como estamos, até o fim de nossas vidas poderemos vê-lo sumir por completo. Lhes apresento o meu amigo Urso Polar. Sem muito tempo, a rave ontem me destruiu.
Um abraço à todos! ;)