domingo, dezembro 04, 2016
Cachorros desprezam inimigos dos donos
Cachorros são bichos tão fiéis que levam muito a sério aquela velha frase: desafeto de amigo meu só pode ser meu inimigo também. Eles percebem quando alguém não é lá muito legal com seus donos. E despejam neles o pior sentimento de todos: o desprezo.
Em um teste, voluntários pediam ajuda a outra pessoa para abrir um potinho. Algumas vezes, o sujeito, que na verdade era um ator contratado, se negava a ajudar e em outras colaborava numa boa. Ao lado do dono, o cachorro presenciava tudo bem atento.
Logo em seguida, outra pessoa se aproximava do ator e os dois ofereciam comida ao cão. Eles tendiam a recusar a oferta dos atores que agiram mal com os donos – e a preferir o petisco do desconhecido.
Mas não valorizavam tanto assim os caras bonzinhos. Na disputa entre um desconhecido e o ator “do bem”, os cachorros pegavam aleatoriamente qualquer pedaço de comida – fosse ela dada pelo cara gente boa ou por outra pessoa qualquer. Nesse caso, tanto fazia quem oferecia o rango.
Visto em: Ciência Maluca
domingo, novembro 29, 2015
domingo, julho 12, 2015
Âmbar com mosca de 105 milhões de anos com pólen é descoberto na Espanha
Um âmbar localizado na Cantábria, no norte da Espanha, preservou "em perfeito estado" uma mosca 'Zhangsólvida', que viveu há 105 milhões de anos, e em cujo abdômen havia pólen da planta 'Bennettital', que apareceu no período Triássico e se extinguiu no Cretáceo Superior.
O Instituto Geológico e Mineiro da Espanha (IGME) foi um dos responsáveis por esta descoberta, que foi publicada nesta quinta-feira na revista científica "Current Biology", e que mostra que as moscas do período Cretáceo se alimentavam de néctar e eram responsáveis pela polinização de plantas gimnospermas (que não têm flores e produzem sementes).
Estas moscas são denominados 'Zhangsólvidas' e foram descobertos dois espécimes distintos, que estão perfeitamente conservados no âmbar encontrado na caverna de Soplao.
A equipe responsável pela análise desse âmbar esteve integrada por cientistas do IGME, das Universidades de Barcelona e Complutense de Madri, das americanas Harvard e Cornell, e do Museu Americano de História Natural de Nova York.
O trabalho realizado por essa equipe permitiu localizar essas moscas "muito raras", pertencentes a uma família que se extinguiu antes dos dinossauros.
Essa espécie, segundo o IGME, absorvia o néctar em pleno voo quando se aproximava das plantas, como fazem os beija-flores, utilizando uma longa trompa especializada, que foi verificada no espécime do âmbar através de um microscópio.
O IGME explicou que existem poucos casos similares no mundo no qual foram encontrados fósseis de insetos em âmbar que transportavam pólen de uma flor para outra.
Os fósseis encontrados na caverna da Cantábria refletem a relação "muito estreita" entre essas moscas e as plantas 'Bennettitales' há 105 milhões de anos, o que representa que esses insetos podem ter sido responsáveis pela polinização de plantas gimnospermas.
No entanto, o estudo indica que se estes insetos estavam especializados para se alimentar de estruturas de plantas gimnospermas, "é praticamente certo que o passo que transcendeu às angiospermas (plantas com flores) deve ter ocorrido neste período".
Visto em: Terra Ciência
segunda-feira, fevereiro 09, 2015
Chimpanzés aprendem língua de primatas estrangeiros em zoológico da Escócia
Aprender outras línguas é algo comum para humanos. Mas cientistas consideram um marco a descoberta de que chimpazés também são capazes de entender diferentes sons de outros primatas.
Cientistas acompanharam dois grupos de chimpazés que foram colocados juntos no Zoológico de Edimburgo (Escócia). O grupo de chimpanzés holandeses passou a usar os sons dos primatas escoceses, após um tempo, para pedir maçãs.
