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segunda-feira, outubro 31, 2016

Admiro pessoas simples, gente que não se acha mais que ninguém


Todos nós gostamos de pessoas simples e humildes que não se acham mais do que ninguém. Estas pessoas fogem da humildade falsa do “Eu faço tudo melhor”, do orgulho e do egoísmo desmedido. Elas, melhor do que ninguém, percebem que a arrogância das pessoas com ar de superioridade é tão insuportável quanto desprezível.

Além disso, falar com arrogância e gabar-se com muita frequência geralmente reflete algum tipo de falta, vazio ou insatisfação com a própria vida. É caso para dizer que essas atitudes são próprias de alguém que faz “muito barulho por nada”.

Muitas vezes quanto mais vazio por dentro alguém é, mais barulho faz. Quando vemos uma pessoa falando demais, interrompendo a conversa de todos, sendo precipitada ou violenta, vangloriando-se do que tem, sentindo-se arrogante e diminuindo as outras pessoas, pode ser sinal de alguém vazio. “Diz-me do que te gabas e eu te direi o que te faz falta.”

A humildade é saber silenciar as nossas forças e permitir que os outros as descubram. Ninguém está mais vazio do que aquele que está cheio de si mesmo.

As pessoas simples e humildes são as melhores porque elas não têm necessidade de competir ou de estarem certas. Elas não precisam fingir ou mentir, porque o que são é mostrado nas suas ações, na sua postura e no seu equilíbrio.

Mas há pessoas que, infelizmente, estão tão vazias que se alimentam de se vangloriar e de se gabar, estão tão vazias que procuram desesperadamente aprovação através das suas palavras vazias.

Quando conseguimos algo muito importante para nós mesmos é normal e habitual mostrar orgulho, no entanto, há uma grande diferença entre o orgulho do esforço por ter alcançado um objetivo e a arrogância.

Nada do que possamos conseguir nos faz dignos de louvor ou superiores aos outros. Apenas a bondade e a humildade nos ajudam a elevar-nos e a construir suportes para a nossa própria felicidade.

Visto em: Já Foste

sexta-feira, abril 08, 2016

17 coisas que as pessoas emocionalmente fortes NÃO fazem

Uma vez que você acreditar que é emocionalmente forte, você inconscientemente atuará de maneira mais firme e assertiva e começará a assumir o controle sobre seus caprichos emocionais. – Senora Roy
A vida é composta por uma série de histórias, sendo que cada um de nós tem uma única história para contar. Existem bilhões e bilhões de histórias, mas nenhuma é exatamente igual. Se a história de sua vida teve mais momentos tristes do que os felizes, é hora de mudar isso. E o melhor lugar para começar essa mudança é dentro de sua cabeça.
Pode parecer mentira, mas você tem o poder de modificar diversas coisas em sua vida. Para isso, uma habilidade fundamental e que irá ajudá-lo a chegar lá é aprender a tornar-se emocionalmente forte. A boa notícia é que a força emocional é como um músculo: quanto mais você usá-la, mais forte ela se torna.
Neste artigo, você verá uma lista de 17 coisas que as pessoas emocionalmente fortes não fazem ou, pelo menos, evitam de fazer.

Pessoas emocionalmente fortes não imploram por atenção
Força emocional significa confiança, e as pessoas confiantes não precisam ser constantemente o centro das atenções. Eles estão confortáveis ​​em sua própria pele.
Lembre-se de que compartilhar coisas com pessoas queridas é algo bom, o ruim é implorar por atenção de pessoas que não querem estar com você.

Elas não permitem que outros as “derrubem” facilmente
Pessoas emocionalmente fortes ignoram os inimigos e os pessimistas. Eles extirpam essas pessoas e se cercam de pessoas positivas e com quem possam construir coisas. Ou seja, evitam os famosos “vampiros emocionais”.

Elas não deixam de acreditar em si mesmas
De alguma forma, eu não posso acreditar que existam alturas que não podem ser escaladas por um homem que conhece os segredos de fazer sonhos se tornarem realidade. Este segredo especial, parece-me, pode ser resumido em quatro “c”s. Eles são curiosidade, confiança, coragem e constância, e o maior de todos é a confiança. Quando você acredita em uma coisa, acredita nela por todo o caminho, implícita e inquestionavelmente. – Walt Disney
Banhe-se com estas palavras surpreendentes de Walt Disney. A crença é a qualidade mais importante de força emocional.

