sábado, novembro 29, 2014

A velhice começa aos 27

download Aos 27 anos de idade, você ainda é jovem. Seu coração está zerado, a pele quase perfeita e os músculos não doem. Mas, no seu cérebro, a decadência já começou. Os neurônios ainda estão lá, mas as conexões entre eles (as sinapses) começaram a piorar. E isso afeta várias habilidades mentais. A primeira a ir embora é a inteligência espacial: sua capacidade de desenhar objetos e visualizá-los mentalmente. Funções mais primordiais, como o raciocínio e a memória, também perdem força rapidamente - e já estão bem mais fracas quando as pessoas chegam aos 30 anos de idade. Essas são as conclusões de um estudo gigantesco, que foi realizado pela Universidade da Virgínia e mediu as habilidades cognitivas de 2 mil pessoas de várias faixas etárias. Você pode achar que ainda é muito jovem para ficar gagá. Mas a natureza não. "Do ponto de vista evolutivo, por volta dessa idade você já deveria ter se reproduzido. E, por isso, já estaria chegando a hora de se aposentar", explica o neurologista Paulo Henrique Bertolucci, da Unifesp. Afinal, o homem das cavernas não vivia muito mais que 30 anos. E seu cérebro é idêntico ao dele. Mas não se desespere. Os cientistas também descobriram que algumas habilidades, como a verbal, continuam crescendo até os 60 anos. E aprender coisas novas, aumentando o número de informações no cérebro, compensa parcialmente as perdas cognitivas. A velhice mental existe. Mas ela é só uma coisa da sua cabeça.

O que você já perdeu (ou logo vai perder)
Quando uma pessoa completa 30 anos, o cérebro já apresenta uma sensível queda de desempenho
Memória - -17%
Velocidade mental - -27,3%
Raciocínio lógico - -37,5%
Inteligência espacial - -50%

Visto em: Super Interessante

quinta-feira, outubro 30, 2014

Estamos amarrando cachorro com linguiça


Dinheiro é uma forma de estocar trabalho: permite que o cara do pet shop compre seis pãezinhos sem ter de tosar o cachorro do padeiro. Engenhoso. Mas, para o dinheiro valer dinheiro, não basta ser dinheiro. Ele precisa cumprir dois requisitos básicos: ser uma coisa que todo mundo quer e, ao mesmo tempo, algo relativamente escasso, que não dê em árvore.

Justamente por isso, a coisa que mais fez o papel de dinheiro ao longo da história, e da pré-história, foram os metais preciosos. Cobre, prata e, principalmente, o ouro, um campeão de escassez: tudo o que mineraram até hoje só daria para encher um prédio de sete andares. São 142 mil toneladas em seis mil anos – é o que a Vale escava de minério de ferro em seis horas.

Ouro e prata eram tão dinheiro que as primeiras notas de papel da história nem eram exatamente dinheiro, mas recibos que davam direito a uma certa quantia de ouro ou de prata, guardada nos cofres do governo. O Estado pagava pelas obras públicas com esses recibos, essas “notas”. E elas acabavam circulando na economia no meio das moedas de ouro e de prata, já que era mais fácil carregar recibos do que bolsas cheias de metal.

Um dos primeiros países a usar esse esquema em larga escala foi a Inglaterra do século 18 – tanto que “libra esterlina” significa “meio quilo de prata da boa”.Mas quase ninguém voltava ao Banco Central inglês para resgatar seu meio quilo de prata da boa – era melhor ficar com a nota de uma libra de uma vez. Dava na mesma, já que todo mundo aceitava o papel como dinheiro. O governo britânico percebeu isso rápido, e não demorou para fazer uma malandragem institucional: emitir muito mais notas do que a quantidade de prata que tinha nos cofres, basicamente para pagar as próprias contas – e garantir que nunca faltasse champanhe nas festas do palácio. Se alguém viesse resgatar sua prata, tranquilo: era só dizer que uma libra agora valia 250 gramas de prata, ou 100, ou 10. Parece tosco. É tosco. Mas faziam exatamente isso.

Pior é que isso pode ser bom para a economia. Mais dinheiro começa a circular. As pessoas saem para gastar. Os padeiros fazem mais pão. Os fabricantes de fornos de padaria fazem mais fornos. Os cachorros ganham mais banhos e tosas. Juntando tudo, dá para dizer que a produção de bens e de serviços cresce. E é verdade: o PIB sobe mesmo. Mas não para sempre. Se o governo continua nessa toada por muito tempo, uma hora vai ter mais dinheiro circulando do que produtos que podem ser comprados com esse dinheiro. O cara que faz fornos vai acabar com mais pedidos do que pode entregar. Se ele tem quatro pedidos no mês e só consegue produzir três fornos, o que é que ele faz? Manda o quarto cliente embora? Nem a pau. Ele vai e aumenta o preço. Nisso, o padeiro repassa o custo para a freguesia. E, quando o cara do pet shop vai até a padaria, descobre que o preço do pão subiu. Inflação.

