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segunda-feira, março 23, 2015

Maconha é menos mortal que álcool e tabaco, afirma estudo

images (1) Um estudo científico comparou os efeitos de sete drogas recreativas nos seres humanos e concluiu que a maconha é a menos mortal delas. O álcool foi considerado a mais mortal, seguido por heroína, cocaína, tabaco, ecstasy, metanfetaminas e, finalmente, maconha.

Os pesquisadores afirmam que o álcool é 114 vezes mais mortal que a maconha. Para chegar a essa conclusão, eles compararam a dose usualmente consumida de cada droga com a dose considerada fatal.

A conclusão foi que consumidores de maconha ficam, normalmente, muito distantes da dose que seria mortal para eles. Por isso, a maconha foi a única das sete drogas classificada como tendo “baixo risco de mortalidade”. As demais foram distribuídas nas categorias de médio e alto risco. 

Essas conclusões devem ser vistas com muita cautela. Os pesquisadores não avaliaram outros danos causados pelas drogas aos consumidores. Eles se concentraram apenas no risco de overdose. 

Eles também não avaliaram riscos colaterais, como a transmissão de doenças no uso de drogas injetadas com agulhas compartilhadas. 

Evidências práticas mostram que o consumo moderado de álcool, por exemplo, é razoavelmente seguro, enquanto o uso regular de heroína pode ser devastador. E os autores da pesquisa não negam isso. 

Eles só dizem que, na média, quem bebe tende a chegar mais perto da dose mortal do que quem usa heroína.

O estudo foi publicado na revista Scientific Reports. Traz a assinatura de Dirk Lachenmeier, PhD em química de alimentos e toxicologia da universidade alemã de Karlsruhe; e Jürgen Rehm, diretor do Centro de Saúde Mental e Vícios de Toronto, no Canadá.

Visto em: Exame

sábado, janeiro 11, 2014

segunda-feira, agosto 19, 2013

Atividade cerebral explica 'visões do além' durante morte clínica

Experimento em ratos mostra que cérebro fica bastante ativos no início da morte, o que explicaria alucinações

tunel_proximo_morte No aumento da atividade cerebral de ratos que estão prestes a morrer talvez esteja uma explicação para as visões realistas que alguns seres humanos têm ao sofrer paradas cardíacas, afirmam pesquisadores.

Aproximadamente 20 por cento dos pacientes dizem ter tido alucinações inteligíveis, semelhantes à vida real, após sua morte clínica, que muitas vezes são descritas como visões da vida após a morte ou outras histórias sobrenaturais. Em busca de uma explicação física para o fenômeno, cientistas da Universidade de Michigan induziram paradas cardíacas em nove ratos e monitoraram sua atividade cerebral usando um eletroencefalograma.

Passados trinta segundos da morte clínica, os ratos apresentavam ondas cerebrais de amplitude baixa, embora a frequência estivesse muito alta, o que indicava que seus cérebros estavam bastante ativos. A atividade associada ao processamento de informações era oito vezes superior à geralmente verificada durante o estado consciente e alerta, e a atividade associada ao processamento sensorial era cinco vezes superior.

"Quando o oxigênio e a glicose são retirados ocorre um aumento da atividade, ao menos temporário", afirmou Jimo Borjigin, professor adjunto de fisiologia da Universidade de Michigan e principal autor do estudo, que foi publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences .

O estudo contradiz a opinião geralmente aceita dos médicos de que existe pouca ou nenhuma atividade após a morte clínica, afirmou Borjigin. Ele acrescentou que as descobertas talvez ajudem a "esclarecer por que durante esse estado alguns indivíduos conseguem de fato se lembrar de conversas que aconteceram dentro da sala de cirurgia", mesmo usando protetores auriculares. "Se sua percepção está quintuplicada é possível que ouçam essas conversas."

Visto em: iG Ciência

quarta-feira, outubro 17, 2012

Morre bombeiro checo que viveu mais de 6 meses sem coração

2526216-2309-recO bombeiro checo Jakub Halik, que sobreviveu 194 dias sem coração, substituído por duas bombas cardíacas, morreu no último domingo (14/10) após passar por complicações hepática e renal, informou nesta quarta-feira (17/10) o Instituto de Medicina Clínica e Experimental de Praga.

