domingo, novembro 29, 2015
domingo, julho 12, 2015
Governo de país que pode sumir do mapa compra terras em Fiji
Enquanto os chamados "céticos do clima" minimizam ou simplesmente deixam de reconhecer as consequências das mudanças climáticas, países-ilha como o Kiribati (um atol do Pacífico) adotam medidas drásticas em busca da sobrevivência.
Habitado por cerca de 100 mil pessoas, o Kiribati corre o risco de ser engolido pelo mar nas próximas décadas, caso não venha a contar com os bilhões de dólares necessários para mitigação e adaptação as alterações bruscas do clima. "Não temos montanhas e não podemos construí-las. Não temos os recursos necessários", alertou o presidente Anote Tong, ao jornal The Straits Times, de Cingapura. "A quantia necessária depende do número de ilhas que queremos manter, mas certamente serão bilhões de dólares. Acho que não podemos deixar todas seguras. Talvez possamos levar algumas pessoas para as ilhas vizinhas, e nelas erguer o relevo que garanta a sobrevivência da população", projetou.
A altitude média de Kiribati é de apenas dois metros. A elevação do nível do mar, desencadeada pelo aquecimento global, ameaça afundar as ilhas até 2100, uma previsão que até Tong considera inquestionável.
Compra de terras
Em 2014, o presidente comprou terras em Fiji por US$ 11,7 milhões, onde pretende realocar parte da população de Kiribati, caso seja necessário. Para a oposição, foi um desperdício de dinheiro. O presidente, no entanto, assegura que, mesmo antes do fim do século, outros fenômenos ligados ao aquecimento global podem deixar Kiribati para os peixes.
Chances de sobrevivência
"Nós experimentamos um momento difícil com o ciclone Pam no início do ano", lembrou. "Se estes eventos se repetirem e tornarem-se mais severos, nossas chances de sobrevivência serão consideravelmente reduzidas", ressaltou Tong. O presidente está pessimista com o resultado da Conferência do Clima em Paris, em dezembro (COP21), quando autoridades de 196 países vão se reunir para negociar um novo acordo para combater as mudanças climáticas.
"Consciência"
"Já existe a tecnologia necessária (para ajudar Kiribati). A questão é se eles (a comunidade global) terão consciência e apoiarão os países que certamente serão afetados. Se fizerem isso, então podemos ficar aqui nas próximas décadas", observou Anote Tong.
Em 2009, outro país-ilha, Tuvalu, também ameaçado de ser extinto devido à elevação dos mares, chamou a atenção do mundo ao interromper por algumas horas a COP15, realizada em Copenhague (Dinamarca). À época, o negociador-chefe Ian Fry afirmou que o país aceitaria nada menos do que a discussão de um novo protocolo legal mais rigoroso que o de Kyoto - acordo que, passados quase seis anos, ainda não foi acertado.
Visto em: Terra Ciência
Âmbar com mosca de 105 milhões de anos com pólen é descoberto na Espanha
Um âmbar localizado na Cantábria, no norte da Espanha, preservou "em perfeito estado" uma mosca 'Zhangsólvida', que viveu há 105 milhões de anos, e em cujo abdômen havia pólen da planta 'Bennettital', que apareceu no período Triássico e se extinguiu no Cretáceo Superior.
O Instituto Geológico e Mineiro da Espanha (IGME) foi um dos responsáveis por esta descoberta, que foi publicada nesta quinta-feira na revista científica "Current Biology", e que mostra que as moscas do período Cretáceo se alimentavam de néctar e eram responsáveis pela polinização de plantas gimnospermas (que não têm flores e produzem sementes).
Estas moscas são denominados 'Zhangsólvidas' e foram descobertos dois espécimes distintos, que estão perfeitamente conservados no âmbar encontrado na caverna de Soplao.
A equipe responsável pela análise desse âmbar esteve integrada por cientistas do IGME, das Universidades de Barcelona e Complutense de Madri, das americanas Harvard e Cornell, e do Museu Americano de História Natural de Nova York.
O trabalho realizado por essa equipe permitiu localizar essas moscas "muito raras", pertencentes a uma família que se extinguiu antes dos dinossauros.
Essa espécie, segundo o IGME, absorvia o néctar em pleno voo quando se aproximava das plantas, como fazem os beija-flores, utilizando uma longa trompa especializada, que foi verificada no espécime do âmbar através de um microscópio.
O IGME explicou que existem poucos casos similares no mundo no qual foram encontrados fósseis de insetos em âmbar que transportavam pólen de uma flor para outra.
Os fósseis encontrados na caverna da Cantábria refletem a relação "muito estreita" entre essas moscas e as plantas 'Bennettitales' há 105 milhões de anos, o que representa que esses insetos podem ter sido responsáveis pela polinização de plantas gimnospermas.
No entanto, o estudo indica que se estes insetos estavam especializados para se alimentar de estruturas de plantas gimnospermas, "é praticamente certo que o passo que transcendeu às angiospermas (plantas com flores) deve ter ocorrido neste período".
Visto em: Terra Ciência
segunda-feira, março 30, 2015
Disponibilidade de água diminuirá em 40% até 2030
Daqui a 15 anos, a Terra irá se deparar com uma disponibilidade mundial de água 40% menor se o recurso natural não for bem gerido. O alarme foi dado pelo relatório "World Water Development 2015", da Organização das Nações Unidas (ONU).
