segunda-feira, julho 17, 2017

Não são apenas músicas…#28

The Police - Every Breath You Take

Cientistas apontam que o coração pensa e irradia

“O coração é também o primeiro órgão formado no útero. O resto vem depois”. Recentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo.
Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. Joseph Chilton Pearce-, autor de A biologia da Transcendência, chama a isto de ”o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência”.
O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula.
Um EEG que mede as ondas cerebrais mostra que os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais, de que uma leitura do espectro de freqüência do coração podem ser tomadas a partir de três metros de distância do corpo … sem colocar eletrodos sobre ele!
A freqüência eletromagnética do Coração produz arcos para fora do coração e volta na forma de um campo saliente e arredondado, como anéis de energia. O eixo desse anel do coração se estende desde o assoalho pélvico para o topo do crânio, e todo o campo é holográfico, o que significa que as informações sobre ele podem ser lidas a partir de cada ponto deste campo.
O anel eletromagnético do Coração não é a única fonte que emite este tipo de vibração. Cada átomo emite energia nesta mesma frequência A Terra está também no centro de um anel, assim é o sistema solar e até mesmo nossa galáxia … e todos são holográficas.
Os cientistas acreditam que há uma boa possibilidade de que haja apenas um anel universal abrangendo um número infinito e interagindo dentro do mesmo espectro. Como os campos eletromagnéticos são anéis holográficos, é mais do que provável que a soma total do nosso Universo esteja presente dentro do espectro de freqüência de um único anel.
Isto significa que cada um de nós está ligado a todo o Universo e como tal, podemos acessar todas as informações dentro dele a qualquer momento. Quando ficamos quietos para acessar o que temos em nossos corações, nós estamos literalmente conectados à fonte ilimitada de Sabedoria do Universo, de uma forma que percebemos como “milagres” entrando em nossas vidas.
Quando desconectamos e nos desligamos da sabedoria inata de amor do Coração, baseado nos pensamentos, o intelecto refletido no ego assume o controle e opera independentemente do Coração, e nós voltamos para uma mentalidade de sobrevivência baseada no medo, ganância, poder e controle.
Desta forma, passamos a acreditar que estamos separados, a nossa percepção de vida muda para uma limitação e escassez, e temos que lutar para sobreviver. Este órgão incrível, que muitas vezes ignoramos, negligenciamos e construímos muros ao redor, é onde podemos encontrar a nossa força, nossa fé, nossa coragem e nossa compaixão, permitindo que a nossa maior inteligência emocional guie nossas vidas.
Devemos agora mudar as engrenagens para fora do estado baseado no medo mental que temos sido ensinados a acreditar, e nos movermos para viver centrados no coração. Para que esta transformação ocorra, é preciso aprender a meditar, “entrar em seu coração” e acessar a sabedoria interior do Universo.
É a única maneira, é O Caminho.A medida que cada um de nós começa esta revolução tranquila de viver do Coração, vamos começar a ver os reflexos em nossas vidas e em nosso mundo.
Esta é a forma como cada um de nós vai criar uma mudança no mundo, criar paz, criar harmonia e equilíbrio, e desta forma, vamos todos criar o Paradigma do Novo Mundo do Céu na Terra.”

Visto em: Revista Pazes

domingo, julho 02, 2017

O inferno só existe na mente humana

O inferno só existe na mente humana. É uma ilusão baseada no medo. No inferno, só há injustiças. O inferno é experimentado como o veneno emocional da raiva, da inveja e da cobiça. Nem seu corpo, nem sua alma têm um inferno. Eles reagem ao que está na mente. Se você tem olhos de raiva ou tristeza, isto irá distorcer sua visão. Olhos de amor tornam tudo mais bonito. Os nossos olhos são são dominados pelo modo como julgamos.

