segunda-feira, dezembro 27, 2010

Sorri...

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz.

(Charles Chaplin)

Um ótimo ano novo para todos!

domingo, novembro 28, 2010

10 mitos sobre o Ateísmo

1) Ateus acreditam que a vida não tem sentido.

Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam frequentemente com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida. Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida. A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo. Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é… bem… insignificante.

2) Ateus são responsáveis pelos maiores crimes da história da humanidade.

Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto, não é que eles eram críticos demais da religião; o problema é que eles era muito parecidos com religiões. Tais regimes eram dogmáticos ao extremo e geralmente originam cultos a personalidades que são indistinguíveis da adoração religiosa. Auschwitz, o gulag e os campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando humanos rejeitam os dogmas religiosos; são exemplos de dogmas políticos, raciais e nacionalistas andando à solta. Não houve nenhuma sociedade na história humana que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.

3) Ateus são dogmáticos.

Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras eram tão prescientes das necessidades humanas que só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplesmente uma pessoa que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar crenças religiosas infundadas. Como disse o historiador Stephen Henry Roberts (1901-71) uma vez: “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”.

4) Ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso.

Ninguém sabe como ou por que o universo surgiu. Aliás, não está inteiramente claro se nós podemos falar coerentemente sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas ideias invocam o conceito de tempo, e estamos falando sobre o surgimento do próprio espaço-tempo.

A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução darwiniana. Como Richard Dawkins explica em seu maravilhoso livro, “A Ilusão de Deus”, isto representa uma grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de não sabermos precisamente como os processos químicos da Terra jovem originaram a biologia, sabemos que a diversidade e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações aleatórias e da seleção natural. Darwin chegou ao termo “seleção natural” em analogia ao termo “seleção artificial” usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, seleção demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento de quaisquer espécies.

5) Ateísmo não tem conexão com a ciência.

Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus — alguns cientistas parecem conseguir isto —, não há dúvida alguma de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar, a fé. Tomando a população americana como exemplo: A maioria das pesquisas mostra que cerca de 90% do público geral acreditam em um Deus pessoal; entretanto, 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que a ciência.

6) Ateus são arrogantes.

Quando os cientistas não sabem alguma coisa — como por que o universo veio a existir ou como a primeira molécula autorreplicante se formou —, eles admitem. Na ciência, fingir saber coisas que não se sabe é uma falha muito grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com frequência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.

7) Ateus são fechados para a experiência espiritual.

Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase, o arrebatamento e o temor; ateus podem valorizar estas experiências e buscá-las regularmente. O que os ateus não tendem a fazer são afirmações injustificadas (e injustificáveis) sobre a natureza da realidade com base em tais experiências. Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor ao ler a Bíblia e rezar para Jesus. O que isso prova? Que certas disciplinas de atenção e códigos de conduta podem ter um efeito profundo na mente humana. Tais experiências provam que Jesus é o único salvador da humanidade? Nem mesmo remotamente — porque hindus, budistas, muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam experiências similares regularmente.

Não há, na verdade, um único cristão na Terra que possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba, muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências espirituais possam provar.

8) Ateus acreditam que não há nada além da vida e do conhecimento humano.

Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento humano de uma maneira que nem os religiosos podem. É óbvio que nós não entendemos completamente o universo; mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia e nem o Corão demonstram o melhor conhecimento dele. Nós não sabemos se há vida complexa em algum outro lugar do cosmos, mas pode haver. E, se há, tais seres podem ter desenvolvido um conhecimento das leis naturais que vastamente excede o nosso. Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades. Eles também podem admitir que se extraterrestres brilhantes existirem, o conteúdo da Bíblia e do Corão lhes será menos impressionante do que são para os humanos ateus.

Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo banalizam completamente a real beleza e imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para fazer tal observação.

9) Ateus ignoram o fato de que as religiões são extremamente benéficas para a sociedade.

Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca parecem perceber que tais efeitos falham em demonstrar a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que temos termos como “wishful thinking” e “auto-enganação”. Há uma profunda diferença entre uma ilusão consoladora e a verdade.

De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem ser certamente questionados. Na maioria das vezes, parece que as religiões dão péssimos motivos para se agir bem, quando temos bons motivos atualmente disponíveis. Pergunte a si mesmo: o que é mais moral? Ajudar os pobres por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque acha que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?

10) Ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade.
Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Corão — já que esses livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são (até certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana.
Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão mais atentamente. Ambos os livros aceitam a prática de escravidão — e ainda assim seres humanos civilizados agora reconhecem que escravidão é uma abominação. Tudo que há de bom nas escrituras — como a regra de ouro, por exemplo — pode ser apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos tenha sido transmitido pelo criador do universo.

Visto em: Ateus

Benjamin Button e a teoria do caos

quarta-feira, novembro 24, 2010

10 teorias científicas mais bizarras… ou não

 

10. Teoria do Big Bang


Todo mundo conhece essa teoria, ela é uma das mais aceitas atualmente para explicar a origem do universo, principalmente por que muitas de suas explicações puderam ser comprovadas em observações e medições espaciais. Ainda assim, ela é cheia de idéias malucas para a nossa compreensão. exemplo:
- Como a de que tempo e espaço provavelmente não existiam antes do Big Bang (baseada na concepção de que tempo e espaço estão ligados, proposta na Teoria da Relatividade de Einstein).
- De que não há um centro no universo e de que não é possível ainda saber se o universo está se expandindo dentro de alguma outra coisa ou se não há nada além de suas fronteiras.

Ela é uma teoria tão polêmica que até mesmo os cientistas que creem fielmente nela têm divergências quanto aos seus resultados. Exemplo disso é a idade do universo que ela possibilitou prever. Antes de chegarem a um consenso de que o universo deve ter 13,7 bilhões de anos, com uma margem de erro de uns 200 milhões de anos para mais ou menos, os cálculos feitos ao longo do século 20 baseados na Teoria do Big Bang apontaram resultados que variaram de 2 bilhões a 20 bilhões de anos para a idade do cosmo.

9. Teoria do Caos


De acordo com essa teoria, muito dos fenômenos que imaginamos acontecer aleatoriamente são na verdade previsíveis. Só que sua previsão é tão complexa que dificilmente é precisa e duradoura. Entendeu? Significa algo como: é possível prever, mas bem pouco provável que acertaremos na previsão. Mesmo com essa pessimista perspectiva, os cientistas têm aplicado a Teoria do Caos em várias áreas, bastante usado para o estudo dos fenômenos climáticos.

Para representar a fragilidade das previsões oriundas da Teoria do Caos criou-se a imagem de que o bater de asas de uma borboleta na China pode provocar um furacão nos Estados Unidos. Isto por que segundo essa teoria um evento aparentemente insignificante pode ter consequências imprevisíveis, uma vez que o resultado final é determinado por ações interligadas de forma extremamente complexa e aparentemente aleatória. A alegoria do "efeito borboleta" tenta ilustrar que o caos está justamente entre os fenômenos regulares e os aleatórios. Assim, há uma conexão entre eventos passados e futuros, mas ela não é forte o suficiente para garantir uma previsibilidade de longo prazo.

8. Teoria do Mundo Pequeno


Você já deve ter usado a expressão "mas que mundo pequeno" se você já falou isso você comprovou na prática essa teoria bizarra!
A Teoria do Mundo Pequeno, também conhecido como "A dos seis graus de separação", diz basicamente que para conhecer qualquer indivíduo em qualquer parte do mundo é necessário, no máximo, estabelecer uma rede de contatos com seis pessoas. exemplo:
- Para você conhecer o presidente dos estados unidos, estebelecer uma rede de contato com seis pessoas.

Assim, segundo essa teoria é normal você conhecer por acaso alguém e descobrir que ele é um amigo ou parente de algum outro conhecido seu. Portanto, aquilo que você sempre imaginou ser uma incrível coincidência, não é. A Teoria do Mundo Pequeno já foi testada de várias formas, de modelos matemáticos a experimentações de psicologia social. Uma das aplicações mais importantes dessa teoria está na área de saúde, pois graças a ela é possível identificar pessoas muito conectadas e potenciais disseminadoras de uma determinada doença, evitando-se o surgimento de pandemias.

