terça-feira, agosto 29, 2017
A estranha geração dos adultos mimados
Tudo começou com uma colega minha de estágio, há mais de 10 anos, que pediu demissão por acreditar que “não foi criada para ficar carregando papel”. Sim, carregar papel fazia parte das nossas tarefas, enquanto ajudávamos o juiz e os demais servidores públicos com os processos do Tribunal. Acompanhávamos audiências, ajudávamos com os despachos e, sim, carregávamos papéis entre o segundo e o quarto andar do edifício.
Os pais da menina convenceram-na de que ela era boa demais para aquilo. Não importava que nós fôssemos meninas de 19 anos, no segundo ano da faculdade, sem qualquer experiência, buscando aprender alguma coisa e ganhar uns poucos reais para comer hamburguer nos finais de semana. Ela, que tinha a certeza de ser uma joia rara, foi embora, deixando sua vaga vazia no meio do semestre e sobrecarregando todos os demais, inclusive eu, sem nem se constranger com isso.
O tempo passou e, quando eu já era advogada, tive um estagiário de vinte e poucos anos que, três meses depois de ser contratado, solicitou dois meses de férias. Eu nem sequer entendi o pedido. Perguntei se ele estava doente ou se havia algum outro problema grave. Ele me respondeu que não, que simplesmente tinha decidido ir para a Califórnia passar dezembro e janeiro, pois a irmã estava morando lá e ele tinha casa de graça. Eu mal podia acreditar no que estava ouvindo. Deixei ele ir e pedi que não voltasse mais.
Alguns anos depois, ouvi um grande amigo me dizer que iria divorciar-se. Ele havia casado fazia menos de um ano, com direito a uma imensa festa, custeada pelos pais dos noivos. Mais uma vez perguntei se algo de grave tinha ocorrido. Ele me respondeu que “não estava dando certo”, discorrendo sobre problemas como “brigamos por causa da louça na pia”, “não tenho mais tempo para sair com meus amigos” e “acho que ainda tenho muito para curtir”. Me segurei para não dar um safanão na cabeça dele. Aos 34 anos ele falava como um garoto mimado de 16. Tentava explicar isso para ele, mas era como conversar com a parede.
Agora foi a vez de uma amiga minha, com seus quase 30 anos, que me disse que iria pedir demissão pois fora muito desrespeitada no trabalho. Como sou advogada trabalhista, logo me assustei, imaginando uma situação de assédio moral ou sexual. Foi quando ela explicou: meu chefe fez um comentário extremamente grosseiro no meu facebook. Suspirei e perguntei o que era, exatamente. Ela disse que postou uma foto na praia, num fim de tarde de quarta-feira, depois do expediente, e o chefe comentou “Espero que não esqueça que tem um prazo para me entregar amanhã cedo”. E isso foi suficiente para ela se sentir mal a ponto de querer pedir demissão de um bom emprego.
Eu não sei bem o que acontece com a minha geração. O fato de termos sido criados com cuidado e afeto pelos nossos pais, começou a confundir-se com uma espécie de sensação de que todos devem nos tratar como eles nos trataram. O chefe, o colega, o marido, a mulher, os amigos, ninguém pode nos tratar de igual para igual e muito menos numa hierarquia descendente. Se não for tratado a pão de ló, este jovem adulto surta, se julga injustiçado e vai embora.
Acho que o mundo evoluiu e as situações nas quais se tratava alguém com desrespeito são cada vez menos toleráveis, o que é ótimo. Também é ótimo o fato de sermos uma geração que busca felicidade e não apenas estabilidade financeira. É bom termos a coragem de mudar de carreira, de recomeçar, de priorizar as viagens e não a casa própria.
Mas nada disso justifica que a minha geração tenha comportamentos tão egoístas, agindo como verdadeiras crianças mimadas. E o grande perigo é que essas crianças mimadas têm belos diplomas e começam a ocupar cargos importantes nas empresas e no setor público. Vamos nos tornar um perigoso jardim de infância, no qual quem manda não pode ser contrariado e quem obedece também não. Isso não será uma tarefa fácil.
Visto em: Observador
10 razões pelas quais você nunca deve mexer com um empata
Mas esta vulnerabilidade em sentir mais intensamente do que as outras pessoas é algo que você nunca deve tomar como uma fraqueza.
Na verdade, os empatas são dotados de uma superpotência que vai além de apenas “sentir mais profundamente”. Isso é apenas um subproduto do seu verdadeiro dom.
Eles veem através das mentiras e do fingimento. Se você acha que pode manipular a sua natureza, tenha em mente que eles sabem o que você está fazendo.
Qual é o dom primário de um empata?
Os empatas podem nascer com uma capacidade elevada de sentir os sentimentos alheios, no entanto, este não é o seu verdadeiro dom.
O seu dom primário é a compreensão divina da psicologia humana!
Isso lhes dá a capacidade de saber quando alguém está fingindo, mentindo, ou simplesmente não são quem eles disseram que eram. Algumas pessoas boas têm intenções cruéis, e os empatas podem reconhecer isso.
A melhor maneira de explicar este fenômeno é: eles apenas sabem. É como se tivessem um outro par de olhos que podem ver as intenções. Eles sabem ler as pessoas, e não são facilmente enganados.
Sim, toda essa sensibilidade,às vezes, pode ser esmagadora, mas qualquer um se sentiria tão intenso, se vissem o quanto as pessoas fingem e mentem ao seu redor o tempo todo!
As pessoas não mentem para os outros, necessariamente, mas mentem para si mesmas. As pessoas complicam tanto suas vidas! E se o mundo estivesse ciente de como é falso, quanto sofrimento é criado por causa dessa farsa, todos sentiriam a mesma intensidade que os empatas sentem.
Aqui estão 10 razões pelas quais você nunca deve mexer com um empata:
1. Empatas são basicamente detectores de mentira
Quando alguém mente, eles desligam certos movimentos do corpo subconsciente, dando pistas desse comportamento. Se você é um tipo de parceiro que não consegue controlar suas mentiras, não fique com um empata. Em breve você vai desfrutar do sabor do seu próprio remédio.
Formas comuns de identificar um mentiroso é o seu movimento ocular e a intenção de convencê-lo. A fim de mentir eles têm que virar as costas para suas emoções. Isso cria um tipo de desarmonia que pessoas sensíveis podem perceber.
No entanto, se você é um empata você já sabe disso. Você apenas não sabe como explicar porque você sabe, você apenas sabe. É o sentimento mais proeminente que você já sentiu em seu instinto.
2. Não tente enganá-los
Os empatas sentem os sentimentos de outras pessoas muito mais do que eles gostariam. Por causa disso, eles sabem quando você está fingindo.
Não tente esconder suas intenções cruéis em torno de um empata, isso simplesmente não vai funcionar. É como usar um chapéu colorido. Eles têm um sentido, como a visão, que simplesmente vê as intenções, assim como as pessoas veriam o chapéu colorido.
Eles podem ver através de seu disfarce conivente. E, muitas vezes, não se aproximam também, porque eles também estão cientes de que você, obviamente, tem algum tipo de distorção mental.
