domingo, julho 02, 2017
O inferno só existe na mente humana
A ilha do inferno, fica no oceano do inferno. Este oceano contém todos os medos do desconhecido, e, os nossos medos são o nosso sonho do inferno. O nosso sonho forma os filmes interiores que carregamos conosco para todos os lugares. Somos o produtor, o diretor e o protagonista nesses filmes carregados de medo. Na ilha do inferno, temos ilusão de que estamos seguros. É um lugar na mente onde acumulamos tudo o que nos pertence.
Pensamos : "Esta é a minha família, a minha casa, o meu dinheiro, o meu carro, a minha carreira, as minhas realizações, e nos sentimos mais seguros na medida em que tornamos essa ilha cada vez maior, com mais e mais apegos ao que é nosso. Porém a ilha é regida por um medo de perder qualquer coisa que acalentamos.
É importante ressaltar que a mudança acontece independente de você. Uma mudança natural, espontânea que nasce do despertar da dimensão do Ser-Consciente em nós. O céu e o inferno estão dentro de nós. O céu é a CONSCIÊNCIA, o inferno a INCONSCIÊNCIA, a causa de todos nossos males. Relaxe nessa consciência e deixe que ela opere em você de dentro pra fora. Nada mais é necessário.
Deixe as coisas fluirem naturalmente. Mas não esqueça de ficar Consciente. Consciência transforma e liberta. Inconsciência paralisa e escraviza.
Procure lembrar-se de ficar consciente no dia-a-dia. Sempre que puder e lembrar: no ônibus, na escola, na sala de espera do médico etc . Observe suas reações diárias. Mas não as julgue, nem condene. Apenas observe-as, fique atento a elas.
Visto em: Aos Filhos da Terra
quinta-feira, abril 28, 2016
Não ter religião é a nova maior religião do mundo
Não tanto aqui no Brasil, e mais em países como os Estados Unidos, o grupo de pessoas “sem religião” tem crescido substancialmente.
Os religiosamente não afiliados são o segundo maior grupo religioso na América do Norte e na maior parte da Europa. Nos Estados Unidos, compõem quase um quarto da população. Na última década, superaram católicos, protestantes e todos os seguidores de religiões não cristãs, por exemplo.
Por todos os cantos
Há muito tempo existem previsões de que a religião perderia relevância conforme o mundo se modernizava. Porém, todas as pesquisas recentes estão descobrindo que isso está acontecendo surpreendentemente rápido.
A França terá uma população de maioria secular em breve. O mesmo acontecerá com Holanda e Nova Zelândia. O Reino Unido e a Austrália em breve perderão suas maiorias cristãs. A China também possui uma população bastante secularizada.
A religião está se tornando menos importante do que jamais foi, mesmo para as pessoas que vivem em países onde a fé afeta de tudo, desde o voto a governantes a fronteiras e arquitetura.
Mas muita calma nessa hora: os sem religião não estão herdando a Terra ainda. Em muitas partes do mundo – na África subsaariana, em particular -, a religião está crescendo tão rápido que a participação dos “sem religião” na população mundial deve de fato diminuir em 25 anos.
Divisões
Dentro do grupo dos sem religião, as divisões são tão profundas como entre os religiosos. Alguns são ateus confessos. Outros são agnósticos. E muitos simplesmente não se importam o suficiente para indicar uma preferência religiosa (os famosos não praticantes?).
Apesar de unidos em torno do ceticismo em relação a organizações e por uma crença comum de que eles não acreditam, os sem religião são tão internamente complexos quanto outras religiões. E como acontece com elas, estas contradições internas poderiam manter novos seguidores longe.
Por que o mundo está ficando sem religião?
Existem algumas teorias sobre por que as pessoas tornam-se ateias em grandes números. Alguns demógrafos atribuem esse fato a segurança financeira, o que explicaria por que os países europeus com programas de segurança social mais fortes são mais seculares do que os Estados Unidos, onde a pobreza é mais comum e uma emergência médica pode levar à falência.
O ateísmo também está ligado à educação, medido pelo desempenho acadêmico (ateus em muitos lugares tendem a ter diploma universitário) ou conhecimento geral das crenças ao redor do mundo (daí teorias de que o acesso à internet estimula o ateísmo).
Há alguma evidência também de que as religiões oficiais dos países afastam totalmente as pessoas de fé, o que poderia ajudar a explicar porque os EUA é mais religioso do que a maioria das nações ocidentais que, tecnicamente, têm uma religião de Estado, mesmo que raramente observada.
