domingo, março 13, 2011

Visão americana sobre o Brasil

200 países, 200 anos, 4 minutos

quinta-feira, março 10, 2011

Trecho do filme “127 horas”


Me movi em sua direção minha vida inteira.
A partir do momento que nasci, cada vez que respirei, cada ato me conduziu a isto.
A esta fenda sob a superfície.

quinta-feira, março 03, 2011

127 Horas

O filme conta a história do alpinista Aron Ralston, em mais uma de suas aventuras no cânion Bluejohn, em Utah, Estados Unidos. O excesso de confiança do alpinista por conhecer o lugar, o faz sair de casa sem deixar avisado para ninguém. Percebemos durante o filme que para ele é normal, já que sua vida se diverge do mundo em que vive. Mesmo vivendo em uma cidade agitada, leva uma vida tranquila e solitária. Quando Aron passa por uma fenda, ocorre um acidente, uma pedra se desprende, e acaba prendendo seu braço. Desde o principio, Aron percebe que é necessário economizar seus suprimentos, principalmente a água, e o aventureiro também tem consciência que está de frente com a morte. Isso faz ele perceber tudo que fez de errado na vida, das pessoas que ele deixou para trás, e em sua mente tudo que ele fez na vida, levou ele para aquela situação. O interessante da historia, é o fato de Aron ter esquecido um canivete em casa, porém não se esquece de sua filmadora, e os diálogos com o equipamento são profundamente filosóficos. A cena chave do filme é uma das mais brutais do cinema, e é ela que nos mostra qual é o limite para a sobrevivência. Lembrando que o nome do filme se refere ao tempo que o alpinista ficou preso na fenda, 127 horas (5 dias).
127 Horas traz questões como isolamento social, esperança e a velha questão humana, mas que muitos nunca dão atenção: só damos valor ao que temos quando perdemos. Algo terrível que acontece em nossa vida pode ser um grande impulso para uma grande mudança. O legal do filme, é que a superação fica em segundo plano, levando em conta mesmo o fato de como ele chegou naquela situação. E aí a situação de Aron, embora extrema, acaba funcionando muito bem como uma metáfora de um problema moderno bastante comum: estar só na multidão. Uma solidão que nós mesmos buscamos, aceitando como normal o que nos é oferecido a cada dia como parte de uma sociedade extremamente individualista. Ele sai para escalar e não fala para ninguém onde está, o que dificulta a possibilidade de ele ser salvo. Ampliando a questão: quantas pessoas estão aparentemente próximas de você, mas não sabem nada do que você faz? Entretanto, mesmo estando de lado a sobrevivência, é impossível não sentir na pele a agonia do personagem. Este filme ainda possui outro fator, além da história em si (baseada em fatos reais), que contribui muito para torna-lo uma obra de arte, o diretor Danny Boyle (Quem quer ser um milionário, Trainspotting).