3. Eles sentem seu ciúme
Pessoas empatas podem sentir quando você está com ciúmes deles. Você pode esperar que isso os faça sentir mais carismáticos e confiantes, mas isso não é verdade. Os empatas podem saber quando você está com inveja deles por algum motivo, e eles, muitas vezes, demonstram humildade para fazer você se sentir mais confortável.
4. Eles sentem o ódio
Um dos sentidos mais predominantes que um empata sente é o ódio. O ódio é uma emoção tão negativa que dá uma energia poderosa. Os empatas são afetados por este sentimento. Eles não ficarão feridos por causa do seu ódio, mas preferem não ter sua alma afetada por sua energia negativa.
Eles não perdem o sono por qualquer ódio, que muitas vezes faz com que as pessoas os odeiem ainda mais. Eles estão confortáveis com quem são e não esperam ser mais que ninguém.
5. Eles conhecem seus preconceitos
Os empatas sempre saberão quando você tem um preconceito oculto e eles, provavelmente, perderão interesse em você. Isso porque eles veem as pessoas através de todas as camadas e sabem quem realmente somos no fundo. Rótulos não significam nada para eles!
Pessoas empatas não estão interessadas em pessoas que são superficiais ou egocêntricas. Eles não respeitam as pessoas que deixam rótulos determinar como eles veem os demais.
6. Eles sabem que você não está bem.
“Você está bem?”
“Sim, estou bem.”
“Não, você não está. Agora, conte-me tudo. “
Se você já teve essa conversa com um amigo, talvez ele seja uma empata. Os empáticos sabem quando você mente e também sabem quando você se sente mal. Ter um amigo que você possa conversar sobre as coisas é uma tremenda ajuda! Tire proveito das habilidades de cura do seu amigo e não minta para ele. Não tenha medo; eles querem ajudar.
7. Eles não gostam de bajuladores
Os empatas detestam conversa fiada. Não elogie falsamente um empata para ganhar seu afeto. Eles odeiam isso e sabem o que você está tentando fazer.
A habilidade mais poderosa de um empata é decifrar as ações e as intenções das pessoas. Eles percebem as camadas de sua psicologia, que nem você está ciente. Então, seja honesto com eles. É mais fácil!
8. Eles sabem quando você está no caminho errado
Se você tem um amigo empata e eles estão lhe dando avisos sobre os que você anda aprontando, é melhor ouvir.
Eles são bons em prever um comportamento destrutivo em potencial. Eles conhecem o seu raciocínio subconsciente, e sabem o que pode resultar disso; e eles vão te dizer se vale ou não a pena. Então, é melhor reavaliar seriamente suas intenções.
9. Eles sabem quando você está tentando ser alguém que você não é
Os empatas têm a capacidade de ver o interior da pessoa. Eles apreciam suas qualidades e seus defeitos! Não há nada mais atrativo para um empático do que alguém que é verdadeiro consigo mesmo.
Seja confiante em sua própria pele e não tente ser alguém que você não é. Especialmente na frente de um empata. Eles se apaixonam pela congruência porque sabem como isso é raro no mundo. Pessoas congruentes são como uma lufada de ar fresco para eles.
10. Eles podem identificar a exploração
Você se lembra de quando era criança e queria alguma coisa, então, você agraciava seus pais para conseguir o que queria.
Não faça isso com um empata. É mais provável obter o que você quer dizendo logo de uma vez, em vez de tentar parecer merecedor. Eles vão deixá-lo fazer o seu jogo, vão circular em torno de você, até que você fique cansado de brincar. É engraçado para eles verem até onde você vai.
Visto em: O Segredo
segunda-feira, outubro 31, 2016
Por que os jovens já não querem comprar carro nem casa própria?
Diversos estudos especializados mostraram que cada vez menos pessoas da chamada ’geração Y’ (que hoje têm cerca de 30 a 35 anos) compram casa. Sem falar no número ainda menor de interessados em adquirir um automóvel. Na realidade, eles não fazem quase nenhum tipo de gasto grande, sem contar os iPhones, é claro.
Nos Estados Unidos, jovens de até 35 anos são conhecidos como ’a geração dos alugadores’. Por que isso acontece? Alguns sociólogos têm certeza de que os jovens de hoje estão mais atentos, sabendo que podem enfrentar crises financeiras e, por isso, temem fazer grandes financiamentos.
Mas isso não é o principal. O fundamental é que a ’geração Y’ se diferencia da geração de seus pais quanto aos valores. São muito diferentes.
Os jovens redefiniram sucesso. Antes, dizia-se que alguém de sucesso era aquele com casa própria e pelo menos um carro. Mas agora valoriza-se quem investe seu dinheiro em experiências, viagens e aventuras.
Jovens vêm deixando conscientemente de comprar bens móveis e imóveis, preferindo recorrer ao aluguel. Hoje em dia, as pessoas preferem horários de trabalho mais flexíveis, independência econômica e geográfica ao que antes era tido como prosperidade e estabilidade.
As coisas materiais estão deixando de despertar o interesse das pessoas. Para que ter um carro se você pode usar o transporte público, táxi, bicicleta ou Uber? Sobretudo nas grandes cidades, há alternativas ao uso do transporte motorizado próprio.
Para que comprar uma casa em um lugar lindo para poder descansar, se você pode, através de plataformas como ’Airbnb’, encontrar um lugar em qualquer lugar do Planeta? Não é necessário sequer fazer um contrato formal de aluguel, nem comprar uma casa no país onde você deseja viver naquele momento. É o mesmo que acontece com os bens imóveis na cidade natal. Em primeiro lugar, a pessoa não sabe por quanto tempo mais irá morar no mesmo lugar em que vive atualmente. Em segundo lugar, para que se comprometer com um financiamento de 40 anos se, por um lado, isso significa viver o resto da vida como se estivesse pagando aluguel? No fim das contas, o mais provável é que a pessoa mude seu local de trabalho muitas vezes do decorrer dos anos, e quando se vive de aluguel, não há nada que impeça alguém de se mudar para um novo bairro, mais próximo do local de trabalho. A revista Forbes já disse que os jovens contemporâneos mudam de trabalho em média três vezes por ano.
O próprio conceito de propriedade das coisas já não é mais a mesmo.
O crítico James Gamblin, colunista da revista Atlantis explica o fenômeno da seguinte maneira: "Durante os últimos dez anos, psicólogos fizeram várias investigações que demonstram que, levando em conta a felicidade e a sensação de bem estar, é muito melhor gastar dinheiro adquirindo novas experiências do que comprando coisas. Isso é o que deixa as pessoas mais felizes."
Trecho extraído do artigo de Gamblin:
"Parece que as pessoas não querem ouvir histórias sobre onde você comprou uma casa, e sim ouvir o quão maravilhoso foi seu fim de semana. Até mesmo uma experiência ruim pode se transformar numa história fascinante. A interação social entre as pessoas desempenha um papel muito importante na hora de definir se elas serão felizes ou não. Logo, é preciso conversar com outras pessoas e ter muitos amigos. Obviamente, os outros irão gostar mais de ouvir sobre uma viagem maluca e inesperada, ou sobre como alguém morou em um país desconhecido, do que ouvir quantas casas alguém conseguiu comprar."