Elas não têm medo de amar
O amor é a força que transforma e melhora a Alma do Mundo. – Paulo Coelho
As pessoas que possuem força emocional, na maioria das vezes, já sofreram grandes desgostos. Isso as tornou mais fortes. Só por que você foi ferido, não significa que você deve deixar de amar em sua vida. Abra seu coração e reconheça sua vulnerabilidade.

Elas não têm medo de desacelerar
Às vezes você precisa dar um passo atrás para recuperar forças, analisar a situação e refletir sobre as próximas medidas a serem tomadas. Desacelerar, longe de ser um sinal de fraqueza, pode ser um grande sinal de força e inteligência. Permita-se um tempo de reflexão e relaxamento. Ao contrário do que pode parecer, nem todas as decisões têm que ser tomadas imediatamente.

Recusam-se a ser vítimas das circunstâncias
Ser emocionalmente forte significa que se recusam a dar desculpas. Reconhecem os erros do passado e tentam aprendem com eles. Porém, o mais importante é que deixam o passado para trás e se concentram em obter algo para melhorar a cada dia.

Eles não têm problema em dizer não
Dizer não é uma das coisas mais importantes que você tem de aprender a fazer. Concentre-se em suas prioridades e dizer não a todo o material que faz com que você perca seu tempo e energia vital. Quem realmente gosta de você, entenderá, mesmo que não seja no dia.

Elas não recusam desafios
Pessoas emocionalmente fortes veem os desafios como oportunidades para crescer e melhorar a sua vida. Desafios acontecem por uma razão. E quando os transpomos, percebemos nossa real força e capacidade interna.

Elas não fazem as coisas que eles não querem fazer
Se você quiser manter o seu equilíbrio emocional e sanidade intacta, faça o que você ama. Livre-se da bagagem e compromissos que estão fazendo você infeliz ou reduza essa carga ao mínimo possível. Se não consegue se livrar de algo agora, tenha planos para mudar, mas nunca se acomode com a infelicidade.

Elas não se esquecem de que a felicidade também envolve uma decisão
Pessoas emocionalmente fortes sabem que a felicidade envolve escolhas. Elas entendem e respeitam as coisas que realmente precisam para serem mais felizes. Elas escolhem uma vida de simplicidade, produtividade e paixão.

Elas não perdem tempo
Abraham Lincoln disse:
"Não são os anos em sua vida que contam. É a vida em seus anos."
As pessoas emocionalmente fortes não perdem tempo fazendo coisas onde não acham sentido. Elas vivem conscientemente no presente e tentam aproveitar a vida no seu hoje.

Elas não têm medo de pedir ajuda
Cada uma das grandes mentes da história, desde Einstein até Edison, tiveram ajuda ao longo do caminho. Pessoas emocionalmente fortes não são orgulhosas e reconhecem o valor da ajuda e da colaboração mútua.

Elas não se colocam “para baixo”
Autopiedade é um traço comum entre as pessoas emocionalmente frágeis. Pessoas frágeis têm uma lista de desculpas para justificar suas inadequações em vez de encontrar maneiras de melhorá-las. Se você quer mudar alguma coisa, pare de se prender ao que não tem, às suas fraquezas ou ao seu passado. Apenas comece. Pequenas vitórias levam a grandes mudanças.

Elas não me importam em trabalhar um pouco mais “duro” do que os outros
As alturas alcançadas e mantidas pelos grandes homens não foram encontradas de maneira súbita. Enquanto seus companheiros dormiam, os grandes homens estavam labutando no meio da noite. – Henry Wadsworth Longfellow
Mergulhe nestas palavras poéticas de Longfellow. Entenda o que quer e coloque-se para trabalhar. Planeje-se, tenha metas realistas e você obterá os resultados que você está procurando.

Elas não reagem de forma exagerada quando as coisas saem de seu controle
Charles Swindoll disse:
“A vida é 10% o que acontece comigo e 90% de como eu reajo a isso.”
Pense em quantas vezes por dia você exagera em reações com coisas que nem são tão importantes. Quando você começar a sentir o seu sangue ferver, respire fundo e pergunte a si mesmo: “Isso realmente vale o meu nervosismo?” Noventa e nove por cento do tempo, você vai perceber que a resposta é não.

Elas não se contentam com uma vida medíocre
Pessoas emocionalmente fortes não se contentam com a mediocridade. Eles se esforçam para alcançar a grandeza.

Elas nunca, jamais desistem
Ser emocionalmente forte significa encarar as adversidades de frente, aprender com seus erros, e viver para lutar no outro dia. Vou deixá-lo com esta citação inspiradora de Harriet Beecher Stowe:
Quando você chegar em um lugar apertado e tudo for contra você, mesmo quando parecer que você não pode aguentar nem mais um minuto, nunca desista. Então, essa será a hora e o lugar em que a maré vai virar.