7. Teoria das Supercordas


Para os gregos antigos, havia um elemento indivisível que chamaram de átomo. Mais tarde descobrimos que os átomos são compostos por partículas subatômicas e depois que estas também são compostas por outros elementos menores ainda. Essas descobertas de que "o indivisível era divisível" seguiram até que a Teoria das Supercordas propôs que as partículas que compõem o Universo teriam a forma de cordas vibrantes e que cada vibração estabeleceria as características de uma determinada partícula.

Segundo o astrofísico Stephen Hawking, as diferentes oscilações de uma corda dão origem a diferentes massas e cargas de força, que são interpretadas como partículas fundamentais. A Teoria das Supercordas levou os cientistas a imaginarem que o antigo sonho de Einstein de unificar todas as teorias estava agora ao alcance deles. Saiba mais na teoria a seguir.

6. Teoria de Tudo


Albert Einsten passou a buscar uma união das teorias físicas em um único conjunto de equações. Ele almejava uma teoria da unificação geral, ou uma Teoria de Tudo, que na época significava unir a relatividade com o eletromagnetismo. Com a descoberta das forças que agem dentro do átomo e a teoria quântica, a busca pela Teoria de Tudo ficou mais complicada ainda, mas vários cientistas continuaram a persegui-la.

Quando surgiu, a Teoria das Supercordas foi considerada durante algum tempo como a teoria fundamental do universo. Mas para ela dar conta de explicar todos os componentes da natureza em uma única teoria era necessário considerar que o universo tivesse dez ou 11 dimensões, isto é, seis ou sete dimensões a mais daquelas que conseguimos vivenciar no nosso espaço-tempo. E onde estariam essas dimensões? Segundo os cientistas, nós não as notamos pois elas estariam enroladas em si mesmas, como tubinhos bem pequeninos. dar pra imaginar?

5. Antimatéria


Essa aqui já é conhecida em vários filmes de ficção, mais ela é verdadeira! O físico britânico Paul Dirac resolveu em 1928 dar uma revisadinha na famosa equação E=mc2 e concluiu que Einstein "esqueceu" um detalhe. Segundo Dirac, Einstein considerou que a massa, o "m" na equação, era sempre positiva. Para o físico britânico, no entanto, o "m" poderia ter propriedades negativas também. Ao reescrever a equação, Dirac a definiu como: E = + ou - mc2. A conclusão dele era que deveríamos considerar a existência de antipartículas no nosso universo.

E o que seriam essas antipartículas? Nada mais do que o espelho da matéria normal. Cada antipartícula tem a mesma massa que a original mas com carga elétrica inversa. Desde então, vários experimentos têm provado a existência dessa antimatéria, com a descoberta dos posítrons, elétrons com caga positiva, e dos antiprótons, prótons com carga negativa. O contato da antimatéria com a matéria resulta numa explosão que emite radiação pura.

4. Princípio da Incerteza


O físico alemão Werner Heisenberg formulou a idéia de que nos experimentos quânticos quanto mais tentamos medir a posição exata, é quando menos conseguimos medir a sua velocidade e vice-versa. Isso porque, segundo Heisenberg, no mundo quântico é inevitável que a observação de seus fenômenos influencie o estado e a velocidade das pequenas partículas que o habitam. Assim o mundo quântico seria probabilístico, pois a cada tentativa de observá-lo afetamos ou a velocidade ou a posição de suas partículas. Isso faz com que haja uma incerteza em relação ao que se está observando. Por conta disso, boa parte das explicações sobre a mecânica quântica vêm de experimentos mentais criados pelos cientistas, baseados nas observações reais em nível quântico, mas levando em consideração o Princípio de Incerteza de Heisenberg, Bizarro?

3. Interpretação de Copenhague


Você acredita que a cadeira em que está sentado continuará a se "comportar" da mesma forma quando você não estiver por perto a observando?. Mas pode ser que isso não aconteça em outras situações. Segundo alguns cientistas, as partículas no universo quântico comportam-se dependendo do observador. E isso é explicado pelo que eles chamam de Interpretação de Copenhague. Segundo o físico Niels Bohr, um dos mais importantes cientistas de todos os tempos, uma partícula quântica não existe em um estado ou outro, mas em todos os seus possíveis estados ao mesmo tempo. Somente quando a observamos é que ela decide em que estado se apresentará, probabilisticamente (lembre-se do Princípio da Incerteza de Heisenberg). O fato dela poder se apresentar diferente a cada vez, por conta dos fatores envolvidos na observação, explica porque as partículas quânticas têm um comportamento irregular. Se pudesse ser aplicada a coisas bem maiores, a Interpretação de Copenhague significaria que, enquanto você não está observando, os móveis da sua sala podem estar fazendo a maior festa ou estarem simplesmente imóveis, tudo ao mesmo tempo.