Grupo homogêneo
O avanço científico não faz apenas as pessoas questionarem a Deus, mas também está conectando aqueles que questionam. É fácil encontrar grupos de discussão ateus e agnósticos online, mesmo se você vem de uma família ou comunidade religiosa. Tais grupos mostram que as pessoas que não acreditam não estão sozinhas.
Ainda assim, o grupo dos não crentes não é tão heterogêneo quanto dos religiosos. Na Europa e na América do Norte, os não afiliados tendem a ser vários anos mais jovens do que a média da população. 11% dos norte-americanos nascidos depois de 1970 foram criados em lares seculares. Além disso, a secularização ocidental é cheia de homens brancos. Nos EUA, 68% dos ateus são homens, e 78% são brancos.
Em todo o mundo, o Pew Research Center constata que as mulheres tendem a ser mais propensas a ter uma religião e a rezar. Isso muda quando elas têm mais oportunidades, no entanto. “As mulheres que estão na força de trabalho são mais como os homens na religiosidade”, disse Conrad Hackett, do Pew Research Center.
O fundador do grupo Black Skeptics Group Sikivu Hutchinson ressalta que “o número de jovens negros e latinos com acesso à ciência e educação matemática de qualidade ainda é extremamente baixo”, o que significa que eles têm menos oportunidades econômicas e menor exposição a uma visão de mundo que não requer a presença de Deus.
Tomando o globo
Apesar do grupo dos “sem religião” ter aumentado ao longo do tempo, o número correto de pessoas que não acreditam em Deus pode ser maior, porque elas ainda não assumem isso.
Mesmo brancos do sexo masculino e educados podem temer o estigma de ser rotulados como descrentes. Um dentista branco, por exemplo, não quis dar entrevista para a National Geographic por medo de que seus pacientes não gostassem que um ateu mexesse em seus dentes.
No entanto, parece inevitável que essa tendência não continue. Conforme os seculares de hoje crescem e têm seus próprios filhos, a única tradição de domingo que vai passar adiante parece ser a de acordar tarde.
segunda-feira, fevereiro 29, 2016
Crianças sem religião são mais generosas, diz estudo
“Nossos resultados reforçam a noção de que a secularização do discurso moral não reduz a bondade humana. Na verdade, ela faz exatamente o oposto”, diz Jean Decety, um neurocientista do desenvolvimento na Universidade de Chicago, em Illinois, e o principal autor do estudo.
Pesquisas anteriores já puseram em dúvida o estereótipo comum que as pessoas religiosas são mais morais do que seus irmãos não religiosos. Nas pesquisas, pessoas religiosas relataram maiores níveis de ações de caridade, mas não está claro se esta informação éprecisa ou exagerada. Também não está claro se o espírito altruísta está confinado a outros membros de sua religião. Em testes reais de generosidade, há também resultados mistos. Um estudo constatou que as pessoas religiosas e não-religiosas compartilharam mais dinheiro com um estranho depois de ler frases contendo palavras religiosas, como “espírito” ou “Deus”. Mas as pessoas também foram mais generosas depois de ler palavras associadas com as autoridades seculares como “polícia”. Outro estudo descobriu quepessoas religiosas são tão prováveis quanto as menos religiosas de ignorar um estranho em dificuldades.
A nova pesquisa, feita com crianças de seis países (Canadá, China, Jordânia, Turquia, África do Sul e Estados Unidos), inclui 510 muçulmanos, 280 cristãos e 323 crianças sem religião. O estudo foi o primeiro a dar este olhar em larga escala na forma como a religião e comportamento moral se relacionam em crianças de todo o mundo, com foco em uma faceta do comportamento moral: o altruísmo ou a vontade de dar a alguém um benefício que vem também com um custo pessoal.
O teste envolveu a moeda de troca da infância: adesivos. Eles participaram de uma “tarefa de alocação de recursos”, conhecido como o Jogo do Ditador. Crianças com idades entre 5 e 12 anos se reuniam individualmente com os adultos que lhes permitiam escolher 10 de seus carrinhos favoritos. As crianças eram, então, informadas que os adultos não tinham o suficiente para distribuir o resto de seus adesivos para outras crianças em uma outra classe fictícia. Mas cada criança falou que elas poderiam colocar alguns das seus 10 adesivos em um envelope para ser compartilhadas com outras crianças, que foram descritas como sendo da mesma escola e grupo étnico. Os cientistas usaram o número de adesivos restantes no envelope como medida de altruísmo.
