segunda-feira, dezembro 26, 2016

Parábola sobre a realização dos desejos

Nos arredores do Universo tinha uma pequena lojinha. Há tempos não tinha uma placa, mas o seu dono não queria colocar outra, porque todo mundo que vivia perto sabia muito bem onde os desejos eram vendidos.
A mercadoria era muito variada, quase tudo podia ser comprado lá: iates enormes, casas, um companheiro, o cargo de vice-presidente de uma corporação, dinheiro, filhos, o trabalho dos sonhos, um corpo belo, a vitória num concurso, grandes carros, poder, sucesso e muito mais. A única coisa que não se vendia eram a vida e a morte, tarefa do escritório principal localizado em outra galáxia.
A primeira coisa que cada um que chegava na loja fazia (porque havia algumas pessoas que nem sequer iam à loja, e ficavam em casa, de braços cruzados, cuidando do seu desejo), era perguntar o preço do seu desejo.
Os preços eram todos diferentes. Por exemplo, o emprego dos sonhos custava renunciar à estabilidade e à previsibilidade, exigia estar pronto para planejar e estruturar a vida por conta própria, usar a autoconfiança, ter confiança nas próprias forças e permitir-se trabalhar onde ditasse o coração e não onde a sociedade ordenava.
O preço do poder, por sua vez, era um pouco mais alto: havia que renunciar a algumas das suas convicções, saber encontrar uma explicação racional para tudo, saber aplacar os demais e valorizar a si mesmo, dar-se a oportunidade de dizer ’eu’, falar sobre si mesmo sem se importar se os outros concordavam ou não com isso.
Alguns dos preços pareciam estranhos. O casamento poderia ser obtido quase sem dar nada em troca, mas ter uma vida feliz era muito caro. Fazia parte do seu preço assumir a responsabilidade da própria felicidade, ter a capacidade de aproveitar a vida, saber o que se quer, recusando-se a que todos gostem de você, ser capaz de valorizar o que você tem, permitindo-se ser feliz, ser consciente do seu próprio valor, recusar-se a ser a vítima, correr o risco de perder alguns amigos e conhecidos, e a firme determinação de amar.
Nem todos que chegavam na loja vinham prontos para comprar um desejo instantaneamente. Alguns se decepcionavam e apenas viam o preço do seu desejo. Outros passavam um longo tempo pensando, recontando o que tinham e analisando de onde tirar o que precisavam. Outros começavam a reclamar dos preços elevados, pediam descontos ou perguntavam quando seriam as promoções.
Havia outros que traziam todas as suas economias, e em troca recebiam o seu desejo tão ansiado embrulhado num lindo papel de presente dourado. Com certa frequência também apareciam aqueles que recebiam os seus desejos sem pagar nada, porque eram amigos do dono, e os outros olhavam com inveja e receio.
Quando perguntavam ao dono da loja se ele não temia fazer muitos inimigos ou ficar sem clientes, ele negava com a cabeça e respondia que sempre haveria corajosos dispostos a se arriscar, a mudar de vida, a renunciar em ter uma existência previsível e comum, aqueles capazes de acreditar em si mesmos, com a força e os meios para pagar o preço da realização de seus desejos.
Uma coisa que também me lembro é que na porta da loja esteve pendurado, durante centenas de anos, um aviso que dizia: «Se o seu desejo não se cumpriu, é porque você ainda não o pagou.»

Visto em: Incrível Club

Por que você deveria fazer as pazes antes de dormir

Nunca deixe para resolver seus problemas no dia seguinte. Dormir com a cabeça cheia de frustrações e desavenças mal resolvidas só piora a situação. É que o cérebro, durante o sono, consolida e guarda as memórias vividas durante o dia. E levar sentimentos negativos para a cama só torna mais difícil a tarefa de esquecê-los depois.
A descoberta é de pesquisadores ingleses. Eles convidaram 73 homens para ver 26 pares de foto: uma 3×4 de pessoas junto a uma imagem perturbadora (criança chorando ou alguém mutilado). No dia seguinte, todos eles voltaram ao laboratório para contar como eram as fotos – e tentar excluir as imagens horríveis que acompanhavam os retratos. Ainda assim, a maioria acabava associando os rostos às cenas tristes.
Logo em seguida, os pesquisadores mostraram outros 26 pares de fotos, seguindo a mesma lógica da anterior. Meia hora depois, conversaram sobre as imagens, na tentativa de dissociar a pessoa retratada da cena ruim mostrada ao lado. Quando foram descrever, mais uma vez, essas novas fotos, a tarefa ficou mais fácil: eles esqueceram mais rapidamente as situações negativas ligadas ao rosto de cada pessoa.
Durante todo esse processo de recordar e dissociar as imagens, os cientistas escanearam o cérebro de seus voluntários. E perceberam que a tentativa de apagar cenas negativas vivenciadas e relembradas no mesmo dia ativava apenas o hipocampo. Quando tentavam apagar as sensações negativas das fotos do dia anterior, depois de uma noite toda de sono, outras áreas do cérebro entravam em ação. Aí ficava muito mais difícil apagar essas imagens.
Ou seja: em caso de briga, resolva a situação antes de dormir. Ou o dia seguinte pode ser ainda pior.

Visto em: Ciência Maluca

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Não são apenas músicas…#27

Engenheiros do Hawaii - O Preço 

domingo, dezembro 04, 2016

Cachorros desprezam inimigos dos donos


Cachorros são bichos tão fiéis que levam muito a sério aquela velha frase: desafeto de amigo meu só pode ser meu inimigo também. Eles percebem quando alguém não é lá muito legal com seus donos. E despejam neles o pior sentimento de todos: o desprezo.

Em um teste, voluntários pediam ajuda a outra pessoa para abrir um potinho. Algumas vezes, o sujeito, que na verdade era um ator contratado, se negava a ajudar e em outras colaborava numa boa. Ao lado do dono, o cachorro presenciava tudo bem atento.

Logo em seguida, outra pessoa se aproximava do ator e os dois ofereciam comida ao cão. Eles tendiam a recusar a oferta dos atores que agiram mal com os donos – e a preferir o petisco do desconhecido.

Mas não valorizavam tanto assim os caras bonzinhos. Na disputa entre um desconhecido e o ator “do bem”, os cachorros pegavam aleatoriamente qualquer pedaço de comida – fosse ela dada pelo cara gente boa ou por outra pessoa qualquer. Nesse caso, tanto fazia quem oferecia o rango.


Visto em: Ciência Maluca