sexta-feira, agosto 29, 2014

Ningém nasce odiando


quinta-feira, julho 24, 2014

Fim ao desperdício de alimentos: conheça a história do Pay as You Feel Cafe

Fim ao desperdício de alimentos a história do Pay as You Feel Cafe (5)

Quantos vezes você já não se sentiu culpado por jogar sobras de comida no lixo? Assim como você, o inglês Adam Smith e a brasileira Johanna Hewitt (ela nasceu no Brasil e fala português), fundadores do projeto The Real Junk Food*, também estavam chocados com a gigantesca quantidade de alimentosem excelente estado ainda para ser consumida, que é simplesmente descartada.

O casal se reuniu com um grupo de amigos, também incomodado com o imensodesperdício, e decidiu fazer algo para mudar esta realidade. E começou a fazer a diferença onde vivia, na cidade de Leeds, no norte da Inglaterra.

No Pay as You Feel Cafe (em tradução livre, “Café Pague se Você Quiser”), todos os pratos do cardápio são preparados com ingredientes que seriam jogados fora. Não significa que a equipe retira sobras da lixeira, mas na verdade, utiliza alimentos que já estão com o prazo de validade vencido – mas podem sim ainda ser consumidos, com rótulos incorretos ou simplesmente comida que seria descartada.

Cardápio variado e balanceado muda diariamente

“Os alimentos vêm de várias fontes, incluindo restaurantes, empresas, supermercados, feiras”, conta Adam. O cardápio muda diariamente. “Criamos pratos todos os dias com base no que temos no estoque”. Há sempre preocupação em preparar refeições bem variadas nutricionalmente.

A experiência inicial do projeto aconteceu em dezembro do ano passado. Adam, que é chef profissional, cozinhou um jantar de Natal para os moradores sem-teto de Leeds. A iniciativa foi um sucesso e desde então o Pay as You Feel Cafe abre todos os dias da semana, entre 9h e 16h. O lugar é pequeno e simples. O pessoal do The Real Junk Food Project não paga aluguel por ele. O restaurante acomoda até 30 pessoas.

Fim ao desperdício de alimentos a história do Pay as You Feel Cafe (8)

Dia cheio no Pay as You Feel Cafe

Os cinco amigos, co-diretores do café e integrantes da iniciativa (um deles também é chef) são jovens ativistas, que desde cedo estavam engajados em movimentos de mudanças políticas, sociais e ambientais.

Para administrar o dia a dia do restaurante, contam com a ajuda de voluntários, que se revezam na cozinha, no atendimento aos clientes, na realização de eventos e num dos momentos mais importantes de todos: a captação de alimentos e recebimento dedoações pela cidade. Eles gostam de se intitular interceptadores do desperdício.

Fim ao desperdício de alimentos a história do Pay as You Feel Cafe (9)

Doações de frutas e verduras

Pelos cálculos de Adam, até agora o Pay as You Feel Cafe já evitou que mais de 10 mil quilos de comida fossem jogados em aterros. Até agora quase 3 mil pessoas foram atendidas e cerca de 4 mil refeições servidas. E quem são os clientes? Os mais diversos. De idosos a adolescentes, crianças a adultos. Até o tricampeão do Tour de France, Greg Lemond comeu no restaurante, quando esteve em Leeds para o Grand Départ da competição.

O pagamento pelo serviço é realmente opcional. Há quem pague, outros não. Alguns realmente nem têm dinheiro para tal. Mas isso não faz a mínima diferença para os jovens voluntários do projeto. “O que importa é que estamos tendo um impacto direto e positivo sobre a vida das pessoas”, diz Adam.

Assim como o trabalho realizado pelo Pay as You Feel Cafe, estão surgindo outras iniciativas similares no Reino Unido. Lugares com o intuito de alimentar o mundo e acabar com o desperdício.

É bom lembrar que estimativas apontam que 1,3  bilhão de toneladas de comida são perdidas anualmente no planeta, aproximadamente 40% da produção global. Estudos britânicos apontam que grande parte desde desperdício se deve à legislação de segurança alimentar por demais rigorosa e confusa.

Visto em: Planeta Sustentável

domingo, junho 29, 2014

E Se... O asteroide que matou os dinossauros caísse hoje?