Essa previsão é extremamente preocupante, já que a água está no centro do desenvolvimento sustentável e na base do crescimento econômico, da redução da pobreza e da sustentabilidade ambiental.
O consumo do recurso deve aumentar por causa do crescimento da população mundial e da demanda por bens e serviços que dependem dele. Segundo o documento, a agricultura, por exemplo, já usa 70% da água doce disponível em países desenvolvidos e cerca de 90% nas
nações em desenvolvimento."O setor precisará incrementar a eficiência, reduzindo o desperdício de água e aumentando a produtividade dos cultivos", diz o relatório.
Já em relação à produção energética, o segmento utiliza 15% da água doce disponível, e essa porcentagem pode chegar a 20% em 2035. No documento da ONU, possíveis soluções para o problema são a criação de sistemas mais eficientes de refrigeração e o aumento do uso de fontes de energia renováveis, como a eólica, a solar e a geotérmica.
Isso também será necessário porque, segundo as Nações Unidas, a demanda de água por parte da indústria global aumentará em 400% de 2000 a 2050.
"Já existe um consenso a nível internacional em torno do fato de que a água e os serviços higiênico-sanitários são essenciais para alcançar muitos objetivos de um desenvolvimento sustentável", afirmou o secretário geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Michel Jarraud.
"A água está ligada de uma maneira permanente às mudanças climáticas, na agricultura, na saúde, na igualdade, inclusive na de gêneros, e na educação", concluiu.
Visto em: IG Ciência
quinta-feira, julho 24, 2014
Fim ao desperdício de alimentos: conheça a história do Pay as You Feel Cafe
Quantos vezes você já não se sentiu culpado por jogar sobras de comida no lixo? Assim como você, o inglês Adam Smith e a brasileira Johanna Hewitt (ela nasceu no Brasil e fala português), fundadores do projeto The Real Junk Food*, também estavam chocados com a gigantesca quantidade de alimentos – em excelente estado ainda para ser consumida, que é simplesmente descartada.
O casal se reuniu com um grupo de amigos, também incomodado com o imensodesperdício, e decidiu fazer algo para mudar esta realidade. E começou a fazer a diferença onde vivia, na cidade de Leeds, no norte da Inglaterra.
No Pay as You Feel Cafe (em tradução livre, “Café Pague se Você Quiser”), todos os pratos do cardápio são preparados com ingredientes que seriam jogados fora. Não significa que a equipe retira sobras da lixeira, mas na verdade, utiliza alimentos que já estão com o prazo de validade vencido – mas podem sim ainda ser consumidos, com rótulos incorretos ou simplesmente comida que seria descartada.
Cardápio variado e balanceado muda diariamente
“Os alimentos vêm de várias fontes, incluindo restaurantes, empresas, supermercados, feiras”, conta Adam. O cardápio muda diariamente. “Criamos pratos todos os dias com base no que temos no estoque”. Há sempre preocupação em preparar refeições bem variadas nutricionalmente.
A experiência inicial do projeto aconteceu em dezembro do ano passado. Adam, que é chef profissional, cozinhou um jantar de Natal para os moradores sem-teto de Leeds. A iniciativa foi um sucesso e desde então o Pay as You Feel Cafe abre todos os dias da semana, entre 9h e 16h. O lugar é pequeno e simples. O pessoal do The Real Junk Food Project não paga aluguel por ele. O restaurante acomoda até 30 pessoas.
Dia cheio no Pay as You Feel Cafe
Os cinco amigos, co-diretores do café e integrantes da iniciativa (um deles também é chef) são jovens ativistas, que desde cedo estavam engajados em movimentos de mudanças políticas, sociais e ambientais.
Para administrar o dia a dia do restaurante, contam com a ajuda de voluntários, que se revezam na cozinha, no atendimento aos clientes, na realização de eventos e num dos momentos mais importantes de todos: a captação de alimentos e recebimento dedoações pela cidade. Eles gostam de se intitular interceptadores do desperdício.
Doações de frutas e verduras
Pelos cálculos de Adam, até agora o Pay as You Feel Cafe já evitou que mais de 10 mil quilos de comida fossem jogados em aterros. Até agora quase 3 mil pessoas foram atendidas e cerca de 4 mil refeições servidas. E quem são os clientes? Os mais diversos. De idosos a adolescentes, crianças a adultos. Até o tricampeão do Tour de France, Greg Lemond comeu no restaurante, quando esteve em Leeds para o Grand Départ da competição.
O pagamento pelo serviço é realmente opcional. Há quem pague, outros não. Alguns realmente nem têm dinheiro para tal. Mas isso não faz a mínima diferença para os jovens voluntários do projeto. “O que importa é que estamos tendo um impacto direto e positivo sobre a vida das pessoas”, diz Adam.
Assim como o trabalho realizado pelo Pay as You Feel Cafe, estão surgindo outras iniciativas similares no Reino Unido. Lugares com o intuito de alimentar o mundo e acabar com o desperdício.
É bom lembrar que estimativas apontam que 1,3 bilhão de toneladas de comida são perdidas anualmente no planeta, aproximadamente 40% da produção global. Estudos britânicos apontam que grande parte desde desperdício se deve à legislação de segurança alimentar por demais rigorosa e confusa.
Visto em: Planeta Sustentável
segunda-feira, janeiro 27, 2014
A ameaça humana
Esqueça a colisão inesperada de asteroides, erupções vulcânicas globais ou alterações no campo magnético da Terra. Um vilão muito mais perigoso está nesse momento promovendo uma silenciosa extinção em massa de espécies. É, você adivinhou: o ser humano.