As crianças de famílias não religiosas deixaram uma média de 4,1 adesivos, uma diferença estatisticamente significativa de crianças cristãs (3,3) e de muçulmanas (3,2). Além disso, com base em uma pesquisa com os pais, também descobriram que o grau de religiosidade, bem como o período de tempo em uma comunidade religioso, está associado com menos altruísmo. A idade da criança, a situação socioeconômica e o país de origem também tiveram influência, mas não o suficiente para anular o efeito das diferenças religiosas, de acordo com o estudo. Em crianças mais velhas, a disparidade foi mais nítida, com a juventude religiosa cada vez com menos tendências em compartilhar.
As crianças no estudo também assistiram a vídeos curtos em que uma criança faz algo ruim para outra, como empurrões. As crianças então classificavam quão grave elas pensavam que o incidente era, e quão severamente eles queriam o instigador punido. Crianças não religiosas tendiam a classificar os incidentes como menos significativo. Crianças muçulmanas, em média, deram a mais alta classificação e procuraram punições mais severas do que qualquer uma dada pelas cristãs ou pelas seculares. Decety diz que ele não tem certeza do porque este é o caso.
Decety, cujo trabalho tem como foco o surgimento da moralidade em crianças, diz que o padrão das crianças religiosas como sendo menos generosas pode estar ligado a um fenômeno chamado “licenciamento moral”. Isso é quando uma pessoa se sente permitida, mesmo que inconscientemente, a fazer algo errado porque eles se veem como uma pessoa moralmente correta.
Com tantas crianças de diferentes culturas, o novo estudo oferece introspecções vitais, disse Benjamin Beit-Hallahmi, um psicólogo da Universidade de Haifa em Israel e um especialista em psicologia da religião. Ele suspeita que os resultados estão ligados a importância que muitas religiões colocam em uma autoridade externa e as ameaças de castigo divino. Considerando que as crianças de famílias religiosas aprendem a agir em obediência a um poder superior vigilante, crianças criadas em lares seculares poderiam ser ensinadas a seguir regras morais apenas porque é “a coisa certa a fazer”, diz ele. Então, “quando ninguém está olhando, as crianças de famílias não-religiosas se comportam melhor”.
O estudo já está instigando coçar a cabeça sobre como ele se enquadra com estudos semelhantes de adultos. Azim Shariff, um psicólogo da Universidade de Oregon, em Eugene, diz que contrasta com a sua análise que, tomados como um todo, pesquisas anteriores não encontraram nenhum efeito global da religião em adultos confrontados com este tipo de testes morais.
“Ele não se encaixa facilmente com o que está lá fora tão longe. Então, eu tenho que fazer algumas reflexões — as outras pessoas têm que pensar um pouco — com a forma como ele se encaixa”, diz Shariff, que elogiou a escala e profundidade do estudo. Ele sugeriu que as novas descobertas poderiam refletir um estágio de desenvolvimento para as crianças, produzindo resultados diferentes do que em adultos. Ele também observou que tais testes controlados podem não capturar completamente como as pessoas se comportam na vida diária.
Decety expandiu sua pesquisa para examinar os efeitos da religião no comportamento das crianças em 14 países, e também está explorando se a religião influencia em como as crianças decidem distribuir bens entre pessoas diferentes em um grupo. “Meu palpite é que eu vou encontrar o mesmo resultado que obtive neste estudo”, diz ele.
Visto em: Universo Racionalista
domingo, novembro 29, 2015
domingo, setembro 28, 2014
Pessoas religiosas não são mais boazinhas do que as outras
Se você acredita que pessoas religiosas são mais boazinhas, você está um pouco enganado. A religião parece não ser o caminho para, necessariamente, transformar alguém em um ser humano mais caridoso. Segundo uma pesquisa, os religiosos fazem tantas boas ações quanto qualquer outra pessoa (seja ela ateia ou só um pouquinho religiosa).
Os pesquisadores chegaram a esta conclusão depois de convidar 1,2 mil adultos, de diferentes religiões e com distintas visões políticas, para um desafio. Durante três dias, eles tiveram de relatar todas as ações boas e ruins que haviam praticado ou testemunhado no dia. Em média, as pessoas passam por uma dessas experiências por dia. A religião ou visão política não fazia a menor diferença.
Na verdade, duas coisas mudavam entre os religiosos: eles se sentiam muito mais culpados ou chateados ao cometer algum erro e se sentiam ainda mais orgulhosos quando faziam o bem do que as outras pessoas. Mas nem essa intensidade maior de sentimentos fazia com que eles praticassem mais boas ações no dia.