A ilha do inferno, fica no oceano do inferno. Este oceano contém todos os medos do desconhecido, e, os nossos medos são o nosso sonho do inferno. O nosso sonho forma os filmes interiores que carregamos conosco para todos os lugares. Somos o produtor, o diretor e o protagonista nesses filmes carregados de medo. Na ilha do inferno, temos ilusão de que estamos seguros. É um lugar na mente onde acumulamos tudo o que nos pertence.
Pensamos : "Esta é a minha família, a minha casa, o meu dinheiro, o meu carro, a minha carreira, as minhas realizações, e nos sentimos mais seguros na medida em que tornamos essa ilha cada vez maior, com mais e mais apegos ao que é nosso. Porém a ilha é regida por um medo de perder qualquer coisa que acalentamos.

É importante ressaltar que a mudança acontece independente de você. Uma mudança natural, espontânea que nasce do despertar da dimensão do Ser-Consciente em nós. O céu e o inferno estão dentro de nós. O céu é a CONSCIÊNCIA, o inferno a INCONSCIÊNCIA, a causa de todos nossos males. Relaxe nessa consciência e deixe que ela opere em você de dentro pra fora. Nada mais é necessário.
Deixe as coisas fluirem naturalmente. Mas não esqueça de ficar Consciente. Consciência transforma e liberta. Inconsciência paralisa e escraviza.
Procure lembrar-se de ficar consciente no dia-a-dia. Sempre que puder e lembrar: no ônibus, na escola, na sala de espera do médico etc . Observe suas reações diárias. Mas não as julgue, nem condene. Apenas observe-as, fique atento a elas.

Visto em: Aos Filhos da Terra

27 pequenas mudanças para fazer antes dos 35 anos e agradecer aos 50


1. Se sua opinião sobre determinado assunto for muito apaixonada, repense-a.


Quase sempre há alguma perspectiva que você nunca considerou sobre o assunto, e nunca é demais ser mais flexível e compreensivo.

2. Faça amizade com pessoas fora do seu grupo social familiar.


Quanto mais diferentes as pessoas forem de você, melhor.

3. Aprenda a curtir ficar sozinho.


Comece a pensar em si mesmo como uma pessoa muito legal para passar um tempo, e o resto virá naturalmente.

4. Pare de comer alimentos muito açucarados e processados.


Pelo menos durante a semana.

5. Faça pelo menos 15 minutos de exercício, pelo menos três vezes por semana.


Você nem precisa sair de casa para fazer isso!

6. Livre-se de um defeito, hábito ruim ou vício.


Você dorme demais? Bebe? Fuma? Faz os três? Abandone pelo menos um deles.

7. Assista a mais documentários.


Documentários irão ampliar seus horizontes e torná-lo uma pessoa com maior compreensão do mundo. Eles também são úteis para lhe dar muito mais assunto para conversas.

8. E, claro, leia mais.


Enfie a cara em um livro e não desista. Então faça isso de novo, e de novo, e de novo.

9. Aprenda a fazer algo novo que também seja útil.


Como aprender a cozinhar.

10. Mas também aprenda algo que não tenha nenhum aplicação prática.

Como aprender a tocar gaita.

11. Pense antes de falar.


Você terá menos arrependimentos e parecerá mais inteligente.

12. Se um relacionamento com alguém de sua família azedar, tente perdoar e esquecer, se for possível.



13. Odeia seu trabalho? Tente conseguir um novo.


Não desperdice anos — ou até mesmo décadas — de sua vida em um lugar que você odeia ou em uma carreira que você não gosta. Se puder, busque algo que você goste.

14. Pare de acumular coisas.


Jogue fora ou doe as coisas que você não usa mais. Limpe seu espaço e liberte-se de todos os bens materiais que estão te aborrecendo.

15. Identifique todas as pequenas coisas que precisam de conserto em sua vida (como pregar o botão que caiu de uma blusa e trocar aquela lâmpada da área de serviço) e anote-as em uma lista.


Então, comece a trabalhar na lista. Cuide de uma coisa por dia ou por semana.

16. Pelo menos uma vez por dia reserve um momento para ser grato por alguma coisa em sua vida, seja o que for.


Todo dia, pense sobre como seu almoço estava delicioso, como seus amigos seus legais ou como você se recuperou rápido daquela gripe. Não importa. Apenas seja grato.

17. Reclame menos.


Isso realmente fará você se sentir melhor.

18. Tente remover de sua vida qualquer pessoa que seja prejudicial a você de qualquer maneira.


Diga adeus a aquele "amigo" tóxico.