2. Teoria dos Muitos Mundos


Essa teoria é o oposto da Interpretação de Copenhague. Ela afirma que, para cada possível resultado de uma ação, o mundo se divide em uma cópia de si mesmo. Se você aperta um revólver carregado contra a própria cabeça há duas possibilidades: o revólver dispara e você morre ou ele falha, não dispara e você vive. Segundo a teoria, ao apertar o gatilho o universo imediatamente se divide em dois, em um deles você morre, porque o revólver disparou, e no outro você continua vivo, porque a arma falhou.

A Teoria dos Muitos Mundos está relacionada com a ideia de universos paralelos. Para muitos, no universo quântico as partículas mudariam de "comportamento" em função de nossa observação. Para os adeptos da Teoria dos Muitos Mundos, na verdade, essa impressão vem do fato de estarmos observando apenas um dos vários universos possíveis em que aquela partícula existe.

1. Teoria do Princípio Antrópico


E ganhador da Teoria mais bizarra vai para... essa que você vai ler agora (:
Enquanto a Teoria do Big Bang mostrou a nossa insignificância perante o cosmo, a idéia do Princípio Antrópico tenta justamente provar o oposto. Basicamente ela diz que tudo que existe no universo existe por uma única razão: possibilitar a nossa existência. Provavelmente nem Alexandre, o Grande, conseguiu ser tão megalomaníaco quanto os cientistas que desenvolveram essa hipótese. Para eles, desde o Big Bang até o universo quântico, tudo conspira intencionalmente para um único fim: a existência do ser humano. De acordo com o Princípio Antrópico o homem é o centro e a razão de ser do universo. Seus defensores acreditam na hipótese de que os valores de determinadas constantes no cosmo não são simples coincidência. Um dos componentes dessa teoria é a ideia de que o nosso universo é apenas um dos muitos que existiriam em algo bem maior chamado de "multiverso", um lugar formado por vários universos. Em alguns desses universos poderia estar acontecendo alguma espécie de evolução darwiniana que culminaria também com o surgimento da vida. Desacreditada no começo do século 20 por soar mais como teologia do que ciência, a idéia de que o universo foi feito sob medida para o homem tem ganhado a adesão de importantes cientistas nas últimas décadas.

Visto em: Guiky

domingo, outubro 31, 2010

Talamasca - My Destiny

Now I'm free to do all those things I ever wanted to do. Things that I know I was destined to do. (Talamasca - My Destiny)

Tomar ecstasy pode ajudar a superar traumas

Terapia coletiva?

Terapia coletiva?

Que ele deixa o povo “bonzão” ao som do tuts tuts, não é novidade. Mas que também pode deixar bonzão (agora, sem aspas) pra valer, quando a música para… Aí sim! Um estudo norte-americano, publicado agora em julho no Journal of Psychopharmacology, sugere que, associado à psicoterapia, o ecstasy (apelido da metilenodioximetanfetamina, ou MDMA) pode ajudar (e muito!) no tratamento de transtornos de estresse pós-traumáticos (TEPT).

Para chegar a essa descoberta, os psiquiatras Michael e Annie Mithoefer fizeram testes com 21 portadores de TEPT (20 deles já tinham se tratado com medicina tradicional e terapia, sem sucesso). Cada um passou por duas sessões, recebendo ou 125 miligramas de MDMA (segundo os pesquisadores, o equivalente ao que uma pessoa tomaria numa balada) ou placebo (um comprimidinho de açúcar). Então, os dois grupos passaram por cerca de oito horas de psicoterapia no total. (Todos receberam uma segunda dose, pela metade, duas horas e meia depois do início do trabalho, para assegurar que os efeitos continuassem.)

