quinta-feira, julho 15, 2010

Todos os graus em um único par de óculos

Mais de um bilhão de pessoas no mundo precisam usar óculos, mas não têm condições financeiras de adquirir um. Na África subsaariana, 95% dos habitantes com alguma deficiência visual não possuem acesso a lentes corretivas. Isso prejudica o aprendizado escolar, o acesso a diversos postos de trabalho e a vida familiar e social. Para minimizar esse problema, a ONG britânica Adaptive Eyewear criou os óculos Adlens, com grau ajustável. Ou seja, o mesmo óculos se adapta a milhares de receitas diferentes e pode, inclusive, ser compartilhado por mais de um usuário.
O segredo está em suas lentes ocas, que possuem uma fina folha de plástico esticada em seu interior. Por meio do giro de um botão lateral, um líquido de alto poder de refração é injetado no espaço entre a lente e o plástico – ou retirado dele –, alterando a curvatura da folha plástica. Quanto mais curva, maior o grau da lente.
No final do ano passado, a ONG foi reconhecida pela Clinton Global Initiative pelo programa Vision for a Nation, que está realizando testes oftalmológicos com os 7,5 milhões de habitantes de Ruanda e vai fornecer os óculos Adlens para todos os que precisarem.
Veja o fantástico video na página do projeto clicando aqui.
Visto em: Super Interessante

Consumismo

O consumismo é uma compulsão caracterizada pela busca incessante de objetos novos sem que haja necessidade dos mesmos. Após a industrialização, criou-se uma mentalidade de que quanto mais se consome mais se tem garantias de bem-estar, de prestígio e de valorização, já que na atualidade as pessoas são avaliadas pelo que possuem e não pelo que são.
Uma pessoa pode ser considerada consumista quando dá preferência ao shopping a qualquer outro tipo de passeio, faz compras até que todo o limite de crédito que possui exceda, deixa de usar objetos comprados há algum tempo, não consegue sair do shopping sem comprar algo, se sente mal quando alguém usa um objeto mais moderno que o seu, etc.
O consumismo é fortemente induzido pelo marketing que consegue atingir a fragilidade íntima das pessoas e este é um dos motivos pelos quais o sexo feminino é mais propenso à compulsão. Para a psicanálise, o marketing interfere na diferenciação do que se deve ou não comprar, tornando assim as pessoas incessantemente descontentes buscando nas compras algo que as conforte. Essa compulsão leva as pessoas a desprezarem seus valores e sua situação financeira e as mantêm em estado de fascínio e até de hipnose. Muitas pessoas destroem seu casamento ou outro tipo de relação e ainda se colocam em difíceis situações devido às más condições financeiras provocadas por tal compulsão.
É importante lembrar que nem todas as pessoas que consomem muitos supérfluos são consumistas. Pessoas com bom poder aquisitivo que não sacrificam suas vidas para ir às compras não são necessariamente consumistas compulsivas.
Visto em: Mundo Educação

quarta-feira, junho 30, 2010

Frases

“Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar porcarias de que não precisamos.”
“Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar. Não tivemos Grande Guerra, não tivemos Grande Depressão. Nossa grande guerra é a guerra espiritual, nossa grande depressão é a nossa vida. Fomos criados pela televisão para acreditar que um dia seríamos ricos, estrelas de cinema. Mas não seremos. E estamos aos poucos aprendendo isso. E estamos muito , muito revoltados.”
"Será que não vou me libertar de suas regras rígidas?
Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?
Será que não vou me libertar dos pecados e do perfeccionismo?
Digo: evolua mesmo se você desmoronar por dentro."
"É fácil chorar quando a gente sente que as pessoas que amamos vão nos rejeitar ou morrer.."
Frases do Filme Clube da Luta (Fight Club) de 1999 com Edward Norton e Brad Pitt. Um filme realmente surpreendente, e com uma filosofia bem legal nas entrelinhas.

segunda-feira, junho 21, 2010

País das maravilhas

Coloco o chapéu dentro da minha cabeça..
ventos, vultos, vozes, verbos,
tudo num enorme turbilhão.
por um momento sei que estou partindo,
faço as despedidas, e tento manter os pés no chão...

logo vem a cor, brilhante, reluzente,
tudo fica diferente,
na mente do pescador.
não sei direito explicar quando nem como,
mas nada mais tem o mesmo sabor.

é tão diferente, e ao mesmo tempo tão normal,
é como se eu ja tivesse feito parte disso,
e ainda restasse um pouco dentro de mim,
no meio da coluna vertebral.

Ondas em vidros?
Sim é possivel..
o tempo já não importa mais,
eu vejo beleza onde não conseguem ver os pobres mortais.

sinto a vida pulsando, em cada ponto do éter, e em mim, uma ansiedade cresce.
- no que pensar? eu penso.
- não pense em nada. alguem responde
- porque não pense em nada? eu penso
- por causa disso:

Fecho os olhos, figuras geométricas coloridas,
fractais, um universo atrás das minhas palpebras.
A névoa roxa toma forma e cor,
mesmo sem entender nada,
nado em direção ao criador.

Aos poucos eu vou voltando, mas sei que um dia vou retornar,
ao país das maravilhas, e talvez da próxima vez, venha pra ficar.

R.C.

Visto em: Cogumelos

quinta-feira, junho 10, 2010

A Última Pergunta - Isaac Asimov

Isaac Asimov foi um escritor e bioquímico estadunidense, nascido na Rússia, autor de obras de ficção científica e divulgação científica.
A obra mais famosa de Asimov é a série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots. Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não-ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes e umas 90.000 cartas ou postais, e têm obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em filosofia.