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A coisa seria feia. A bola de fogo de 200 quilômetros de diâmetro e o calor gerado por ela varreria do mapa tudo que houvesse num raio de 2 mil quilômetros. Considerando que o asteroide caiu onde hoje está a península de Yucatán, no México, o Caribe viraria pó. México, América Central e quase todos os EUA seriam devastados. Mais de 500 mil pessoas morreriam na hora.
O impacto da queda causaria vendavais. Tsunamis inundariam as costas do Atlântico, principalmente no hemisfério norte. Fragmentos lançados ao espaço retornariam à atmosfera em velocidades hipersônicas, e essa chuva de fogo causaria incêndios por todo o globo. "As correntes de ar espalhariam uma nuvem de poeira pelo planeta", diz Gerta Keller, professora de geociências da Universidade de Princeton. A crise humanitária seria generalizada.
A agricultura ficaria impraticável por pelo menos um ano. Sem os maiores consumidores do mundo, a redução da demanda seria brutal. Rapidamente, um terço do PIB mundial sumiria. O que sobrasse encolheria, deixando qualquer crise no chinelo. Seria um buraco negro econômico.
Mas, graças ao conhecimento acumulado, o modelo econômico e político que conhecemos hoje seria restabelecido. A prioridade imediata seria produzir alimentos e, como os países estariam mais preocupados em suprir as próprias necessidades, as economias seriam mais fechadas. "O controle da economia passaria para o Estado, até que a sociedade tivesse condições de se reestruturar", diz Alcides Leite, professor de economia da Escola Trevisan de Negócios. A sorte é que, com petróleo em baixa e o parque industrial subutilizado por causa da crise, produzir ficaria bem mais barato. Aos poucos, a civilização se recuperaria por inteiro, mas o mundo já seria outro. Como você verá a seguir.

O mundo pós-desastre

Se fosse uma cidade, ele seria assim
1. China
Populosa, acostumada a situações de emergência, com imenso potencial agrícola e parque industrial intacto, ganharia força e seria o grande expoente da economia mundial. Os chineses mais pobres se espalhariam pelo mundo e ajudariam na reconstrução dos países da América do Norte e da Europa.
2. Brasil
A parte mais devastada seria a região norte, com pouca influência sobre a capacidade produtiva do país. Com infraestrutura industrial preservada, muita terra e muita gente, em pouco tempo o Brasil entraria para o grupo dos países mais ricos e influentes do novo mundo, acompanhado por Coreia do Sul, Japão, Índia e Rússia e liderado pela gigante China.
3. Europa
Seria muito atingida por tsunamis bem na sua porção mais rica: a ocidental. Passaria por um período de fome comparável ao que foi sofrido durante a 2ª Guerra. Seriam necessários novos Planos Marshall e New Deal para tomar conta das economias, e o continente passaria a receber ajuda de ongs asiáticas e da ONU.
4. EUA
Ficariam totalmente devastados e cobertos por metros de detritos. Assim que a poeira baixasse, os americanos do norte - os únicos que sobreviveriam - buscariam reconstruir do zero o pouco do que sobraria do país e, para isso, iriam precisar de muita ajuda. Teriam que abrir novamente suas fronteiras aos imigrantes (muitos deles, chineses).
5. Oriente Médio
Sem EUA e Europa, a demanda por petróleo despencaria, seguida pelos preços. Isso seria um baque e tanto para Arábia Saudita e companhia, que, sem indústria nem cultura agrícola, não teria escolha senão voltar aos tempos dos nômades. Mas a baixa na cotação do petróleo seria um fator decisivo na recuperação econômica do mundo.
6. Sudeste Asiático
Países da Ásia, como Vietnã, Laos e Tailândia, com experiência agrícola e terras cultiváveis intactas, seriam os grandes abastecedores de cereais desse mundo faminto e pobre em terras férteis. Além de arroz, passariam a produzir muito outros tipos de grãos. Brasil e Índia também seriam importantes produtores de alimentos.

Visto em: Super Interessante

Não são apenas músicas…#18

What You Know – Two Door Cinema Club

 

In a few weeks
I will get time
To realise it's right before my eyes
And I can take it if it's what I want to do
I am leaving
This is starting to feel like
It's right before my eyes
And I can taste it
It's my sweet beginning
And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time
Maybe next year
I'll have no time
To think about the questions to address
Am I the one to try to stop the fire?
I wouldn't test you
I'm not the best you could have attained
Why try anything?
I will get there
Just remember I know
And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time
And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time

sábado, junho 07, 2014

Um homem filmou o paraíso por 7 dias

Terje Sorgjerd é um fotógrafo norueguês apaixonado por paisagens. Seu trabalho se resume em registrar imagens fascinantes dos lugares mais lindos da Terra.