E o resultado: dois meses após a experiência, menos de 17% dos pacientes que tomaram o ecstasy continuaram apresentando TEPT. Já entre os que receberam placebo, 75% não mostrou melhora. “Nossos resultados são encorajadores”, diz Mithoefer. Segundo ele, não houve qualquer problema significativo durante a experiência.

Mas o que o ecstasy faz? A terapia aplicada consistiu em fazer a pessoa entrar em contato com as memórias traumáticas que causaram o problema. Para ser efetiva, essa terapia de exposição precisa de um grande envolvimento emocional do paciente – tomando cuidado, é claro, para não sobrecarregá-lo e piorar a situação. O problema é que quem sofre de TEPT, segundo o médico, tem uma “janela” bem pequena entre o “não se envolver” e o “se envolver demais” na hora da terapia. O ectsasy, então, pode “alargar” essa “janela”, permitindo que o paciente permaneça engajado na medida certa durante a sessão terapêutica. Além disso, o MDMA aumenta os níveis da oxitocina (aquele hormônio associado à confiança, ao carinho, ao prazer) no organismo, o que ajuda os pacientes a estabelecer um laço mais forte com o terapeuta.

Esse estudo foi o primeiro nos EUA a usar o ecstasy de forma terapêutica com aprovação do governo. Segundo o Scientific American, outros testes similares estão sendo feitos na Suécia e em Israel. Logo, Canadá, Espanha e Jordânia também devem começar os seus.

Fonte: Super Interessante

Drogas o problema social

Capitalismo, ah o capitalismo. Não tenho muitas coisas contra ele, até acredito que o povo tem um pouco mais de poder, para comprar o que desejam, mesmo que seja se enterrado em dívidas. Mas infelizmente ele dita algumas regras desagradáveis, uma delas, a meu ver, é referente ao tabaco e o álcool, principalmente em relação ao álcool.
Acredito que essas duas drogas só estão rodando livremente pela sociedade, porque são produtos que são usados a muitos anos pela humanidade, e o homem, desde sempre consegui fazer delas um comércio. Outras drogas são usadas, há muitos anos também, a diferença é que essas drogas, como certos tipos de chás, eram mais usados por indígenas ou de uso religioso. Já o tabaco e o álcool, se estranharam na sociedade, de tal forma, que hoje se olha apenas para o lucro, sem ver que estes são um dos grandes problemas sociais do mundo atual.
Os governos, principalmente no ocidente, fazem mil leis para controlar o consumo excessivo, muito mais do álcool que do cigarro. O grande problema do cigarro está relacionado a saúde, já que seus efeitos psicológicos não alteram o estado mental dos usuários como o restante das drogas, por isso há leis que proíbem apenas o consumo em lugares públicos. Entretanto, com o álcool a coisa é diferente, ele altera a percepção física dá pessoa, e há o lado psicológico dá família de quem é dependente dá bebida. Afinal, nenhuma família gostaria de possuir um alcoólatra dentro de casa.
O maior problema do álcool e de muitas drogas é o consumo irresponsável/inconsciente delas. Conheço muitas pessoas que sabem reconhecer seu estado de alteração, sabem que não conseguem fazer certas coisas que fazem num estado de lucidez. E normalmente estas pessoas compreendem o porquê usam essas substâncias, e não a utilizam em qualquer lugar e/ou a qualquer momento. Usam em ocasiões especificas que possuem um ambiente para o consumo daquele produto.
Infelizmente a maioria das pessoas não possui está mentalidade, e acho que esse seria um grande problema caso legalizem certas substâncias. Porém vendo por este lado, existem drogas que possuem uma alteração psicológica menor ou em mesmo grau que a bebida alcoólica, mas devido a enorme cadeia comercial do tráfico, o governo não consegue regularizar a situação, pois mesmo que empresas fabricassem estes produtos, chegaria no consumidor final com impostos sobre eles, e assim o tráfico ainda seria a melhor forma de compra.
Só acho que a sociedade irá progredir, quando deixar de tratar os usuários como bandidos, e tratá-los como consumidores, afinal ninguém é parado por estar carregando uma garrafa de vodca, já que a tendência será pensar que este indivíduo a usará em casa. E o que acontece se alguém for pego com um cigarro de maconha? Provavelmente passará por um processo de "reabilitação a sociedade" através de trabalhos para a comunidade, já alguém andando bêbado pelas ruas nada lhe acontece, afinal, viva o consumismo.
Acho que proibir o álcool é impossível, e acredito que seria um passo para trás, um ato irresponsável, já que o verdadeiro problema é a consciência dá humanidade, somente quando evoluirmos nesta área poderemos liberar certas substâncias, e o tabaco e o álcool serão problemas muitos pequenos, e a sociedade expandirá sua mente.
PS: quando me refiro a drogas ilícitas, não estou me referindo as chamadas drogas pesadas, e sim a certos alucinógenos (que não causam dependência física) e algumas drogas verdes (que possuem dependência menor que o cigarro).