"O senhor Halik se encontrava na lista de espera para receber um transplante, fizemos tudo o que era possível para que a operação tivesse ocorrido. Mas, infelizmente, ele não chegou a ter um novo coração", assinalou em comunicado Jan Pirk, chefe do Departamento Cardíaco do hospital.

Pirk explicou que o estado de saúde de Halik tinha piorado muito nos últimos dias e seus rins e fígado já estavam comprometidos. "Seu corpo não foi capaz de superar esta carga", lamentou.

O cardiologista, que adquiriu grande notoriedade devido à operação - a implantação de duas bombas Heartmate II para bombear o sangue, uma aos pulmões e a outra ao resto do corpo -, reconheceu desconhecer a causa da morte do paciente, de 37 anos.

"Vamos divulgar a causa exata em duas semanas, após os exames histológicos, mas já podemos dizer, com segurança, que não foi uma avaria das bombas cardíacas", anunciou.

Depois de ficar comprovado que não tinha metástases e que não possuía sequelas do sarcoma espinocelular que comprometeu seu coração, Halik entrou na lista de espera para receber um transplante de coração no final de agosto.

Desta forma, o paciente dava continuidade ao seu longo processo de recuperação, que foi iniciado ainda no dia 3 de abril, quando Halik teve seu coração retirado.

Durante esses meses e meio, o bombeiro checo foi o primeiro homem do mundo a sobreviver a este tipo de cirurgia, que já tinha sido tentada sem sucesso com um paciente americano.

Visto em: Terra

terça-feira, junho 26, 2012

Morre o Solitário George

Tartaruga-gigante era a última da subespécie e vivia no arquipélago de Galápagos

ECUADOR-TORTOISE_O arquipélago de Galápagos perdeu seu habitante mais ilustre no domingo. Lonesome George – o Solitário George – foi encontrado morto no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz, conforme nota divulgada pelo Parque Nacional Galápagos. George tinha entre 100 e 120 anos, mais de um metro de carapaça e pesava 98,6 quilos. Era o último exemplar de sua subespécie a habitar a reserva ecológica equatoriana. A suspeita é de que uma parada cardíaca tenha provocado a morte do animal. Uma autópsia será realizada para identificar a causa.
As ilhas de Galápagos são consideradas o maior laboratório “vivo” de biologia, até por terem recebido o pai da Teoria das Espécies, Charles Darwin, em 1835. O arquipélago ajudou o cientista a desenvolver seus estudos sobre a evolução dos animais. Parece que a seleção natural chegou também para a família de George.
Os pesquisadores do parque tentavam desde 1993 evitar a extinção da subespécie Chelonoidis nigra abingdoni por meio de processos de reprodução, que não deram certo, nem por acasalamento nem por inseminação artificial. As tartarugas de galápagos foram alvo de caçadores no século 19, o que desencadeou o processo de extinção.
“A morte do Solitário George representa a perda de um símbolo da luta pela perpetuação da biodiversidade do planeta”, diz o coordenador do Projeto Tamar/ICMBio, Guy Marcovaldi. De acordo com autoridades do parque, cerca de 20 mil tartarugas gigantes de outras subespécies ainda vivem nas ilhas do Equador.

Que ilha é esta?

- O arquipélago de Galápagos fica no oceano Pacífico, a aproximadamente mil quilômetros a Oeste da costa do Equador. Rodeado por mais de 45 mil km² de reserva marinha, seu nome oficial é Colombo, mas ficou conhecido como Galápagos por causa das tartarugas-gigantes. É formado por 13 grandes ilhas vulcânicas, seis ilhas pequenas e 107 rochas e ilhotas, totalizando uma área de 8 mil km².
- Todos os répteis do arquipélago, metade das espécies de aves, 32% das plantas e 25% dos peixes, e mais um bom número de invertebrados são encontrados apenas naquelas ilhas. Entre as mais visitadas estão Espanhola, Floreana, Santa Cruz, Isabela, Fernandina e Bartolomé. Solitário George vivia em Santa Cruz.
- A Unesco incluiu Galápagos na lista de patrimônios da humanidade em 1978 e, em dezembro de 2001, a declaração foi ampliada para reserva marinha. O número de turistas que entram na ilha é limitado.