Visto em: Ciência Maluca
sexta-feira, maio 30, 2014
quarta-feira, julho 10, 2013
O Inferno dos Ateus
Um ateu morre e vai para o céu. Chegando lá é recepcionado por São Pedro:
— Hummm... – Lendo o livro da vida pregressa do ateu – Infelizmente meu filho, você não pode adentrar no reino celestial. Você, desde jovem, declarou-se ateu. Até mesmo no leito de morte, você ficou firme no seu ateísmo. Lugar de ateu é no Inferno.
Resignado, o ateu desce às profundezas abissais em procura da entrada do Inferno. Lá chegando tem um choque. A entrada do Inferno parece-se com aqueles grandes cassinos de Las Vegas. Logo na entrada, lindas mulheres recepcionam o ateu.
Extremamente surpreso o ateu adentra no Inferno e é recebido por um homem elegantemente vestido com um terno branco e uma flor no bolso do paletó.
— Seja bem-vindo, meu grande amigo! – Diz efusivamente – Eu sou Satanás, seu anfitrião por toda a eternidade e qualquer coisa que você queira é só pedir diretamente para mim ou para aquelas lindas mulheres. – Abaixando a voz – A ruiva de vestido preto vai te levar à loucura.
A imagem do inferno era fabulosa: uma longa pradaria onde o comum era a relva baixa e flores. Ao fundo uma pequena seqüência de montanhas.
Percebia-se um pequeno rio à esquerda, onde o ateu reconheceu Nietzsche e Voltaire, com varas de pescar em uma mão e um copo de vinho na outra. Riam alto! À direita, num restaurante com uma enorme varanda, o ateu discerniu somente numa mesa Thomas Paine, Robert Ingersoll e Thomas Jefferson, este último acenando e apontando para um livro em sua mão. Era o último livro de Richard Dawkins.
Confuso, desnorteado, o ateu não consegue entender o que está acontecendo. Só ouve o Satanás ao seu lado, falando como se fossem dois grandes amigos tomando cerveja num barzinho. E ele não parava de falar:
— Meu amigo, aqui você poderá fazer tudo o que você sempre quis. Nada é proibido, desde que você obtenha prazer. – Acenando para um homem que passava – Oi Giordano!
O homem retorna o cumprimento. O ateu curioso pergunta:
— Aquele era Giordano Bruno?
— Hã? Ahh… sim! Desculpe-me por não apresentá-lo, mas não se preocupe, pois irá conhecê-lo nas noites de quinta-feira. Todas as quintas fazemos jogatina, após o jogo de futebol. O único que não joga é o Karl Marx.
De repente, interrompendo a conversa, o céu fica escuro com nuvens negras e ventos fortes, com descargas de relâmpagos e trovões que parecem anunciar o dia do Juízo Final.
O ateu vê que a pradaria, outrora linda, virou uma fossa abissal que expelia de suas entranhas, labaredas sulfurosas, como línguas demoníacas.
No meio do céu tempestuoso, um homem aparece, gritando loucamente e ardendo em chamas, caindo diretamente na fossa aberta no chão. Tão logo o homem é engolido pelas chamas, tudo volta ao que era antes. A pradaria, Nietzsche e Voltaire no rio e Satanás não parando de falar, como se nada tivesse acontecido.
Perplexo pelo o que viu e não se contendo em curiosidade perante a passividade de Satanás o ateu pergunta:
— Que porra foi isto?
Satanás responde:
— Era um evangélico. Eles preferem o Inferno desta maneira.
quarta-feira, março 13, 2013
Por que o ateísmo pode substituir a religião: estudo
A questão de por que o ateísmo é mais predominante em países ricos do que pobres tem ocupado os antropólogos por cerca de 80 anos. A crença em Deus declina na maior parte dos países desenvolvidos e o ateísmo está concentrado em países europeus como a Suécia (64% de descrentes), Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%), enquanto que na África Sub-saariana a quantidade de ateus é inferior a 1%.
Baseado no fato que quanto mais educação, maior a taxa de descrentes, o antropólogo James Fraser propôs que as previsões científicas e o controle da natureza suplantaria a religião como forma de controlar a incerteza nas nossas vidas.
Ateístas são mais comuns entre pessoas com nível superior e que vivem em cidades, e estão mais concentrados em social-democracias europeias. O ateísmo parece florescer mais entre pessoas que se sentem economicamente seguras. Mas por quê?
Em um estudo feito em 137 países, o psicólogo evolucionista Nigel Barber aponta que, aparentemente, as pessoas se voltam à religião como uma proteção para as dificuldades e incertezas da vida. Em social-democracias, há menos medo e incertezas sobre o futuro por conta de programas de promoção do bem-estar. Países com melhor distribuição de renda também têm mais ateus.