Agora, os cientistas querem saber se os dois grupos já se entendiam antes - e apenas tinham "diferentes" sotaques - ou se os diferentes sons que os chimpanzés usam para pedir maçãs representam duas línguas diferentes.
Visto em: IG Ciência
sexta-feira, janeiro 31, 2014
quinta-feira, dezembro 19, 2013
Cachorros sabem quando os donos estão tristes
Quem convive com um cachorro sabe: eles ficam ainda mais bonzinhos quando você fica triste e começa a chorar. E a ciência agora provou isso.
Pesquisadores da Universidade de Londres recrutaram 18 cachorros e seus donos. A ideia era simples: avaliar o comportamento dos cães em algumas situações. O teste aconteceu na casa dos voluntários. Enquanto simplesmente conversavam, os cachorros não davam muita bola. Seis deles até se interessaram quando o pesquisador ou o dono começaram a cantar. Mas quando um dos dois chorava, a maioria (83%) dos cachorros se aproximava. E vinham com a cabeça baixa e o rabinho entre as pernas – segundo a pesquisa, esse comportamento submisso pode ser sinal de empatia.
“Os cachorros se aproximaram sempre que alguém chorava, independentemente da identidade da pessoa. Portanto, eles respondem às emoções das pessoas, não apenas às próprias necessidades, o que parece ser um comportamento empático, para oferecer conforto”, explica Jennifer Mayer, uma das autoras da pesquisa.
Visto em: Ciência Maluca
terça-feira, novembro 26, 2013
África do Sul quer reduzir em 20% ao ano caça ilegal de rinocerontes
Autoridades sul-africanas de conservação da natureza anunciaram nesta terça-feira que pretendem reduzir a caça ilegal de rinocerontes em 20% ao ano, reforçando que sua estratégia está funcionando apesar dos níveis recordes de caça furtiva registrados.
"A guerra contra a caça ilegal ainda não foi vencida, mas podemos reduzir os números (...) É um processo em evolução", disse o major-general Johan Jooste, que comanda a força-tarefa que combate a caça ilegal no Parque Nacional Kruger.
O número de rinocerontes mortos este ano para a retirada de seus chifres atingiu, até agora, o recorde de 860, apesar da mobilização do Exército e do uso de helicópteros e patrulhas de aviões sem piloto.
Com dois milhões de hectares, o Parque Nacional Kruger, que faz fronteira com Moçambique, foi onde se observou o maior número de animais mortos.
Jooste admitiu que ainda havia matanças diárias, mas disse que "com as crescentes operações de inteligência, visamos a reduzir o número de caças ilegais em 20% ao ano".
Ele foi irredutível ao afirmar que sua abordagem está fazendo a diferença. "Pode parecer que não estamos vencendo, mas estamos fazendo a diferença", disse Jooste.
"A guerra contra a caça ilegal não pode ser vencida apenas em campo, as leis precisam seguir seu curso, assim como a perseguição aos grupos criminosos", afirmou.
Jooste disse que gostaria de ver uma cooperação crescente entre a África do Sul e Moçambique, adotando medidas mais estritas para combater a caça ilegal.
Vivem na África do Sul 80% da população mundial de rinocerontes, estimada em cerca de 25 mil animais.
Calcula-se que existam no parque Kruger entre 8,5 mil e 9,5 mil rinocerontes, segundo uma contagem feita em 2012.
Visto em: Terra Ciência
quarta-feira, outubro 16, 2013
Cães sentem as mesmas emoções que uma criança
Em outras palavras: eles são capazes de sentir as mesmas emoções que uma criança sente. Não é a toa que também agem como se fossem filhos de seus donos, certo?