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Crianças sem religião são mais generosas, diz estudo

Doutrinas religiosas induzem os fiéis a tratar os outros com compaixão e colocar o bem de todos antes de interesses próprios. Mas quando se trata de generosidade as crianças não-religiosas parecem ser mais inclinadas a fazer atos generosos, de acordo com um novo estudo realizado com 1170 crianças de todo o mundo. Crianças de lares religiosos — particularmente muçulmanos — também mostram uma maior inclinação para julgar ações de alguém como errado e punir os autores. O estudo, o primeiro a fazer uma análise em larga escala deste tipo, sugere que religião e comportamento moral não necessariamente caminham lado a lado nas crianças.
“Nossos resultados reforçam a noção de que a secularização do discurso moral não reduz a bondade humana. Na verdade, ela faz exatamente o oposto”, diz Jean Decety, um neurocientista do desenvolvimento na Universidade de Chicago, em Illinois, e o principal autor do estudo.
Pesquisas anteriores já puseram em dúvida o estereótipo comum que as pessoas religiosas são mais morais do que seus irmãos não religiosos. Nas pesquisas, pessoas religiosas relataram maiores níveis de ações de caridade, mas não está claro se esta informação éprecisa ou exagerada. Também não está claro se o espírito altruísta está confinado a outros membros de sua religião. Em testes reais de generosidade, há também resultados mistos. Um estudo constatou que as pessoas religiosas e não-religiosas compartilharam mais dinheiro com um estranho depois de ler frases contendo palavras religiosas, como “espírito” ou “Deus”. Mas as pessoas também foram mais generosas depois de ler palavras associadas com as autoridades seculares como “polícia”. Outro estudo descobriu quepessoas religiosas são tão prováveis quanto as menos religiosas de ignorar um estranho em dificuldades.
A nova pesquisa, feita com crianças de seis países (Canadá, China, Jordânia, Turquia, África do Sul e Estados Unidos), inclui 510 muçulmanos, 280 cristãos e 323 crianças sem religião. O estudo foi o primeiro a dar este olhar em larga escala na forma como a religião e comportamento moral se relacionam em crianças de todo o mundo, com foco em uma faceta do comportamento moral: o altruísmo ou a vontade de dar a alguém um benefício que vem também com um custo pessoal.
O teste envolveu a moeda de troca da infância: adesivos. Eles participaram de uma “tarefa de alocação de recursos”, conhecido como o Jogo do Ditador. Crianças com idades entre 5 e 12 anos se reuniam individualmente com os adultos que lhes permitiam escolher 10 de seus carrinhos favoritos. As crianças eram, então, informadas que os adultos não tinham o suficiente para distribuir o resto de seus adesivos para outras crianças em uma outra classe fictícia. Mas cada criança falou que elas poderiam colocar alguns das seus 10 adesivos em um envelope para ser compartilhadas com outras crianças, que foram descritas como sendo da mesma escola e grupo étnico. Os cientistas usaram o número de adesivos restantes no envelope como medida de altruísmo.