Em contraste, países onde as doenças infecciosas são mais comuns também há a crença em Deus maior. E em países mais religiosos, a fertilidade também é maior, pela promoção do casamento pela religião. Por fim, a religiosidade também é maior em países onde a população rural é maior.
Mesmo as funções psicológicas da religião enfrentam uma competição acirrada nas sociedades modernas, com as pessoas procurando médicos, psicólogos e psiquiatras quando têm problemas psicológicos.
Segundo Nigel, as razões pelas quais as igrejas perdem expressão em países desenvolvidos podem ser resumidas em termos de mercado.
Primeiro, com uma ciência melhor, redes de segurança governamentais e famílias menores, há menos medo e incerteza na vida das pessoas, e, portanto, um mercado menor para a religião.
Ao mesmo tempo, muitos produtos alternativos estão sendo oferecidos, como medicamentos psicotrópicos e diversão eletrônica, exigindo menos compromissos e respeito servil à crenças não científicas.
Visto em: Hypescience
quarta-feira, outubro 31, 2012
As raízes do racismo
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: “o nosso” e o “deles”.
Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes, palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, corintianos e palmeirenses.
Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos americanos levaram para um acampamento, adolescentes que não se conheciam. Ao descer do ônibus, cada participante recebeu aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.
A observação precisou ser interrompida antes da data prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas que irrompiam entre azuis e vermelhos.
Nos anos que se seguiram, diversas experiências semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os “outros”.
Parte desse pré-julgamento que fazemos “deles” é inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens negros tem raízes profundas.
Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna? Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos se amarem e odiarem palmeirenses?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.
Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos “nossos” é a crueldade dirigida contra os “outros”.
Na violência intergrupal do passado remoto, estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre nossos antepassados deram origem aos comportamentos preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com outros povos era tormentoso e limitado.
Foi com as navegações e a descoberta das Américas que indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver, embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.
Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em apenas uma geração o apartheid norte-americano foi combatido a ponto de um negro chegar à presidência do país.
O preconceito contra “eles” cai mais pesado sobre os homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.
A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos e até times de futebol.
Demarcada a linha divisória entre “nós” e “eles”, discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.
Texto de Drauzio Varella
terça-feira, outubro 16, 2012
Por que ateu desperta a ira do fanático religioso
A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.
Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.
Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais. Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos a interferências mágicas em assuntos terrenos. Perseguidos e assassinados no passado, para eles a vida eterna não faz sentido.
Não se trata de opção ideológica: o ateu não acredita simplesmente porque não consegue. O mesmo mecanismo intelectual que leva alguém a crer leva outro a desacreditar.
Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias.
Que sentido tem para um protestante a reverência que o hindu faz diante da estátua de uma vaca dourada? Ou a oração do muçulmano voltado para Meca? Ou o espírita que afirma ser a reencarnação de Alexandre, o Grande? Para hindus, muçulmanos e espíritas esse cristão não seria ateu?
Na realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na encruzilhada quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que teria dado à luz ao filho do Senhor? Ou o politeísta ao ouvir que não há milhares, mas um único Deus?
Quantas tragédias foram desencadeadas pela intolerância dos que não admitem princípios religiosos diferentes dos seus? Quantos acusados de hereges ou infiéis perderam a vida?
O ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções. Não é outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do Diabo. Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome Dele sejam cometidas as piores atrocidades.
Os pastores milagreiros da TV que tomam dinheiro dos pobres são tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares porque obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus, seriam considerados mensageiros de Satanás.
Ajudamos um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes aos quais nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas, não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como demonstraram os etologistas.
O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a sociedade - quando não semeia o ódio que leva às perseguições e aos massacres.
Para o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão, preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam absurdo.
Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta.
Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.
Escrito por Drauzio Varella
Visto em: Hippies
terça-feira, setembro 18, 2012
Pessoas menos religiosas tendem a ser mais generosas
Crentes podem não ser tão "bons samaritanos" quanto ateus e agnósticos. É o que sugere um estudo desenvolvido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Publicado no periódico Social Psychological and Personality Science, o artigo afirma que pessoas menos religiosas tendem a ser mais sensíveis às necessidades de um estranho.
O experimento foi realizado em três etapas. Na primeira, os cientistas analisaram dados de uma enquete americana de 2004 entre 1.300 adultos. A análise mostrou que as pessoas menos religiosas eram mais caridosas do que os mais crentes.
No segundo experimento, 101 adultos americanos assistiram a imagens de crianças muito pobres. Em seguida, os participantes receberam moedas falsas e foram instruídos a doar uma quantidade qualquer a um estranho. Novamente, os menos religiosos mostraram-se mais caridosos e doaram valores maiores.