Nosso planeta presenciou 5 grandes extinções em massa nos últimos 500 milhões de anos. Dentre elas, a dos dinossauros é a mais famosa. E, ao que tudo indica, o homem iniciou a sexta grande matança há milhares de anos, quando adquiriu inteligência suficiente para manipular os ecossistemas a seu bel-prazer. E hoje estamos presenciando a maior extinção em massa de plantas e animais já vista na história da Terra.
Hoje, nosso planeta possui cerca de 2 milhões de espécies identificadas. Nos próximos 100 anos, metade delas estará extinta! É o que afirma Edward Wilson, famoso biólogo americano, no livro O Futuro da Vida. E o culpado é quem ele chama de "o assassino planetário". "No mundo inteiro, sempre que humanos penetram em um novo ambiente, a maior parte da megafauna desaparece", diz. Os animais grandes, lentos e saborosos são sempre os primeiros dizimados. Quando o homem extermina a fauna de uma região, muda-se para outra, onde a destruição continua.
No curto período de tempo em que o homem está sobre a Terra, já poluiu o ar, o solo e o mar, promoveu o desmatamento descontrolado, a caça e a pesca predatórias e explorou recursos naturais ao extremo. Agora ele está até mesmo alterando o clima do planeta inteiro pela emissão de combustíveis fósseis. Diversas espécies de mamíferos, pássaros, répteis, peixes, insetos e até vegetais já foram extintas. Muitas delas são extintas antes mesmo de serem descobertas.
Colocar a natureza em risco também coloca em perigo a humanidade. "Os serviços e o valor econômico proporcionado pelas espécies são insubstituíveis e essenciais ao nosso bem-estar", diz Jon Paul Rodríguez, vice-presidente da Comissão de Sobrevivência das Espécies da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza, na sigla em inglês). Aí entram medicamentos extraídos da biodiversidade, recursos naturais para alimentar a população humana e até mesmo a matéria-prima para a produção dos bens de consumo mais supérfluos. O que antes estava disponível quase de graça na natureza terá de ser recriado artificialmente, custando muito caro. Será que dá pé?
No ritmo atual de destruição, num futuro próximo até os zoológicos serão coisas do passado. Sobrará apenas o lamento humano do progresso conquistado à custa de uma rica biodiversidade. Se tanto. Caso a famosa hipótese Gaia esteja correta (sugerindo que a vida na Terra faz a regulação do ambiente planetário, inclusive domando aquecimentos e resfriamentos globais, como se o planeta inteiro fosse uma única criatura gigante), talvez sua morte leve à nossa também.
Há, contudo, quem afirme que a sobrevivência dos seres vivos na Terra tem solução, e o desaparecimento de animais e vegetais pode ser evitado com a extinção de uma única espécie: nós.
Convenhamos, pode até ser uma solução. Mas é decepcionante pensar que somos incapazes de coexistir pacificamente com a natureza, ainda mais levando em conta todo o conhecimento que adquirimos dela nas últimas décadas. Parte dele sugere que simplesmente não podemos viabilizar nossa própria existência se destruirmos o resto da biosfera, de onde tiramos nosso sustento. E o consenso é que dá para fazer melhor.
CADÊ O BICHO QUE TAVA AQUI? - A escala da devastação
Você já viu um lobo-da-tasmânia? Hoje, ele está extinto. E o tigre-persa? Extinto. Codorna-da-nova-zelândia? Extinto. São apenas 3 exemplos de uma lista de centenas de animais que foram extintos pelo homem somente nas últimas décadas. Atualizada em 2012, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, produzida pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, em inglês), já totaliza mais de 19 mil espécies sob risco de desaparecer. O grupo ainda enfatiza que, mesmo com programas de conservação, 41% de anfíbios, 33% de corais formadores de recifes, 25% de mamíferos, 13% de aves e 30% de coníferas podem desaparecer nas próximas décadas.
terça-feira, novembro 26, 2013
África do Sul quer reduzir em 20% ao ano caça ilegal de rinocerontes
Autoridades sul-africanas de conservação da natureza anunciaram nesta terça-feira que pretendem reduzir a caça ilegal de rinocerontes em 20% ao ano, reforçando que sua estratégia está funcionando apesar dos níveis recordes de caça furtiva registrados.
"A guerra contra a caça ilegal ainda não foi vencida, mas podemos reduzir os números (...) É um processo em evolução", disse o major-general Johan Jooste, que comanda a força-tarefa que combate a caça ilegal no Parque Nacional Kruger.
O número de rinocerontes mortos este ano para a retirada de seus chifres atingiu, até agora, o recorde de 860, apesar da mobilização do Exército e do uso de helicópteros e patrulhas de aviões sem piloto.
Com dois milhões de hectares, o Parque Nacional Kruger, que faz fronteira com Moçambique, foi onde se observou o maior número de animais mortos.
Jooste admitiu que ainda havia matanças diárias, mas disse que "com as crescentes operações de inteligência, visamos a reduzir o número de caças ilegais em 20% ao ano".
Ele foi irredutível ao afirmar que sua abordagem está fazendo a diferença. "Pode parecer que não estamos vencendo, mas estamos fazendo a diferença", disse Jooste.