O vídeo com título de “The Mountain” (“A Montanha”), são imagens impressionantes feitas no topo da montanha mais alta da Espanha, El Teide, a mais de 3.700 metros de altura.

Como o próprio Terje diz na descrição do vídeo, o observatório no topo dessa montanha é considerado um dos melhores lugares do mundo para ver estrelas e isso era justamente o que ele queria. Flagrar momentos de tirar o fôlego da Via Láctea.

Clique no play abaixo e se deixe hipnotizar por essas imagens.

Dica: a experiência fica ainda melhor se você aumentar o som e assistir em HD.

O trabalho de Terje Sorgjerd é fantástico e você pode acompanha-lo no Facebook, no Twitter e no Vimeo.

Visto em: Awebic

sábado, maio 31, 2014

O planeta Nibiru existe mesmo?

kuiperbelt Não, não existe. A lenda surgiu com o escritor azerbaijano Zecharia Sitchin (1920-2010), que estudou escritos babilônicos com mais de 3 mil anos. Neles, aparecia a palavra "nibiru", descrita como uma posição no céu, associada ao início do verão. Sitchin, no entanto, entendeu que se tratava de um planeta. Em seus livros, ele dizia que Nibiru tinha uma órbita muito alongada e que, a cada 3,6 mil anos, o astro se aproximaria da Terra. As ideias de Sitchin foram requentadas por Nancy Lieder, uma norte-americana que dizia receber mensagens de ETs e previa a chegada do astro em 2003. Outros crentes também associaram Nibiru ao final do calendário maia, em dezembro de 2012. Mas, por enquanto, nem sinal do corpo celeste...

Perdidos no espaço

Os planetas cuja existência é incerta

NÊMESE

TAMANHO - Até 80 vezes a massa do planeta Júpiter

ORIGEM - Dois grupos internacionais de astrônomos formularam a hipótese de sua existência

TYKHE

TAMANHO - Até quatro vezes a massa de Júpiter

ORIGEM - O astrônomo norte-americano John Matese propôs sua existência em 1999

Visto em: Mundo Estranho

Agnóstico ou Ateu?

“Complementação (e correção) BRILHANTE às minhas ideias pelo Clarion:
http://www.youtube.com/watch?v=jFlXaU...
Link da Wikipedia, onde surpreendentemente está a definição que uso (e ninguém lê):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnostic...
Penn Jillette usando a definição que uso (sem legendas, infelizmente):
http://www.youtube.com/watch?v=swkAGE...
Programa do Atheist Experience, onde o Matt explica a definição que uso:
http://www.youtube.com/watch?v=G1zxol...
Até tu, Richard?
http://www.youtube.com/watch?v=FhMgUJ...
Vídeos do ClarionDeLaffalot falando sobre isso:
http://www.youtube.com/watch?v=n97BCA...
http://www.youtube.com/watch?v=B2prg7...
Meu primeiro vídeo sobre isso:
http://www.youtube.com/watch?v=rFEsas...
Meu vídeo sobre a resposta à resposta à inversão do ônus da prova:
http://www.youtube.com/watch?v=U56JAy...
Vídeo do Djalessandromagno sobre evidência anedótica:
http://www.youtube.com/watch?v=voEHhx...
Sobre as definições de ateísmo, outro vídeo muito bom do 3vid3nc3, legendado:
http://www.youtube.com/watch?v=oneFRQ...
Definições de ateísmo na Wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ate%C3%A...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ate%C3%A...
Definições dadas pelo dicionário Oxford, no site da STR:
http://www.strbrasil.com.br/Atheos/de...
Outras explicações:
http://www.ateismo.net/2006/07/11/agn...

Visto em: Canal do Pirula

sexta-feira, maio 30, 2014

Quem irá vencer?

2052

Visto em: Um Sábado Qualquer

6 planetas com grandes chances de abrigar vida

O homem sempre quis saber se existe vida fora da Terra. Para isso, o primeiro passo é descobrir se existem outros planetas parecidos com o nosso, que contém água em forma líquida na superfície e com condições para abrigar organismos vivos da forma como conhecemos. O que os pesquisadores fazem em relação a isso? Usam aqueles supertelescópios para observar planetas que estão fora do nosso Sistema Solar. Esses corpos celestes que orbitam outras estrelas são chamados de exoplanetas.