E tem mais uma coisa. O que acontece é que as coisas que nós possuímos, especialmente se forem caras, nos obrigam a nos preocupar com elas. Basta comprar um carro para se assustar sempre que algum alarme é disparado na rua. Quando se compra uma casa e muitos eletrodomésticos para que o lar seja confortável, surge o medo de a casa ser invadida por ladrões. Isso sem falar que automóveis acabam ganhando arranhões, batidas, e os televisores caros teimam em funcionar perfeitamente durante apenas um ano. Por outro lado, experiências e aventuras vividas continuam para sempre onde estão. Ninguém pode tirá-las de você.
Em sua maioria, nossos pais não tinham a chance de viajar tanto nem de ir a lugares tão distantes como nós temos hoje. Eles não tinham a possibilidade de se divertir como fazemos agora. Não tiveram tantas chances de abrir um negócio próprio, por isso investiram em bens móveis e imóveis, mas nós não precisamos seguir seus passos nesse sentido. Além disso, qualquer compra — que não seja uma casa ou apartamento — irá perder seu valor com o tempo. E se você der uma olhada no ritmo lento e na recessão do mercado imobiliário, tudo fica ainda mais óbvio.
O importante é que as experiências não se desvalorizam e não podem ser roubadas.
domingo, maio 01, 2016
quinta-feira, abril 28, 2016
Não ter religião é a nova maior religião do mundo
Não tanto aqui no Brasil, e mais em países como os Estados Unidos, o grupo de pessoas “sem religião” tem crescido substancialmente.
Os religiosamente não afiliados são o segundo maior grupo religioso na América do Norte e na maior parte da Europa. Nos Estados Unidos, compõem quase um quarto da população. Na última década, superaram católicos, protestantes e todos os seguidores de religiões não cristãs, por exemplo.
Por todos os cantos
Há muito tempo existem previsões de que a religião perderia relevância conforme o mundo se modernizava. Porém, todas as pesquisas recentes estão descobrindo que isso está acontecendo surpreendentemente rápido.
A França terá uma população de maioria secular em breve. O mesmo acontecerá com Holanda e Nova Zelândia. O Reino Unido e a Austrália em breve perderão suas maiorias cristãs. A China também possui uma população bastante secularizada.
A religião está se tornando menos importante do que jamais foi, mesmo para as pessoas que vivem em países onde a fé afeta de tudo, desde o voto a governantes a fronteiras e arquitetura.
Mas muita calma nessa hora: os sem religião não estão herdando a Terra ainda. Em muitas partes do mundo – na África subsaariana, em particular -, a religião está crescendo tão rápido que a participação dos “sem religião” na população mundial deve de fato diminuir em 25 anos.
Divisões
Dentro do grupo dos sem religião, as divisões são tão profundas como entre os religiosos. Alguns são ateus confessos. Outros são agnósticos. E muitos simplesmente não se importam o suficiente para indicar uma preferência religiosa (os famosos não praticantes?).
Apesar de unidos em torno do ceticismo em relação a organizações e por uma crença comum de que eles não acreditam, os sem religião são tão internamente complexos quanto outras religiões. E como acontece com elas, estas contradições internas poderiam manter novos seguidores longe.
Por que o mundo está ficando sem religião?
Existem algumas teorias sobre por que as pessoas tornam-se ateias em grandes números. Alguns demógrafos atribuem esse fato a segurança financeira, o que explicaria por que os países europeus com programas de segurança social mais fortes são mais seculares do que os Estados Unidos, onde a pobreza é mais comum e uma emergência médica pode levar à falência.
O ateísmo também está ligado à educação, medido pelo desempenho acadêmico (ateus em muitos lugares tendem a ter diploma universitário) ou conhecimento geral das crenças ao redor do mundo (daí teorias de que o acesso à internet estimula o ateísmo).
Há alguma evidência também de que as religiões oficiais dos países afastam totalmente as pessoas de fé, o que poderia ajudar a explicar porque os EUA é mais religioso do que a maioria das nações ocidentais que, tecnicamente, têm uma religião de Estado, mesmo que raramente observada.
Grupo homogêneo
O avanço científico não faz apenas as pessoas questionarem a Deus, mas também está conectando aqueles que questionam. É fácil encontrar grupos de discussão ateus e agnósticos online, mesmo se você vem de uma família ou comunidade religiosa. Tais grupos mostram que as pessoas que não acreditam não estão sozinhas.
Ainda assim, o grupo dos não crentes não é tão heterogêneo quanto dos religiosos. Na Europa e na América do Norte, os não afiliados tendem a ser vários anos mais jovens do que a média da população. 11% dos norte-americanos nascidos depois de 1970 foram criados em lares seculares. Além disso, a secularização ocidental é cheia de homens brancos. Nos EUA, 68% dos ateus são homens, e 78% são brancos.
Em todo o mundo, o Pew Research Center constata que as mulheres tendem a ser mais propensas a ter uma religião e a rezar. Isso muda quando elas têm mais oportunidades, no entanto. “As mulheres que estão na força de trabalho são mais como os homens na religiosidade”, disse Conrad Hackett, do Pew Research Center.
O fundador do grupo Black Skeptics Group Sikivu Hutchinson ressalta que “o número de jovens negros e latinos com acesso à ciência e educação matemática de qualidade ainda é extremamente baixo”, o que significa que eles têm menos oportunidades econômicas e menor exposição a uma visão de mundo que não requer a presença de Deus.
Tomando o globo
Apesar do grupo dos “sem religião” ter aumentado ao longo do tempo, o número correto de pessoas que não acreditam em Deus pode ser maior, porque elas ainda não assumem isso.
Mesmo brancos do sexo masculino e educados podem temer o estigma de ser rotulados como descrentes. Um dentista branco, por exemplo, não quis dar entrevista para a National Geographic por medo de que seus pacientes não gostassem que um ateu mexesse em seus dentes.
No entanto, parece inevitável que essa tendência não continue. Conforme os seculares de hoje crescem e têm seus próprios filhos, a única tradição de domingo que vai passar adiante parece ser a de acordar tarde.
segunda-feira, fevereiro 29, 2016
Crianças sem religião são mais generosas, diz estudo
“Nossos resultados reforçam a noção de que a secularização do discurso moral não reduz a bondade humana. Na verdade, ela faz exatamente o oposto”, diz Jean Decety, um neurocientista do desenvolvimento na Universidade de Chicago, em Illinois, e o principal autor do estudo.
Pesquisas anteriores já puseram em dúvida o estereótipo comum que as pessoas religiosas são mais morais do que seus irmãos não religiosos. Nas pesquisas, pessoas religiosas relataram maiores níveis de ações de caridade, mas não está claro se esta informação éprecisa ou exagerada. Também não está claro se o espírito altruísta está confinado a outros membros de sua religião. Em testes reais de generosidade, há também resultados mistos. Um estudo constatou que as pessoas religiosas e não-religiosas compartilharam mais dinheiro com um estranho depois de ler frases contendo palavras religiosas, como “espírito” ou “Deus”. Mas as pessoas também foram mais generosas depois de ler palavras associadas com as autoridades seculares como “polícia”. Outro estudo descobriu quepessoas religiosas são tão prováveis quanto as menos religiosas de ignorar um estranho em dificuldades.