"A guerra contra a caça ilegal não pode ser vencida apenas em campo, as leis precisam seguir seu curso, assim como a perseguição aos grupos criminosos", afirmou.
Jooste disse que gostaria de ver uma cooperação crescente entre a África do Sul e Moçambique, adotando medidas mais estritas para combater a caça ilegal.
Vivem na África do Sul 80% da população mundial de rinocerontes, estimada em cerca de 25 mil animais.
Calcula-se que existam no parque Kruger entre 8,5 mil e 9,5 mil rinocerontes, segundo uma contagem feita em 2012.
Visto em: Terra Ciência
domingo, novembro 24, 2013
E se... a espécie humana desaparecesse da Terra?
Após 4 a 20 anos... ...Os animais domésticos voltariam ao estado feral. Esse período representa duas a 10 gerações de espécies como cachorros, porcos e bois. Ser fera está nas características genéticas desses animais, mas isso é reprimido pelo convívio com os humanos. Sem nós, eles sofreriam até mudanças físicas. Cães ficariam mais parecidos com lobos (e voltariam a viver em matilhas) e porcos, com javalis.
Após 20 anos... ...O trecho urbano do rio Tietê ficaria 100% limpo. Sem lixo químico – ou mesmo os dejetos orgânicos produzidos pelos humanos – sendo despejado no trecho que atravessa a cidade de São Paulo, o rio Tietê entraria em um processo de autolimpeza. Em duas décadas, estaria tão limpo e piscoso quanto antes de os portugueses chegarem ao Brasil.
Após 70 anos... ...A camada de ozônio estaria sem buraco nenhum. Para sua recuperação total, bastaria a parada na emissão de gases como CFC e amoníaco.
Após 300 anos... ...A temperatura média global começaria a cair. O fim da emissão de CO2 por veículos, indústrias e queimadas brecaria na hora o aquecimento global. A temperatura se estabilizaria nos atuais 14,7 °C (prevê-se que ela subirá até 5 °C até o fim do século).
Em até 1 000 anos... ...Todo o lixo produzido no mundo “desapareceria”. O lixo orgânico – restos de alimentos e carcaças de animais, por exemplo – seria consumido por insetos, bactérias e fungos em um tempo relativamente rápido, em cerca de 500 anos. Os outros 500 são culpa do lixo inorgânico – como metais, plástico e vidro –, cujo processo de reabsorção pela natureza é muito mais demorado.
Após 1 000 anos... ...As construções apodreceriam até sumir. Sem manutenção, o concreto de um prédio começaria a apresentar fissuras e rachaduras em 100 anos. Em 500 anos, com as estruturas metálicas se desmanchando em ferrugem, o prédio cairia. Em mais 500 anos tudo viraria pó.
Após 5 mil anos... ...A Mata Atlântica engoliria são paulo. Depois do esfacelamento das construções e do desaparecimento da cobertura asfáltica, ainda seria necessária a recuperação do solo para que árvores de grande porte pudessem ocupar o terreno – isso levaria de 3 mil a 5 mil anos.
Após milhões de anos... ...O petróleo abundaria. O processo de decomposição que forma o petróleo nunca cessou, mas é muito lento. Sem a extração, as reservas de petróleo levariam de muitos milhões a poucos bilhões de anos para voltar ao nível do século 19, antes da exploração maciça.
Visto em: Super Interessante
segunda-feira, setembro 30, 2013
Planeta em 2013 está pior que em 2007
Paulo Artaxo, um dos autores do relatório do IPCC, afirma que interferência do homem no clima aumentou 43%
Com 90% de probabilidade, é seguro dizer que a ciência já tinha certeza, em 2007, quando foi divulgado o relatório anterior do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de que a culpa do aquecimento que o planeta já vem experimentando e sofrerá ainda mais no futuro é do homem. No novo relatório, essa certeza aumentou ainda mais - mas numa proporção ainda maior se elevou o impacto do homem sobre a Terra. O planeta de 2013 é pior que o de 2007 e fica a dúvida se desta vez a mensagem dos cientistas vai conseguir sensibilizar os governantes e provocar ações.
"O IPCC é um corpo científico, fazemos ciência, não fazemos política pública. É a ONU e os governos que têm de ouvir a mensagem científica e agir. Nossa obrigação é mostrar que a urgência está aumentando e é isso que trazemos nesse relatório", afirma o pesquisador brasileiro Paulo Artaxo, da USP, e um dos autores principais do capítulo sobre nuvens e aerossóis.
Essa conclusão, segundo Artaxo, está sintetizada em um dado que num primeiro olhar pode ser de difícil compreensão - a chamada forçante radiativa, que mede o conjunto das interferências humanas no clima. De 2005 (ano base medido no relatório de 2007) a 2011 (usado no texto atual), houve um aumento de 43% nesse valor.
Na prática ela reflete a alteração no balanço radiativo da atmosfera. "O que mantém a vida e o clima no planeta é esse equilíbrio entre o quanto entra de radiação solar na Terra e o quanto sai. A forçante expressa essa diferença", diz.
Quanto mais gases de efeito estufa se acumulam na atmosfera, mais a radiação fica retida. E o valor da forçante sobe. "No final das contas, ela reflete todos os mecanismos com os quais o homem está alternando o clima. E em cinco anos, essa interferência aumentou 43%. É uma alteração brutal", diz.
