quinta-feira, agosto 30, 2012

2+2=5

Trecho retirado do livro “1984” de George Orwell, interpretado pelo dublador Guilherme Briggs, apresentado no Nerdcast 229.

Vale conferir o podcast mencionado acima, e ler o livro também. Acredito que deveria ser cobrada a leitura dele nas escolas. A população cresceria com outra visão da sociedade e da política.

domingo, agosto 26, 2012

Um Universo que não foi feito para nós

Trechos do livro "Pale Blue Dot: A Vision of the Human Future in Space" de Carl Sagan, narrado pelo mesmo. Mais especificamente, do capítulo intitulado "Um Universo que não foi feito para nós".

Vídeo legendado basta ativar a legenda no player.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Ficar apaixonado diminui o estresse

bit_of_romanceCego e tranquilo – é assim que o amor vai te deixar. Pelo menos se o romance ainda for recente.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Bar-Ilan, em Israel, convidou 112 participantes, entre solteiros e pessoas que namoravam há menos de três meses, para assistir a seis vídeos (cada um com um tipo de mensagem: negativa, positiva ou neutra). Enquanto viam os filmes, eles passavam por exames de eletrocardiograma para mostrar as mudanças no ritmo dos batimentos cardíacos, controlado pela respiração.

Durante os filmes com mensagens negativas, os 55 solteiros tiveram menor variação no ritmo dos batimentos cardíacos – e isso é associado ao estresse (em situações de relaxamento o coração normalmente bate em vários ritmos diferentes). “Enquanto os solteiros tiveram diminuição na arritmia respiratória, que indica um estresse fisiológico, essa queda não foi observada entre os novos amantes”, conta Inna Schneiderman, líder da pesquisa. Os apaixonados registraram variações cardíacas normais e saudáveis.

Pesquisadores suspeitam que a ocitocina, chamado de “hormônio do amor” (responsável pelo sentimento de ligação que temos com nossos amigos, familiares e amores), seja a culpada. Esse hormônio é liberado, por exemplo, quando abraçamos ou beijamos alguém – e ele ajuda a dar ao corpo uma sensação de bem estar e a reduzir o estresse. Especula-se que o corpo dos apaixonados produza mais ocitocina do que o dos solteiros. Logo, eles ficam menos estressados.

Sem contar o otimismo dos recém-apaixonados – tudo é lindo. E aí nem mesmo os filmes negativos parecem abalar o bom humor deles.

Não dá para discordar muito, né?

Visto em: Super Interessante

sexta-feira, agosto 10, 2012

Não são apenas músicas…#7

Anjos Do Hanngar – Trilha do Sol

terça-feira, agosto 07, 2012

Adianta votar nulo?

como-justificar-votoEm nosso regime democrático, vários partidos políticos exercem o direito de oferecer a seus candidatos a disputa eleitoral. Em contrapartida, cabe aos cidadãos avaliarem e escolherem quais seriam os candidatos mais adequados aos seus interesses e anseios. Mediante a ampla variedade de opções, chegamos à conclusão de que vivemos em um regime político dotado de amplas liberdades, onde o cidadão tem acesso a todo tipo de discurso e proposta.
Contudo, quando nos lembramos do quão grave é o problema da corrupção entre os nossos representantes, acabamos por enfrentar um dilema. Afinal, qual seria o sentido de ser perder tempo avaliando e escolhendo um candidato que, mais cedo ou mais tarde, seria denunciado (ou não!) pela participação em algum esquema de corrupção ou no desvio de verbas públicas? É mediante esse questionamento que vários eleitores acabam fazendo opção pelo voto nulo.
Ultimamente, correram vários boatos de que o voto nulo seria capaz de invalidar todo um processo eleitoral. No caso, se mais da metade dos eleitores votassem nulo, deveria acontecer um novo processo eleitoral formado por outros candidatos. A premissa dessa hipótese se assenta no artigo 224 do Código Eleitoral, que diz que “se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país nas eleições, (...) o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias".
Para muitos, esse artigo faz com que o voto nulo se transforme não só em uma arma de protesto, mas também em uma forma de se alterar a configuração do cenário eleitoral. Entretanto, de acordo com uma recente interpretação do TSE, essa nulidade só invalida as eleições quando os votos são anulados por causa de alguma fraude que determine sua desconsideração. Por tanto, se mais de cinquenta por cento dos votos dos cidadãos optam pelo voto nulo, prevalece a escolha daqueles que votaram em algum candidato.
Dessa forma, quando um cidadão vota nulo, ele acaba abrindo brecha para que um candidato ruim acabe vencendo a eleição com um número menor de votos necessários. Assim, acaba sendo preferível depositar suas esperanças em candidato ou legenda que sejam parcialmente satisfatórios do que facilitar a vida de um candidato com perfil questionável. No final das contas, a opção pelo voto nulo acaba se transformando em um ato de passividade mediante o cenário político vigente.
Ainda assim, existem aqueles que persistem em votar nulo por outras razões de ordem ideológica. Os anarquistas, por exemplo, optam pelo voto nulo por não reconhecerem a necessidade de autoridades e políticos capazes de interferirem na vida em sociedade. Dessa forma, expressam o seu repúdio ao Estado, às leis e governantes indicando que não se interessam naquilo que eles têm a oferecer. Certos ou errados, a atitude dos anarquistas também prova outra faceta de nossa democracia: a não escolha.