A nova pesquisa, feita com crianças de seis países (Canadá, China, Jordânia, Turquia, África do Sul e Estados Unidos), inclui 510 muçulmanos, 280 cristãos e 323 crianças sem religião. O estudo foi o primeiro a dar este olhar em larga escala na forma como a religião e comportamento moral se relacionam em crianças de todo o mundo, com foco em uma faceta do comportamento moral: o altruísmo ou a vontade de dar a alguém um benefício que vem também com um custo pessoal.
O teste envolveu a moeda de troca da infância: adesivos. Eles participaram de uma “tarefa de alocação de recursos”, conhecido como o Jogo do Ditador. Crianças com idades entre 5 e 12 anos se reuniam individualmente com os adultos que lhes permitiam escolher 10 de seus carrinhos favoritos. As crianças eram, então, informadas que os adultos não tinham o suficiente para distribuir o resto de seus adesivos para outras crianças em uma outra classe fictícia. Mas cada criança falou que elas poderiam colocar alguns das seus 10 adesivos em um envelope para ser compartilhadas com outras crianças, que foram descritas como sendo da mesma escola e grupo étnico. Os cientistas usaram o número de adesivos restantes no envelope como medida de altruísmo.
As crianças de famílias não religiosas deixaram uma média de 4,1 adesivos, uma diferença estatisticamente significativa de crianças cristãs (3,3) e de muçulmanas (3,2). Além disso, com base em uma pesquisa com os pais, também descobriram que o grau de religiosidade, bem como o período de tempo em uma comunidade religioso, está associado com menos altruísmo. A idade da criança, a situação socioeconômica e o país de origem também tiveram influência, mas não o suficiente para anular o efeito das diferenças religiosas, de acordo com o estudo. Em crianças mais velhas, a disparidade foi mais nítida, com a juventude religiosa cada vez com menos tendências em compartilhar.
As crianças no estudo também assistiram a vídeos curtos em que uma criança faz algo ruim para outra, como empurrões. As crianças então classificavam quão grave elas pensavam que o incidente era, e quão severamente eles queriam o instigador punido. Crianças não religiosas tendiam a classificar os incidentes como menos significativo. Crianças muçulmanas, em média, deram a mais alta classificação e procuraram punições mais severas do que qualquer uma dada pelas cristãs ou pelas seculares. Decety diz que ele não tem certeza do porque este é o caso.
Decety, cujo trabalho tem como foco o surgimento da moralidade em crianças, diz que o padrão das crianças religiosas como sendo menos generosas pode estar ligado a um fenômeno chamado “licenciamento moral”. Isso é quando uma pessoa se sente permitida, mesmo que inconscientemente, a fazer algo errado porque eles se veem como uma pessoa moralmente correta.
Com tantas crianças de diferentes culturas, o novo estudo oferece introspecções vitais, disse Benjamin Beit-Hallahmi, um psicólogo da Universidade de Haifa em Israel e um especialista em psicologia da religião. Ele suspeita que os resultados estão ligados a importância que muitas religiões colocam em uma autoridade externa e as ameaças de castigo divino. Considerando que as crianças de famílias religiosas aprendem a agir em obediência a um poder superior vigilante, crianças criadas em lares seculares poderiam ser ensinadas a seguir regras morais apenas porque é “a coisa certa a fazer”, diz ele. Então, “quando ninguém está olhando, as crianças de famílias não-religiosas se comportam melhor”.
O estudo já está instigando coçar a cabeça sobre como ele se enquadra com estudos semelhantes de adultos. Azim Shariff, um psicólogo da Universidade de Oregon, em Eugene, diz que contrasta com a sua análise que, tomados como um todo, pesquisas anteriores não encontraram nenhum efeito global da religião em adultos confrontados com este tipo de testes morais.
“Ele não se encaixa facilmente com o que está lá fora tão longe. Então, eu tenho que fazer algumas reflexões — as outras pessoas têm que pensar um pouco — com a forma como ele se encaixa”, diz Shariff, que elogiou a escala e profundidade do estudo. Ele sugeriu que as novas descobertas poderiam refletir um estágio de desenvolvimento para as crianças, produzindo resultados diferentes do que em adultos. Ele também observou que tais testes controlados podem não capturar completamente como as pessoas se comportam na vida diária.
Decety expandiu sua pesquisa para examinar os efeitos da religião no comportamento das crianças em 14 países, e também está explorando se a religião influencia em como as crianças decidem distribuir bens entre pessoas diferentes em um grupo. “Meu palpite é que eu vou encontrar o mesmo resultado que obtive neste estudo”, diz ele.
Visto em: Universo Racionalista
domingo, janeiro 17, 2016
Viaje! O que você viver ninguém poderá roubar
As estranhas palavras que dançam nas línguas dos gringos em fonemas curiosos são, por si sós, uma bela lição. É como ser bebê novamente e passar pela provação de tentar repeti-las e compreendê-las. As diferentes línguas e suas entonações podem contar as principais características daquele povo: a severidade do alemão, a sofisticação do francês, a musicalidade do árabe, a malemolência do italiano, a assertividade do japonês, o pragmatismo do inglês… Um bom leitor de mundo é capaz de decifrar os enigmas de um povo pela forma como ele se comunica!
Quem são essas pessoas que aprenderam a esconder suas almas coloridas sob burcas pretas? Quem são os andarilhos que abriram mão de seus lares em troca da liberdade de caminhar eternamente? Que homem é esse que vive apressado nos cafés, a contar os minutos em seu relógio caro que lhe suga toda a paz? Quem são todas essas pessoas com as quais dividimos o mesmo planeta, mas cuja existência teimamos em ignorar? Olhar para o outro com empatia e curiosidade é um terreno fértil para a compreensão de que a vida não gira apenas em torno de você . É a chance de analisar a si mesmo pelos olhos do mundo e entender a imensidão humilde das almas que perambulam em vidas tão diferentes.
Viajar pode mudar uma vida por completo, de ponta-cabeça. Conhecer outros lugares é um exercício de humildade, tolerância e reverência. Há alguns cantos que parecem ter sido esculpidos por Deus ,especialmente para aquele seu minuto de reflexão, em que tudo parece congelar enquanto você desvenda o mistério da vida ou o segredo da felicidade. É a chance de perceber que existe um incrível universo além-umbigo e que o mundo é tão vasto quanto miúdo, pois somos tanto diferentes em hábitos e traços físicos, quanto iguais em dores, angústias e alegrias.
A bagagem de uma viagem é a mais rica que se pode carregar, um banho de cultura que renova corpo e alma, abrindo os olhos para o que sequer se sabia existir. Há viagens parecidas com uma cirurgia de catarata: os olhos estavam ali o tempo todo, mas simplesmente não enxergavam o suficiente. Um viajante se torna um inquieto cidadão do mundo e, como tal, passa a enxergá-lo em toda sua complexidade e dinamismo.