Ao comparar, nos dois relatórios, os efeitos das mudanças climáticas já sentidos pelo planeta, fica mais evidente essa piora. No texto de 2007, por exemplo, a elevação do nível do mar registrada desde 1901 era de 17 centímetros. Agora são 19 cm. O aumento da temperatura a partir de 1850 era de 0,76°C. No novo relatório, partindo de 1880, o clima esquentou 0,85°C.
Na versão anterior se considerava que o Ártico estava perdendo 2,7% de gelo por década. Na atual, vai de 3,% a 4,1%. Aumentou, ainda, o grau de certeza de que estamos experimentando mais noites e dias quentes.
Visto em: IG Ciência
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Uma conquista de peso
A APP (Asia Pulp & Paper) – uma das maiores empresas da indústria de papel e celulose do mundo – anunciou, nesta terça-feira, planos de excluir o desmatamento de sua cadeia de produção na Indonésia. A APP acaba de publicar sua nova “Política de Conservação de Florestas”, que o Greenpeace recebeu com entusiasmo. Se cumprido à risca, o compromisso vai ser um grande avanço na proteção das florestas. A iniciativa veio após uma década de pressão pública e recentes negociações com o Greenpeace.
“Aplaudimos os planos da APP de acabar com o desmatamento. Mas o que conta é o que está acontecendo no campo e vamos continuar monitorando de perto esse processo. Se a APP realmente colocar em prática sua nova política, isso vai representar uma dramática mudança de direção, depois de anos de devastação na Indonésia”, disse Bustar Maitar, que coordena a campanha de florestas do Greenpeace na Indonésia.
As florestas do país são habitat de espécies ameaçadas, como o tigre-de-Sumatra, além de abrigar milhares de comunidades. Segundo o governo, a indústria de papel e celulose é o principal vetor de desmatamento no país, junto com o setor de óleo de palma.
O avanço nas políticas da APP é resultado de anos de pressão feitas por ONGS nacionais e internacionais, que vêm desafiando a empresa a superar os impactos ambientais e sociais causados por sua produção. Ao longo de todos esses anos, o Greenpeace também manteve uma forte campanha mundial nesse sentido, investigando, expondo crimes ambientais e pressionando grandes companhias que compram os produtos da APP.
A pressão teve resultado: mais de 100 marcas globais que usam papel produzido pela APP em suas embalagens, como Adidas, Mattel, Nestlé e Unilever exigiram que a empresa tivesse uma produção limpa. Algumas chegaram a cancelar contratos. O anúncio da nova política é consequência dessas manobras. E chega em boa hora: no próximo mês de maio, termina a moratória de desmatamento que o presidente do país decretou em 2011.
“A iniciativa da APP é um ótimo momento para que o governo estenda a moratória e fortaleça suas políticas. As leis florestais da Indonésia precisam ser reforçadas com urgência, para que empresas como a APP tenham condições de implementar suas políticas de conservação”, afirma Maitar. “A ameaça de extinção de animais como o tigre-de-Sumatra só vai ser superada quando governo, indústrias e sociedade civil unirem suas forças e ações pelas florestas.”
Em solo brasileiro, esse movimento não é novo. Pressionada pelo Greenpeace e por outras organizações da sociedade civil, uma parte das indústrias de soja e da pecuária também já se comprometeram em tirar o desmatamento de sua cadeia de produção. E, no ano passado, o Greenpeace Brasil, junto com outras organizações da sociedade civil, colocou nas ruas o projeto de lei de iniciativa popular do Desmatamento Zero. A exemplo do projeto do Ficha Limpa, a ideia é reunir o maior número de assinaturas possível para que a proposta chegue ao Congresso. Até agora, mais de 700 mil pessoas já aderiram.
Viste em: Greenpeace
domingo, fevereiro 10, 2013
Nível do mar aumentará entre 30 e 106 centímetros até 2100
Uma das consequências mais temidas do aquecimento global, o aumento do nível do mar foi medido em um novo estudo, publicado pela revista “Earth System Dynamics”. Segundo o pesquisador Mahé Perrette, do Instituto de Pesquisas do Impacto do Clima (PIK), da Alemanha, até o fim do século os oceanos aumentarão, em média, entre 30 e 106 centímetros - o Brasil ficaria dentro desta média.
Em outras regiões do planeta, a maioria de clima tropical, os oceanos podem sofrer uma elevação até 20% maior. A diferença se deve a fatores regionais, como ventos e correntes oceânicas. Países banhados pelo Oceano Índico serão mais atingidos, além de Japão, o sudeste da Austrália - onde está Sydney - e a Argentina, na região de Buenos Aires.
A Costa Leste americana, de acordo com Perrette, receberá um impacto menor do que o estimado por levantamentos anteriores. Como o derretimento de gelo nos polos mudará o campo gravitacional do planeta, no Atlântico Norte a perda de volume das geleiras da Groenlândia será menos sentida do que na Antártica.
A Groenlândia, segundo Perrette, produzirá um aumento do nível do mar “menos do que a média” - embora, ainda assim, haja um aumento. Uma Nova York debaixo d'água, por isso, não parece provável.
Sobre a grande margem definida como a “média global do aumento do nível do mar”, Perrette acrescenta que há "muitas incertezas" ligadas ao futuro das geleiras. Mas se a temperatura média global subir 5 graus Celsius - um cenário já estudado por climatologistas -, é quase certo que os oceanos elevem-se pelo menos em meio metro.