Dessa vez, quem pesquisou sobre os caninos foi o neurocientista Gregory Berns, da Universidade Emory. Durante dois anos, ele e sua equipe treinaram cachorros para se sentirem confortáveis numa máquina de ressonância magnética. Colocaram até fone de ouvido nos bichinhos para que eles não sofressem com o barulho da máquina. A ideia era deixá-los tranquilos lá dentro e, então, descobrir o que acontece no cérebro deles em algumas situações.
E viram que quando os cães recebem sinais de comida ou a visita dos donos, uma área do cérebro chamada núcleo caudado começa a trabalhar mais. Essa região é cheia de receptores de dopamina, parte do sistema de recompensa do cérebro que libera sensação de prazer. E é a mesma área que nosso cérebro ativa quando estamos prestes a fazer algo que gostamos: como comer, ganhar dinheiro ou namorar.
E daí? Bem, segundo o pesquisador, essa semelhança entre os dois cérebros indica que os cães também sentem emoções, como nós. Ou melhor, como as crianças. “A habilidade de experimentar emoções positivas, como amor, poderia significar que os cachorros tem um nível de sensibilidade comparável ao de uma criança humana”, explica Berns. E ele vai além na conclusão: “cachorros também são pessoas”.
Visto em: Ciência Maluca
segunda-feira, outubro 14, 2013
terça-feira, junho 26, 2012
Morre o Solitário George
Tartaruga-gigante era a última da subespécie e vivia no arquipélago de Galápagos
O arquipélago de Galápagos perdeu seu habitante mais ilustre no domingo. Lonesome George – o Solitário George – foi encontrado morto no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz, conforme nota divulgada pelo Parque Nacional Galápagos. George tinha entre 100 e 120 anos, mais de um metro de carapaça e pesava 98,6 quilos. Era o último exemplar de sua subespécie a habitar a reserva ecológica equatoriana. A suspeita é de que uma parada cardíaca tenha provocado a morte do animal. Uma autópsia será realizada para identificar a causa.
As ilhas de Galápagos são consideradas o maior laboratório “vivo” de biologia, até por terem recebido o pai da Teoria das Espécies, Charles Darwin, em 1835. O arquipélago ajudou o cientista a desenvolver seus estudos sobre a evolução dos animais. Parece que a seleção natural chegou também para a família de George.
Os pesquisadores do parque tentavam desde 1993 evitar a extinção da subespécie Chelonoidis nigra abingdoni por meio de processos de reprodução, que não deram certo, nem por acasalamento nem por inseminação artificial. As tartarugas de galápagos foram alvo de caçadores no século 19, o que desencadeou o processo de extinção.
“A morte do Solitário George representa a perda de um símbolo da luta pela perpetuação da biodiversidade do planeta”, diz o coordenador do Projeto Tamar/ICMBio, Guy Marcovaldi. De acordo com autoridades do parque, cerca de 20 mil tartarugas gigantes de outras subespécies ainda vivem nas ilhas do Equador.
Que ilha é esta?
- O arquipélago de Galápagos fica no oceano Pacífico, a aproximadamente mil quilômetros a Oeste da costa do Equador. Rodeado por mais de 45 mil km² de reserva marinha, seu nome oficial é Colombo, mas ficou conhecido como Galápagos por causa das tartarugas-gigantes. É formado por 13 grandes ilhas vulcânicas, seis ilhas pequenas e 107 rochas e ilhotas, totalizando uma área de 8 mil km².
- Todos os répteis do arquipélago, metade das espécies de aves, 32% das plantas e 25% dos peixes, e mais um bom número de invertebrados são encontrados apenas naquelas ilhas. Entre as mais visitadas estão Espanhola, Floreana, Santa Cruz, Isabela, Fernandina e Bartolomé. Solitário George vivia em Santa Cruz.
- A Unesco incluiu Galápagos na lista de patrimônios da humanidade em 1978 e, em dezembro de 2001, a declaração foi ampliada para reserva marinha. O número de turistas que entram na ilha é limitado.