As crianças de famílias não religiosas deixaram uma média de 4,1 adesivos, uma diferença estatisticamente significativa de crianças cristãs (3,3) e de muçulmanas (3,2). Além disso, com base em uma pesquisa com os pais, também descobriram que o grau de religiosidade, bem como o período de tempo em uma comunidade religioso, está associado com menos altruísmo. A idade da criança, a situação socioeconômica e o país de origem também tiveram influência, mas não o suficiente para anular o efeito das diferenças religiosas, de acordo com o estudo. Em crianças mais velhas, a disparidade foi mais nítida, com a juventude religiosa cada vez com menos tendências em compartilhar.
As crianças no estudo também assistiram a vídeos curtos em que uma criança faz algo ruim para outra, como empurrões. As crianças então classificavam quão grave elas pensavam que o incidente era, e quão severamente eles queriam o instigador punido. Crianças não religiosas tendiam a classificar os incidentes como menos significativo. Crianças muçulmanas, em média, deram a mais alta classificação e procuraram punições mais severas do que qualquer uma dada pelas cristãs ou pelas seculares. Decety diz que ele não tem certeza do porque este é o caso.
Decety, cujo trabalho tem como foco o surgimento da moralidade em crianças, diz que o padrão das crianças religiosas como sendo menos generosas pode estar ligado a um fenômeno chamado “licenciamento moral”. Isso é quando uma pessoa se sente permitida, mesmo que inconscientemente, a fazer algo errado porque eles se veem como uma pessoa moralmente correta.
Com tantas crianças de diferentes culturas, o novo estudo oferece introspecções vitais, disse Benjamin Beit-Hallahmi, um psicólogo da Universidade de Haifa em Israel e um especialista em psicologia da religião. Ele suspeita que os resultados estão ligados a importância que muitas religiões colocam em uma autoridade externa e as ameaças de castigo divino. Considerando que as crianças de famílias religiosas aprendem a agir em obediência a um poder superior vigilante, crianças criadas em lares seculares poderiam ser ensinadas a seguir regras morais apenas porque é “a coisa certa a fazer”, diz ele. Então, “quando ninguém está olhando, as crianças de famílias não-religiosas se comportam melhor”.
O estudo já está instigando coçar a cabeça sobre como ele se enquadra com estudos semelhantes de adultos. Azim Shariff, um psicólogo da Universidade de Oregon, em Eugene, diz que contrasta com a sua análise que, tomados como um todo, pesquisas anteriores não encontraram nenhum efeito global da religião em adultos confrontados com este tipo de testes morais.
“Ele não se encaixa facilmente com o que está lá fora tão longe. Então, eu tenho que fazer algumas reflexões — as outras pessoas têm que pensar um pouco — com a forma como ele se encaixa”, diz Shariff, que elogiou a escala e profundidade do estudo. Ele sugeriu que as novas descobertas poderiam refletir um estágio de desenvolvimento para as crianças, produzindo resultados diferentes do que em adultos. Ele também observou que tais testes controlados podem não capturar completamente como as pessoas se comportam na vida diária.
Decety expandiu sua pesquisa para examinar os efeitos da religião no comportamento das crianças em 14 países, e também está explorando se a religião influencia em como as crianças decidem distribuir bens entre pessoas diferentes em um grupo. “Meu palpite é que eu vou encontrar o mesmo resultado que obtive neste estudo”, diz ele.

Visto em: Universo Racionalista

domingo, janeiro 17, 2016

Viaje! O que você viver ninguém poderá roubar

Nunca imaginei que um homem inteligente como Aurélio (aquele do dicionário!) pudesse ser tão pouco criativo. Segundo ele, viajar é “percorrer em viagem; viajar terras: andar por muitas terras; fazer viagens; andar em viagens”. Ora essa, onde já se viu tanta pobreza de definição? Se eu pudesse definir o verbo viajar, dedicaria a ele um pergaminho inteiro. Um daqueles enormes, que se desenrolam por metros e metros como tapete de letras cursivas e saudosas. Dedicaria a este único verbo a gratidão e o amor, a alegria e o encantamento.
As estranhas palavras que dançam nas línguas dos gringos em fonemas curiosos são, por si sós, uma bela lição. É como ser bebê novamente e passar pela provação de tentar repeti-las e compreendê-las. As diferentes línguas e suas entonações podem contar as principais características daquele povo: a severidade do alemão, a sofisticação do francês, a musicalidade do árabe, a malemolência do italiano, a assertividade do japonês, o pragmatismo do inglês… Um bom leitor de mundo é capaz de decifrar os enigmas de um povo pela forma como ele se comunica!
Quem são essas pessoas que aprenderam a esconder suas almas coloridas sob burcas pretas? Quem são os andarilhos que abriram mão de seus lares em troca da liberdade de caminhar eternamente? Que homem é esse que vive apressado nos cafés, a contar os minutos em seu relógio caro que lhe suga toda a paz? Quem são todas essas pessoas com as quais dividimos o mesmo planeta, mas cuja existência teimamos em ignorar? Olhar para o outro com empatia e curiosidade é um terreno fértil para a compreensão de que a vida não gira apenas em torno de você . É a chance de analisar a si mesmo pelos olhos do mundo e entender a imensidão humilde das almas que perambulam em vidas tão diferentes.
Viajar pode mudar uma vida por completo, de ponta-cabeça. Conhecer outros lugares é um exercício de humildade, tolerância e reverência. Há alguns cantos que parecem ter sido esculpidos por Deus ,especialmente para aquele seu minuto de reflexão, em que tudo parece congelar enquanto você desvenda o mistério da vida ou o segredo da felicidade. É a chance de perceber que existe um incrível universo além-umbigo e que o mundo é tão vasto quanto miúdo, pois somos tanto diferentes em hábitos e traços físicos, quanto iguais em dores, angústias e alegrias.
A bagagem de uma viagem é a mais rica que se pode carregar, um banho de cultura que renova corpo e alma, abrindo os olhos para o que sequer se sabia existir. Há viagens parecidas com uma cirurgia de catarata: os olhos estavam ali o tempo todo, mas simplesmente não enxergavam o suficiente. Um viajante se torna um inquieto cidadão do mundo e, como tal, passa a enxergá-lo em toda sua complexidade e dinamismo.
Viajar nos faz pensar em questões severas e humanas muito mais do que estamos acostumados em nosso cotidiano, quase sempre limitado. Cheiros, sons, cores e sabores narram a história de indivíduos, povos, religiões, motivações, sonhos e ídolos. Tantas obras de arte, parques, ruas e construções contam uma verdade universal: alguém passou por aqui e deixou sua marca na eternidade. O mundo de hoje é uma grande colagem dos que insistiram em deixar seu legado para que outros os compreendessem. Quem sabe, assim, possam seus visitantes um dia compreender a si mesmos.