Óbvio, nem todo exoplaneta é candidato a “nova Terra”. Dá pra tirar da conta todos os que não são habitáveis, de acordo com o conceito da astronomia para o termo. “Todo planeta contém uma porcentagem de água, mas só pode abrigar vida se a temperatura dele tornar a água liquida”, explica Gustavo Porto de Mello, astrônomo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Por causa desse critério, a lista de exoplanetas com alguma chance de abrigar vida já fica bem mais reduzida. Mas… de quantos planetas estamos falando, afinal?

Até a década de 1990, nenhum corpo celeste havia sido encontrado fora do nosso sistema planetário.  Mas há pouco tempo, astrônomos anunciaram a descoberta de mais de 1.700 exoplanetas. Listamos 6 planetas que têm chances altíssimas de conter água líquida e, possivelmente, vida.

1. Kepler-186f

Kepler186f

Quase do tamanho da Terra, Kepler-186f gira em torno de uma estrela anã-vermelha chamada Kepler-186, na constelação de Cisne, a uns 500 anos-luz da Terra. Estrelas dessa categoria têm menos que a metade da massa do Sol. Em sua órbita, há outros planetas além desse novo primo da Terra. Mas não há indícios de vida em nenhum deles, porque estão bem perto da estrela, onde é quente demais.

Saiba mais sobre a descoberta do Kepler-186f

2.Gliese 667Cc

Gliese_667

Essa “Super-Terra” está a 22 anos-luz de nós e tem 3.9 vezes mais massa do que nosso planeta. O  Gliese 667 Cc orbita a Gliese 667, pertencente a um sistema estelar triplo (é como se o nosso sistema tivesse três sóis). O planeta demora 28 dias para completar uma volta na estrela. A Gliese 667 é mais fria e pálida que o Sol, mas o planeta se situa a pouca distância, por isso recebe energia suficiente para vida. As obsevações indicam que o planeta tenha grande quantidade de água em estado líquido.

3 e 4. Kepler-62e e Kepler-62f

kepler62e e 62f

Esses são dois dos 5 corpos que orbitam a estrela Kepler-62 que está a 1200 anos-luz de distância da Terra, tem dois terços do tamanho do nosso Sol e aproximadamente 21% de luminosidade. O Kepler-62e e o Kepler-62, segundo astrônomos, são “mundos de água” – apesar de serem mais frios do que o nosso planeta, são lugares quentes o suficiente para abrigar vida. É possível que os dois planetas estejam completamente cobertos por água em estado líquido.

“Eles são maiores do que a Terra e, talvez, com bem mais oceanos do que aqui. Isso significa que há uma boa probabilidade de existirem nesse tipo de planetas vidas não muito diferentes da nossa”, diz Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

A diferença entre eles:

O -62e, é  maior que o vizinho e fica mais perto da estrela. Por isso, é mais quente, pois recebe muito mais energia. Apesar disso o -62f, tem mais chances de estar na zona habitável pelo simples fato de receber menos calor.

Entenda um pouco mais neste vídeo:

Ative as legendas em português


 


5. Kepler-283c

kepler 283c

O Kepler-283C é cerca de 1,8 vezes maior que a Terra e dá uma volta completa em torno da estrela Kepler-283 a cada 93 dias. O planeta é um dos dois mundos conhecidos para circundar a Kepler-283, que tem pouco mais de metade da largura do Sol. O outro corpo celeste no sistema, o Kepler-283b, está muito mais próximo da estrela e é provavelmente quente demais para abrigar vida.

6.Kepler-296f

Esse planeta é o mais externo dos cinco mundos confirmados circulando Kepler-296, uma estrela que tem a metade do tamanho do Sol da Terra e 5 por cento mais brilhante. Com 1,8 vezes o tamanho da Terra, este planeta completa uma órbita a cada 63 dias. O Kepler-296f é um dos 715 planetas descobertos em fevereiro pelo time da missão Kepler.

Visto em: Superlistas

quarta-feira, abril 30, 2014

Rachaduras nas paredes do Universo

images Depois do céu, tem outro céu. Sem estrelas. Se você voar alto o bastante, uma hora sai da Via Láctea. As estrelas vão ficar lá embaixo, confinadas em braços espirais. Mas ainda vai existir um céu, e ele será pontilhado de galáxias. E depois desse céu, tem outro céu. Sem galáxias.

