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domingo, março 14, 2010

Transparent

"And everyone of us, when we go into the psychedelic state, this is what we should be looking for. It's not for your elucidation, it's not part of your self-directed psychotherapy, you are an explorer, and you represent our species. And the greatest good you can do is to bring back a new idea, because our world is endangered by the absence of good ideas. Our world is in crisis because of the absence of consciousness. And so, to what ever degree, any one of us can bring back a small piece of the picture, and contribute it to the building of the new paradigm, then we participate in the redemption of the human spirit. And that, after all, is what it's really all about."
"E todos nós, quando vamos para o estado psicodélico, é isso que deveríamos estar procurando. Não é para sua elucidação, não é parte de sua auto-dirigida psicoterapia, você é um explorador, e que representa a nossa espécie. E o maior bem que você pode fazer é trazer de volta uma idéia nova, porque o nosso mundo está ameaçado por falta de boas idéias. Nosso mundo está em crise por causa da ausência de consciência. E assim, em qualquer nível, qualquer um de nós pode trazer de volta um pequeno pedaço do quadro, e contribuir para a construção do novo paradigma, então nós participamos na redenção do espírito humano. E que, afinal, é o que realmente se trata. "
Burn In Noise – Transparent

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Número 7

Nos anos 60, quando os Beatles visitaram os EUA, eles fizeram questão de conhecer seu ídolo Bob Dylan. E, num quarto de hotel, eles se reuniram pra tocar, filosofar e partilhar suas experiências. Além disso, foi com Dylan que eles conheceram, pela primeira vez, a maconha. Seria a primeira vez, seguida de milhares de outras, em que John, Paul, George e Ringo ficariam chapados.
Todo mundo ficou muito doido, e foi nesta noite que Paul McCartney descobriu "o sentido da vida".
No meio da "viagem", Paul pede a um roadie pra anotar num pedaço de papel sua descoberta. E aí ele ditou a sua "mensagem para o Universo". "Guarde-a", ele diz num sussurro, como se confiasse a alguém um tesouro.
Na manhã seguinte, o roadie dá a Paul a anotação, da qual ele provavelmente já nem lembrava mais. Ela continha uma única frase: "Existem sete níveis". Uau.
Paul não estava longe da Verdade. Algum véu se rompeu em sua mente e ele pôde acessar (mas não compreender) um dos mistérios que rondam o número sete.
Sete é o número que mais aparece em citações de todas as obras místicas, na magia, no ocultismo em geral, na Bíblia e em todos os livros sagrados. Tudo o que enxergamos ou percebemos como um imenso degradê geralmente acaba subdividido em sete pra facilitar. Sete notas musicais, sete cores do arco-íris, sete dias da semana... Se alguém nos perguntar: "Diga um número de 1 a 10", o sete será o número preferido. Assim, não é difícil imaginar que o sete apareça sempre que tentamos expandir nossa consciência para além do véu da Maya. Particularmente, acredito que o sete seja um subproduto do 1, da Unidade, assim com o 3. Um, digamos, firewall da Matrix contra curiosos e hackers, pra preservar seu núcleo/essência. Talvez esteja adentrando o terreno cabalístico ou hermético, portanto não vou me alongar no que não entendo de fato. Mas é interessante notar que uma das propriedades interessantes que tem o número sete é ser o resultado da divisão de qualquer inteiro não múltiplo de 7, por 7.
A mitologia Hindu define quatorze mundos (não confundir com planetas) divididos em um par de 7: Sete mundos superiores (céus) e sete inferiores (infernos). A terra é considerada o mais baixo dos sete mundos superiores. Todos esses mundos, a exceção da Terra, são usados como lugares temporários de permanência: se a pessoa morre na Terra, o deus de morte (oficialmente chamado 'Yama Dharma Raajaa, ou Yama, o senhor de justiça) avalia as ações boas/más (assim como Anubis, deus egípcio) da pessoa em vida e decide se aquela alma vai para o céu e/ou inferno, por quanto tempo, e em que capacidade. A alma adquire um corpo apropriado para o mundo no qual ela vai habitar, e ao término do tempo da alma nesse mundo, volta à Terra (é renascido como uma forma de vida na Terra). Os hindus acreditam que só na Terra, na condição humana, a alma alcance a salvação suprema, livre do ciclo de nascimento e morte, para além dos quatorze mundos.
Fico pensando que talvez resida aí a importância e curiosidade que os alienígenas têm por nós. Será que nós, em nossa condição humana, somos "especiais" por estarmos participando de um grande "provão cósmico"? Será que eles vêm nos monitorar exatamente porque HÁ ESPÍRITOS DE SEUS ANTEPASSADOS entre nós?
Na Teosofia, os Sete princípios do Homem são os veículos que ele possui para manifestar-se nos diversos planos. Em seu conjunto formam a constituição setenária do Homem. Juntando essa teoria da Teosofia, junto com a dos mundos da mitologia hindu (que não são planetas, e sim planos de existência) e com os universos paralelos dos físicos teóricos, e teremos um modelo onde as individualidades como a conhecemos simplesmente não existem. Cada pessoa na terra seria um aspecto de um ser multi-dimensional (multi-universal seria mais correto), cuja consciência vai estar fragmentada entre esses mundos todos (sete? quatorze? não importa). Você já se sonhou levando uma vida extremamente normal em outro mundo? Eu já. Nunca achei uma explicação boa pro fato de eu não estranhar a outra realidade (afinal, se eu, acostumado aqui com a terra, me projetasse pra outro plano/planeta eu ficaria embasbacado o tempo todo, e no entanto eu tomava um trem futurista (com cara de ter sido bastante usado) e acompanhava entediado a paisagem de uma cidade que (ainda) não existe.
Especulo que haja uma comunicação constante (e velada) entre nossos "eus" espalhados por aí, que podem não ser 7, nem 14, e sim infinitos "eus", que podem abranger a totalidade de toda a vida no universo (e nos outros universos). Como um jogo de espelhos, onde não conseguimos divisar a fonte emissora, apenas o resultado fragmentário. Ou de forma inversa, como a internet P2P, onde os dados provém das mais diversas pessoas, de forma fragmentária, e são reunidos no destino final de quem solicitou a informação completa. Não somos pessoas. Creio que não somos pessoas, e sim "veículos de idéias". Idéias que se materializaram e acham que são indivíduos.
É a "queda dos anjos". É o pecado original.
Fonte: Saindo da Matrix
Espero que tenha lhe interessado… Abraços"!