A principal forma de evitar desastres é diminuir a emissão de gases-estufa na atmosfera, o que conteria a elevação dos termômetros. Para quem quer pensar além da mitigação, os diques são uma “forma clássica”, segundo Perrette, para lidar com o problema. O governo holandês, que conta com a maioria de sua população em áreas abaixo do nível do mar, aumentou as verbas voltadas para esta medida. O pesquisador também recomenda que as cidades não direcionem futuros investimentos em áreas costeiras baixas.
Visto em: O Globo
quinta-feira, novembro 08, 2012
Tokelau o primeiro território do mundo 100% movido a energia solar
O arquipélago de Tokelau, no Pacífico Sul, tornou-se o primeiro território do mundo a obter toda sua energia através da luz do sol. Até agora, o país dependia exclusivamente do diesel importado para suprir suas necessidades energéticas.
Cerca de 4 mil painéis solares foram construídos nos três atóis que formam o arquipélago: Atafu, Nukunonu and Fakaofo. O último painel foi instalado no começo desta semana. O projeto, que custou US$ 7 milhões (R$ 14 milhões), foi financiado pela vizinha Nova Zelândia, que administra o território.
"O Projeto de Energia Renovável de Tokelau é pioneiro no mundo. Os três principais atóis do arquipélago agora tem capacidade solar suficiente, em média, para suprir suas necessidades energéticas", afirmou o ministro de Relações Exteriores da Nova Zelândia, Murray McCully, em um comunicado.
"Até agora, Tokelau era integralmente dependente do diesel importado, o que implicava em pesados custos econômicos e ambientais", acrescentou ele.
O coordenador do projeto, Mike Bassett-Smith, afirmou que a iniciativa representou uma "pedra fundamental de grande importância" para o arquipélago, que, a partir de agora, poderá investir no bem-estar de sua população.
O arquipelágo de Tokelau está localizado entre a Nova Zelândia e o Havaí. Grande parte de seus 1,5 mil habitantes vive da agricultura de subsistência, mas muitos acabam decidindo viver na Nova Zelândia ou na Samoa. A iniciativa foi realizada em parte por temores de elevação do mar devido às alterações climáticas.
Visto em: IG
domingo, setembro 09, 2012
O que a maconha tem a ver com a crise econômica?
De acordo com jornalista americano e associação espanhola, a planta pode ser parte da saída para dívidas públicas. Doug Fine, que já colaborou para o jornal Washington Post e a revista Wired, acaba de lançar, nos Estados Unidos, o livro Too High to Fail – Cannabis and the New Green Economic Revolution (em tradução livre: Muito Chapado para Fracassar – Maconha e a Nova Revolução Econômica Verde).
Fine passou um ano em uma comunidade rural no condado de Mendocino, na Califórnia, para escrever este livro. Lá o plantio da Cannabis para fins medicinais é autorizado pelo xerife da cidade, mediante o pagamento de taxa. Cada produtor pode cultivar no máximo 99 mudas da planta, para não passar por cima da lei federal, que determina prisão para quem tiver 100 mudas ou mais.
O que o jornalista constatou:
- 80% da economia de Mendocino é movimentada por conta da droga: por ano, são gerados de US$ 6 bi a US$ 8 bi;
- Segundo professor de economia de Harvard entrevistado no livro, em 2011 a droga poderia ter gerado impostos no valor de US$ 6,2 bilhões ao governo. Se a planta fosse legalizada, o lucro poderia ser de US$ 47 bilhões;
- A Cannabis industrial – para os setores têxtil, alimentício e energético – tem mais potencial econômico do que para o uso medicinal.
“Imagine se a economia americana se beneficiasse desses números, em invés de eles irem para as contas de gangues criminosas”, afirma o jornalista em seu site.
Enquanto alguns Estados dos EUA consideram votar pela legalização da maconha para uso recreativo nas próximas eleições de novembro, a população da pequena cidade de Rasquera, na região espanhola da Catalunha, aprovou por plebiscito a plantação da erva para pagar as dívidas da crise financeira.
O cultivo, para consumo social, será feito pela ABCDA – Associação de Barcelona de Autoconsumo de Cannabis, que é legal e tem cinco mil sócios, em terrenos alugados da prefeitura da cidade. A ABCDA pagará 550 mil euros por mês. Estima-se que em dois anos a dívida de Rasquera estará quitada.
Para reduzir seu impacto ao meio ambiente, as plantações propostas por Doug Fine e pela ABCDA poderiam se inspirar na norma da cidade de Boulder, no Colorado, que exige fontes limpas de energia para o cultivo de maconha (leia Plantadores de maconha precisam compensar emissões de carbono).
Visto em: Super Interessante
domingo, julho 29, 2012
Energia sem destruição
Sexta maior economia mundial, o Brasil precisará de mais energia para manter seu nível de crescimento econômico. Mas como ter energia de forma limpa e sustentável sem precisar queimar carvão e petróleo, consideradas fontes dos séculos passados?
Dois artigos publicados recentemente na imprensa mostram a visão equivocada do governo para ampliar sua produção energética, de olho na bacia hidrográfica da Amazônia e sem dar o devido valor ao potencial do país para matrizes renováveis de menor impacto ambiental, como a energia solar e a eólica.
Em seu blog, Miriam Leitão mostra como é necessário, para o Brasil, aproveitar melhor o vento e o sol para produzir energia. Ambas têm aumentado a participação, mas, em termos absolutos, a maior oferta de energia nova virá das hidrelétricas, que trarão enormes impactos ambientais desnecessários a um país como o Brasil, onde há sol e vento de sobra.