segunda-feira, setembro 27, 2010

Sawabona Shikoba

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM".
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é "ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ".
:: Flávio Gikovate ::

segunda-feira, setembro 13, 2010

A Origem, todos querem saber dele

O sucesso de um filme pode ser medido não só pelo barulho das caixas registradoras, mas também pelo barulho que causa fora das salas de cinema. Dito isso, então “A Origem” (Inception) é o maior êxito do ano. Há mais de um mês em cartaz (no Brasil, chegou em 6 de agosto), o novo longa do diretor Christopher Nolan caminha para se tornar uma peça de culto.
Até o Google está confuso. Há dois meses, quem digitasse “inception + theory” seria levado para grupos de discussão do livro “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin. Hoje, o internauta é dirigido para milhares de páginas que desdobram nos mais variados níveis o filme no qual Leonardo DiCaprio interpreta um ladrão de sonhos com a missão de inserir uma ideia na cabeça do herdeiro de um império econômico.
Somente no fórum sobre o filme no IMDB, o mais popular site de informações sobre cinema, existem mais de mil tópicos. No Facebook, quase 1,8 milhões de pessoas sinalizaram ter “curtido” o filme. No Twitter, “Inception” está nos trending topics há pelo menos um mês. Na história recente, apenas o filme “Matrix”, em 1999, e o seriado “Lost”, que terminou este ano, foram capazes de gerar frenesi parecido. Em comum, os três trazem a mistura bem dosada de ficção científica, fantasia e ação, em uma narrativa não linear. O resultado também foi o mesmo: milhões de pessoas discutindo os mais ínfimos detalhes, fazendo surgir um universo original e autônomo que foge ao controle dos criadores das obras.
Pululam na internet teorias para explicar o final de “A Origem”, análises psicanalíticas sobre temas como memória e culpa, informações sobre como as pessoas podem “dirigir” seus sonhos para se livrar de pesadelos (com tratamentos terapêuticos ou farmacológicos) e até experiências sonoras como aquela em exibição no YouTube. Internautas diminuíram a rotação da canção “Non, Je Ne Regrette Rien”, escolhida pelos personagens para serem “chutados” do estado de torpor para a realidade, até o ponto em que ela parece se fundir com a trilha incidental composta por Hans Zimmer, como a sugerir que a todo tempo os personagens estivessem para ser despertados. Sobre a canção, aliás, vale citar que ela é interpretada por Edith Piaf, que foi encarnada no cinema por Marion Cotillard, que, por sua vez, faz em “A Origem” a mulher de Dom Cobb, que, por sua vez, ao contrário do que diz a letra em francês, vive no arrependimento.
No Brasil, um dos sites mais acessados sobre o assunto é o Saindo da Matrix, do pernambucano que atende pelo pseudônimo de Acid. Suas teorias sobre “A Origem” mesclam um pouco de tudo, indo do espiritismo à mitologia e utilizando conceitos de psicanálise.
Para Acid, o zunzunzum gerado era esperado desde o início: “A Origem não é uma experiência passiva, ordenada. Somos apresentados a um mundo e depois somos chutados dele porta afora do cinema, e de alguma forma queremos mais, queremos prolongar essa sensação, essa experiência. Por isso voltamos a ver o filme, comparamos detalhes, trocamos ideias e percebemos coisas novas cada vez que o revemos.”
À receita do bolo, a psicanalista Diana Corso acrescenta: “Discutir os sonhos, e tudo o que eles encerram, leva a um autoconhecimento inédito e bem vindo. Existe um desejo de compartilhar o mistério, talvez por essa ideia de que existe mais por dentro de nós mesmos do que conhecemos. É uma massa de gente compartilhando a consciência do inconsciente.”
Mas como todo hype, “A Origem” dividiu a opinião dos críticos no Brasil. Boa parte mostrou-se cética com relação à ambiciosa proposta de Nolan.