Viajar nos faz pensar em questões severas e humanas muito mais do que estamos acostumados em nosso cotidiano, quase sempre limitado. Cheiros, sons, cores e sabores narram a história de indivíduos, povos, religiões, motivações, sonhos e ídolos. Tantas obras de arte, parques, ruas e construções contam uma verdade universal: alguém passou por aqui e deixou sua marca na eternidade. O mundo de hoje é uma grande colagem dos que insistiram em deixar seu legado para que outros os compreendessem. Quem sabe, assim, possam seus visitantes um dia compreender a si mesmos.
Por: Lara Brenner
Visto em: Sábias Palavras
domingo, novembro 29, 2015
terça-feira, novembro 24, 2015
Pálido ponto azul - Tirinha
Visto em: Um Sábado Qualquer
sábado, agosto 22, 2015
Você sabia que, agora, a Terra tem uma bandeira?
Por que fazer uma bandeira da Terra inteira? Será que viveremos em uma nação única e a paz reinará? Por enquanto não. A ideia é firmar o novo símbolo em solo marciano, quando os primeiros humanos pisarem no planeta vermelho, ou mostrá-la em eventos globais, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo.
Criada por Oskar Pernefeldt da Faculdade de Desing Beckmans, em Estocolmo, a bandeira mostra sete anéis interligados, simbolizando os continentes e formando uma flor. "A flor é um símbolo da vida e os anéis mostram que tudo no planeta está ligado". O azul simbolizaria o oceano.
segunda-feira, março 30, 2015
Disponibilidade de água diminuirá em 40% até 2030
Daqui a 15 anos, a Terra irá se deparar com uma disponibilidade mundial de água 40% menor se o recurso natural não for bem gerido. O alarme foi dado pelo relatório "World Water Development 2015", da Organização das Nações Unidas (ONU).
Essa previsão é extremamente preocupante, já que a água está no centro do desenvolvimento sustentável e na base do crescimento econômico, da redução da pobreza e da sustentabilidade ambiental.
O consumo do recurso deve aumentar por causa do crescimento da população mundial e da demanda por bens e serviços que dependem dele. Segundo o documento, a agricultura, por exemplo, já usa 70% da água doce disponível em países desenvolvidos e cerca de 90% nas
nações em desenvolvimento."O setor precisará incrementar a eficiência, reduzindo o desperdício de água e aumentando a produtividade dos cultivos", diz o relatório.
Já em relação à produção energética, o segmento utiliza 15% da água doce disponível, e essa porcentagem pode chegar a 20% em 2035. No documento da ONU, possíveis soluções para o problema são a criação de sistemas mais eficientes de refrigeração e o aumento do uso de fontes de energia renováveis, como a eólica, a solar e a geotérmica.
Isso também será necessário porque, segundo as Nações Unidas, a demanda de água por parte da indústria global aumentará em 400% de 2000 a 2050.
"Já existe um consenso a nível internacional em torno do fato de que a água e os serviços higiênico-sanitários são essenciais para alcançar muitos objetivos de um desenvolvimento sustentável", afirmou o secretário geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Michel Jarraud.
"A água está ligada de uma maneira permanente às mudanças climáticas, na agricultura, na saúde, na igualdade, inclusive na de gêneros, e na educação", concluiu.
Visto em: IG Ciência
quinta-feira, outubro 30, 2014
Estamos amarrando cachorro com linguiça
Dinheiro é uma forma de estocar trabalho: permite que o cara do pet shop compre seis pãezinhos sem ter de tosar o cachorro do padeiro. Engenhoso. Mas, para o dinheiro valer dinheiro, não basta ser dinheiro. Ele precisa cumprir dois requisitos básicos: ser uma coisa que todo mundo quer e, ao mesmo tempo, algo relativamente escasso, que não dê em árvore.
Justamente por isso, a coisa que mais fez o papel de dinheiro ao longo da história, e da pré-história, foram os metais preciosos. Cobre, prata e, principalmente, o ouro, um campeão de escassez: tudo o que mineraram até hoje só daria para encher um prédio de sete andares. São 142 mil toneladas em seis mil anos – é o que a Vale escava de minério de ferro em seis horas.
Ouro e prata eram tão dinheiro que as primeiras notas de papel da história nem eram exatamente dinheiro, mas recibos que davam direito a uma certa quantia de ouro ou de prata, guardada nos cofres do governo. O Estado pagava pelas obras públicas com esses recibos, essas “notas”. E elas acabavam circulando na economia no meio das moedas de ouro e de prata, já que era mais fácil carregar recibos do que bolsas cheias de metal.
Um dos primeiros países a usar esse esquema em larga escala foi a Inglaterra do século 18 – tanto que “libra esterlina” significa “meio quilo de prata da boa”.Mas quase ninguém voltava ao Banco Central inglês para resgatar seu meio quilo de prata da boa – era melhor ficar com a nota de uma libra de uma vez. Dava na mesma, já que todo mundo aceitava o papel como dinheiro. O governo britânico percebeu isso rápido, e não demorou para fazer uma malandragem institucional: emitir muito mais notas do que a quantidade de prata que tinha nos cofres, basicamente para pagar as próprias contas – e garantir que nunca faltasse champanhe nas festas do palácio. Se alguém viesse resgatar sua prata, tranquilo: era só dizer que uma libra agora valia 250 gramas de prata, ou 100, ou 10. Parece tosco. É tosco. Mas faziam exatamente isso.
Pior é que isso pode ser bom para a economia. Mais dinheiro começa a circular. As pessoas saem para gastar. Os padeiros fazem mais pão. Os fabricantes de fornos de padaria fazem mais fornos. Os cachorros ganham mais banhos e tosas. Juntando tudo, dá para dizer que a produção de bens e de serviços cresce. E é verdade: o PIB sobe mesmo. Mas não para sempre. Se o governo continua nessa toada por muito tempo, uma hora vai ter mais dinheiro circulando do que produtos que podem ser comprados com esse dinheiro. O cara que faz fornos vai acabar com mais pedidos do que pode entregar. Se ele tem quatro pedidos no mês e só consegue produzir três fornos, o que é que ele faz? Manda o quarto cliente embora? Nem a pau. Ele vai e aumenta o preço. Nisso, o padeiro repassa o custo para a freguesia. E, quando o cara do pet shop vai até a padaria, descobre que o preço do pão subiu. Inflação.
Bom, foi exatamente isso que aconteceu na Inglaterra do fim do século 18, começo do 19. Até que em 1810 veio uma virada. O Parlamento entendeu que isso de fabricar notas à vontade era amarrar cachorro com linguiça: os governantes sempre tenderiam a fazer mais dinheiro de papel do que a economia pudesse suportar. Sempre criariam inflação, mesmo que o intuito inicial nem fosse comprar champanhe, mas só reaquecer o PIB mesmo. Então o Parlamento estabeleceu que, dali em diante, uma libra valia 7,3 gramas de ouro. E ponto final. Se o Estado quisesse imprimir um milhão de libras em notas de papel, que arranjasse 7,3 toneladas de ouro para guardar em seus cofres na forma de lastro. Era um freio garantido contra a inflação.
Como a libra era o dólar da época, essa regra acabou valendo para boa parte do planeta. Todo país grande tinha uma reserva em libra como lastro da própria moeda local. Logo, o ouro acabava sendo o lastro, e o freio, de vários governos. Os EUA até foram mais longe e, em 1900, passaram a lastrear seu dólar com o ouro dos seus próprios cofres, com US$ 1 valendo 1,67 grama. Era a época do “padrão-ouro”, entre o final do século 19 e o início do 20. Um tempo de paz econômica, sem inflação. Não no caso do Brasil, que continuou imprimindo suas notas sem lastro nenhum, mas essa é outra história.