19. Se houver algo que você realmente não queira fazer, não faça.


Não se torne infeliz apenas para fazer os outros felizes. Não vale a pena.

20. Não confie em qualquer um.

Nem todo mundo é seu amigo.

21. Mas cultive aquelas amizades que realmente valem a pena.



22. Viaje mais e gaste menos com roupas.



23. Faça algo que realmente te assuste.



Pular de bungee jump? Nadar com tubarões? Se comprometer de verdade com alguém? (Os três? DE UMA SÓ VEZ?!)

24. Adote um animal de estimação (se você realmente estiver pronto para cuidar de um com responsabilidade).


Definitivamente não se apresse se você não estiver pronto, mas adotar um animal de estimação te ensinará muito sobre a vida e o amor.

25. Sorria mais.



26. Aprenda com cada experiência, independente se for boa ou ruim.



Sério.

27. E aceite o fato de que às vezes a vida é desconfortável e injusta.


Supere o que for ruim e aproveite o que for bom.

Visto em: BuzzFeed

Não é o amor que sustenta o relacionamento, é o modo de se relacionar que sustenta o amor

Amar é tão simples. As pessoas é que complicam, as pessoas é que idealizam demais e esquecem de viver a realidade que, por mais complicada que possa parecer, continua linda de viver. As pessoas se esquecem de que o amor precisa ser alimentado não com presentes e jantares caros. Não, o amor não precisa ser financiado para se manter.
O problema é que as pessoas se esquecem do chocolate favorito quando vão ao mercado, se esquecem de que aquela camiseta do Star Wars vai fazer o coração do outro bater mais forte e que o sorriso vai ser desenhado aos poucos em seu rosto como quem diz obrigada.As pessoas se esquecem da cor favorita, da sobremesa preferida, se esquecem de que um filme de comédia romântica, em um final de tarde no domingo, faz bem. As pessoas se esquecem de elogiar aquele vestido novo, de dizer o quanto está linda naquele pijama velho que a deixa ainda mais bonita.As pessoas se esquecem da importância de assistir um jogo de futebol com o parceiro, de gritar com ele quando o seu time faz um gol e de vibrar com os “quase” gols.As pessoas se esquecem de tirar um tempo de qualidade para escutar o outro. As pessoas se esquecem de dar uma flor dessas que a gente rouba do quintal dos outros (risos). De elogiar o perfume novo e de dizer aos pés do ouvido o quanto ama esse alguém.Não precisa de buquê no trabalho, não precisa levar para jantar em um restaurante caro, não precisa encher de joias, comprar presentes caros. Não precisa disso para manter a chama do amor acesa. Não é isso que faz pegar fogo.
Um beijo na testa faz o coração de qualquer mulher se acalmar, um abraço quando as coisas não estão bem faz com que a gente se sinta protegido e assistir aquele filme que o outro tanto quer, também sabe agradar.
Beijos ao pé da orelha causam arrepios e o toque sincero faz o corpo balançar. O problema é que as pessoas são intensas demais no começo de um relacionamento e fazem de tudo para conquistar o outro, mas não sabem como lidar com todo o sentimento que, às vezes – na maioria das vezes – parece não caber dentro da gente.
E aí vem os inúmeros presentes, os inúmeros agrados, os inúmeros elogios e depois de um tempo, a insegurança vai embora e a gente se esquece de que é preciso conquistar todos os dias. Mas isso, ao contrário do que muita gente pensa, não é um fardo, obrigação e está longe de ser um sacrifício.
É a simplicidade que emociona, é o beijo de bom dia, é o “sonhei com você”, é o elogio sincero e inesperado, é o cuidado, é fazer aquele mousse de maracujá, preparar uma janta em casa mesmo e dizer: “Só tinha ovos, fiz um omelete delicioso pra nós dois. Espero que goste”. Um recado deixado no meio dos seus livros é o suficiente para fazer o nosso coração sorrir.
Vai, manda um SMS no meio da tarde dizendo que não consegue parar de pensar nela, compra o seu chocolate favorito e aparece de surpresa. Vai, compra uma rosa – não um buquê- e deixa um bilhete dizendo o quanto você a ama.
Não deixe cair na mesmice, continue fazendo aquele belo sorriso brotar, aqueles lindos olhos brilharem. Vai, continua fazendo aquele corpo balançar com o teu toque. Vai, mantém essa chama acesa e deixe incendiar. O amor se alegra com a simplicidade e são as pequenas coisas que fazem o nosso coração sorrir sem medo, como quem tem alguém ao seu lado querendo fazer morada.