Visto em: A Notícia

domingo, maio 20, 2012

Quem toma café vive mais

3952431.homem_tomando_cafe_ig_estilo_224_298É o que mostra uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com pouco mais de 400 mil pessoas. Em 14 anos de estudo, cientistas compararam a taxa de mortalidade de quem bebe café com aqueles que não bebem. Resultado: houve menos mortes entre os participantes que tomavam, pelo menos, 3 xícaras ao dia, do que aqueles que não tomavam café.

Quem bebe menos de 3 xícaras ganha uma vantagem ínfima sobre quem dispensa o café, quase irrelevante. Mas quem toma de 4 a 5 xícaras diariamente tem vantagem sobre todos. É a medida ideal. Homens que bebiam essa quantidade tinham até 12% menos chances de morrer; já as mulheres tinham mais 16% de chances de viver – sempre na comparação com quem não toma nada de café.

Para os mais viciados, que tomam 6 xícaras ou mais ao dia, as chances de morrer diminuem 10% neles e 15% nelas. Quem bebe de 2 a 3 xícaras, pode viver até 10%, se for homem, e 5%, se for mulher.

Apesar da associação positiva entre sobrevivência e consumo de café, os pesquisadores não garantem que o mérito de viver mais seja exclusivamente da bebida. “Não é possível concluir que essa relação entre consumo de café e mortalidade reflete causa e efeito”, diz Neal Freedman, chefe da pesquisa. “Mas podemos especular sobre os benefícios do café na saúde. Este estudo mostrou uma relação inversa entre o consumo da bebida e as mortes”. A pesquisa considerou todos os motivos de óbitos: desde derrames até infecções e diabetes.

Então, vamos tomar um café?

Visto em: Super Interessante

domingo, novembro 13, 2011

Estudo diz que experiências “sobrenaturais” de quase morte são truques da mente

1152x864-(no-code)Psicólogos das Universidades de Edimburgo e Cambridge publicaram recentemente um estudo no jornal Trends in Cognitive Sciences em que explicam o que causa as supostas experiências fora do corpo relatadas por pessoas que estiveram perto da morte. No texto, cujo título é There is nothing paranormal about near-death experiences: how neuroscience can explain seeing bright lights, meeting the dead, or being convinced you are one of them*, os pesquisadores também analisaram outros fenômenos, como a visão de túneis de luz e encontros com parentes mortos, e chegaram à conclusão de que eles podem estar bem longe de um vislumbre da vida após a morte. Na verdade, são truques da mente e têm uma base biológica.
Experiências de quase morte são relatadas em todas as culturas, desde a Grécia Antiga. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup, cerca de 3% dos americanos já passou por algo assim. Para os pesquisadores, isso pode ser provocado pela tentativa do cérebro de dar sentido às sensações e percepções incomuns que ocorrem durante um evento traumático.
A sensação de ter saído do corpo, por exemplo, pode acontecer quando há uma pane nos processos multi-sensoriais do cérebro. Visões de túneis e luzes brilhantes podem decorrer de uma avaria no sistema visual do cérebro causado pela privação de oxigênio.
Outro culpado é o hormônio noradrenalina, liberado numa parte do cérebro chamada mesencéfalo que, quando acionado, pode evocar emoções positivas, alucinações e outras características da experiência de quase morte.
Alguns dos estudos examinados pelos pesquisadores ainda mostram que muitas das pessoas que relataram esse tipo de experiência não estavam realmente em perigo de morrer, embora a maioria tenha pensado que estava.
Visto em: Super Interessante

quarta-feira, novembro 02, 2011

Se eu morresse amanhã


Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! que céu azul! que dove n'alva
Acorda a natureza mais loucã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
Álvares de Azevedo

segunda-feira, agosto 29, 2011

Doe…

Seja um doador. Dê a vida em sua morte! Doe a vida… quem sabe essa não seja uma forma de nos tornarmos em parte, imortais?
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sexta-feira, outubro 09, 2009

Vida após a morte?

