segunda-feira, março 31, 2014

Pessoas inteligentes confiam mais nas outras

10006307_10152405563757580_1028556364_n Alguma vez na vida você provavelmente se sentiu burro por confiar em alguém e levar a pior. Não se sinta mais assim. Na verdade, confiança é sinal de inteligência.

Foi o que descobriram pesquisadores da Universidade Oxford. Eles analisaram os dados de um estudo feito a cada um ou dois anos (o General Social Survey) com a população americana sobre suas características e atitudes. Os participantes responderam a perguntas do tipo “Você diria que, em geral, a maioria das pessoas pode ser confiável ou que você não pode ser muito cuidadoso ao lidar com as pessoas?”. Eles também passaram por testes para medir a inteligência.

Coube aos sociólogos de Oxford associar a inteligência dos participantes à confiança que eles depositavam em outras pessoas. E eles perceberam que os mais espertinhos também tinham o pé menos atrás.

Uma das explicações é que os inteligentes acertam mais ao julgar as pessoas e aí escolhem bem seus parceiros – por isso desconfiam menos deles. Eles também parecem reconhecer melhor as situações em que correm o risco de serem traídos. E por isso se sentem menos ameaçados.

Visto em: Ciencia Maluca

Vacina brasileira contra HIV surpreende em testes com macacos

download Testes de uma vacina contra o vírus da AIDS desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) obtiveram um resultado surpreendentemente positivo em testes com macacos.

“Testamos a resposta imune dos animais e os resultados foram excelentes”, disse Edecio Cunha Neto, pesquisador que liderou os trabalhos de desenvolvimento da vacina. “Os sinais foram bem mais intensos do que os que encontramos em camundongos”.

Os cientistas ministraram 3 doses separadas por 15 dias em macacos-resos do Instituto Butantan, também em São Paulo. Eles se surpreenderam ao ver que a reação à vacina foi bem maior do que nos roedores.

A vacina contém partes de genes que codificam partes de proteínas do vírus da AIDS. Ao inserir esse DNA no corpo, peptídeos são fabricados no interior das células, sem o vírus original. Os testes realizados nos animais para terem uma imunologia parecida com a de humanos demonstraram que podemos  ”ensinar” as células responsáveis pela identificação de patógenos a reconhecer esses peptídeos e ataca-los, fazendo com que o HIV seja destruído antes que seja tarde.

Através dessa técnica,  os pesquisadores resolvem um dos maiores problemas de combate ao vírus, uma vez que ele normalmente passa ileso pelo sistema imunológico, que não o reconhece como um invasor.

Embora o resultado seja promissor, mais animais devem passar por testes. Os pesquisadores agora planejam testar 28 macacos e elaborar novas formas de administrar a vacina.

Se os novos testes forem bem-sucedidos, pesquisas com humanos deverão ser iniciadas. A equipe espera receber uma verba de R$ 250 milhões de iniciativa privada para conduzir as próximas etapas do desenvolvimento da vacina.Vacina-brasileira-contra-HIV-passa-em-testes-com-macacos

Visto em: Mistérios do Mundo

domingo, março 30, 2014

Suécia recusa Jogos de 2022 para não usar dinheiro público

estocolmo Estocolmo, na Suécia, decidiu acabar de vez com a possibilidade de ser sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022. Em votação entre os partidos políticos, com apoio até do prefeito da cidade, os suecos optaram por não se candidatar à disputa para receber o evento.
Os argumentos? A cidade tem prioridades mais importantes, a conta para organizar os jogos seria alta demais e um eventual prejuízo teria de ser coberto com dinheiro público. Para os partidos, aceitar os jogos seriam "especular com o dinheiro do contribuinte". O primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt também se mostrou contra.
"Não posso recomendar à Assembleia Municipal que dê prioridade à realização de um evento olímpico. Temos outras necessidades, como a construção de mais moradias", disse o prefeito Sten Nordin, em declarações publicadas pelo jornal Dagens Nyheter e reproduzidas pela BBC.
No jornal Dagens Nyheter, o secretário municipal de Meio Ambiente de Estocolmo, Per Ankersjö, escreveu um artigo defendendo a decisão. "Os cidadãos que pagam impostos exigem de seus políticos mais do que previsões otimistas e boas intuições [sobre o orçamento]. Não é possível conciliar um projeto de sediar os Jogos Olímpicos com as prioridades de Estocolmo em termos de habitação, desenvolvimento e providência social", disse.
A cidade tinha apresentado seu plano em novembro de 2013. Em fevereiro, a cidade russa de Sochi recebeu os jogos desse ano. Os de 2018 serão em Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Visto em: Planeta Sustentável

terça-feira, março 11, 2014

Quando Albert não era um Einstein

Albert_Einstein_(Nobel) Albert não era nenhum Einstein. Os professores não iam com a cara dele. Nunca suportou a sala de aula. E só conseguiu se formar porque um amigo emprestava cadernos para ele estudar antes das provas. O diploma até veio, mas não adiantou grande coisa: o rapaz ficou dois anos sem arranjar um emprego decente. “Não sabia de onde viria minha próxima refeição”, lamentava. Albert tinha 21 anos.

Formado em física e matemática pela Escola Politécnica de Zurique, na Suíça, o alemão não conseguia uma vaga de professor de jeito nenhum – a fama de aluno relapso não ajudava. Suas tentativas de fazer doutorado também só davam na água. Desencantado da vida, passou a viver dos trocados que levantava dando aulas particulares. “Abandonei completamente a ambição de algum dia trabalhar numa universidade”.

Uma pena. Só que ele não era mais moleque: precisava arranjar alguma coisa estável logo. Do jeito que as coisas iam qualquer trabalho com salário fixo já estava ótimo. E foi aí que o mesmo amigo que emprestava cadernos para ele, Marcel Grossmann, o indicou para um emprego numa repartição pública suíça, o Escritório de Patentes, em Berna. O trabalho teria pouco a ver com ciência. Mas e daí? O fato é que “esse negócio chato de passar fome”, como ele mesmo disse numa carta emocionada para Grossman, iria acabar: “Estou realmente tocado por você não ter esquecido seu amigo azarado. Vou fazer tudo o que puder para não desonrar sua indicação”.

Não desonrou. Assumiu a vaga de “Expert de Terceira Classe” em 1902, aos 22 anos e, se a moda já existisse, teria ganho vários títulos de Funcionário do Mês. O trabalho dele era analisar calhamaços de especificações técnicas, comparando os projetos de quem requeria patentes com invenções que já estavam patenteadas. Chato.

E Albert passaria sete anos na repartição. Oito horas por dia, seis dias por semana. Mas foi de lá, da mesinha dele, que ele produziu boa parte de sua obra. Albert provou a existência dos átomos (com a Teoria do Movimento Browniano), fundou um pilar da física quântica (com a Teoria do Efeito Fotoelétrico, que lhe renderia um Nobel aos 42 anos). E ainda viria o Sgt. Pepper’s dele: a Teoria Especial da Relatividade, que apresentava o tempo e o espaço como uma coisa só; e a matéria e a energia como duas faces da mesma moeda. Era a maior revolução da história do pensamento. Agora sim: Albert virava um Einstein. Tudo nos intervalos de um trabalho massacrante. Escondido do chefe.

Quando for reclamar da sua vida, vale lembrar do que esse cara fez com a dele.

Visto em: Crash