Visto em: Resiliência Mag

segunda-feira, janeiro 30, 2017

5 fatores que fazem um relacionamento durar

Não faltam gurus por aí dizendo o que devemos fazer. Muitas vezes, encontramos uns conselhos bem ruins, mesmo quando se usa descobertas científicas para justificá-los. Mas rolam também umas dicas ótimas baseadas puramente em experiências pessoais. E pode valer a pena dar uma olhada nelas.

Estes dias, o escritor Mark Manson se casou e pediu conselhos maritais aos seus milhares de leitores de várias partes do mundo. O cara escreveu dois best-sellers recentemente e é um ex-dating coach, o que significa que há muita gente acompanhando o seu trabalho e que ele tem algum conhecimento sobre o tema “relacionamentos”. Mas ele não queria conselhos de qualquer um – queria ouvir apenas aquelas pessoas que estivessem casadas há mais de 10 anos e que ainda estivessem felizes nessa relação. Também valiam os relatos de pessoas que fossem divorciadas, contando o que havia dado errado.

Segundo ele, quase 1.500 pessoas lhe escreveram, muitas delas detalhando sua experiência em várias páginas. Depois de duas semanas lendo e organizando tudo, Mark chegou à conclusão: “Era tudo incrivelmente repetitivo”. Longe de ser algo ruim, isso lhe mostrou que, aparentemente, existe mesmo uma receita para os relacionamentos serem bem-sucedidos. A lista toda está em seu site (em inglês), mas aqui estão cinco deles.

Estejam juntos pelos motivos certos

Ficar com uma pessoa porque sua família, sua igreja, seus amigos ou sua própria carência o pressionaram não são motivos certos. Achar que o relacionamento vai resolver todos os seus problemas – ou que irá resolver os problemas do seu parceiro – também entra na lista dos motivos errados. Motivo certo é estar com alguém porque você ama e admira a pessoa, e ama estar em sua companhia. 

Tenha expectativas realistas sobre relacionamentos e romance

Amor não é aquela coisa que te deixa cego, doido e com uma felicidade absoluta o tempo inteiro. A paixão pode te deixar assim, mas o amor é outra coisa. Então, se você está sempre esperando aquela pessoa que vai te arrebatar e te deixar em estado de graça para sempre, sinto dizer, mas isso não vai rolar. A boa notícia é que o amor é um negócio muito melhor que isso. “O amor verdadeiro, isto é, o amor profundo e permanente, que é impermeável aos caprichos emocionais ou à fantasia, é uma escolha. É um compromisso constante com alguém, independentemente das circunstâncias presentes. É um compromisso com uma pessoa que você compreende que não vai fazer você sempre feliz – nem deveria!”, escreve Mark.

Aceitem que vocês dois vão mudar ao longo do tempo de maneiras inesperadas

Se você espera passar o resto da vida junto com alguém, é fundamental entender que os dois passarão por muitas mudanças. Mudanças de emprego, de visual, de gosto musical, de interesses, de religião, de filosofia de vida, de opinião. Não só relacionamentos amorosos, mas também amizades podem acabar por causa disso, se os envolvidos não souberem respeitar e acolher essas mudanças.

“Quando você se compromete com alguém, você não sabe com quem realmente está se comprometendo. Você sabe quem a pessoa é hoje, mas não tem ideia de quem ela vai ser em cinco, dez anos, e assim por diante. Você tem que estar preparado para o inesperado, e se perguntar se admira essa pessoa, independentemente dos detalhes superficiais (ou não tão superficiais), porque eu garanto que quase todos esses detalhes em algum momento vão mudar ou ir embora”, escreveu um leitor.

