segunda-feira, setembro 30, 2013

Nossos ancestrais pré-históricos usavam palavras familiares até hoje

Pieter_Bruegel_the_Elder_-_The_Tower_of_Babel_(Vienna)_-_Google_Art_Project_-_edited Linguistas britânicos determinaram que nossos ancestrais da Idade da Pedra que viveram na Europa poderiam ter utilizado certas palavras reconhecíveis atualmente em muitas línguas modernas, segundo um estudo publicado nos Estados Unidos.

Alguns nomes, verbos, adjetivos e advérbios descendem em grande parte de forma imutável das palavras de uma língua comum aos homens que viveram há 15 mil anos, explicou Mark Pagel, professor de biologia evolutiva da Universidade de Reading, no Reino Unido, e principal autor deste estudo.

Algumas destas palavras, como "I", "you", "we", "mother", "man" e "bark" (palavras inglesas para "eu", "você", "nós", "mãe", "homem" e "latir"), nas quais certas línguas mantêm o mesmo sentido ou quase o mesmo som que tinham na época, determinaram estes linguistas anglófonos.

Usando um modelo matemático, os pesquisadores conseguiram determinar que algumas palavras mudaram tão lentamente com o passar do tempo que elas conseguiram manter os traços de seu passado ancestral por 10 mil anos ou mais.

Essas palavras indicam a existência de uma grande família que unifica sete grupos linguísticos na Eurásia, revelaram os cientistas. Até agora, os linguistas se basearam apenas no estudo de sons similares entre as palavras para identificar aquelas que provavelmente teriam ancestrais comuns, como "pater", em latim, e "father" (pai) em inglês.

Mas esta abordagem traz o inconveniente de comparar às vezes palavras com sons próximos, mas sentidos muito diferentes, como "team" ("equipe") e "cream" ("creme").

Para evitar este problema, a equipe do professor Pagel partiu do princípio de que as palavras utilizadas diariamente provavelmente seriam preservadas por períodos muito longos. Eles se basearam neste elemento para prever palavras que tiverem uma sonoridade próxima no final.

"A forma como utilizamos certas palavras na linguagem cotidiana é de alguma forma comum a todas as línguas da humanidade", destacou Pagel em um comunicado. "Nós descobrimos que os nomes, os pronomes e os advérbios são substituídos com uma frequência muito menor, isto é, uma vez a cada 10 mil anos ou mais", estimou.

Desta forma, "as palavras usadas mais de uma vez por mil na linguagem cotidiana tiveram de sete a dez vezes mais chances de ir muito longe na superfamília das línguas eurasiáticas", estimou o cientista, cujo trabalho foi publicado na revista da Academia Americana de Ciências (PNAS).

Em estudos anteriores, Mark Pagel demonstrou a evolução das 7 mil línguas atualmente faladas no mundo, revelando a utilização da linguagem e por que algumas palavras desapareceram.

Visto em: Terra Ciência

Fazer dieta deixa você menos esperto

dieta Não adianta ir contra, a ciência parece disposta a provar com todas as forças que fazer dieta é uma furada. Lembra quando disseram que você não emagrece e ainda fica triste? Agora apareceu outra pesquisa, com uma conclusão ainda pior: dieta deixa você distraído e menos esperto.

Dessa vez, os pesquisadores entregaram testes a alguns voluntários – metade deles estava fazendo dieta e a outra não. A ideia era medir a capacidade absorção de informação nova, autocontrole,raciocínio lógico e espacial, e resolução de problemas. E o pessoal da dieta se saiu pior na maioria das vezes.

Por quê? Bem, além de passar fome, quem faz dieta perde boa parte do tempo contando calorias. E arrependido por ter extrapolado, de alguma forma, o limite calórico diário. Ou seja, essas pessoas se distraem mais – e ainda mantem o cérebro ocupado com coisas bem mais importantes, do tipo quantas calorias custou aquela mordida no bolo de chocolate da colega de trabalho.

E então, vale a pena fazer dieta?

Visto em: Ciência Maluca

sábado, setembro 21, 2013

domingo, setembro 08, 2013

Ouvir música faz bem ao coração

shutterstock_51595234 E não é só na hora de aliviar a dor de amor ou o mau humor. Música faz um bem ainda maior pra você: deixa seu coração mais forte – a ponto de melhorar a recuperação de pacientes que sofreram problemas cardíacos.

Pesquisadores dividiram 74 pacientes cardíacos em três grupos diferentes: dois terços fariam exercícios físicos, com ou sem música, e o outro não faria nenhum tipo de atividade física, mas teria de ouvir música todos os dias, por meia hora. Por três semanas, os cardiologistas acompanharam os voluntários e analisaram o progresso no tratamento de recuperação.