Bom, aí veio a Primeira Guerra Mundial e estragou tudo. Inglaterra e EUA deram uma brazilzada e voltaram a imprimir notas sem lastro para pagar pelos esforços militares. O padrão-ouro até voltaria depois, mas seria minado pela Grande Depressão, a dos anos 30, que bagunçou mais ainda a economia mundial.
Dali para a frente, os Bancos Centrais deixaram de usar o ouro como referência. O negócio agora era lastrear o dinheiro no braço mesmo. Como? Maneirando na impressão das notas, de modo a não criar inflação de bobeira. Para se autopoliciar, alguns governos tornaram seus Bancos Centrais independentes do próprio governo. Assim: o presidente do país indica um responsável pelo Banco Central no meio do mandato. E esse chefe do BC, com sua diretoria, continua pelo menos até o meio do governo seguinte, sem poder ser demitido sem justa causa. Aí, se o Poder Executivo ficar tentado a imprimir dinheiro demais para bombar o PIB, o Banco Central pode negar e pronto, pelo simples fato de ter mais competência técnica para saber se a medida vai ou não vai gerar a inflação.
A expressão tecnicamente correta para “imprimir dinheiro”, diga-se, é “baixar os juros”, coisa que irriga a economia com moeda nova. Mas dá na mesma. O BC está lá para manter os juros, a criação de dinheiro novo, num patamar seguro o bastante para que o governo governe sem criar inflação. Esse caminho do autopoliciamento foi o adotado pela Inglaterra, pelo Japão e pelos EUA, onde presidentes do BC chegaram a passar quase 20 anos no cargo – caso de Alan Greenspan, que controlou os juros americanos nos governos Reagan, Bush Pai, Clinton e Bush Filho, tendo o mandato renovado a cada presidente novo.
No Brasil, não: muda o governo, muda o BC. E a inflação continua assombrando, década atrás de década. A história indica que, sim, uma coisa tem a ver com a outra. Então talvez seja a hora de vermos com menos preconceito a ideia de um Banco Central independente. A hora de repensar se linguiça é mesmo o melhor material para a coleira da nossa economia.
domingo, junho 29, 2014
E Se... O asteroide que matou os dinossauros caísse hoje?
A coisa seria feia. A bola de fogo de 200 quilômetros de diâmetro e o calor gerado por ela varreria do mapa tudo que houvesse num raio de 2 mil quilômetros. Considerando que o asteroide caiu onde hoje está a península de Yucatán, no México, o Caribe viraria pó. México, América Central e quase todos os EUA seriam devastados. Mais de 500 mil pessoas morreriam na hora.
O impacto da queda causaria vendavais. Tsunamis inundariam as costas do Atlântico, principalmente no hemisfério norte. Fragmentos lançados ao espaço retornariam à atmosfera em velocidades hipersônicas, e essa chuva de fogo causaria incêndios por todo o globo. "As correntes de ar espalhariam uma nuvem de poeira pelo planeta", diz Gerta Keller, professora de geociências da Universidade de Princeton. A crise humanitária seria generalizada.
A agricultura ficaria impraticável por pelo menos um ano. Sem os maiores consumidores do mundo, a redução da demanda seria brutal. Rapidamente, um terço do PIB mundial sumiria. O que sobrasse encolheria, deixando qualquer crise no chinelo. Seria um buraco negro econômico.
Mas, graças ao conhecimento acumulado, o modelo econômico e político que conhecemos hoje seria restabelecido. A prioridade imediata seria produzir alimentos e, como os países estariam mais preocupados em suprir as próprias necessidades, as economias seriam mais fechadas. "O controle da economia passaria para o Estado, até que a sociedade tivesse condições de se reestruturar", diz Alcides Leite, professor de economia da Escola Trevisan de Negócios. A sorte é que, com petróleo em baixa e o parque industrial subutilizado por causa da crise, produzir ficaria bem mais barato. Aos poucos, a civilização se recuperaria por inteiro, mas o mundo já seria outro. Como você verá a seguir.
O mundo pós-desastre
Se fosse uma cidade, ele seria assim
1. China
Populosa, acostumada a situações de emergência, com imenso potencial agrícola e parque industrial intacto, ganharia força e seria o grande expoente da economia mundial. Os chineses mais pobres se espalhariam pelo mundo e ajudariam na reconstrução dos países da América do Norte e da Europa.
2. Brasil
A parte mais devastada seria a região norte, com pouca influência sobre a capacidade produtiva do país. Com infraestrutura industrial preservada, muita terra e muita gente, em pouco tempo o Brasil entraria para o grupo dos países mais ricos e influentes do novo mundo, acompanhado por Coreia do Sul, Japão, Índia e Rússia e liderado pela gigante China.
3. Europa
Seria muito atingida por tsunamis bem na sua porção mais rica: a ocidental. Passaria por um período de fome comparável ao que foi sofrido durante a 2ª Guerra. Seriam necessários novos Planos Marshall e New Deal para tomar conta das economias, e o continente passaria a receber ajuda de ongs asiáticas e da ONU.
4. EUA
Ficariam totalmente devastados e cobertos por metros de detritos. Assim que a poeira baixasse, os americanos do norte - os únicos que sobreviveriam - buscariam reconstruir do zero o pouco do que sobraria do país e, para isso, iriam precisar de muita ajuda. Teriam que abrir novamente suas fronteiras aos imigrantes (muitos deles, chineses).
5. Oriente Médio
Sem EUA e Europa, a demanda por petróleo despencaria, seguida pelos preços. Isso seria um baque e tanto para Arábia Saudita e companhia, que, sem indústria nem cultura agrícola, não teria escolha senão voltar aos tempos dos nômades. Mas a baixa na cotação do petróleo seria um fator decisivo na recuperação econômica do mundo.
6. Sudeste Asiático
Países da Ásia, como Vietnã, Laos e Tailândia, com experiência agrícola e terras cultiváveis intactas, seriam os grandes abastecedores de cereais desse mundo faminto e pobre em terras férteis. Além de arroz, passariam a produzir muito outros tipos de grãos. Brasil e Índia também seriam importantes produtores de alimentos.
Visto em: Super Interessante
sábado, junho 07, 2014
Um homem filmou o paraíso por 7 dias
Terje Sorgjerd é um fotógrafo norueguês apaixonado por paisagens. Seu trabalho se resume em registrar imagens fascinantes dos lugares mais lindos da Terra.
O vídeo com título de “The Mountain” (“A Montanha”), são imagens impressionantes feitas no topo da montanha mais alta da Espanha, El Teide, a mais de 3.700 metros de altura.
Como o próprio Terje diz na descrição do vídeo, o observatório no topo dessa montanha é considerado um dos melhores lugares do mundo para ver estrelas e isso era justamente o que ele queria. Flagrar momentos de tirar o fôlego da Via Láctea.
Clique no play abaixo e se deixe hipnotizar por essas imagens.