Visto em: A Notícia
quinta-feira, maio 31, 2012
Comer carne é ético
O texto abaixo é de uma renomada especialista em bem-estar animal, Temple Grandin, professora de bem-estar animal da Universidade do Estado de Colorado, foi enviado para o jornal The New York Times em resposta ao concurso que perguntou aos leitores por que é ético comer carne. Grandin é autora das diretrizes sobre manejo animal e programa de auditoria da Fundação Instituto Americano de Carnes (AMIF, sigla em inglês).
Por: Temple Grandin
Humanos e animais se desenvolveram juntos. Nossos cérebros são ajustados aos animais. Pesquisa com pacientes com epilepsia que tinham dispositivos de monitoramento implantados em seus cérebros, mostraram que a amígdala responde mais a retratos de animais, comparado a retratos de locais de referência ou pessoas.
Os seres humanos têm uma ligação intrínseca com os animais. Pesquisas científicas indicam que os animais têm emoções e que sentem dor e medo. É nossa obrigação fornecer aos animais que criamos para produção de alimentos uma vida decente. Eu frequentemente sou questionada, “Como você pode se preocupar com animais e estar envolvida no desenvolvimento de projetos de abatedouros que são usados para matá-los?”. Eu respondi essa questão em 1990, após ter completado a instalação de uma nova peça de um equipamento que tinha projetado para manejo de gado nos abatedouros. Eu estava em pé em uma passarela, enquanto centenas de bovinos entravam no meu sistema. Naquele momento percebi que nenhum daqueles animais teria existido se pessoas não os tivessem gerado e criado.
Nossa relação com os bovinos deveria ser simbiótica. Simbiose é um conceito biológico de relação mutuamente benéfica entre duas diferentes espécies. Existem muitos exemplos de simbiose ou mutalismo na natureza. Um exemplo é o das formigas que usam os afídeos para obter sua secreção de açúcar e, em troca, eles são protegidos de seus predadores. Infelizmente, a relação nem sempre é simbiótica e, em alguns casos, a formiga explora os afídeos. Existem problemas similares em sistemas agrícolas mal manejados e muito intensivos. Existem algumas práticas de produção que precisam ser mudadas. Na indústria pecuária, conheço muitas pessoas que são verdadeiros administradores de seus animais e de sua terra. Sua relação com os animais e com sua terra é verdadeiramente simbiótica. Isso é mutuamente benéfico para os animais e para o meio-ambiente. O abate de animais para a produção de alimentos é ético se os animais têm o que o Conselho de Bem-Estar Animal da Inglaterra chama de uma vida que vale ser vivida.
Tenho participado de conferências sobre pastagens e aprendido que quando a pastagem é feita corretamente, pode melhorar o pasto e sequestrar carbono. Amimais ruminantes que comem pasto não são os destruidores ambientais que algumas pessoas dizem que são. O pastejo rotacionado pode estimular mais crescimento de plantas e o crescimento de plantas ajuda a remover carbono da atmosfera. Animais ruminantes como bovinos, bisões, caprinos e ovinos são a única maneira de produzir alimentos em terras que não são adequadas para agricultura. Ronald C. Follett, do USDA-ARS-NPA em Fort Collins, Colorado, diz que as terras de pastagens têm potencial para sequestrar carbono. De acordo com pesquisadores da Universidade Nacional no Panamá, a conversão de campos de pasto da América do Sul em produção de soja reduzirá o armazenamento de carbono. A agricultura orgânica seria impraticável e extremamente difícil sem o esterco animal para fertilização. Outra questão que precisa ser colocada em perspectiva é a emissão de metano. É provável que 80% de todas as emissões de metano venha da queima de carvão de plantas geradoras de energia, produção de arroz e depósitos de lixo.
Tenho uma razão final de porque acho que comer carne é ético. Meu metabolismo requer proteína animal e fico tonta e incapaz de me concentrar se tiver uma dieta vegan. Devem existir diferenças metabólicas na necessidade de proteína animal. Existem práticas que precisam ser mudadas para serem verdadeiramente direcionadas para os animais e o meio-ambiente.
