domingo, julho 08, 2012

Se você é forever alone, o Facebook não vai te ajudar

Facebook 1 . Forever alone guy is alone Made by me hope_3cc0bc_3259165Estima-se hoje que mais de 840 milhões de pessoas no mundo tenham uma conta ativa na rede social Facebook. Desse tanto de gente, mais de 50% posta pelo menos um status update por dia. Sem dúvidas, o Facebook é o site #1 em procrastinação.

Muita gente acha que o Facebook (ou qualquer rede social da mesma natureza) é um ótimo lugar para as pessoas tímidas se soltarem. É uma espécie de paraíso para os “forever-alone’s” da vida. É um ótimo lugar para pessoas que têm baixa auto-estima — o que cria uma enorme dificuldade em estabelecer relacionamentos interpessoais. Geralmente pessoas com baixa auto-estima não conseguem “se abrir” facilmente em relacionamentos não-virtuais. Mas por que isso acontece? Ora, a insegurança e o medo da reprovação são muito grandes, o que as tornam cada vez mais ansiosas, tímidas e introvertidas. Mas para algumas pessoas, o Facebook é o espaço onde elas podem se abrir e sofrer menos (ou de maneira diferente) reprovações e julgamentos.

Mas a pergunta mais interessante é: será que essa exposição no meio virtual traz algum benefício para as relações interpessoais (relações não-virtuais)? Alguns terapeutas acham que sim. Acham que a chance de se abrir virtualmente ajuda a se abrir pessoalmente — o que é extremamente importante para qualquer desenvolvimento de intimidade. Mas será? Será que o Facebook cura o efeito forever-alone?

Amanda Forest e Joanne Wood (ambos da Universidade de Waterloo no Canadá) tentaram responder a essa pergunta. Mais especificamente, eles queriam saber se, de fato, (1) as pessoas que têm baixa auto-estima veem o Facebook como um lugar seguro para se abrirem; (2) que tipo de coisas elas postam e (3) que tipo de resultado elas têm ao se abrirem no Facebook. Será que elas passam a receber mais atenção das outras pessoas?

Para responder à primeira pergunta, os pesquisadores mediram a auto-estima de um grupo de usuários do Facebook (eles utilizaram uma escala chamada Rosenberg Self-Esteem Scale) e mediram, através de um questionário, se eles viam ou não o Facebook como um local bom e seguro pra se exporem. Conforme era de se esperar, as pessoas com baixa auto-estima, de fato, acham o Facebook um lugar seguro para serem mais abertas. Mas que tipo de coisas eles postam? Para responder a essa pergunta, os pesquisadores pediram que os participantes fornecessem os últimos dez “status updates” da conta deles. Esses updates foram analisados por um grupo de codificadores (que não sabiam do propósito do estudo) em termos do seu grau de negatividade. Eles queriam saber se as pessoas de baixa auto-estima têm uma tendência maior a postar coisas do tipo “Nossa, meu dia foi uma merda” ao invés de “Hoje o dia está lindo“.

Os resultados mostraram que as pessoas com baixa auto-estima têm uma tendência muito maior para postar coisas negativas quando comparadas com as pessoas de auto-estima alta. Os pesquisadores pediram ainda que um grupo de estranhos lessem os updates e pressionassem (ou não) o botão “curtir”. De novo, como era de se esperar, os updates negativos receberam muito menos “eu curti” do que os outros mais positivos.

Apesar dos resultados serem bem plausíveis, é possível que as pessoas tenham “curtido” menos os updates negativos simplesmente por que se tratavam de pessoas desconhecidas. Pode ser que, ao ver um update negativo de alguém que você conhece, você vá se importar mais do que um update de uma pessoa que você não conhece. Para verificar essa possibilidade, os pesquisadores mediram o número de comentários e “curtidas” que os updates receberam dos amigos dos participantes. E o resultado foi: NÃO. Não adianta! Mesmo dos amigos, os updates negativos receberam menos atenção. O mais interessante foi notar que os updates negativos postados por pessoas com alta auto-estima receberam mais atenção do que os updates negativos de pessoas como baixa auto-estima. A ideia é que se você tem alta auto-estima (e publica coisas positivas com mais frequência) quando você publica algo negativo, as pessoas se preocupam. Mas se você têm auto-estima baixa e sempre publica coisas negativas, as pessoas simplesmente não ligam — pois é isso que esperam de você.

Por isso, se está se sentindo forever-alone, o Facebook não vai te ajudar! O ideal é que pare de postar coisas negativas.