"As imagens tiveram um grande efeito na generosidade dos menos crentes", disse o psicólogo Robb Willer, da Universidade de Berkley, coautor do estudo. "Mas não modificou de maneira significativa a generosidade dos participantes mais religiosos."
No último experimento, mais de 200 alunos universitários tinham que dizer quão compassivos estavam se sentindo no momento. Em seguida, participaram de jogos em que precisavam decidir se compartilhariam dinheiro com um estranho ou se guardariam para si.
Em uma rodada, os jogadores eram informados que haviam recebido doação de outro participante. Os agraciados tinham liberdade para decidir se recompensariam o doador devolvendo parte do dinheiro. Aqueles que haviam declarado baixa religiosidade e alta compaixão estiveram mais propensos a devolver parte do dinheiro recebido por um estranho do que os outros participantes do estudo.
De acordo com os autores, os menos religiosos apoiam a generosidade e a caridade na força da ligação emocional que estabelecem com um estranho. Já os mais religiosos parecem basear a generosidade menos na emoção e mais na doutrina e na identificação com a comunidade.
Visto em: Veja
domingo, agosto 26, 2012
Um Universo que não foi feito para nós
Trechos do livro "Pale Blue Dot: A Vision of the Human Future in Space" de Carl Sagan, narrado pelo mesmo. Mais especificamente, do capítulo intitulado "Um Universo que não foi feito para nós".
Vídeo legendado basta ativar a legenda no player.
terça-feira, julho 31, 2012
quinta-feira, maio 24, 2012
Ateu sofre preconceito?
“Ateu não sofre preconceito! Normalmente só é ateu quem tem boa condição de vida. Ateu não é discriminado, não passa por dificuldades na vida por ser ateu.” Decerto, você já ouviu alguma dessas afirmações. Provavelmente, emitida por uma pessoa religiosa e que não consegue enxergar que o preconceito pode ser externalizado em muitas atitudes diferentes. Alguns preconceitos são mais visíveis e dirigidos a determinadas classes de pessoas, como ocorre com a população afrodescendente ou homossexual – as pessoas torcem o nariz visivelmente e explicitamente negam oportunidades a elas, inclusive discutindo a possibilidade de negação de direitos sem apresentar qualquer justificativa válida.
Outras atitudes preconceituosas são mais veladas, contudo. Os afrodescendentes estão muito acostumados com esse tipo de preconceito: o da invisibilidade. É o que acontece quando você vive em um país em que boa parte das pessoas pobres são negras e cuja educação pública é de péssima qualidade? Acontece que boa parte dos estudantes afrodescendentes terão menos oportunidades do que os estudantes brancos e, portanto, dificilmente alcançarão o mesmo resultado que os brancos. Além disso, isso se reflete em sua autoestima: como pouquíssimos estudantes negros alcança sucesso — e os casos de sucesso ocorrem normalmente em outras atividades menos intelectuais, como o esporte, provavelmente eles sairão mal em atividades intelectuais, mesmo que intrinsecamente pudessem ter maior sucesso na Academia.
Os ateus sofrem com os dois tipos de preconceito. Se é verdade que muitos negros ainda sofrem preconceito direto de pessoas que infelizmente ainda não aprenderam que todos são iguais e devem ser intrinsecamente respeitados, o preconceito contra eles ao menos já está caindo na categoria do “politicamente incorreto”. O movimento LGBT, por sua vez, também tem conseguido importantes avanços na luta por seus direitos, apesar de os homossexuais serem ainda muito discriminados por grande parcela da população e por importantes meios de comunicação.
A discriminação contra os ateus é direta: há pelo menos duas redes de televisão – uma católica e uma evangélica – que todo santo dia (usei a expressão de propósito, não foi ato falho!!) atacam ateus, dizendo que a culpa de todas as desgraças do mundo, desde que deus criou o mundo há 6.000 anos, são nossa culpa (ironia – e eu me recuso a escrever deus com letra maiúscula).
Vamos para um exemplo. Imagine que um político importante em um certo país europeu inflame seus apoiadores a se revoltar contra os judeus, dizendo que a culpa do desemprego e da violência é deles. Dou um doce se você me disser a quem estou me referindo. Vocês diriam que não é um discurso discriminatório?