Fonte: Beef Point
segunda-feira, abril 30, 2012
Papagaios dão nome aos seus bebês
Pesquisa realizada na Cornell University, nos EUA, revelou que os papagaios, assim como os seres humanos, têm o hábito de batizar seus filhotes com um som característico.
O nome – que, no caso, trata-se de um piado exclusivo – é dado aos pequenos, pelos pais biológicos, antes mesmo deles conseguirem emitir qualquer tipo de som. Então, quando estão mais crescidinhos, os filhotes começam a reproduzir o barulho – e, em alguns casos, fazer ajustes no nome escolhido pelos pais, quando há dificuldades de reproduzi-lo corretamente.
Segundo o estudo, liderado pelo cientista Karl Berg, os “nomes” têm um porquê: eles servem para garantir a organização social desses animais, que – assim como os golfinhos, que também tem um sistema de identificação característico – frequentemente mudam de bando. Com um som próprio que os identifique, fica mais fácil saber quem está aonde. Você sabia dessa?
Visto em: Super Interessante
domingo, janeiro 29, 2012
Elefante de Sumatra pode extinguir-se em menos de 30 anos
Em apenas uma geração, as populações de elefantes de Sumatra (Elephas maximus sumatranus) diminuíram para metade. “Os cientistas afirmam que, se esta tendência continuar, os elefantes de Sumatra poderão estar extintos na natureza em menos de 30 anos”, diz a organização World Wildlife Fund for Nature (WWF), em comunicado.
Em 1985, um censo concluiu que existiam entre 2800 e 4800 elefantes de Sumatra, em 44 populações, a maior das quais na província de Riau. Os últimos dados dão conta de cerca de 900 animais: 210 em Riau, 498 no Parque Nacional Bukit Barisan Selatan e 180 no Parque Nacional Way Kambas, ambos na província de Lampung.
Hoje, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) alterou a classificação deste elefante, de Em Perigo para Criticamente em Perigo, a última classificação antes de Extinto. De momento, o elefante de Sumatra vive apenas em sete províncias.
Perda de habitat
A perda de habitat é uma das principais razões para esta decisão. Mas o que preocupa a UICN é que “as forças que estão a causar esta perda de habitat continuam sem ser fiscalizadas”. A organização considera que a maior ameaça é a conversão das florestas para fins agrícolas e de expansão de povoações, o que tem levado a conflitos entre elefantes e pessoas. Além disso, estes animais têm sido alvo do abate ilegal por causa do marfim.
A WWF apelou a uma moratória imediata à destruição do habitat e pediu ao Governo da Indonésia para proibir o abate da floresta até que seja definida uma estratégia de conservação.
As populações de elefantes asiáticos estão fragmentadas e com tendência para uma diminuição. Já as populações de elefante africano estão estáveis ou a registar um ligeiro aumento desde os anos 90 do século passado.
Visto em: Público
domingo, novembro 13, 2011
25% dos mamíferos estão em perigo de extinção
Na última atualização de dados, os pesquisadores avaliaram o estado de 61.900 espécies de plantas e animais.
Recentemente, o rinoceronte negro da África ocidental foi oficialmente declarado extinto. As reavaliações de espécies de rinocerontes mostram que a subespécie da subespécie do rinoceronte branco na África central – chamado de rinoceronte branco do norte (Ceratotherium simum cottoni) está atualmente à beira da extinção e foi classificado como “possivelmente extinto em estado selvagem”.
Uma subespécie do rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus annasmiticus) também está provavelmente extinta, após a caça do que provavelmente era o último animal no Vietnã em 2010. Enquanto isso não significa o fim do rinoceronte de Java, reduz as espécies a uma única população em declínio na ilha de Java.
A avaliação também mostrou que alarmantes 40% dos répteis terrestres de Madagascar estão ameaçados. Das 22 espécies de Madagascar atualmente identificadas como criticamente em perigo, encontram-se camaleões, lagartixas, lagartos e cobras, que representam agora um desafio para conservação.