 

Visto em: Cognando

domingo, julho 01, 2012

Vamos olhar o mundo um pouco diferente

Não gosto de fazer propaganda gratuita, mas a Coca-Cola ultimamente tem feito vários comerciais que entram na categoria épica. Todos mostrando que o mundo não é toda aquela maldade que aparece em jornais e televisão.

terça-feira, junho 26, 2012

Morre o Solitário George

Tartaruga-gigante era a última da subespécie e vivia no arquipélago de Galápagos

ECUADOR-TORTOISE_O arquipélago de Galápagos perdeu seu habitante mais ilustre no domingo. Lonesome George – o Solitário George – foi encontrado morto no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz, conforme nota divulgada pelo Parque Nacional Galápagos. George tinha entre 100 e 120 anos, mais de um metro de carapaça e pesava 98,6 quilos. Era o último exemplar de sua subespécie a habitar a reserva ecológica equatoriana. A suspeita é de que uma parada cardíaca tenha provocado a morte do animal. Uma autópsia será realizada para identificar a causa.
As ilhas de Galápagos são consideradas o maior laboratório “vivo” de biologia, até por terem recebido o pai da Teoria das Espécies, Charles Darwin, em 1835. O arquipélago ajudou o cientista a desenvolver seus estudos sobre a evolução dos animais. Parece que a seleção natural chegou também para a família de George.
Os pesquisadores do parque tentavam desde 1993 evitar a extinção da subespécie Chelonoidis nigra abingdoni por meio de processos de reprodução, que não deram certo, nem por acasalamento nem por inseminação artificial. As tartarugas de galápagos foram alvo de caçadores no século 19, o que desencadeou o processo de extinção.
“A morte do Solitário George representa a perda de um símbolo da luta pela perpetuação da biodiversidade do planeta”, diz o coordenador do Projeto Tamar/ICMBio, Guy Marcovaldi. De acordo com autoridades do parque, cerca de 20 mil tartarugas gigantes de outras subespécies ainda vivem nas ilhas do Equador.

Que ilha é esta?

- O arquipélago de Galápagos fica no oceano Pacífico, a aproximadamente mil quilômetros a Oeste da costa do Equador. Rodeado por mais de 45 mil km² de reserva marinha, seu nome oficial é Colombo, mas ficou conhecido como Galápagos por causa das tartarugas-gigantes. É formado por 13 grandes ilhas vulcânicas, seis ilhas pequenas e 107 rochas e ilhotas, totalizando uma área de 8 mil km².
- Todos os répteis do arquipélago, metade das espécies de aves, 32% das plantas e 25% dos peixes, e mais um bom número de invertebrados são encontrados apenas naquelas ilhas. Entre as mais visitadas estão Espanhola, Floreana, Santa Cruz, Isabela, Fernandina e Bartolomé. Solitário George vivia em Santa Cruz.
- A Unesco incluiu Galápagos na lista de patrimônios da humanidade em 1978 e, em dezembro de 2001, a declaração foi ampliada para reserva marinha. O número de turistas que entram na ilha é limitado.

Visto em: A Notícia

domingo, junho 24, 2012

À Descoberta Do Amor

mahatma_gandhi1Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.

Mahatma Gandhi

terça-feira, junho 19, 2012

Não são apenas músicas…#5

Nirvana – You Know You’re Right

You Know You're Right

I will never bother you

I will never promise too

I will never follow you

I will never bother you

Never speak a word again

I will crawl away for good

 

I will move away from here

You won't be afraid of fear

No thought was put into this

I always knew it would come to this

Things have never been so swell

I have never failed to felt

 

Pain

Pain

Pain

 

You know you're right

You know you're right

You know you're right

 

I'm so warm and calm inside

I no longer have to hide

Lets talk about someone else

Steaming soup against her mouth

Nothing really bothers her

She just wants to love herself

 

I will move away from here

You won't be afraid of fear

No thought was put into this

I always knew it'd come to this

Things have never been so swell

I have never failed to felt

 

Pain

Pain

Pain

Pain

Pain

 

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

You know you're right

 

You know your right

You know your right

You know your right

 

Pain

terça-feira, junho 05, 2012

Esforços jogados no lixo?

GP03U10Pegando carona no Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo federal acaba de soltar os números consolidados de desmatamento da Amazônia que vão de agosto de 2010 a julho de 2011. Nesse período, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 6.418 km2 de floresta foram para o chão. É a menor taxa desde 1988, quando a região passou a ser monitorada.