De noite, você vai a um jantar de família e as pessoas resolvem agradecer a deus pela comida (ninguém lembra de agradecer ao agricultor, ao motorista do caminhão ou ao dono da quitanda, ou mesmo a quem trabalhou para ter dinheiro e comprar o alimento). Alguém resolve rezar o pai nosso: você, para não ficar constrangido e estragar o barato dos outros, dá as mãos e fica em silêncio. Sua tia, que está ao seu lado, quebra o protocolo e abre os olhos pra ver se você está rezando direitinho. Como você é ateu, está em silêncio. Algo te diz para olhar pro lado, e você dá de cara com o olhar de reprovação da titia, que depois faz um discurso inflamado contra a juventude sem deus, te constrangendo nitidamente. Não que ser ateu seja algo constrangedor, mas ser exposto por causa de suas crenças, quando você estava respeitando as crenças de todo mundo, é extremamente embaraçoso. Você se sente o cocô da mosca que pousou no rabo do cavalo do bandido; chega até a pensar se não vale a pena repensar suas crenças para levar a vida com menos constrangimentos. Sei disso porque passei exatamente por esta situação há alguns anos. Você se sente envergonhado de ser o que você é.
Mas os ateus sofrem bastante com um outro tipo de discriminação, a invisível. Você vai a um tribunal e lá está um crucifixo – fico imaginando se o juiz iria se declarar suspeito para decidir um caso de interesse da igreja Católica, se o Judiciário afixa um crucifixo na parede de cada sala de audiência. Se os negros, com razão, se sentem diminuídos quando não se vêem representados em posição de respeito numa novela ou em um filme, nós ateus também nos sentimos assim.
Você se lembra de algum filme arrasta-quarteirão de Hollywood em que o mocinho era ateu? Não? Eu só lembro de um: Contato, baseado no livro de (e quem mais poderia ser?) Carl Sagan. Um filmaço, mas que a mídia americana nem considerou sequer cogitar para o Oscar nas categorias principais. A edição de som do filme chegou a ser indicada. Mas a atuação brilhante de Jodie Foster não foi nem elogiada pelos principais canais. Até “Homens de Preto” (aquele, com o Will Smith) foi indicado em três categorias no mesmo ano. Não é mania de perseguição, até porque outros excelentes filmes também não receberam a estatueta (até porque, como sabemos, muitas vezes o critério não é técnico), mas a meu ver isso é fruto da discriminação velada que existe contra os ateus. Carl Sagan era ateu, assim como Jodie Foster e, mesmo tendo a direção dado uma boa mitigada no ateísmo do filme (quando comparado ao livro), seria difícil ir contra o mainstream politicamente correto (porque é politicamente incorreto ser ateu, na maior parte dos meios).
Tente arrumar um emprego dizendo, na entrevista, que você é ateu. Tente se candidatar a um cargo eletivo dizendo, em sua campanha, que é ateu. Não vai nem arrumar o emprego, nem ser eleito. Duvida? Há algum tempo atrás massacraram Dilma Roussef porque ela disse que era contra o aborto e fez errado o sinal da cruz.
Como corrigir essa situação? Só vejo um caminho – expondo publicamente nossos ideais.
Um texto de Fabio Portela
Fonte: Bule Voador
segunda-feira, março 05, 2012
domingo, abril 24, 2011
A ressurreição dos deuses
Tamuz: deus da Suméria e Fenícia, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz.
Mitra - séc. I a.C.:
§ Originalmente um deus persa, mas foi adotado pelos romanos e convertido em deus Sol;
§ Intermediário entre Ormuzd (Deus-Pai) e o homem;
§ Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro;
§ Nasceu de forma milagrosa, sem envolvimento sexual;
§ Pastores vieram adorá-lo, com presentes como ouro e incenso;
§ Viria livrar o mundo do seu irmão maligno, Ariman;
§ Era considerado um professor e um grande mestre viajante;
§ Era identificado com o leão e o cordeiro;
§ Seu dia sagrado era domingo ("Sunday"), "Dia do Sol", centenas de anos antes de Cristo;
§ Tinha sua festa no período que se tornou mais tarde a Páscoa cristã;
§ Teve doze companheiros ou discípulos;
§ Executava milagres;
§ Foi enterrado em um túmulo e após três dias levantou-se outra vez;
§ Sua ressurreição era comemorada cada ano.
Átis (Frígia / Roma) - 1200 a.C.:
§ Nasceu dia 25 de dezembro;
§ Nasceu de uma virgem;
§ Foi crucificado, morreu e foi enterrado;
§ Ressuscitou no terceiro dia.
