quinta-feira, novembro 29, 2012

Saber muito…

"Saber muito não lhe torna inteligente. A inteligência se traduz na forma que você recolhe, julga, maneja e, sobretudo, onde e como aplica esta informação." Carl Sagan

quarta-feira, novembro 28, 2012

Quando me levanto…

Quem quer me derrubar não sabe que quando eu levanto, fico mais forte ainda.

domingo, novembro 18, 2012

A Lista

velha amizadeA Lista – Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

terça-feira, novembro 13, 2012

Cabelos ruivos estão associados a mau tempo

G-jokerRecente pesquisa de uma estudante da Universidade de Edinburgh, na Escócia, apontou que o tempo ruim do país pode ser o motivo para que mais da metade da população escocesa tenha o cabelo ruivo. O estudo descobriu que em áreas onde as temperaturas no verão são mais frias e as noites de inverno são longas – como na nação do Reino Unido – as pessoas com cabelos ruivos eram mais prováveis de sobreviver e evoluir.
O estudo considera que, assim como os seres humanos com pele clara que evoluíram na África eram mais propensos a desenvolver câncer de pele por causa do pouco pigmento, as pessoas com cabelo ruivo (também geneticamente menos vantajosas) conseguiram se adaptar melhor ao clima do norte da Europa. Essa seria a razão para que cerca de 80% dos escoceses e irlandeses tenham o cabelo ruivo, enquanto no restante da Europa os ruivos representam apenas 1 ou 2%.
Entretanto, mesmo quando as condições são favoráveis, a
probabilidade de um bebê nascer com o cabelo vermelho é baixa. Um dos
principais genes para a cor do cabelo tem 40 variantes, mas apenas seis
são causa do cabelo vermelho. Para a cor do cabelo ser ruiva, a pessoa precisa receber um desses genes de cada pai.

A responsável pela pesquisa, Emily Pritchard, estudante de engenharia genética da Universidade de
Edinburgh, explica que extrapolou alguns estudos sobre o assunto e que seu
estudo não se trata de uma pesquisa cientifica, mas de uma especulação
plausível sobre o tema.

Visto em: Super Interessante

quinta-feira, novembro 08, 2012

Não são apenas músicas…#9

Depeche Mode – Enjoy the Silence

 

Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very
Unnecessary
They can only do harm

Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very
Unnecessary
They can only do harm

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very
Unnecessary
They can only do harm

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very
Unnecessary
They can only do harm

Enjoy the silence...

Tokelau o primeiro território do mundo 100% movido a energia solar

size_590_TokelauO arquipélago de Tokelau, no Pacífico Sul, tornou-se o primeiro território do mundo a obter toda sua energia através da luz do sol. Até agora, o país dependia exclusivamente do diesel importado para suprir suas necessidades energéticas.

Cerca de 4 mil painéis solares foram construídos nos três atóis que formam o arquipélago: Atafu, Nukunonu and Fakaofo. O último painel foi instalado no começo desta semana. O projeto, que custou US$ 7 milhões (R$ 14 milhões), foi financiado pela vizinha Nova Zelândia, que administra o território.

"O Projeto de Energia Renovável de Tokelau é pioneiro no mundo. Os três principais atóis do arquipélago agora tem capacidade solar suficiente, em média, para suprir suas necessidades energéticas", afirmou o ministro de Relações Exteriores da Nova Zelândia, Murray McCully, em um comunicado.

"Até agora, Tokelau era integralmente dependente do diesel importado, o que implicava em pesados custos econômicos e ambientais", acrescentou ele.

O coordenador do projeto, Mike Bassett-Smith, afirmou que a iniciativa representou uma "pedra fundamental de grande importância" para o arquipélago, que, a partir de agora, poderá investir no bem-estar de sua população.

O arquipelágo de Tokelau está localizado entre a Nova Zelândia e o Havaí. Grande parte de seus 1,5 mil habitantes vive da agricultura de subsistência, mas muitos acabam decidindo viver na Nova Zelândia ou na Samoa. A iniciativa foi realizada em parte por temores de elevação do mar devido às alterações climáticas.

Visto em: IG

quarta-feira, outubro 31, 2012

As raízes do racismo

RacismoSomos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: “o nosso” e o “deles”.

Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes, palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, corintianos e palmeirenses.

Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos americanos levaram para um acampamento, adolescentes que não se conheciam. Ao descer do ônibus, cada participante recebeu aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.

A observação precisou ser interrompida antes da data prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas que irrompiam entre azuis e vermelhos.

Nos anos que se seguiram, diversas experiências semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os “outros”.

Parte desse pré-julgamento que fazemos “deles” é inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens negros tem raízes profundas.

Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna? Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos se amarem e odiarem palmeirenses?

Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.

A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.

Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.

A contrapartida do altruísmo em relação aos “nossos” é a crueldade dirigida contra os “outros”.

Na violência intergrupal do passado remoto, estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre nossos antepassados deram origem aos comportamentos preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com outros povos era tormentoso e limitado.

Foi com as navegações e a descoberta das Américas que indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver, embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.

Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em apenas uma geração o apartheid norte-americano foi combatido a ponto de um negro chegar à presidência do país.

O preconceito contra “eles” cai mais pesado sobre os homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.

A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos e até times de futebol.

Demarcada a linha divisória entre “nós” e “eles”, discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.

Texto de Drauzio Varella

terça-feira, outubro 30, 2012

Em nome da liberdade, homens são proibidos em vilarejo do Quênia

Editora GloboEm tempos de revoluções twittadas, o que acontece na vila de Umoja, no Quênia, é uma das manifestações mais subversivas do planeta. A ideia é abrigar mulheres que escaparam de estupros, agressões, casamentos forçados, mutilações genitais, e outras covardias. E para deixá-las totalmente à vontade e livre do trauma que inevitavelmente segue uma experiência dessas, nada de homens - a não ser os que lá nasceram.

Essa história de resistência e coragem começou há 22 anos como uma inofensiva cooperativa de artesanato, que produzia e vendia peças de miçanga. Apesar da evolução, o espírito cooperativo permanece intacto: as mulheres dividem a carga e trabalho igualmente e tudo funciona na base da conversa, sem hierarquia. A coisa mais próxima de uma chefe que o vilarejo possui é Rebecca Lolosoli, que está mais para líder espiritual dos 48 moradores. E essa mulher merece um parágrafo à parte.

O pai de Rebecca tinha 3 esposas. O marido de Rebecca a comprou por 17 vacas. Essas duas informações impressionam, mas isso não é exatamente absurdo no Quênia, milhares de outras mulheres de lá passam pela mesma situação. Acontece que Rebecca levantava sua voz sempre que achava que algo de errado estava acontecendo: algo inconcebível para uma mulher. Apesar do casamento forçado, Rebecca até que gostava de seu marido. Até o dia em que ela foi espancada por soldados ingleses por ter denunciado os estupros que eles vinham realizando sumariamente na região – e seu marido achou normal. Isso a deixou assustada e fez cair ficha: ela não tinha a proteção de ninguém, poderia morrer a qualquer momento que não faria a menor diferença pro seu marido. Afinal de contas, ela morrendo, ele compraria outra mulher e vida que segue. Antes que isso acontecesse, Rebecca, que também tinha sido estuprada, resolveu fugir.
Com a ajuda de 15 mulheres que tinham um passado mais ou menos parecido com o seu, ela fundou a Umoja. Só o fato delas serem as donas da terra é uma subversão, já que mulheres não podem ter uma propriedade. Além das oficinas de artesanato com miçanga – uma fonte de renda em potencial que pode torná-las independentes – elas são alertadas sobre o tratamento pré-natal e recebem assistência para que o parto em si também seja o mais seguro possível. Os casos de estupro também estão sendo levados à Justiça, graças à ajuda de um advogado britânico especializado em direitos humanos.
Se você quiser, pode colaborar com a iniciativa clicando aqui. Eles até informam o que cada valor representa na prática.

Visto em: Galileu

domingo, outubro 28, 2012

Rocky e sua lição

Cena do Filme Rocky Balboa

quarta-feira, outubro 17, 2012

Morre bombeiro checo que viveu mais de 6 meses sem coração

2526216-2309-recO bombeiro checo Jakub Halik, que sobreviveu 194 dias sem coração, substituído por duas bombas cardíacas, morreu no último domingo (14/10) após passar por complicações hepática e renal, informou nesta quarta-feira (17/10) o Instituto de Medicina Clínica e Experimental de Praga.

"O senhor Halik se encontrava na lista de espera para receber um transplante, fizemos tudo o que era possível para que a operação tivesse ocorrido. Mas, infelizmente, ele não chegou a ter um novo coração", assinalou em comunicado Jan Pirk, chefe do Departamento Cardíaco do hospital.

Pirk explicou que o estado de saúde de Halik tinha piorado muito nos últimos dias e seus rins e fígado já estavam comprometidos. "Seu corpo não foi capaz de superar esta carga", lamentou.

O cardiologista, que adquiriu grande notoriedade devido à operação - a implantação de duas bombas Heartmate II para bombear o sangue, uma aos pulmões e a outra ao resto do corpo -, reconheceu desconhecer a causa da morte do paciente, de 37 anos.

"Vamos divulgar a causa exata em duas semanas, após os exames histológicos, mas já podemos dizer, com segurança, que não foi uma avaria das bombas cardíacas", anunciou.

Depois de ficar comprovado que não tinha metástases e que não possuía sequelas do sarcoma espinocelular que comprometeu seu coração, Halik entrou na lista de espera para receber um transplante de coração no final de agosto.

Desta forma, o paciente dava continuidade ao seu longo processo de recuperação, que foi iniciado ainda no dia 3 de abril, quando Halik teve seu coração retirado.

Durante esses meses e meio, o bombeiro checo foi o primeiro homem do mundo a sobreviver a este tipo de cirurgia, que já tinha sido tentada sem sucesso com um paciente americano.

Visto em: Terra