“Essa queda no desmatamento é fruto de um trabalho de longo prazo que está sendo jogado no lixo pelo atual governo”, afirma Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Exatamente dez dias atrás, a presidente Dilma Rousseff rasgou o Código Florestal, ao permitir que fossem anistiados os desmatadores e que fossem reduzidas as áres de preservação. Isso vai abrir brecha para que os índices de devastação voltem a subir, depois de anos de esforços para sua redução”.

Em alguns estados, os números continuam lá em cima. Enquanto houve um aumento de 29% das derrubadas no Mato Grosso, em Rondônia isso foi ainda maior: 99%. Apesar de ser a taxa mais baixa já registrada, os 6.418 km2 estão longe de ser pouca coisa: nesse período, uma área de floresta equivalente a quase 2.500 campos de futebol foi derrubada a cada dia.

“A redução dos índices nos últimos anos prova que o Brasil não precisa de mais desmatamento para continuar se desenvolvendo”, diz Astrini.  “Vamos deixar claro para o governo e para o mundo que queremos as florestas em pé. E para isso apoiamos uma lei pelo desmatamento zero. Em apenas dois meses, mais de 310 mil pessoas já assinaram por um projeto de iniciativa popular para zerar o desmatamento”.

A campanha nacional pelo Desmatamento Zero já foi apoiada por vários movimentos sociais – como Via Campesina e sindicatos de trabalhadores rurais da Amazônia –, organizações indígenas e quilombolas, entidades ambientalistas e artistas. Quando 1,4 milhão de assinaturas forem recolhidas, o projeto será encaminhado ao Congresso. Assine, divulgue e compartilhe você também.

Assine a petição.

Visto em: Greenpeace

quinta-feira, maio 31, 2012

Comer carne é ético

190_20090131173026p68 Fogo Samba rodizio em MacauO texto abaixo é de uma renomada especialista em bem-estar animal, Temple Grandin, professora de bem-estar animal da Universidade do Estado de Colorado,  foi enviado para o jornal The New York Times em resposta ao concurso que perguntou aos leitores por que é ético comer carne.  Grandin é autora das diretrizes sobre manejo animal e programa de auditoria da Fundação Instituto Americano de Carnes (AMIF, sigla em inglês).

Por: Temple Grandin

Humanos e animais se desenvolveram juntos. Nossos cérebros são ajustados aos animais. Pesquisa com pacientes com epilepsia que tinham dispositivos de monitoramento implantados em seus cérebros, mostraram que a amígdala responde mais a retratos de animais, comparado a retratos de locais de referência ou pessoas.

Os seres humanos têm uma ligação intrínseca com os animais. Pesquisas científicas indicam que os animais têm emoções e que sentem dor e medo. É nossa obrigação fornecer aos animais que criamos para produção de alimentos uma vida decente. Eu frequentemente sou questionada, “Como você pode se preocupar com animais e estar envolvida no desenvolvimento de projetos de abatedouros que são usados para matá-los?”. Eu respondi essa questão em 1990, após ter completado a instalação de uma nova peça de um equipamento que tinha projetado para manejo de gado nos abatedouros. Eu estava em pé em uma passarela, enquanto centenas de bovinos entravam no meu sistema. Naquele momento percebi que nenhum daqueles animais teria existido se pessoas não os tivessem gerado e criado.

Nossa relação com os bovinos deveria ser simbiótica. Simbiose é um conceito biológico de relação mutuamente benéfica entre duas diferentes espécies. Existem muitos exemplos de simbiose ou mutalismo na natureza. Um exemplo é o das formigas que usam os afídeos para obter sua secreção de açúcar e, em troca, eles são protegidos de seus predadores. Infelizmente, a relação nem sempre é simbiótica e, em alguns casos, a formiga explora os afídeos. Existem problemas similares em sistemas agrícolas mal manejados e muito intensivos. Existem algumas práticas de produção que precisam ser mudadas. Na indústria pecuária, conheço muitas pessoas que são verdadeiros administradores de seus animais e de sua terra. Sua relação com os animais e com sua terra é verdadeiramente simbiótica. Isso é mutuamente benéfico para os animais e para o meio-ambiente. O abate de animais para a produção de alimentos é ético se os animais têm o que o Conselho de Bem-Estar Animal da Inglaterra chama de uma vida que vale ser vivida.