Só na Amazônia fala-se da construção das usinas de Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e de Tapajós. Esta última, muito polêmica por estar dentro da primeira unidade de conservação demarcada na Amazônia Legal e porque irá inundar uma área quase do tamanho da cidade de São Paulo e que junto com as usinas de São Luiz e Jatobá produziria pouco mais da metade de Itaipu, segundo informa o jornal Valor Econômico.
Os benefícios socioeconômicos são pequenos diante do tamanho dos impactos ambientais, além de desnecessários no caso do Brasil, que ainda tem muito potencial para explorar nas energias renováveis. Como escreve Miriam Leitão, "hoje, já se derrubou a ideia de que se for hídrica é boa. Depende de inúmeros fatores como, por exemplo, o impacto na construção. Há hidrelétricas melhores e outras piores".
Visto em: Greenpeace
terça-feira, junho 26, 2012
Morre o Solitário George
Tartaruga-gigante era a última da subespécie e vivia no arquipélago de Galápagos
O arquipélago de Galápagos perdeu seu habitante mais ilustre no domingo. Lonesome George – o Solitário George – foi encontrado morto no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz, conforme nota divulgada pelo Parque Nacional Galápagos. George tinha entre 100 e 120 anos, mais de um metro de carapaça e pesava 98,6 quilos. Era o último exemplar de sua subespécie a habitar a reserva ecológica equatoriana. A suspeita é de que uma parada cardíaca tenha provocado a morte do animal. Uma autópsia será realizada para identificar a causa.
As ilhas de Galápagos são consideradas o maior laboratório “vivo” de biologia, até por terem recebido o pai da Teoria das Espécies, Charles Darwin, em 1835. O arquipélago ajudou o cientista a desenvolver seus estudos sobre a evolução dos animais. Parece que a seleção natural chegou também para a família de George.
Os pesquisadores do parque tentavam desde 1993 evitar a extinção da subespécie Chelonoidis nigra abingdoni por meio de processos de reprodução, que não deram certo, nem por acasalamento nem por inseminação artificial. As tartarugas de galápagos foram alvo de caçadores no século 19, o que desencadeou o processo de extinção.
“A morte do Solitário George representa a perda de um símbolo da luta pela perpetuação da biodiversidade do planeta”, diz o coordenador do Projeto Tamar/ICMBio, Guy Marcovaldi. De acordo com autoridades do parque, cerca de 20 mil tartarugas gigantes de outras subespécies ainda vivem nas ilhas do Equador.
Que ilha é esta?
- O arquipélago de Galápagos fica no oceano Pacífico, a aproximadamente mil quilômetros a Oeste da costa do Equador. Rodeado por mais de 45 mil km² de reserva marinha, seu nome oficial é Colombo, mas ficou conhecido como Galápagos por causa das tartarugas-gigantes. É formado por 13 grandes ilhas vulcânicas, seis ilhas pequenas e 107 rochas e ilhotas, totalizando uma área de 8 mil km².
- Todos os répteis do arquipélago, metade das espécies de aves, 32% das plantas e 25% dos peixes, e mais um bom número de invertebrados são encontrados apenas naquelas ilhas. Entre as mais visitadas estão Espanhola, Floreana, Santa Cruz, Isabela, Fernandina e Bartolomé. Solitário George vivia em Santa Cruz.
- A Unesco incluiu Galápagos na lista de patrimônios da humanidade em 1978 e, em dezembro de 2001, a declaração foi ampliada para reserva marinha. O número de turistas que entram na ilha é limitado.
Visto em: A Notícia
terça-feira, junho 05, 2012
Esforços jogados no lixo?
Pegando carona no Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo federal acaba de soltar os números consolidados de desmatamento da Amazônia que vão de agosto de 2010 a julho de 2011. Nesse período, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 6.418 km2 de floresta foram para o chão. É a menor taxa desde 1988, quando a região passou a ser monitorada.
“Essa queda no desmatamento é fruto de um trabalho de longo prazo que está sendo jogado no lixo pelo atual governo”, afirma Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Exatamente dez dias atrás, a presidente Dilma Rousseff rasgou o Código Florestal, ao permitir que fossem anistiados os desmatadores e que fossem reduzidas as áres de preservação. Isso vai abrir brecha para que os índices de devastação voltem a subir, depois de anos de esforços para sua redução”.
Em alguns estados, os números continuam lá em cima. Enquanto houve um aumento de 29% das derrubadas no Mato Grosso, em Rondônia isso foi ainda maior: 99%. Apesar de ser a taxa mais baixa já registrada, os 6.418 km2 estão longe de ser pouca coisa: nesse período, uma área de floresta equivalente a quase 2.500 campos de futebol foi derrubada a cada dia.
“A redução dos índices nos últimos anos prova que o Brasil não precisa de mais desmatamento para continuar se desenvolvendo”, diz Astrini. “Vamos deixar claro para o governo e para o mundo que queremos as florestas em pé. E para isso apoiamos uma lei pelo desmatamento zero. Em apenas dois meses, mais de 310 mil pessoas já assinaram por um projeto de iniciativa popular para zerar o desmatamento”.