Buda - séc. V a.C.:
§ Sua missão de salvador do mundo foi profetizada quando ele ainda era um bebê;
§ Por volta dos 30 anos inicia sua vida espiritual;
§ Foi impiedosamente tentado pelas forças do mal enquanto jejuava;
§ Caminhou sobre as águas (Anguttara Nikaya 3:60);
§ Ensinava por meio de parábolas, inclusive uma sobre um "filho pródigo";
§ A partir de um pão alimentou 500 discípulos, e ainda sobrou (Jataka);
§ Transfigurou-se em frente aos discípulos, com luz saindo de seu corpo;
§ Após sua morte, ressuscitou (apenas na tradição chinesa).
Baco / Dionísio - séc. II a.C.:
§ Deus grego-romano do vinho;
§ Nascido da virgem Sémele (que foi fecundada por Zeus);
§ Quando criança, quiseram matá-lo;
§ Fez milagres, como a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes;
§ Após a morte, ressuscitou;
§ Era chamado de "Filho pródigo" de Zeus.
Hércules - séc. II a.C.:
§ Nascido da virgem Alcmena, que foi fecundada por Zeus;
§ Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro;
§ Foi impiedosamente tentado pelas forças do mal (Hera, a ciumenta esposa de Zeus);
§ A causadora de sua morte (sua esposa) se arrepende e se mata enforcada.
§ Estão presentes no momento de sua morte sua mãe e seu discípulo mais amado (Hylas);
§ Sua morte é acompanhada por um terremoto e um eclipse do Sol;
§ Após sua morte, ressuscitou, ascendendo aos céus.
Krishna - 3228 a.C.:
§ Trata-se de um avatar do Deus Vishnu – um avatar é como se fosse a personificação ou encarnação de um deus;
§ Nasceu no dia 25 de dezembro;
§ Nasceu de uma virgem, Devaki ("Divina");
§ Uma estrela avisou a sua chegada;
§ É a segunda pessoa da trindade;
§ Foi perseguido por um tirano que requisitou o massacre dos milhares dos infantes;
§ Fez milagres;
§ Em algumas tradições morreu em uma árvore;
§ Após morrer, ressuscitou.
Fonte: Wikipédia
terça-feira, março 02, 2010
A invenção do …
Trecho do livro Missa Negra, de John Gray.
terça-feira, outubro 06, 2009
O que é real ou fábula?
Recentemente, durante um curso de língua estrangeira (inglês), houve uma discussão sobre temas sobrenaturais. Achei interessante a resposta das pessoas presentes. Toda vez que me perguntavam se acreditava nestas coisas (como já era de se esperar), respondia que não. Mas as pessoas algumas vezes respondiam que sim e outras que não. Achei engraçado porque muitas acreditavam em fantasmas (espíritos), mas não acreditavam em bruxas. Quase todas respondiam de acordo com sua religião (exceto eu todos cristãos). Lembrei-me no momento de um documentário (Religulous), e de uma cena em que o protagonista pergunta a uma mulher, se depois de adulta ela conseguiria distinguir o que é real e o que é fantasia. No filme a mulher responde que saberia. Acreditar em anjos tudo bem, mas em fadas, daí já é demais, diriam os gnósticos.
Mas o que passamos a acreditar ser possível é aquilo que crescemos ouvindo que existe, e nossas mentes acabam aceitando essas histórias. Papai Noel só não existe porque crescemos ouvindo isso, e enquanto ninguém tocava nesse assunto (durante a infância) Papai Noel existia.
As histórias bíblicas no ocidente só são aceitas porque faz parte da cultura, e todos crescem cercado dessas histórias. Esses contos não se encaixam na Índia hindu, ou na China budista, pois lá as pessoas crescem ouvindo outras histórias, que também não são aceitáveis do lado de cá do planeta.
Se perguntasse a alguém se existe lobisomem, a resposta seria que não.
- Isso é algo impossível, ninguém nunca viu um deles, como um homem pode virar um lobisomem?
Aí se perguntar se acredita em santo ou anjo, a resposta provavelmente seria que sim. Mas, tirando as escrituras bíblicas (que não é comprovação nenhuma), ninguém viu alguém andar sobre as águas, viver dentro de um peixe, ou multiplicar pães. Provavelmente alguém que se pronuncia dessa forma é visto como um ser imoral e impuro. Mas não consigo entender como um mundo adulto onde as fantasias infantis são inaceitáveis pode aceitar fantasias também.
No fim somos refém de nossos cérebros. É mais simples buscar as respostas fora, do que ir aos confins da mente atrás de si mesmo. Somos o que somos hoje, graças a um acidente natural que acabou com répteis gigantes há 65 milhões de anos. Somos todos uma Alice no país das Maravilhas.
Mais tarde voltarei com outro pesamento que surgiu nessa discussão de Inglês.
Um abraço a todos ;)