Resumo – A útima pergunta

A pergunta é feita pela primeira vez por um engenheiro embriagado a Multivac, um super computador com milhas de comprimento que havia acabado de desenvolver um método para suprir a humanidade de energia por incontáveis anos. A dúvida toma corpo pois, apesar do extenso período de abastecimento garantido, o universo há de ter um fim e, com ele, as fontes de energia. Faz-se então a pergunta: como salvar a humanidade, ou seja, "como reverter a entropia?"
O conto segue uma estrutura linear, mas que utiliza saltos de até bilhões de anos na história da humanidade, mostrando como em cada época a pergunta foi repetida a Multivac, e, invariavelmente, recebendo a mesma resposta: "Dados insuficientes para uma resposta significativa". Este ciclo prossegue até o clímax do livro, um misto de religião, filosofia e ciência.
Caso queira ver o conto na integra, basta clicar no link abaixo e fazer o download.
A última pergunta - Isaac Asimov.doc
Fontes: LivrOsfera; Wikipédia

segunda-feira, maio 17, 2010

A escolha

"Você tem que deixar isso tudo passar, medo, dúvida, descrença.
"Liberte sua mente."
"Alguma vez você já teve um sonho, que você tinha tanta certeza de que era real?
"Esta é sua última chance, após isso, não há como voltar atrás."
"Se tomar a pílula azul, a história termina. Você acorda em sua cama e acredito que tudo que você queria. Você toma a pílula vermelha, você fica no País das Maravilhas ". (Do filme Matrix)
Texto acima aparece na musica de MFG - Wonderland

quinta-feira, maio 06, 2010

Sobre Tolices Importantes

Ainda posso me lembrar de um tempo onde qualquer hora do dia era fim de tarde com cheiro de café e bolo de fubá fresquinho.
Tudo girava em torno de coisas tolas tão importantes! Já se perguntou alguma vez o que estamos fazendo com nossas vidas? Eu disse NOSSAS vidas! Parece que esquecemos de sentir, cheirar, parar para olhar, parar para viver algo e se surpreender. Nada disso acontece mais de forma natural.
E por que não nos surpreendemos, nem sentimos, nem vivemos, nem cheiramos? Por que esperamos demais, acomodados em expectativas que já vem enlatadas e totalmente fabricadas, com os conservantes da mais pura esquizofrenia social; Presos à valores ridículos e insanos, que nem temos tempo de repensar, pois não se pode enxergar azul num mundo só de amarelo.
Vivemos no piloto automático sempre, fazendo só "o que deve ser feito", o que dá orgulho à sua família ou ao seu ciclo social ridículo e limitado, só para satisfazer essas expectativas pré-fabricadas e prontas para o consumo.
Nesse ponto já se esquece que nosso coração também tem voz, que podemos abandonar o caminho trilhado à qualquer momento, sem dever nada a ninguém e sem ater ao orgulho, que é um valor que destrói muitas almas.
Como disse a poetisa: "Lúcidos? São poucos" Céus! Vejam quantos sonâmbulos andam nas calçadas; quantos mortos vivos dirigem seus veículos do ano; Veja, veja com horror as pessoas de terno que correm apressadas pelas ruas, como quem corre num pesadelo, sem saber do que!
Conseguiram industrializar até a vida. Já é tempo de ser lúcido. Não se submeta, acorde!

Visto em: Válula

quinta-feira, abril 29, 2010

Ateus e liberais têm QI mais alto, diz pesquisa

Segundo um estudo publicado pelo psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa da London School of Economics and Political Science – ateu e liberal, por sinal -, quanto maior o QI de uma pessoa, maiores as chances de ela não crer em Deus e de ser politicamente liberal.
De acordo com o autor, ateísmo e liberalismo são valores novos na história da evolução humana, que não fazem parte da nossa predisposição biológica – e que nossos ancestrais provavelmente não possuíam.
Por isso, pessoas de QI mais alto, acabam reconhecendo e assimilando mais facilmente os novos valores e comportamentos.
Mas o que dizem os dados?
Uma pesquisa feita pelo National Longitudinal Study of Adolescent Health mostra que adolescentes que se identificam como “muito liberais” têm um QI médio de 106, enquanto os que se auto-classificam como “muito conservadores” marcam 95 pontos na escala. Da mesma forma, os que se avaliaram como “nada religiosos” têm um QI médio de 103 pontos, enquanto os que se classificaram como “muito religiosos” têm um QI médio de 97 pontos.
Polêmico, hein?

Fonte: SuperInteressante

ELE é ateu!

segunda-feira, abril 05, 2010

Velhos jovens

40 anos atrás o Rock era um estilo musical que estava começando a dominar a massa. Jovens roqueiros antes dessa época eram vistos como loucos, porém hoje, o Rock já é uma musica popular, e os jovens já não são vistos mais da mesma forma. Aqueles antigos jovens, hoje senhores, são vistos como velhos garotões, que entendem a juventude, pois nunca a perderam.
Algo parecido acontece atualmente, a E-Music é vista como algo louco, somos vistos como jovens desmiolados, mas aos poucos nosso som está tomando a sociedade (pelo bem da música, pelo mal da cultura), e no futuro seremos jovens senhores, e compreenderemos a juventude. Saberemos que fizemos muitas coisas erradas, mas o saldo positivo de toda essa viagem transcendental pelo psicodélico foi infinitamente maior.