A campanha nacional pelo Desmatamento Zero já foi apoiada por vários movimentos sociais – como Via Campesina e sindicatos de trabalhadores rurais da Amazônia –, organizações indígenas e quilombolas, entidades ambientalistas e artistas. Quando 1,4 milhão de assinaturas forem recolhidas, o projeto será encaminhado ao Congresso. Assine, divulgue e compartilhe você também.
Visto em: Greenpeace
segunda-feira, abril 30, 2012
Papagaios dão nome aos seus bebês
Pesquisa realizada na Cornell University, nos EUA, revelou que os papagaios, assim como os seres humanos, têm o hábito de batizar seus filhotes com um som característico.
O nome – que, no caso, trata-se de um piado exclusivo – é dado aos pequenos, pelos pais biológicos, antes mesmo deles conseguirem emitir qualquer tipo de som. Então, quando estão mais crescidinhos, os filhotes começam a reproduzir o barulho – e, em alguns casos, fazer ajustes no nome escolhido pelos pais, quando há dificuldades de reproduzi-lo corretamente.
Segundo o estudo, liderado pelo cientista Karl Berg, os “nomes” têm um porquê: eles servem para garantir a organização social desses animais, que – assim como os golfinhos, que também tem um sistema de identificação característico – frequentemente mudam de bando. Com um som próprio que os identifique, fica mais fácil saber quem está aonde. Você sabia dessa?
Visto em: Super Interessante
terça-feira, março 06, 2012
Máscara que converte respiração em energia
Trata-se de uma máscara capaz de converter a respiração humana em eletricidade para carregar pequenos gadgets. Como? A invenção possui mini turbinas eólicas em seu interior, que transformam o ar expelido por quem utiliza a máscara em energia – que é transferida a pequenos eletrônicos – como celular, GPS e iPod – por meio de uma espécie de cabo USB.
De acordo com Lammoglia, o AIRE pode ser utilizado em qualquer lugar ou situação: no ônibus, durante uma corrida no parque ou ainda enquanto o usuário tira um cochilo – basta não estar nem aí para os olhares que o uso do aparelho, fatalmente, atrairá para quem colocá-lo no rosto, em público, para produzir energia.
Por enquanto, o AIRE é, apenas, um conceito – que, inclusive, já rendeu ao seu criador o prêmio internacional Best Of The Best 2011 Design, da organização Red Dot –, mas o brasileiro já tem planos para comercializá-lo.
Visto em: Planeta Sustentável
domingo, janeiro 29, 2012
Elefante de Sumatra pode extinguir-se em menos de 30 anos
Em apenas uma geração, as populações de elefantes de Sumatra (Elephas maximus sumatranus) diminuíram para metade. “Os cientistas afirmam que, se esta tendência continuar, os elefantes de Sumatra poderão estar extintos na natureza em menos de 30 anos”, diz a organização World Wildlife Fund for Nature (WWF), em comunicado.
Em 1985, um censo concluiu que existiam entre 2800 e 4800 elefantes de Sumatra, em 44 populações, a maior das quais na província de Riau. Os últimos dados dão conta de cerca de 900 animais: 210 em Riau, 498 no Parque Nacional Bukit Barisan Selatan e 180 no Parque Nacional Way Kambas, ambos na província de Lampung.
Hoje, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) alterou a classificação deste elefante, de Em Perigo para Criticamente em Perigo, a última classificação antes de Extinto. De momento, o elefante de Sumatra vive apenas em sete províncias.
Perda de habitat
A perda de habitat é uma das principais razões para esta decisão. Mas o que preocupa a UICN é que “as forças que estão a causar esta perda de habitat continuam sem ser fiscalizadas”. A organização considera que a maior ameaça é a conversão das florestas para fins agrícolas e de expansão de povoações, o que tem levado a conflitos entre elefantes e pessoas. Além disso, estes animais têm sido alvo do abate ilegal por causa do marfim.
A WWF apelou a uma moratória imediata à destruição do habitat e pediu ao Governo da Indonésia para proibir o abate da floresta até que seja definida uma estratégia de conservação.
As populações de elefantes asiáticos estão fragmentadas e com tendência para uma diminuição. Já as populações de elefante africano estão estáveis ou a registar um ligeiro aumento desde os anos 90 do século passado.
Visto em: Público
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Abasteça o carro com casca de laranja
Funciona assim: os restos da produção industrial de suco de laranja – só no Brasil, cerca de oito milhões de toneladas de casca da fruta são jogadas no lixo, todos os anos – são triturados e colocados em uma máquina, onde são expostos a altas potências de micro-ondas, capazes de ativar a celulose presente na casca. A substância, então, é isolada e utilizada na fabricação do biocombustível – usado, entre outros fins, para o abastecimento de veículos.
Se der certo, a tecnologia – que está em fase de testes, inclusive no Brasil – poderá incentivar a produção de energia limpa no mundo e, ainda, ajudar a resolver o crescente problema do lixo. Isso porque, de acordo com os pesquisadores, a máquina desenvolvida por eles é capaz de processar cerca de seis toneladas de resíduos por hora. E mais: a técnica funciona não só com cascas de laranja, mas com qualquer produto que contenha celulose – incluindo papel e cartolina.
Como se não bastasse, os cientistas ainda garantem que, no futuro, a tecnologia poderá ser aplicada em escala doméstica, por qualquer mortal que tenha dinheiro para comprar a “máquina mágica” desenvolvida por eles – atualmente, avaliada em R$ 2,7 milhões. Um investimento e tanto…
Visto em: Super Interessante