Ao fim do experimento, os pacientes que haviam praticado exercícios físicos ao som de música tiveram uma recuperação melhor do que a dos outros. Tiveram uma melhora significativa nas funções cardíacas e aumentaram em 39% a capacidade física. Quem praticou as atividades em silêncio apresentou só 29% de melhora na capacidade física. Mesmo quem só escutou música, mas não fez exercícios melhorou a capacidade física, em 19%.

Isso porque música deixa você feliz. Quando você escuta uma canção que te agrada, seu corpo libera endorfina, uma substância química com função analgésica, que também exerce um papel na sensação de prazer e bem-estar. E ela ainda melhora a saúde dos vasos sanguíneos. “Não existe uma melhor música para todos – o que importa é se a pessoa gosta e se a música a deixa feliz”, explica Delijanin Ilic, líder da pesquisa.

Visto em: Ciência Maluca

sábado, agosto 31, 2013

Além da Terra, além do Céu

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE-Poemas Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.

Carlos Drummond de Andrade

Não são apenas músicas…#13

Florence + The Machine – Dog Days Are Over

Happiness hit her like a train on a track
Coming towards her stuck still no turning back
She hid around corners and she hid under beds
She killed it with kisses and from it she fled
With every bubble she sank with her drink
And washed it away down the kitchen sink

The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run

Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your love and your longing behind
You can't carry it with you if you want to survive

The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?
'Cause here are they come

And I never wanted anything from you
Except everything you had and what was left after that too, oh
Happiness hit her like a bullet in the back
Struck from a great height by someone who should know better than that

The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?
'Cause here they come

Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your love and your longing behind
You can't carry it with you if you want to survive

The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?
'Cause here are they come

The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run (Here they come)

The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run

Chocolate quente melhora funcionamento do cérebro, diz estudo

chocolate Chocolate quente pode ajudar pessoas mais velhas a manterem o cérebro mais saudável, segundo pesquisa. Dois copos da bebida por dia impulsionou o fluxo sanguíneo para o órgão e melhorou a memória dos voluntários com estreitamento das artérias. A pesquisa envolveu 60 pessoas com idade média de 73 anos que sofriam de demência. As informações são do Mirror. 

Apenas 18 membros do grupo que tinha o fluxo sanguíneo prejudicado se beneficiaram com a bebida.  Após um mês, eles tiveram 8,3% de melhora no fluxo em várias partes do cérebro. Os resultados dos testes de memória também melhoraram, com o tempo para recordar algo passando de 167 segundos para 116.

Farzaneh Sorond, da Harvard Medical School em Boston, disse: “nós estamos aprendendo mais sobre o fluxo sanguíneo no cérebro e sua influência nas habilidades de pensamento”. Assim como áreas do cérebro precisam de mais energia para completarem tarefas, elas também precisam de um melhor fluxo sanguíneo. Essa relação, chamada neurovascular, pode ter papel importante em doenças como o Alzheimer.

Segundo o medico Doug Brown, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Sociedade do Alzheimer, o fluxo de sangue baixo influencia os trabalhos no cérebro humano, porque falta energia nas células do órgão para completar as atividades com eficiência.

Visto em:Terra Saúde

segunda-feira, agosto 19, 2013

Atividade cerebral explica 'visões do além' durante morte clínica

Experimento em ratos mostra que cérebro fica bastante ativos no início da morte, o que explicaria alucinações

tunel_proximo_morte No aumento da atividade cerebral de ratos que estão prestes a morrer talvez esteja uma explicação para as visões realistas que alguns seres humanos têm ao sofrer paradas cardíacas, afirmam pesquisadores.

Aproximadamente 20 por cento dos pacientes dizem ter tido alucinações inteligíveis, semelhantes à vida real, após sua morte clínica, que muitas vezes são descritas como visões da vida após a morte ou outras histórias sobrenaturais. Em busca de uma explicação física para o fenômeno, cientistas da Universidade de Michigan induziram paradas cardíacas em nove ratos e monitoraram sua atividade cerebral usando um eletroencefalograma.

Passados trinta segundos da morte clínica, os ratos apresentavam ondas cerebrais de amplitude baixa, embora a frequência estivesse muito alta, o que indicava que seus cérebros estavam bastante ativos. A atividade associada ao processamento de informações era oito vezes superior à geralmente verificada durante o estado consciente e alerta, e a atividade associada ao processamento sensorial era cinco vezes superior.

"Quando o oxigênio e a glicose são retirados ocorre um aumento da atividade, ao menos temporário", afirmou Jimo Borjigin, professor adjunto de fisiologia da Universidade de Michigan e principal autor do estudo, que foi publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences .

O estudo contradiz a opinião geralmente aceita dos médicos de que existe pouca ou nenhuma atividade após a morte clínica, afirmou Borjigin. Ele acrescentou que as descobertas talvez ajudem a "esclarecer por que durante esse estado alguns indivíduos conseguem de fato se lembrar de conversas que aconteceram dentro da sala de cirurgia", mesmo usando protetores auriculares. "Se sua percepção está quintuplicada é possível que ouçam essas conversas."

Visto em: iG Ciência

sexta-feira, agosto 16, 2013

Ficar ocupado é o segredo da felicidade

201106301757150.Foto-André Ávila Não é que o tal ditado “mente vazia, oficina do diabo” faz sentido? E agora tem até comprovação científica. Mas só vale se a tarefa não for estressante, se você tiver o dia cheio, mas não se sentir pressionado pelo tempo.

Pois é, você precisa saber usar o tempo a seu favor. O segredo é ocupá-lo com tarefas que não te atormentem – pelo menos quando der. Se conseguir, aí vai entrar pro time das pessoas felizes,como as que fizeram parte da pesquisa de John Robinson, um sociólogo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Depois de analisar uma série de estudos sobre pressão, felicidade e atividades diárias, ele percebeu que as pessoas mais felizes eram aquelas que viviam com o dia cheio, mas que faziam as coisas com calma, sem pressão. Não é pra menos, já viu o tédio deixar alguém feliz? E a pressa? Não dá.

Nenhum dos participantes teve de especificar como ocupava as horas do dia, mas outra pesquisa, de dois americanos da Universidade de Harvard, tratou de investigar isso. Eles pediram a 2.250 voluntários para contarem, em determinadas horas do dia, o que estavam fazendo, como se sentiam, e se estavam compenetrados ou com a cabeça em outros pensamentos. E os ocupados eram os mais felizes – mas só quando estavam absortos na atividade, sem pensar em nada além daquilo.

“A mente humana é dispersa. E uma mente dispersa é uma mente triste. A habilidade de pensar no que não está acontecendo é uma conquista cognitiva que tem um custo emocional”, diz o estudo. É, o negócio é manter o foco e silenciar  a mente.

E aí, conhece alguma coisa que prenda tanto assim sua atenção? E você fica mesmo mais feliz quando faz isso?

Visto Em: Ciência Maluca

segunda-feira, agosto 12, 2013

Qual o significado do aniversário?

O_Aniversario_do_Quico Um ano. Doze meses. Trezentos e sessenta e cinco dias. Final de um ciclo e começo de outro. Nesta data querida é impossível não contemplar o período que passou e fazer projetos para o futuro. Essa é a alma do ritual de comemorar os aniversários, que em todas as partes do mundo, sejam os homenageados tenros bebês, sejam experientes velhinhos, sempre remetem ao momento do nascimento, ao sublime milagre da vida. 

Repleto de significados, na festa de aniversário cada objeto ou guloseima tem papel especial. A chama da velinha acesa sobre o bolo se destaca. Segundo a astrologia, o aniversário simboliza uma volta completa do sol em torno da Terra, iniciada no dia, mês, ano e hora do nascimento de algo ou alguém: "Soprar a velinha significa reverenciar a centelha do sol que iluminou o trajeto e trará luz para começar um novo ciclo", explica o astrólogo Antonio Harres, o Bola, do Rio de Janeiro.

"A cera, o pavio de barbante, o fogo e o ar que se unem na chama ardente, móvel e colorida, são eles próprios uma síntese dos elementos da natureza. Símbolo da vida ascendente, a vela é a alma dos aniversários. Tantas velas, tantos anos e tantas etapas no caminho da perfeição e da felicidade. Apagá-las de um único sopro manifesta persistência da vida superior a tudo aquilo que já foi vivido", explica poeticamente o Dicionário dos Símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (ed. José Olympio).

O bolo e os doces relacionam-se ao elemento terra e à vivacidade das sensações. Evocam a doçura da vida para o novo período e a superação de todas as mágoas do passado. Já os balões trazem o toque da alegria infantil e estão associados ao elemento ar, ao valor cósmico da vida. Segundo o mesmo livro, o ar instiga a alçar vôo. É a via de ligação entre céu e terra.

Para completar, presentes escolhidos com carinho para o aniversariante são a prova duradoura da inauguração de um novo ciclo. Esse hábito é muito antigo e, originalmente, servia para atrair a proteção dos deuses e dos reis para que a abundância e a prosperidade abençoassem o homenageado.