Por: Lara Brenner
Visto em: Sábias Palavras

domingo, agosto 16, 2015

Aquele alguém especial

Ainda não é alguém pra gente chamar de “pra sempre”. É só alguém especial. É só um alguém que faz bem pra gente. Alguém que a gente gosta de contar do dia; que a gente gosta de ouvir a opinião. Aquele alguém ainda não é alguém que pode nos cobrar, mas é alguém que tem licença para nos lembrar do que precisamos, do remédio para tomar até um pensamento positivo para somar.

Aquele alguém especial ainda não é o amor da nossa vida. É só alguém. Mas é um alguém que a gente não gosta de parar de falar. Que a gente sorri com a notificação no celular. É um alguém que a gente chama para jantar no lugar de outros “alguéns” por aí.

A gente não precisa esperar o amor da vida inteira. A gente pode aproveitar o amor de só uma noite inteira. É um alguém especial.

Aquele alguém especial é quem nos confunde ao nos decifrar e fazer bem sem necessariamente precisar. Nos leva à dúvida de parecer muito mais que só um alguém enquanto também não é ainda alguém o bastante para se dedicar tanto assim. Como pode? É alguém que entende o que a gente gosta! Sabe como não conseguimos resistir a um carinho atrás da orelha.

É muito estranho. Aquele alguém especial é alguém que nos faz sentir vários tipos de saudade. Saudade da rotina de todo dia ter um “bom dia”. Saudade dos links com vídeos engraçados ao longo do dia. Saudade do tipo de piada, do tipo de risada. Saudade até mesmo das brigas e discussões.

É alguém que até a internet parece entender que não é só um alguém qualquer. Aquele alguém está ali no nosso chat, está no topo das nossas conversas de Whatsapp, tem as publicações aparecendo mais vezes em nossa timeline. É como se a internet dissesse: “presta atenção que esse alguém já faz mais parte da sua vida do que você imagina”.

E muitas vezes não nos damos conta disso por medo. Jogamos contra nós mesmos, tentamos não aceitar e evitar que se torne algo maior que nos machuque mais. Mas é só alguém. É só um alguém que nos faz bem. É só um alguém especial tentando mostrar como também somos especiais.

É um alguém que talvez se dedique bem mais do que nós já nos dedicamos um dia. Um alguém que não tem medo de ir além e falar o que pensa, sabendo que sempre será algo que vamos gostar. Aquele alguém especial é um alguém que nos lembra do que não podemos esquecer: como somos bons sozinhos mas que podemos ser ainda melhores juntos.

Aquele alguém está por aí, mais perto de você do que imagina. Entre uma e outra foto curtida cheio de vontade de nos curtir também.

Visto em: Entenda os Homens

sexta-feira, janeiro 31, 2014

Puppy Love

segunda-feira, outubro 14, 2013

sexta-feira, maio 31, 2013

Ter amigos no trabalho faz você viver mais

trabalho-amigos-happy-hour-bar-1340815295334_956x500 Você é desses que só pensa em terminar o trabalho e ir para casa, sem se preocupar em fazer amigos? Do tipo “tô aqui pra trabalhar, não pra fazer amigos”? É melhor repensar. Segundo pesquisa israelense, o risco de morrer é 2,4 vezes maior entre os que não têm amigos no emprego.

Para chegar a esta conclusão, eles contaram com a ajuda de 820 adultos. Por 20 anos os pesquisadores acompanharam a vida deles. E sempre perguntavam sobre a relação com os colegas de trabalho. Ao longo da pesquisa, 53 participantes morreram – a maioria não tinha amizade com o pessoal da firma.