Tenho participado de conferências sobre pastagens e aprendido que quando a pastagem é feita corretamente, pode melhorar o pasto e sequestrar carbono. Amimais ruminantes que comem pasto não são os destruidores ambientais que algumas pessoas dizem que são. O pastejo rotacionado pode estimular mais crescimento de plantas e o crescimento de plantas ajuda a remover carbono da atmosfera. Animais ruminantes como bovinos, bisões, caprinos e ovinos são a única maneira de produzir alimentos em terras que não são adequadas para agricultura. Ronald C. Follett, do USDA-ARS-NPA em Fort Collins, Colorado, diz que as terras de pastagens têm potencial para sequestrar carbono. De acordo com pesquisadores da Universidade Nacional no Panamá, a conversão de campos de pasto da América do Sul em produção de soja reduzirá o armazenamento de carbono. A agricultura orgânica seria impraticável e extremamente difícil sem o esterco animal para fertilização. Outra questão que precisa ser colocada em perspectiva é a emissão de metano. É provável que 80% de todas as emissões de metano venha da queima de carvão de plantas geradoras de energia, produção de arroz e depósitos de lixo.

Tenho uma razão final de porque acho que comer carne é ético. Meu metabolismo requer proteína animal e fico tonta e incapaz de me concentrar se tiver uma dieta vegan. Devem existir diferenças metabólicas na necessidade de proteína animal. Existem práticas que precisam ser mudadas para serem verdadeiramente direcionadas para os animais e o meio-ambiente.

Fonte: Beef Point

terça-feira, maio 29, 2012

quinta-feira, maio 24, 2012

Ateu sofre preconceito?

ateismo3“Ateu não sofre preconceito! Normalmente só é ateu quem tem boa condição de vida. Ateu não é discriminado, não passa por dificuldades na vida por ser ateu.” Decerto, você já ouviu alguma dessas afirmações. Provavelmente, emitida por uma pessoa religiosa e que não consegue enxergar que o preconceito pode ser externalizado em muitas atitudes diferentes. Alguns preconceitos são mais visíveis e dirigidos a determinadas classes de pessoas, como ocorre com a população afrodescendente ou homossexual – as pessoas torcem o nariz visivelmente e explicitamente negam oportunidades a elas, inclusive discutindo a possibilidade de negação de direitos sem apresentar qualquer justificativa válida.

Outras atitudes preconceituosas são mais veladas, contudo. Os afrodescendentes estão muito acostumados com esse tipo de preconceito: o da invisibilidade. É o que acontece quando você vive em um país em que boa parte das pessoas pobres são negras e cuja educação pública é de péssima qualidade? Acontece que boa parte dos estudantes afrodescendentes terão menos oportunidades do que os estudantes brancos e, portanto, dificilmente alcançarão o mesmo resultado que os brancos. Além disso, isso se reflete em sua autoestima: como pouquíssimos estudantes negros alcança sucesso — e os casos de sucesso ocorrem normalmente em outras atividades menos intelectuais, como o esporte, provavelmente eles sairão mal em atividades intelectuais, mesmo que intrinsecamente pudessem ter maior sucesso na Academia.

Os ateus sofrem com os dois tipos de preconceito. Se é verdade que muitos negros ainda sofrem preconceito direto de pessoas que infelizmente ainda não aprenderam que todos são iguais e devem ser intrinsecamente respeitados, o preconceito contra eles ao menos já está caindo na categoria do “politicamente incorreto”. O movimento LGBT, por sua vez, também tem conseguido importantes avanços na luta por seus direitos, apesar de os homossexuais serem ainda muito discriminados por grande parcela da população e por importantes meios de comunicação.

A discriminação contra os ateus é direta: há pelo menos duas redes de televisão – uma católica e uma evangélica – que todo santo dia (usei a expressão de propósito, não foi ato falho!!) atacam ateus, dizendo que a culpa de todas as desgraças do mundo, desde que deus criou o mundo há 6.000 anos, são nossa culpa (ironia – e eu me recuso a escrever deus com letra maiúscula).

Vamos para um exemplo. Imagine que um político importante em um certo país europeu inflame seus apoiadores a se revoltar contra os judeus, dizendo que a culpa do desemprego e da violência é deles. Dou um doce se você me disser a quem estou me referindo. Vocês diriam que não é um discurso discriminatório?