Novas áreas de conservação designadas em Madagascar devem ajudar a preservar uma proporção significativa destas espécies criticamente ameaçadas, como o camaleão de Tarzan (Tarzan Calumma), o camaleão de nariz bizarro (Calumma hafahafa) e uma espécie de lagarto chamada limbless skink (Paracontias Fasika).
Outras descobertas incluem:
- Uma arraia que se pensava ser uma única espécie é, na verdade, duas: a arraia do recife (Manta Alfredi) e a arraia gigante (Manta birostris), ambas classificadas como vulneráveis. Considerada a maior arraia viva, a gigante pode crescer em mais de 7 metros de diâmetro;
- Cinco das oito espécies de atum estão nas categorias ameaçadas ou quase ameaçadas;
- Vinte e seis anfíbios foram recentemente adicionados à Lista Vermelha da IUCN, incluindo os sapos venenosos Ranitomeya benedicta, listado como vulnerável, e Ranitomeya summersi, atualmente classificado como ameaçado de extinção;
- As plantas estão ainda sub-representadas na Lista Vermelha da IUCN. O trabalho atual em andamento para aumentar o conhecimento de plantas inclui uma revisão de todas as coníferas, com resultados mostrando que a Glyptostrobus pensilis, por exemplo, passou do estado de ameaçada ao de criticamente ameaçada, sendo a principal causa disso a perda de habitat conforme a agricultura se expande.
domingo, outubro 23, 2011
Cuidados com animais de estimação
2) Identificação do Animal: Uma identificação visível pode salvar a vida de gatos e cachorros. Acidentes acontecem e quando eles ocorrem, animais perdidos dependem da identificação em sua coleira contendo o nome, endereço e telefone dos donos. A cada 3 meses, verifique se a coleira não está muito apertada.
3) Pássaros devem ser livres: Pássaros nasceram para voar e para estar com outros pássaros. Nunca compre um pássaro num Pet Shop. Se você já possui um pássaro, não corte suas asas e deixe-o voar livremente (você não gostaria que cortassem seu pé para não correr mais). Pense em enviar pássaros solitários para um abrigo onde ele possa estar em contato com outros de sua espécie.
4) Pequenos detalhes significam muito: Brincar e dar atenção ao seu animal regularmente significa muito para ele pois que ele passa o dia esperando você voltar do trabalho. Comida, água, abrigo e consultas regulares ao veterinário são fundamentais mas animais são seres sociais que adoram companhia mais do que qualquer coisa. Não ignore aquele rabinho alegre, deixe seu gato se aconchegar perto de você enquanto você lê o seu jornal diário e não se apresse quando for passear com seu cachorro: esse é o tempo que eles tem para explorar o mundo e tantos cheiros diferentes.
5) Vai viajar com seu bichinho de estimação? Cuidado! Se você vai viajar de avião, escolha uma companhia aérea que permita que o animal seja transportado num compartimento especial e não no de carga. O compartimento de carga não possui boa ventilação e a temperatura não é regulada. Muitos são os animais que se machucam ou mesmo morrem durante viagens em compartimentos de carga, portanto se a sua companhia aérea não permite que seu bichinho de estimação voe num compartimento especial, a melhor opção seria dirigir ou procurar um modo mais seguro de transporte.
6) Não deixe seu cachorro preso: Cachorros gostam de estar onde você está. Cachorros são animais sociáveis que adoram correr, brincar e obter atenção. Deixar seu cachorro preso pode deixa-lo infeliz e fazer com que ele venha a ter problemas de comportamento. Se você conhece um cachorro que passou toda sua vida numa corrente, converse com o dono do animal e ajude-o a compreender como a sua liberdade é importante.