É que os amigos te ajudam a segurar a barra quando coisas ruins acontecem – e também celebram junto quando boas novas aparecem. “Nós passamos a maior parte do tempo no trabalho, e não temos muito tempo para encontrar nossos amigos durante a semana”, explicaSharon Toker, um dos autores da pesquisa. “O trabalho deveria ser um lugar onde as pessoas podem ter um apoio emocional”.

Pois é. E aí, vai ou não aceitar aquele convite para o happy hour hoje?

Visto em: Ciência Maluca

domingo, novembro 18, 2012

A Lista

velha amizadeA Lista – Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

quarta-feira, setembro 26, 2012

Ter companhia traz longevidade, apontam estudos recentes

Um deles mostrou que solitários com mais de 60 anos têm 45% mais risco de morrer mais cedo do que os que se sentem conectados a outras pessoas

velhos amigosMorremos sozinhos, dizem os filósofos. Mas podemos morrer mais cedo se passarmos a vida sozinhos. Vínculos próximos com amigos e familiares podem afastar problemas de saúde e uma morte prematura, sugerem pesquisas recentes.

A solidão é um fator de risco quanto ao declínio funcional e à morte prematura em adultos que têm mais 60 anos, de acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em São Francisco, publicada em julho deste ano.

Mais de 43% dos 1.604 participantes do estudo relataram que se sentiam excluídos, isolados e sem companhia com frequência.

Durante um período de seis anos de acompanhamento, mais de metade das pessoas que se identificaram como solitárias demonstraram dificuldades com a limpeza e a organização básica da casa e com tarefas pessoais. Descobriu-se também que elas tinham 45% a mais de risco de morrer mais cedo do que os adultos mais velhos que se sentiam mais conectados a outras pessoas.

A maioria das pessoas solitárias (62,5%) era casada ou não morava sozinha – uma indicação de que se sentir solitário e estar sozinho não são a mesma coisa.

"Não é a quantidade, mas a qualidade de seus relacionamentos que importa", disse Carla M. Perissinotto, geriatra que liderou o estudo.

"Não dá para saber quem se sente solitário. Não se trata apenas de uma velhinha que mora sozinha."

O estudo não investigou por que as pessoas diziam se sentir solitárias, acrescentou Perissinotto. "A solidão é biológica ou  é socialmente mediada – o que significaria que as pessoas solitárias simplesmente não cuidam de si mesmas ou não recorrem ao sistema de saúde? Quais são os mecanismos em jogo? De quais intervenções práticas poderíamos nos utilizar? Esse precisa ser o próximo passo da pesquisa", questionou ela.

Os efeitos da solidão para a saúde não devem ser ignorados, acrescentou ela. "As pessoas solitárias não têm a iniciativa de conversar com um médico ou com os filhos", disse ela. "E se elas não conversarem com ninguém a respeito, ninguém vai tomar conhecimento."

Outras pesquisas descobriram que a solidão crônica está associada a problemas de pressão arterial alta , doença cardíaca coronária, diminuição da resposta imunológica, depressão , dificuldades de sono, declínio cognitivo e demência .

Até o momento, os pesquisadores ainda não compreenderam o modo como a solidão prejudica a saúde e acelera o envelhecimento, diz Louise C. Hawkley, psicóloga da Universidade de Chicago. Ela escreveu vários artigos sobre a solidão com um colega, John T. Cacioppo, com base em um amplo estudo de longo prazo sobre moradores do Condado de Cook, no Estado de Illinois.

As pessoas cronicamente solitárias – estimadas em 20% da população em geral e até 40% dos adultos com mais de 65 anos – podem ter problemas por causa da maneira como concebem as outras pessoas, disse Hawkley.

"Em vez de procurar por sinais de aceitação vindos dos outros, as pessoas solitárias ficam em alerta procurando por sinais de rejeição", disse ela.

"Se temos medo de que os outros não nos aceitem, podemos parecer indiferentes ou exigentes. Então, as pessoas se tornam mais cuidadosas quando falam conosco, a profecia do solitário se realiza e um círculo vicioso que gera a solidão se desenvolve."

A terapia cognitiva comportamental focada na identificação e reformulação de pensamentos sociais negativos pode ajudar as pessoas que têm um senso de isolamento social, acrescentou.

A pesquisa surge em um momento em que um terço dos americanos com idades entre 45 e 63 anos está solteiro, o que indica um aumento de 50% desde 1980. O número de divórcios entre casais de meia-idade ou mais velhos também está aumentando, com um em cada quatro adultos com mais de 50 anos se divorciando, o que ameaça os vínculos com amigos e familiares.