Bom, foi exatamente isso que aconteceu na Inglaterra do fim do século 18, começo do 19. Até que em 1810 veio uma virada. O Parlamento entendeu que isso de fabricar notas à vontade era amarrar cachorro com linguiça: os governantes sempre tenderiam a fazer mais dinheiro de papel do que a economia pudesse suportar. Sempre criariam inflação, mesmo que o intuito inicial nem fosse comprar champanhe, mas só reaquecer o PIB mesmo. Então o Parlamento estabeleceu que, dali em diante, uma libra valia 7,3 gramas de ouro. E ponto final. Se o Estado quisesse imprimir um milhão de libras em notas de papel, que arranjasse 7,3 toneladas de ouro para guardar em seus cofres na forma de lastro. Era um freio garantido contra a inflação.

Como a libra era o dólar da época, essa regra acabou valendo para boa parte do planeta. Todo país grande tinha uma reserva em libra como lastro da própria moeda local. Logo, o ouro acabava sendo o lastro, e o freio, de vários governos. Os EUA até foram mais longe e, em 1900, passaram a lastrear seu dólar com o ouro dos seus próprios cofres, com US$ 1 valendo 1,67 grama. Era a época do “padrão-ouro”, entre o final do século 19 e o início do 20. Um tempo de paz econômica, sem inflação. Não no caso do Brasil, que continuou imprimindo suas notas sem lastro nenhum, mas essa é outra história.

Bom, aí veio a Primeira Guerra Mundial e estragou tudo. Inglaterra e EUA deram uma brazilzada e voltaram a imprimir notas sem lastro para pagar pelos esforços militares. O padrão-ouro até voltaria depois, mas seria minado pela Grande Depressão, a dos anos 30, que bagunçou mais ainda a economia mundial.

Dali para a frente, os Bancos Centrais deixaram de usar o ouro como referência. O negócio agora era lastrear o dinheiro no braço mesmo. Como? Maneirando na impressão das notas, de modo a não criar inflação de bobeira. Para se autopoliciar, alguns governos tornaram seus Bancos Centrais independentes do próprio governo. Assim: o presidente do país indica um responsável pelo Banco Central no meio do mandato. E esse chefe do BC, com sua diretoria, continua pelo menos até o meio do governo seguinte, sem poder ser demitido sem justa causa. Aí, se o Poder Executivo ficar tentado a imprimir dinheiro demais para bombar o PIB, o Banco Central pode negar e pronto, pelo simples fato de ter mais competência técnica para saber se a medida vai ou não vai gerar a inflação.

A expressão tecnicamente correta para “imprimir dinheiro”, diga-se, é “baixar os juros”, coisa que irriga a economia com moeda nova. Mas dá na mesma. O BC está lá para manter os juros, a criação de dinheiro novo, num patamar seguro o bastante para que o governo governe sem criar inflação. Esse caminho do autopoliciamento foi o adotado pela Inglaterra, pelo Japão e pelos EUA, onde presidentes do BC chegaram a passar quase 20 anos no cargo – caso de Alan Greenspan, que controlou os juros americanos nos governos Reagan, Bush Pai, Clinton e Bush Filho, tendo o mandato renovado a cada presidente novo.

No Brasil, não: muda o governo, muda o BC. E a inflação continua assombrando, década atrás de década. A história indica que, sim, uma coisa tem a ver com a outra. Então talvez seja a hora de vermos com menos preconceito a ideia de um Banco Central independente. A hora de repensar se linguiça é mesmo o melhor material para a coleira da nossa economia.

Visto em: Crash

segunda-feira, outubro 27, 2014

Ditadura... Democracia


Não são apenas músicas…#19

Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das flores



Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

quarta-feira, outubro 22, 2014

Cerveja e sinuca ajudam você a se manter jovem

Uma ajuda para você decidir sua noite hoje: cerveja e sinuca ajudam você a continuar jovem.
É essa a aposta do antropólogo Aske Lassen, da Universidade de Copenhagen. Ele fez uma pequena pesquisa com idosos de 70 a 95 anos. Em média, um a cada 15 deles costumava se encontrar para jogar sinuca pelo menos quatro vezes por semana. E eram eles os mais ativos entre os idosos avaliados.
É que o jogo acaba funcionando mesmo como uma atividade física – e, por mais que venha acompanhado de algumas cervejas, trazem benefícios à saúde. “Bilhar mantem esses homens socialmente ativos. E é um exercício adequado aos idosos, já que o jogo varia naturalmente entre períodos de atividade e de passividade. Eles podem continuar jogando por horas”, diz Lassen.