Aprendam a brigar do jeito certo

Casais felizes e casais infelizes brigam. Não dá para compartilhar seu dia a dia com alguém sem nunca ter brigado com essa pessoa. A questão é saber lidar com os conflitos do jeito certo. Mark explica que, segundo o psicólogo e pesquisador John Gottman, ofender seu parceiro, culpá-lo por ações suas, colocá-lo para baixo e até mesmo fugir das brigas ignorando o que ele diz são atitudes comuns entre casais mais propensos ao divórcio.

Em vez disso, tenha o cuidado de nunca insultar seu parceiro, por mais bravo que esteja. Não ressuscite brigas anteriores e desencane do impulso de querer estar sempre certo. Não adianta nada “ganhar” uma discussão se a pessoa que você ama sai se sentindo para baixo ou não amada. E, embora seja importante sair para respirar um pouco se as coisas ficarem muito pesadas, não fuja das brigas. É preciso ter conversas desconfortáveis e estar aberto para ouvir coisas que você não gostaria de ouvir – mas tendo sempre o objetivo de resolver a situação.

Nunca deixem de fazer pequenos gestos para manter o romance

Por simples que pareçam, pequenas atitudes como jantar juntos, segurar a mão enquanto assistem a um filme ou levar um presentinho de surpresa são fundamentais para manter um relacionamento saudável e garantir que vocês não virem simplesmente colegas de quarto. Mark conta que quase metade dos 1.500 relatos que ele recebeu abordam isso de alguma forma. “Os leitores dizem que precisamos cultivar o hábito de ter encontros românticos, planejar escapadelas em alguns finais de semana e arranjar tempo para o sexo, mesmo quando estamos cansados, estressados e o bebê está chorando, mesmo quando o Junior tem futebol às 5h30 da manhã do dia seguinte. Vai valer a pena”.

Visto em: Como as pessoas funcionam

segunda-feira, dezembro 26, 2016

Parábola sobre a realização dos desejos

Nos arredores do Universo tinha uma pequena lojinha. Há tempos não tinha uma placa, mas o seu dono não queria colocar outra, porque todo mundo que vivia perto sabia muito bem onde os desejos eram vendidos.
A mercadoria era muito variada, quase tudo podia ser comprado lá: iates enormes, casas, um companheiro, o cargo de vice-presidente de uma corporação, dinheiro, filhos, o trabalho dos sonhos, um corpo belo, a vitória num concurso, grandes carros, poder, sucesso e muito mais. A única coisa que não se vendia eram a vida e a morte, tarefa do escritório principal localizado em outra galáxia.
A primeira coisa que cada um que chegava na loja fazia (porque havia algumas pessoas que nem sequer iam à loja, e ficavam em casa, de braços cruzados, cuidando do seu desejo), era perguntar o preço do seu desejo.
Os preços eram todos diferentes. Por exemplo, o emprego dos sonhos custava renunciar à estabilidade e à previsibilidade, exigia estar pronto para planejar e estruturar a vida por conta própria, usar a autoconfiança, ter confiança nas próprias forças e permitir-se trabalhar onde ditasse o coração e não onde a sociedade ordenava.
O preço do poder, por sua vez, era um pouco mais alto: havia que renunciar a algumas das suas convicções, saber encontrar uma explicação racional para tudo, saber aplacar os demais e valorizar a si mesmo, dar-se a oportunidade de dizer ’eu’, falar sobre si mesmo sem se importar se os outros concordavam ou não com isso.
Alguns dos preços pareciam estranhos. O casamento poderia ser obtido quase sem dar nada em troca, mas ter uma vida feliz era muito caro. Fazia parte do seu preço assumir a responsabilidade da própria felicidade, ter a capacidade de aproveitar a vida, saber o que se quer, recusando-se a que todos gostem de você, ser capaz de valorizar o que você tem, permitindo-se ser feliz, ser consciente do seu próprio valor, recusar-se a ser a vítima, correr o risco de perder alguns amigos e conhecidos, e a firme determinação de amar.
Nem todos que chegavam na loja vinham prontos para comprar um desejo instantaneamente. Alguns se decepcionavam e apenas viam o preço do seu desejo. Outros passavam um longo tempo pensando, recontando o que tinham e analisando de onde tirar o que precisavam. Outros começavam a reclamar dos preços elevados, pediam descontos ou perguntavam quando seriam as promoções.
Havia outros que traziam todas as suas economias, e em troca recebiam o seu desejo tão ansiado embrulhado num lindo papel de presente dourado. Com certa frequência também apareciam aqueles que recebiam os seus desejos sem pagar nada, porque eram amigos do dono, e os outros olhavam com inveja e receio.
Quando perguntavam ao dono da loja se ele não temia fazer muitos inimigos ou ficar sem clientes, ele negava com a cabeça e respondia que sempre haveria corajosos dispostos a se arriscar, a mudar de vida, a renunciar em ter uma existência previsível e comum, aqueles capazes de acreditar em si mesmos, com a força e os meios para pagar o preço da realização de seus desejos.
Uma coisa que também me lembro é que na porta da loja esteve pendurado, durante centenas de anos, um aviso que dizia: «Se o seu desejo não se cumpriu, é porque você ainda não o pagou.»