Mudanças de endereço, doenças e a aposentadoria são eventos comuns na vida da população de meia-idade, exigindo um esforço consciente para reconstruir uma rede social, disse o Dr. George E. Vaillant, professor e psiquiatra da Escola de Medicina de Harvard.

"Da mesma forma que nos exercitamos, pagamos impostos e mantemos uma alimentação saudável, precisamos começar a substituir os amigos assim que os perdemos, particularmente quando chega a época da aposentadora", disse Vaillant, autor do livro "Triumphs of Experience: The Men of the Harvard Grant Study" ("Triunfos da Experiência: O Homens do Grant Study de Harvard"), baseado em uma das maiores pesquisas sobre o envelhecimento já realizadas no mundo.

Iniciada em 1938, a pesquisa monitorou a saúde física e emocional de 268 alunos de Harvard (várias dezenas dos quais sobreviveram; todos estão na casa dos 90 anos); Vaillant conduziu a pesquisa por mais de quatro décadas. O estudo mostra que os relacionamentos são o segredo do envelhecimento saudável, disse Vaillant, que aconselhou a cultivar amizades com pessoas mais jovens por conta de sua energia e do frescor de sua visão de mundo.

"É preciso se interessar em alguém diferente de si mesmo – não em passatempos, palavras cruzadas ou no mercado de ações – mas em gente de carne e osso", disse ele.

"É por isso que o voluntariado é tão importante – a única maneira de parar de pensar no seu próprio, único e maravilhoso ego é pensar nos outros."

O egocentrismo não foi problema para Richard Anderson, de 67 anos, morador de Arlington, Virgínia. Ele se tornou voluntário da Associação Well Spouse, um grupo de apoio, depois de muito tempo sendo o principal cuidador de sua esposa, que morreu em 2004, após décadas sofrendo de uma enfermidade debilitante. Cuidando da esposa, Anderson descobriu que as próprias doenças podem provocar isolamento.

"À medida que uma doença avança, os amigos passam a ter mais dificuldade de se relacionar conosco", disse Anderson, bibliotecário da Universidade de Georgetown.

"E se não há possibilidade de cura, algumas pessoas não conseguem lidar com isso e se afastam."

Depois de entrar no grupo, ele conheceu cuidadores de cônjuges com quem manteve contato.

"Mesmo que percamos amigos antigos durante uma doença, ainda é possível fazer novos amigos que vão aceitar a nossa situação pelo que ela é", disse Anderson, que desde então se casou novamente.

Visto em: IG Saúde

domingo, agosto 05, 2012

5 anos…

ObrigadoApós 5 anos e algumas milhares de visitas, o Listra Branca completa hoje meia década de vida. E venho agradecer a todos que de certa forma contribuem para essa ideia continuar viva. Pois, mesmo que não haja ninguém mais vendo, a palavra sempre estará aqui. E vocês que visitam o blog só me dão mais força para pesquisar, escrever e postar. Você que me encontra e me diz que gosta de ver o blog, este post é em sua homenagem e só tenho uma coisa a dizer: MUITO OBRIGADO!!!

Smiley piscando

sexta-feira, julho 20, 2012

Falar mal dos outros é a melhor maneira de fazer amizades

Pra homenagear o Dia do Amigo, uma dica pra que está procurando por novos. FofocaÉ verdade: o veneno aproxima as pessoas. Se você perguntar a um grupo de amigos porque eles são amigos, eles provavelmente vão dizer que gostam das mesmas coisas e das mesmas pessoas. Mas desgostar das mesmas pessoas também é um fator bem importante. É o que aponta um estudo feito nas universidades de Oklahoma e do Texas (EUA).

Primeiro, os pesquisadores colocaram os participantes para lembrar de como nasceram suas amizades mais duradouras (e a maioria tinha sido compartilhando opiniões negativas sobre os conhecidos em comum). Depois, perguntaram sobre como eles agiam em relação às outras pessoas quando estavam com os três amigos mais próximos (e a tendência mais forte era falar mal do pessoal ao redor — tipo a sua turma falando mal do bumbum alheio na praia, sabe?).

Por fim, propuseram um teste que mostrou que se você conhece uma pessoa que faz as mesmas ressalvas que você sobre o comportamento das outras pessoas (“ela fala alto demais”, por exemplo), as chances de você gostar dela são maiores. “Não é que a gente goste de não gostar das pessoas”, diz uma das autoras do estudo, Jennifer Bosson. “É que a gente gosta de conhecer pessoas que não gostam das mesmas pessoas”, explica.