7) Castre seu bichinho de estimação: Gatos e cachorros, todos devem ser castrados. A cada hora, 2.500 cachorros e gatos nascem no Sudeste do Brasil (muito mais animais do que pessoas interessadas em adota-los). Milhões de animais são abandonados, ficam doentes e acabam sendo mortos pelo centro de Zoonoses. Evite que isso aconteça castrando seu animal e divulgando esta informação entre as pessoas que conhecem.
8) Se você precisa desistir de um animal: É muito importante que você procure um outro dono para ele com muito cuidado. Cuidado para não doar o animal para pesquisas ou outros tipos de atividades ilícitas. Cheque se a pessoa interessada tem boa conduta e não tenha medo de dizer não se você acredita que o animal não estará em boas mãos. Se você não encontrar um outro dono, leve o animal à um abrigo conhecido e procure ter certeza de que ele não passará o resto de sua vida numa gaiola.
9) Nunca ignore animais perdidos ou machucados: Nas ruas eles podem ser vítimas de maus tratos, atropelamentos e doenças além de poder se reproduzir (tornando o problema de super-população ainda maior). Quando o animal está perdido, você poderia ajudar muito tentando achar os seus donos. Se ele estiver nas ruas, procure afastá-lo de avenidas e ruas de maior movimento.
Visto em: Ilhado
quarta-feira, julho 21, 2010
Lixo marinho já atinge áreas remotas da Antártica
Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace, participou da expedição do MV Esperanza entre 2007 e 2008. Seu trabalho foi, dentre outras funções, coordenar a pesquisa sobre lixo marinho. Por meio da observação de objetos, foram coletados dados que informaram tipos de lixo e, em alguns casos, a sua origem.
De 69 itens avistados pelo navio Esperanza, 43% eram materiais plásticos e dos 59 itens observados pelo navio RRS James Clark Ross (também envolvido na pesquisa) 41% também eram plásticos. "Encontramos restos de materiais de pesca, muitas caixas e micropartículas plásticas", conta Leandra. Diferentemente do que ocorre em outras regiões, as sacolas plásticas não foram vistas em grande quantidade. Os dados da pesquisa serão publicados na edição de agosto na revista "Marine Environmental Research".
Muita gente já ouviu falar sobre as "ilhas de plástico" em nossos oceanos. No norte do Oceano Pacífico, há uma área do tamanho do Texas onde se estima que, para cada quilo de plâncton, existam seis quilos de lixo plástico. A presença desse tipo de dejeto nos oceanos causa problemas ainda maiores do que os já conhecidos impactos na fauna local.
Materiais plásticos têm grande capacidade de absorção de poluentes orgânicos persistentes (POPs), funcionando como verdadeiras "esponjas químicas". Com isso, esse tipo de contaminação acaba atingindo áreas não-habitadas e que estariam teoricamente a salvo da poluição gerada pelo homem. As superfícies plásticas podem servir também como habitat para algumas espécies, transportando-as de um lugar a outro e ocasionando desequilíbrio em cadeias e dando origem muitas vezes a espécies invasoras.
O Greenpeace vem acompanhando de perto o avanço da poluição marinha. Em 2006, a expedição “Defendendo nossos oceanos” também apresentou resultados sobre os caminhos percorridos pelo lixo no mundo e sobre o estado dos oceanos.
Fonte: Greenpeace
segunda-feira, março 29, 2010
Pássaros "leem" da esquerda para a direita
Não é só tradição ocidental, não. Pesquisadores da Universidade de Chicago descobriram que contar ou ler coisas da esquerda para a direita também é comum aos pássaros.
Como teste, eles adestraram um grupo de aves de modo que eles pegassem sempre o quarto objeto de uma fila em troca de recompensas.
A princípio, a fila era vertical, mas, quando colocada horizontalmente, os pássaros continuavam a pegar o quarto objeto - só que contando da esquerda para a direita. Foi a primeira vez que um dispositivo de leitura como este foi encontrado em uma espécie além da humana.
Incrível, não?
Fonte: Super Interessante