Dica: a experiência fica ainda melhor se você aumentar o som e assistir em HD.
O trabalho de Terje Sorgjerd é fantástico e você pode acompanha-lo no Facebook, no Twitter e no Vimeo.
Visto em: Awebic
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
O homem continuará evoluindo?
O homem é um ser muito especial. Por ser um animal, é aparentado com os demais animais que vivem no planeta. Por ser especial, é o único capaz de estudar de forma sistemática o mundo, de transformá-lo em profundidade e de arcar com a responsabilidade por essas transformações.
Se tivéssemos que classificar o homem usando a escala zoológica, diríamos que ele é um metazoário que pertence ao filo dos Cordados, ao subfilo dos vertebrados, à classe dos mamíferos e à ordem dos primatas. Dentre os primatas, ele faz parte da família dos hominídeos, é do gênero Homo e da espécie Homo sapiens.
Denominamos Homo sapiens (que significa “homem sábio”) as espécies de hominídeos que possuem um esqueleto semelhante ao nosso, além do mesmo – ou quase mesmo – volume craniano. Reconhecem-se três variedades: o H. sapiens arcaico (parecido com o Homo erectus), o H. sapiens neanderthalensis, ou Homem de Neanderthal, e o H. sapiens sapiens, variedade à qual pertencemos. A nossa espécie – Homo s. sapiens – é a única espécie de hominídeos que sobreviveu até hoje. Os fósseis mais antigos datam de 200.000 anos, mais ou menos.
Obviamente, a nossa sobrevivência se deve à nossa adaptação ao ambiente, isto é, nós estamos “de bem” com a seleção natural, por enquanto.
A evolução é um processo muito lento. Conhecemos o mecanismo básico: o ambiente age sobre as populações, nas quais há variabilidade, selecionando os organismos com características mais adaptadas em relação ao ambiente; por isolamento geográfico e, posteriormente, reprodutivo, podem surgir novas espécies.
Por ser um processo muito lento, não faz parte da nossa experiência de vida presenciarmos o surgimento de novas estruturas numa espécie a partir de outras que já existem. No entanto, uma coisa é certa: as grandes mudanças da evolução, que levam milhões de anos para acontecer, são na realidade constituídas pela soma de muitas pequenas mudanças, quase imperceptíveis, que ocorrem ao longo dos tempos.
O cientista que estuda a Genética das Populações se interessa exatamente por essas “micromudanças”, que, somadas, constituem um processo evolutivo mais amplo. Por exemplo, uma simples modificação na porcentagem de genes alelos dentro de uma população, no decorrer de um curto período de tempo, é um indício que está ocorrendo uma “microevolução”. Isto é, descobrir que a taxa de um gene está aumentando com o tempo já faz perceber que está acontecendo uma evolução, embora em miniatura.
Vejamos alguns exemplos:
190 mil anos atrás: Embora a linhagem dos hominídeos seja mais antiga, aparecem durante essa época os primeiros fósseis cuja anatomia é praticamente idêntica à nossa. No entanto, não apresentavam cultura, comportamento complexos ou instrumentos refinados para o uso no cotidiano.
35 mil anos atrás: Durante esse período, é provável que o H. sapiens neanderthalensis tenha se cruzado com a nossa espécie. Durante esse cruzamento, um gene específico que favorecia o crescimento do cérebro foi introduzido em nosso genoma. O aumento da frequência desse gene sugere que ele foi favorecido pela seleção natural – afinal, um cérebro mais evoluído é bastante vantajoso.
20 mil anos atrás: Nessa época, surgiu a cera de ouvido. Ora, você deve se perguntar: “Afinal, o que tem de mais?”. No entanto, calma lá! Acontece que o mesmo gene que regula essa característica também diminui a produção de suor. Alguns cientistas propuseram que ele surgiu entre os povos que habitavam o nordeste do continente asiático, um lugar bastante frio – lá, não é uma boa ideia ficar suando nas temperaturas baixíssimas.
10 mil anos atrás: Surgem os primeiros humanos com olhos azuis. A mutação teria se espalhado através da seleção sexual – algum grupo pode ter achado a característica atraente.
6 mil anos atrás: Por volta de 6 mil anos atrás, os adultos tornaram-se capazes de digerir leite (lactose). Na maior parte da história humana, somente as crianças bebiam leite puro. Entretanto, com a domesticação das vacas, tornou-se vantajoso para os adultos também absorver o alimento.
1,2 mil anos atrás: Em algum lugar da Europa – possivelmente Grã-Bretanha ou Irlanda -, uma alteração genômica no gene HFE aumentou a capacidade do nosso organismo de absorver ferro, conferindo, portanto, maior proteção contra anemia.
700 anos atrás: Em algum lugar da Europa, durante a Idade Média, uma mutação que “desligou” o gene CCR5 deu aos indivíduos que possuíam tal gene maior resistência à AIDS – o CCR5 funciona como uma “porta” para o vírus HIV. É que ele também protege contra o micróbio da peste negra.
Ao que tudo indica, a nossa evolução não cessará tão cedo. A população humana cresceu umas 7 mil vezes desde que a agricultura surgiu, chegando à incrível marca de 7 bilhões de indivíduos habitando o planeta Terra. Mais pessoas significa mais cópias do DNA humano circulando pelo mundo. Mais cópias = mais mutações nesse DNA – e mutações são o motor da evolução. Não obstante, o H. sapiens sapiens colonizou praticamente todos os ambientes do planete Terra e criou culturas das mais variadas – ou seja, um grande número de oportunidades para que as novas mutações sejam vantajosas.
Visto em: Mistérios do Mundo
quinta-feira, dezembro 19, 2013
Cem dias sem lavar camisa
Que tal uma camisa que não amassa e não fede mesmo com três meses de uso? Essa é a promessa da Wool & Prince, que fez a peça graças a um bem-sucedido financiamento coletivo. O segredo é a lã de merino, carneiro cujos fios absorvem suor e não amassam. O próprio dono da empresa se fotografou com a camisa por cem dias. É cara (US$ 98), mas se levar em conta a economia em sabão em pó, amaciante e peças novas, pode valer a pena.
Visto em: Super Interessante
domingo, novembro 24, 2013
E se... a espécie humana desaparecesse da Terra?
Após 4 a 20 anos... ...Os animais domésticos voltariam ao estado feral. Esse período representa duas a 10 gerações de espécies como cachorros, porcos e bois. Ser fera está nas características genéticas desses animais, mas isso é reprimido pelo convívio com os humanos. Sem nós, eles sofreriam até mudanças físicas. Cães ficariam mais parecidos com lobos (e voltariam a viver em matilhas) e porcos, com javalis.
Após 20 anos... ...O trecho urbano do rio Tietê ficaria 100% limpo. Sem lixo químico – ou mesmo os dejetos orgânicos produzidos pelos humanos – sendo despejado no trecho que atravessa a cidade de São Paulo, o rio Tietê entraria em um processo de autolimpeza. Em duas décadas, estaria tão limpo e piscoso quanto antes de os portugueses chegarem ao Brasil.
Após 70 anos... ...A camada de ozônio estaria sem buraco nenhum. Para sua recuperação total, bastaria a parada na emissão de gases como CFC e amoníaco.