Visto em: Super Interessante

domingo, julho 08, 2012

Se você é forever alone, o Facebook não vai te ajudar

Facebook 1 . Forever alone guy is alone Made by me hope_3cc0bc_3259165Estima-se hoje que mais de 840 milhões de pessoas no mundo tenham uma conta ativa na rede social Facebook. Desse tanto de gente, mais de 50% posta pelo menos um status update por dia. Sem dúvidas, o Facebook é o site #1 em procrastinação.

Muita gente acha que o Facebook (ou qualquer rede social da mesma natureza) é um ótimo lugar para as pessoas tímidas se soltarem. É uma espécie de paraíso para os “forever-alone’s” da vida. É um ótimo lugar para pessoas que têm baixa auto-estima — o que cria uma enorme dificuldade em estabelecer relacionamentos interpessoais. Geralmente pessoas com baixa auto-estima não conseguem “se abrir” facilmente em relacionamentos não-virtuais. Mas por que isso acontece? Ora, a insegurança e o medo da reprovação são muito grandes, o que as tornam cada vez mais ansiosas, tímidas e introvertidas. Mas para algumas pessoas, o Facebook é o espaço onde elas podem se abrir e sofrer menos (ou de maneira diferente) reprovações e julgamentos.

Mas a pergunta mais interessante é: será que essa exposição no meio virtual traz algum benefício para as relações interpessoais (relações não-virtuais)? Alguns terapeutas acham que sim. Acham que a chance de se abrir virtualmente ajuda a se abrir pessoalmente — o que é extremamente importante para qualquer desenvolvimento de intimidade. Mas será? Será que o Facebook cura o efeito forever-alone?

Amanda Forest e Joanne Wood (ambos da Universidade de Waterloo no Canadá) tentaram responder a essa pergunta. Mais especificamente, eles queriam saber se, de fato, (1) as pessoas que têm baixa auto-estima veem o Facebook como um lugar seguro para se abrirem; (2) que tipo de coisas elas postam e (3) que tipo de resultado elas têm ao se abrirem no Facebook. Será que elas passam a receber mais atenção das outras pessoas?

Para responder à primeira pergunta, os pesquisadores mediram a auto-estima de um grupo de usuários do Facebook (eles utilizaram uma escala chamada Rosenberg Self-Esteem Scale) e mediram, através de um questionário, se eles viam ou não o Facebook como um local bom e seguro pra se exporem. Conforme era de se esperar, as pessoas com baixa auto-estima, de fato, acham o Facebook um lugar seguro para serem mais abertas. Mas que tipo de coisas eles postam? Para responder a essa pergunta, os pesquisadores pediram que os participantes fornecessem os últimos dez “status updates” da conta deles. Esses updates foram analisados por um grupo de codificadores (que não sabiam do propósito do estudo) em termos do seu grau de negatividade. Eles queriam saber se as pessoas de baixa auto-estima têm uma tendência maior a postar coisas do tipo “Nossa, meu dia foi uma merda” ao invés de “Hoje o dia está lindo“.

Os resultados mostraram que as pessoas com baixa auto-estima têm uma tendência muito maior para postar coisas negativas quando comparadas com as pessoas de auto-estima alta. Os pesquisadores pediram ainda que um grupo de estranhos lessem os updates e pressionassem (ou não) o botão “curtir”. De novo, como era de se esperar, os updates negativos receberam muito menos “eu curti” do que os outros mais positivos.

Apesar dos resultados serem bem plausíveis, é possível que as pessoas tenham “curtido” menos os updates negativos simplesmente por que se tratavam de pessoas desconhecidas. Pode ser que, ao ver um update negativo de alguém que você conhece, você vá se importar mais do que um update de uma pessoa que você não conhece. Para verificar essa possibilidade, os pesquisadores mediram o número de comentários e “curtidas” que os updates receberam dos amigos dos participantes. E o resultado foi: NÃO. Não adianta! Mesmo dos amigos, os updates negativos receberam menos atenção. O mais interessante foi notar que os updates negativos postados por pessoas com alta auto-estima receberam mais atenção do que os updates negativos de pessoas como baixa auto-estima. A ideia é que se você tem alta auto-estima (e publica coisas positivas com mais frequência) quando você publica algo negativo, as pessoas se preocupam. Mas se você têm auto-estima baixa e sempre publica coisas negativas, as pessoas simplesmente não ligam — pois é isso que esperam de você.

Por isso, se está se sentindo forever-alone, o Facebook não vai te ajudar! O ideal é que pare de postar coisas negativas.

 

Visto em: Cognando

domingo, abril 29, 2012

Bons Amigos

amigos_Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

(Machado de Assis)