domingo, abril 06, 2008

Devaneios de um solitário


Sonho Infinito


Acordei com um peso nas costas.
Me sento um grande nada.
Coisas que me faziam bem,
Já não fazem mais.
Momentos alegres não existem mais,
Ânimo também não.
Larguei a felicidade,
Ao confundi-la com tristeza.
Abandonei uma vida,
Ao dar as costas para o mundo.
Levantei com o peso de uma vida de erros.
Somente os sonhos
Me deixam leve.
Espero não acordar mais.

Anderson Tiago Rodrigues
Jaraguá do Sul, 06 de abril de 2008.

Precisamos perder o que temos para dar valor. Comigo foi assim, está sendo assim. Espero que tudo se resolva, que ainda haja tempo para tudo se acertar. Quero um dia ser a pessoa que não consegui ser, não porque não posso, mas porque deixei de ser. Algo tão grande como o que aconteceu não pode terminar assim. Espero que ambos sintam saudade, que vejam onde erraram para poder melhorar. Não quero que nenhum dos dois sejam coadjuvantes, na vida do outro, que sejam os atores principais, de um filme repleto de companheirismo, amizade, felicidade e muito amor.

Não preciso nem mostrar que estou muito triste.
Não vai ser fácil me recuperar dessa.

Um grande abraço à todos e um beijo para alguém especial ;(