Após 300 anos... ...A temperatura média global começaria a cair. O fim da emissão de CO2 por veículos, indústrias e queimadas brecaria na hora o aquecimento global. A temperatura se estabilizaria nos atuais 14,7 °C (prevê-se que ela subirá até 5 °C até o fim do século).
Em até 1 000 anos... ...Todo o lixo produzido no mundo “desapareceria”. O lixo orgânico – restos de alimentos e carcaças de animais, por exemplo – seria consumido por insetos, bactérias e fungos em um tempo relativamente rápido, em cerca de 500 anos. Os outros 500 são culpa do lixo inorgânico – como metais, plástico e vidro –, cujo processo de reabsorção pela natureza é muito mais demorado.
Após 1 000 anos... ...As construções apodreceriam até sumir. Sem manutenção, o concreto de um prédio começaria a apresentar fissuras e rachaduras em 100 anos. Em 500 anos, com as estruturas metálicas se desmanchando em ferrugem, o prédio cairia. Em mais 500 anos tudo viraria pó.
Após 5 mil anos... ...A Mata Atlântica engoliria são paulo. Depois do esfacelamento das construções e do desaparecimento da cobertura asfáltica, ainda seria necessária a recuperação do solo para que árvores de grande porte pudessem ocupar o terreno – isso levaria de 3 mil a 5 mil anos.
Após milhões de anos... ...O petróleo abundaria. O processo de decomposição que forma o petróleo nunca cessou, mas é muito lento. Sem a extração, as reservas de petróleo levariam de muitos milhões a poucos bilhões de anos para voltar ao nível do século 19, antes da exploração maciça.
Visto em: Super Interessante
quarta-feira, outubro 23, 2013
Ateísmo e crença em Deus: Veja os percentuais dos países
Pesquisadores investigaram os dados coletados de diversos países em uma ou duas oportunidades entre 1991 e 2008. Foi perguntado sobre suas crenças em Deus. O estudo — que foi baseado em uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, nos EUA — foi efetuado em 30 países e não incluiu o Brasil. Os participantes foram questionados se são crentes em Deus ou ateístas, a mudança em suas crenças de acordo com o tempo e suas atitudes sobre a noção de Deus intervir diretamente em suas vidas pessoais. As informações abaixo vieram apenas dos extremos “estou certo da existência de Deus” e “não acredito em Deus”:
PARCELA DE RESIDENTES CERTOS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
- Japão: 4,3%
- Alemanha Oriental: 7,8%
- Suécia: 10,2%
- República Tcheca: 11,1%
- Dinamarca: 13,0%
- Noruega: 14,8%
- França: 15,5%
- Grã Bretanha: 16,8%
- Países Baixos: 21,2%
- Áustria: 21,4%
- Letônia: 21,7%
- Hungria: 23,5%
- Eslovênia: 23,6%
- Austrália: 24,9%
- Suíça: 25,0%
- Nova Zelândia: 26,4%
- Alemanha Ocidental: 26,7%
- Rússia: 30,5%
- Espanha: 38,4%
- Eslováquia: 39,2%
- Itália: 41,0%
- Irlanda: 43,2%
- Irlanda do Norte: 45,6%
- Portugal: 50,9%
- Chipre: 59,0%
- Estados Unidos: 60,6%
- Polônia: 62,0%
- Israel: 65,5%
- Chile: 79,4%
- Filipinas: 83,6%
PERCENTUAL DE RESIDENTES ATEÍSTAS
- Alemanha Oriental: 52,1%
- República Tcheca: 39,9%
- França: 23,3%
- Países Baixos: 19,7%
- Suécia: 19,3%
- Letônia: 18,3%
- Grã Bretanha: 18,0%
- Dinamarca: 17,9%
- Noruega: 17,4%
- Austrália: 15,9%
- Hungria: 15,2%
- Eslovênia: 13,2%
- Nova Zelândia: 12,6%
- Eslováquia: 11,7%
- Alemanha Ocidental: 10,3%
- Espanha: 9,7%
- Suíça: 9,3%
- Áustria: 9,2%
- Japão: 8,7%
- Rússia: 6,8%
- Irlanda do Norte: 6,6%
- Israel: 6,0%
- Itália: 5,9%
- Portugal: 5,1%
- Irlanda: 5,0%
- Polônia: 3,3%
- Estados Unidos: 3,0%
- Chile: 1,9%
- Chipre: 1,9%
- Filipinas: 0,7%
segunda-feira, setembro 30, 2013
Nossos ancestrais pré-históricos usavam palavras familiares até hoje
Linguistas britânicos determinaram que nossos ancestrais da Idade da Pedra que viveram na Europa poderiam ter utilizado certas palavras reconhecíveis atualmente em muitas línguas modernas, segundo um estudo publicado nos Estados Unidos.
Alguns nomes, verbos, adjetivos e advérbios descendem em grande parte de forma imutável das palavras de uma língua comum aos homens que viveram há 15 mil anos, explicou Mark Pagel, professor de biologia evolutiva da Universidade de Reading, no Reino Unido, e principal autor deste estudo.
Algumas destas palavras, como "I", "you", "we", "mother", "man" e "bark" (palavras inglesas para "eu", "você", "nós", "mãe", "homem" e "latir"), nas quais certas línguas mantêm o mesmo sentido ou quase o mesmo som que tinham na época, determinaram estes linguistas anglófonos.
Usando um modelo matemático, os pesquisadores conseguiram determinar que algumas palavras mudaram tão lentamente com o passar do tempo que elas conseguiram manter os traços de seu passado ancestral por 10 mil anos ou mais.
Essas palavras indicam a existência de uma grande família que unifica sete grupos linguísticos na Eurásia, revelaram os cientistas. Até agora, os linguistas se basearam apenas no estudo de sons similares entre as palavras para identificar aquelas que provavelmente teriam ancestrais comuns, como "pater", em latim, e "father" (pai) em inglês.
Mas esta abordagem traz o inconveniente de comparar às vezes palavras com sons próximos, mas sentidos muito diferentes, como "team" ("equipe") e "cream" ("creme").
Para evitar este problema, a equipe do professor Pagel partiu do princípio de que as palavras utilizadas diariamente provavelmente seriam preservadas por períodos muito longos. Eles se basearam neste elemento para prever palavras que tiverem uma sonoridade próxima no final.
"A forma como utilizamos certas palavras na linguagem cotidiana é de alguma forma comum a todas as línguas da humanidade", destacou Pagel em um comunicado. "Nós descobrimos que os nomes, os pronomes e os advérbios são substituídos com uma frequência muito menor, isto é, uma vez a cada 10 mil anos ou mais", estimou.
Desta forma, "as palavras usadas mais de uma vez por mil na linguagem cotidiana tiveram de sete a dez vezes mais chances de ir muito longe na superfamília das línguas eurasiáticas", estimou o cientista, cujo trabalho foi publicado na revista da Academia Americana de Ciências (PNAS).
Em estudos anteriores, Mark Pagel demonstrou a evolução das 7 mil línguas atualmente faladas no mundo, revelando a utilização da linguagem e por que algumas palavras desapareceram.
Visto em: Terra Ciência