É o que os telescópios mostram. Para além das galáxias, o que existe é uma sopa de radiação. Um caldo onipresente – que os astrônomos chamam de “radiação cósmica de fundo”. “De fundo” porque permeia tudo o que dá para ver além do domínio das galáxias. Para qualquer canto que você apontar um telescópio, essa radiação vai estar lá. Na prática, elas formam as paredes do Universo. E foi nessas paredes que acabaram de fazer uma das descobertas mais bonitas da história.

Essas paredes já eram bem conhecidas. Elas são a maior evidência do Big Bang, e, de quebra, a maior amostra de que o senso comum não entende o que realmente foi o Big Bang. Para começar, a explosão que deu origem ao Universo não foi uma explosão. Ela AINDA É uma explosão. O Big Bang continua big bangando, porque o Cosmos continua expandindo. E cada vez mais rápido. Vivemos dentro de uma “explosão controlada”. Mais importante: o Big Bang não aconteceu em algum lugar distante nas profundezas do Cosmos. Ele aconteceu exatamente aí, onde você está agora. Ele aconteceu em Guarulhos, em Júpiter e na sua testa. Ao mesmo tempo. É que, há 13,7 bilhões de anos, tudo o que existe hoje, aqui, no céu, na Crimeia ou na sua cabeça, estava espremido no mesmo ponto. E do lado de fora desse ponto não existia um “lado de fora”. Não existia nada. Todo o espaço e tudo o que preenche o espaço estava contido lá. Tudo mesmo: da energia que forma os átomos do seus cílios ao espaço físico que separa São Paulo do Rio – ou a Via Láctea da Galáxia de Andrômeda. Tudo bem apertado, numa quantidade de espaço que caberia na ponta de um alfinete. O Big Bang foi a expansão dessa quantidade de espaço. E ainda é, já que o espaço continua inflando como uma bexiga descomunal. Essa expansão, por sinal, chegou a ter uma fase especialmente acelerada – um período de trilionésimos de segundo que os astrônomos chamam de “inflação cósmica”. Para localizar melhor: o Big Bang, estritamente falando, foi o momento em que o Universo saiu do nada para virar algo do tamanho de uma partícula subatômica. Depois desse pequeno passo, veio o grande salto: a inflação cósmica. Foi aí que o Universo deixou de ser uma partícula e virou algo parecido com isso que a gente vê à noite pela janela (ainda sem estrelas, ou átomos, ou luz, mas ainda assim algo grande). Essa puberdade cósmica passou rápido. Uma fração de trilionésimo de segundo e já era: o ritmo da expansão voltou ao normal. Mas a inflação deixou rastros, resquícios daquele tempo especial, em que o Universo era uma partícula subatômica.

Foi um desses rastros que o time do astrônomo John M. Kovac, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, encontrou no céu do Polo Sul. Eles perceberam “rachaduras” nas paredes do Universo. Ondas, na verdade, permeando a radiação cósmica de fundo.

E aí que está a beleza da coisa. Por causa do seguinte: a ciência sabe que as forças da natureza se manifestam em forma de ondas. O eletromagnetismo, a que mantém os ímãs presos na geladeira e que faz sua mão doer se você dá um soco na mesa (graças à repulsão eletromagnética entre os átomos da sua mão e os da mesa), é feito de ondas. Ondas eletromagnéticas. Outras duas forças, menos nobres, também são feitas de ondas: a nuclear forte, que mantém os quarks unidos na forma de prótons, e a nuclear fraca, a mais figurante de todas, que age na periferia dos átomos. É o que a física quântica provou ao longo do século 20. Mas ficou um buraco nessa história. Ninguém nunca tinha encontrado as ondas que deveriam formar a força mais popular das quatro que existem: a gravidade.

Agora encontraram. É que, se existem ondas visíveis nas paredes do Universo, como os caras do Polo Sul viram, elas devem ser ondas gravitacionais. E provavelmente geradas pela violência da inflação cósmica – dá para imaginá-las como cicatrizes daquele crescimento fulminante. Para todos os efeitos, são fósseis vivos da adolescência tumultuada do Cosmos, marcas do tempo em que o Universo era uma só partícula. E elas também servem para lembrar a gente de algo mais profundo: de que somos tão parte disso tudo quanto na época em que estávamos todos juntos, ali, naquela ponta de alfinete. Não somos meros observadores do que acontece no Universo. Somos o próprio Universo.

Visto em: Crash