De noite, você vai a um jantar de família e as pessoas resolvem agradecer a deus pela comida (ninguém lembra de agradecer ao agricultor, ao motorista do caminhão ou ao dono da quitanda, ou mesmo a quem trabalhou para ter dinheiro e comprar o alimento). Alguém resolve rezar o pai nosso: você, para não ficar constrangido e estragar o barato dos outros, dá as mãos e fica em silêncio. Sua tia, que está ao seu lado, quebra o protocolo e abre os olhos pra ver se você está rezando direitinho. Como você é ateu, está em silêncio. Algo te diz para olhar pro lado, e você dá de cara com o olhar de reprovação da titia, que depois faz um discurso inflamado contra a juventude sem deus, te constrangendo nitidamente. Não que ser ateu seja algo constrangedor, mas ser exposto por causa de suas crenças, quando você estava respeitando as crenças de todo mundo, é extremamente embaraçoso. Você se sente o cocô da mosca que pousou no rabo do cavalo do bandido; chega até a pensar se não vale a pena repensar suas crenças para levar a vida com menos constrangimentos. Sei disso porque passei exatamente por esta situação há alguns anos. Você se sente envergonhado de ser o que você é.

Mas os ateus sofrem bastante com um outro tipo de discriminação, a invisível. Você vai a um tribunal e lá está um crucifixo – fico imaginando se o juiz iria se declarar suspeito para decidir um caso de interesse da igreja Católica, se o Judiciário afixa um crucifixo na parede de cada sala de audiência. Se os negros, com razão, se sentem diminuídos quando não se vêem representados em posição de respeito numa novela ou em um filme, nós ateus também nos sentimos assim.

Você se lembra de algum filme arrasta-quarteirão de Hollywood em que o mocinho era ateu? Não? Eu só lembro de um: Contato, baseado no livro de (e quem mais poderia ser?) Carl Sagan. Um filmaço, mas que a mídia americana nem considerou sequer cogitar para o Oscar nas categorias principais. A edição de som do filme chegou a ser indicada. Mas a atuação brilhante de Jodie Foster não foi nem elogiada pelos principais canais. Até “Homens de Preto” (aquele, com o Will Smith) foi indicado em três categorias no mesmo ano. Não é mania de perseguição, até porque outros excelentes filmes também não receberam a estatueta (até porque, como sabemos, muitas vezes o critério não é técnico), mas a meu ver isso é fruto da discriminação velada que existe contra os ateus. Carl Sagan era ateu, assim como Jodie Foster e, mesmo tendo a direção dado uma boa mitigada no ateísmo do filme (quando comparado ao livro), seria difícil ir contra o mainstream politicamente correto (porque é politicamente incorreto ser ateu, na maior parte dos meios).

Tente arrumar um emprego dizendo, na entrevista, que você é ateu. Tente se candidatar a um cargo eletivo dizendo, em sua campanha, que é ateu. Não vai nem arrumar o emprego, nem ser eleito. Duvida? Há algum tempo atrás massacraram Dilma Roussef porque ela disse que era contra o aborto e fez errado o sinal da cruz.

Como corrigir essa situação? Só vejo um caminho – expondo publicamente nossos ideais.

Um texto de Fabio Portela

Fonte: Bule Voador

domingo, maio 20, 2012

Quem toma café vive mais

3952431.homem_tomando_cafe_ig_estilo_224_298É o que mostra uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com pouco mais de 400 mil pessoas. Em 14 anos de estudo, cientistas compararam a taxa de mortalidade de quem bebe café com aqueles que não bebem. Resultado: houve menos mortes entre os participantes que tomavam, pelo menos, 3 xícaras ao dia, do que aqueles que não tomavam café.

Quem bebe menos de 3 xícaras ganha uma vantagem ínfima sobre quem dispensa o café, quase irrelevante. Mas quem toma de 4 a 5 xícaras diariamente tem vantagem sobre todos. É a medida ideal. Homens que bebiam essa quantidade tinham até 12% menos chances de morrer; já as mulheres tinham mais 16% de chances de viver – sempre na comparação com quem não toma nada de café.

Para os mais viciados, que tomam 6 xícaras ou mais ao dia, as chances de morrer diminuem 10% neles e 15% nelas. Quem bebe de 2 a 3 xícaras, pode viver até 10%, se for homem, e 5%, se for mulher.

Apesar da associação positiva entre sobrevivência e consumo de café, os pesquisadores não garantem que o mérito de viver mais seja exclusivamente da bebida. “Não é possível concluir que essa relação entre consumo de café e mortalidade reflete causa e efeito”, diz Neal Freedman, chefe da pesquisa. “Mas podemos especular sobre os benefícios do café na saúde. Este estudo mostrou uma relação inversa entre o consumo da bebida e as mortes”. A pesquisa considerou todos os motivos de óbitos: desde derrames até infecções e diabetes.

Então, vamos tomar um café?

Visto em: Super Interessante