Visto em: Incrível Club

Por que você deveria fazer as pazes antes de dormir

Nunca deixe para resolver seus problemas no dia seguinte. Dormir com a cabeça cheia de frustrações e desavenças mal resolvidas só piora a situação. É que o cérebro, durante o sono, consolida e guarda as memórias vividas durante o dia. E levar sentimentos negativos para a cama só torna mais difícil a tarefa de esquecê-los depois.
A descoberta é de pesquisadores ingleses. Eles convidaram 73 homens para ver 26 pares de foto: uma 3×4 de pessoas junto a uma imagem perturbadora (criança chorando ou alguém mutilado). No dia seguinte, todos eles voltaram ao laboratório para contar como eram as fotos – e tentar excluir as imagens horríveis que acompanhavam os retratos. Ainda assim, a maioria acabava associando os rostos às cenas tristes.
Logo em seguida, os pesquisadores mostraram outros 26 pares de fotos, seguindo a mesma lógica da anterior. Meia hora depois, conversaram sobre as imagens, na tentativa de dissociar a pessoa retratada da cena ruim mostrada ao lado. Quando foram descrever, mais uma vez, essas novas fotos, a tarefa ficou mais fácil: eles esqueceram mais rapidamente as situações negativas ligadas ao rosto de cada pessoa.
Durante todo esse processo de recordar e dissociar as imagens, os cientistas escanearam o cérebro de seus voluntários. E perceberam que a tentativa de apagar cenas negativas vivenciadas e relembradas no mesmo dia ativava apenas o hipocampo. Quando tentavam apagar as sensações negativas das fotos do dia anterior, depois de uma noite toda de sono, outras áreas do cérebro entravam em ação. Aí ficava muito mais difícil apagar essas imagens.
Ou seja: em caso de briga, resolva a situação antes de dormir. Ou o dia seguinte pode ser ainda pior.

Visto em: Ciência Maluca

segunda-feira, dezembro 05, 2016

domingo, dezembro 04, 2016

Cachorros desprezam inimigos dos donos


Cachorros são bichos tão fiéis que levam muito a sério aquela velha frase: desafeto de amigo meu só pode ser meu inimigo também. Eles percebem quando alguém não é lá muito legal com seus donos. E despejam neles o pior sentimento de todos: o desprezo.

Em um teste, voluntários pediam ajuda a outra pessoa para abrir um potinho. Algumas vezes, o sujeito, que na verdade era um ator contratado, se negava a ajudar e em outras colaborava numa boa. Ao lado do dono, o cachorro presenciava tudo bem atento.

Logo em seguida, outra pessoa se aproximava do ator e os dois ofereciam comida ao cão. Eles tendiam a recusar a oferta dos atores que agiram mal com os donos – e a preferir o petisco do desconhecido.

Mas não valorizavam tanto assim os caras bonzinhos. Na disputa entre um desconhecido e o ator “do bem”, os cachorros pegavam aleatoriamente qualquer pedaço de comida – fosse ela dada pelo cara gente boa ou por outra pessoa qualquer. Nesse caso, tanto fazia quem oferecia o rango.


Visto em: Ciência Maluca