Visto em: Brasil Escola

domingo, agosto 05, 2012

5 anos…

ObrigadoApós 5 anos e algumas milhares de visitas, o Listra Branca completa hoje meia década de vida. E venho agradecer a todos que de certa forma contribuem para essa ideia continuar viva. Pois, mesmo que não haja ninguém mais vendo, a palavra sempre estará aqui. E vocês que visitam o blog só me dão mais força para pesquisar, escrever e postar. Você que me encontra e me diz que gosta de ver o blog, este post é em sua homenagem e só tenho uma coisa a dizer: MUITO OBRIGADO!!!

Smiley piscando

quinta-feira, agosto 02, 2012

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

batman-the-dark-knight-rises-stand_3075421Desde que ouvi falar da existência do terceiro filme de Batman com Christopher Nolan, a expectativa já foi lá na estratosfera. Um diretor que já fez filmes como Amnesia, A Origem, e os dois últimos longas do Batman (sejamos francos, ele salvou a péssima imagem que o herói tinha no cinema), não era de se esperar menos que um “bom filme”. “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, é um filme denso, e essa é a diferença que Nolan faz. Não é apenas um filme de herói, cheio de pancadaria, ele tem um enredo que te envolve, uma trama cheia de pontas, que você ao longo do filme tenta juntar e por fim sua mente explode.

Superar a expectativa do ultimo filme (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”), não é uma tarefa fácil. O Coringa é um vilão “carismático”, sarcástico e desmiolado, isso tudo juntando com a grande atuação de Heath Ledger, faz do “Cavaleiro das Trevas” um filme sombrio, porém mais divertido. E é nesse ponto que muitas pessoas podem não gostar do filme, ele é sombrio, mas não é tão divertido (no sentido de graça). A trama do filme transforma essa trilogia em saga.

A começar com o vilão da história, Bane é a maldade em pessoa, um cara que não tem pressa, e planeja de certa forma que tudo dê certo. Comparando aos outros vilões, Bane é bem mais casca grossa, ele não que ser apenas mal, ou ver o circo pegar fogo, ele quer cumprir seu plano. E ele só quer tirar o poder dos ricos e dos militares e entregar ao povo. Assim o caos é inevitável.

Bruce Wayne tinha aposentado o Batman após a morte de Dent, Gotham vivia tempos de paz, mas antes da tormenta sempre tem a calmaria. E Bane sabe muito bem como fazer uma tempestade. E o orgulho de Batman torna ele um tolo, pensando que está lidando com um qualquer. Bane o destrói e é por isso que Bruce tem que se reerguer, ressurgir das trevas, e isso tudo faz do filme um excelente desfecho para a trilogia.

Não podemos esquecer da inserção da Mulher-Gato no filme e sua subtrama que são muito boas, além do convívio de Bruce e Alfred, intensificado nesse longa. “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” não tem o charme da novidade e nem tanto apelo popular. Mas amarra as pontas da trilogia e a transforma em saga. A base de um bom personagem é a transformação pela qual ele passa. Em “Begins”, Bruce Wayne é um jovem materialista movido pela vingança. No segundo filme, sua autoconfiança é comprometida por causa de um vilão incontrolável. De vigilante, passou a assumir, ao mesmo tempo, os postos de vilão (para as autoridades) e mártir (para os fracos e oprimidos de Gotham). Agora, ele é herói de verdade. E é isso o que faz do filme o mais importante da trilogia.