Bom voltando ao assunto da discussão que me referi no ultimo post. Havia uma pessoa que parecia ter uma visão próxima da minha. Toda vez que o professor pedia as coisas, ela dizia que não acreditava, dizia que a ciência tem respostas mais concretas que as religiões. Mas quando ele pediu a ela se acreditava em vida após a morte, ela respondeu que sim (até hoje não ouvi falar que a ciência comprovou isso). Quando perguntou para minha pessoa, respondi que não acreditava.
O professor ficou abismado e me pediu o que acontece depois da morte, e respondi que a meu ver, nós apenas morremos, nós deixamos de existir naquele momento, e que não existe nada de alma ou uma vida em um mundo celestial. Apenas morremos. Então minha amiga (a pessoa que citei antes) virou para mim e disse que essa visão que tenho é muito triste. Entendo que na visão dela fazemos tantas coisas na vida e depois apenas morremos e tudo fica para trás, não é algo proveitoso, e precisaríamos ter uma vida além dessa para colocarmos na balança tudo que fizemos, para ela teria que ter uma vida além dessa para tudo valer a pena. E essa é a visão das religiões, sendo para salvar a alma do inferno, ou elevar seu nível, viver em um mundo melhor, etc.
Como disse em um post antigo (cf. A energia interna), acredito que depois de morrermos nossa matéria se espalhará pelo mundo/universo, e aparecerá em outros seres/coisas, e de certa forma estarei espalhado por zilhões de coisas. Toda minha consciência, meus pensamentos, todo meu ser, minha vida morrerá naquele instante. Não haverá nenhum eu/espírito depois disso, seja ele no paraíso cristão/islâmico ou vagando pela roda das encarnações hindu/budista. Para muitos, isso parece realmente ser horrível, por que que estou vivendo se não é para desfrutar de uma vida melhor depois?
Acredito que esse olhar sobre a vida que muitos colocam, tira toda beleza da vida, transportando toda alegria e prazer para uma vida futura, fazendo desta apenas uma passagem e experiência para no futuro desfrutarmos de rios de leite. Ao esquecermos a vida após a morte, começamos a dar mais valor à vida que temos, e isso as religiões tiram de nós. Pois sempre tem algo melhor do outro lado do rio.
A religião nos dá a imortalidade, a chance de nossa essência nunca morrer. Mas acredito que existem maneiras mortais de deixar sua essência viva para sempre, ou pelo menos por um longo período. Pois as coisas que fazemos em vida ecoam pela eternidade, e ao fazermos nossos valores viverem nas novas gerações, estaremos transformando nosso nome e nossa essência eternos. Como grandes músicos, pensadores, atores, cientistas, etc.
Penso que essa é a maior beleza que a vida pode nos dar, já que após a morte a minha imagem se acaba, meus pensamentos se vão, mas deixo no mundo meus ideais, meus valores. E nessa questão bons valores deixados para o mundo nos tornarão um exemplo de vida positiva, e maus valores tornarão nossa vida um péssimo exemplo. Quantas pessoas são lembradas até hoje por seus grandes feitos? Milhares de pessoas. Mas não precisamos ser grandes nomes para fazer nosso valor sobreviver. Se em seu filho seu valor viver, este se passará para seu neto, e assim por diante.
Ao partir desse mundo deixarei minha vida, não viverei nunca mais de forma carnal ou espiritual, mas meus textos, pensamentos ficarão para sempre nesse mundo. Devemos parar de pensar em um mundo melhor que esse, pois esse mundo já é maravilhoso, basta apenas saber como enxergá-lo. Muitas coisas devem melhorar nesse mundo ainda, mas sempre terá que ter algo para lutarmos, pois senão não haverá sentido em continuar o caminho. Sempre haverá algo para questionar, é como se estivéssemos em um longo caminho, andando há anos para saber onde vai dar, ao chegar ao fim descobrimos que há o mar, ficamos maravilhados com tudo aquilo, mas aos poucos a beleza não nos satisfaz mais, e buscamos achar uma forma para descobrir o que há depois do mar. Enfim, sempre existirá algo para buscar, aperfeiçoar, mudar. Poderemos até ficar pelo caminho, mas deixaremos o caminho aberto para outras pessoas.
Viva a vida, pois ela é única. Viva por essa vida, e não por outra.
Um forte abraço!