Contém Spoilers – Debruçando-se sobre o filme
A sociedade do anel Quem viu “O Sexto Sentido” sabe que, sempre que um espírito estava presente, algum objeto vermelho era mostrado na cena. Assim, era possível – assistindo uma segunda vez – distinguir que, de fato, um dos personagens estava morto. Em “A Origem”, o anel de noivado de Cobb é o que indica se ele está sonhando ou acordado. Partindo do pressuposto de que ele só vê a esposa no mundo dos sonhos, e que nele ele ainda a ama (tanto que não a mata quando tem a oportunidade), nada mais natural do que manter o adereço. Já no mundo real ele não usa o anel. Um detalhe que não passou despercebido pelos fãs do site Revolving Door Project, que congelaram trechos do filme nos quais aparece a mão de Leonardo DiCaprio para comprovar sua teoria.
Totem é tatabu
O site Cinema Blend teorizou a respeito de um detalhe do final: o pião cai ou não? Pela lógica, isso definiria se Cobb está sonhando. Para os responsáveis pelo site, o fato de o totem funcionar apenas no sonho de outra pessoa permitiria ao sonhador (no caso Cobb) manipular seu próprio totem quando no seu próprio sonho e, assim, enganar-se.
Crianças iguais? Outro detalhe controverso da cena final é o que mostra Cobb reencontrando os filhos na volta ao lar. As crianças estão vestidas praticamente com as mesmas roupas com que eram vistas em suas memórias e sonhos, têm o mesmo porte físico e estão posicionadas de maneira similar. Então, tudo não passaria de um sonho? Uma consulta ao site Internet Movie Data Base (IMDB) indica que não: no elenco de “A Origem” constam dois atores mirins, um mais novo e outro mais velho, para interpretar cada um dos filhos de Cobb. Logo, os guris podem até serem parecidos, mas – oficialmente – não são os mesmos. E as roupas são diferentes, afirmou categoricamente Jeffrey Kurland, responsável pelo figurino, ao site Clothes On Film.
Sonho do sogro
O site Saindo da Matrix diz que o grande manipulador por trás das ações de Cobb é seu sogro, Miles (Michael Caine). Em sua última conversa, na sala de aula da universidade onde Miles leciona, ele “planta” na cabeça do ladrão a ideia de que deveria se perdoar pela morte da mulher e voltar para os filhos. Como cúmplices, o veterano professor usaria uma nova pupila, a arquiteta Ariadne, o químico Yusuf e o empresário Saito. Todos ajudariam o rapaz a pacificar os pesadelos referentes a Mal ao mesmo tempo em que cumprem a missão em Fischer. São duas as possibilidades: ou Miles estaria manipulando Cobb desde o encontro em Paris ou o processo começa na África, quando ele testa o poderoso sonífero que o faria dormir – até o fim.
Fonte: Jornal A Notícia

terça-feira, agosto 31, 2010

O Universo não existe

O universo materia como conhecemos não existe.
É engraçado pensar que tudo que sentimos seja uma espécie de ilusão. Porém o mais incrível é o sentido do toque, afinal segundo a Física Quantica nada se toca, tudo é resultado de minúsculas partículas menores que um átomo, os chamados fótons. Eles são os responsáveis pela atração magnética, entretanto possuem um campo de repulsão entre os corpos, fazendo que não se toquem. Se fosse possível enxergar entre cadeira e o nosso corpo neste exato momento, veríamos que há um espaço vazio.
Tudo que sentimos como toque, na verdade é apenas uma interpretação que nosso cérebro faz dos sinais que a ele chegam. Sensações maravilhosas que sentimos, como um beijo, não passam de um processamento de nossa mente. E assim vemos o quão incrível a natureza moldou está máquina.
Enfim tudo que podemos sentir, tanto fisicamente quanto emocionalmente, é fruto da interação de pequenas partículas, que possuem uma energia, e tornam nossas vidas tão interessantes quanto pensamos.