Visto em: Ciência Maluca

domingo, setembro 28, 2014

Pessoas religiosas não são mais boazinhas do que as outras

RELIGI1 Se você acredita que pessoas religiosas são mais boazinhas, você está um pouco enganado. A religião parece não ser o caminho para, necessariamente, transformar alguém em um ser humano mais caridoso. Segundo uma pesquisa, os religiosos fazem tantas boas ações quanto qualquer outra pessoa (seja ela ateia ou só um pouquinho religiosa).

Os pesquisadores chegaram a esta conclusão depois de convidar 1,2 mil adultos, de diferentes religiões e com distintas visões políticas, para um desafio. Durante três dias, eles tiveram de relatar todas as ações boas e ruins que haviam praticado ou testemunhado no dia. Em média, as pessoas passam por uma dessas experiências por dia. A religião ou visão política não fazia a menor diferença.

Na verdade, duas coisas mudavam entre os religiosos: eles se sentiam muito mais culpados ou chateados ao cometer algum erro e se sentiam ainda mais orgulhosos quando faziam o bem do que as outras pessoas. Mas nem essa intensidade maior de sentimentos fazia com que eles praticassem mais boas ações no dia.

Visto em: Ciência Maluca

Urna Eletrônica Brasileira

Acesse o site http://CanalDoOtario.com.br

terça-feira, setembro 09, 2014

A Depender de Mim

A Depender de Mim
Zeca Baleiro

A depender de mim
Os psicanalistas estão fritos
Eu mesmo é que resolvo os meus conflitos
Com aspirina amor ou com cachaça
Os gritos todos virarão fumaça
A dor é coisa que dói e que passa
Curar feridas só o tempo há de
Toda regra para o bem da humanidade
É certo necessita de uma exceção
A depender de mim
Os publicitários viram bolhas
Eu sei como fazer minhas escolhas
E assumir os erros que lá vem
Se a alma finca pé os medos somem
Menino nunca deixe que te domem
Mau pai dizia o verdadeiro homem
Sabe o que quer ainda que não queira
Besteira é não seguir o coração
A depender de mim
Os padres e pastores serão tristes
Eu penso mesmo que deus não existe
E ainda assim quem sabe eu creia em deus
Se deus é o outro nome da verdade
Deste momento até a eternidade
Eu levo entre mentiras e trapaças
Besta felicidade frágil farsa
.do que preciso riso preces e paixão

sexta-feira, agosto 29, 2014

quinta-feira, julho 24, 2014

Fim ao desperdício de alimentos: conheça a história do Pay as You Feel Cafe

Fim ao desperdício de alimentos a história do Pay as You Feel Cafe (5)

Quantos vezes você já não se sentiu culpado por jogar sobras de comida no lixo? Assim como você, o inglês Adam Smith e a brasileira Johanna Hewitt (ela nasceu no Brasil e fala português), fundadores do projeto The Real Junk Food*, também estavam chocados com a gigantesca quantidade de alimentosem excelente estado ainda para ser consumida, que é simplesmente descartada.

O casal se reuniu com um grupo de amigos, também incomodado com o imensodesperdício, e decidiu fazer algo para mudar esta realidade. E começou a fazer a diferença onde vivia, na cidade de Leeds, no norte da Inglaterra.

No Pay as You Feel Cafe (em tradução livre, “Café Pague se Você Quiser”), todos os pratos do cardápio são preparados com ingredientes que seriam jogados fora. Não significa que a equipe retira sobras da lixeira, mas na verdade, utiliza alimentos que já estão com o prazo de validade vencido – mas podem sim ainda ser consumidos, com rótulos incorretos ou simplesmente comida que seria descartada.

Cardápio variado e balanceado muda diariamente

“Os alimentos vêm de várias fontes, incluindo restaurantes, empresas, supermercados, feiras”, conta Adam. O cardápio muda diariamente. “Criamos pratos todos os dias com base no que temos no estoque”. Há sempre preocupação em preparar refeições bem variadas nutricionalmente.

A experiência inicial do projeto aconteceu em dezembro do ano passado. Adam, que é chef profissional, cozinhou um jantar de Natal para os moradores sem-teto de Leeds. A iniciativa foi um sucesso e desde então o Pay as You Feel Cafe abre todos os dias da semana, entre 9h e 16h. O lugar é pequeno e simples. O pessoal do The Real Junk Food Project não paga aluguel por ele. O restaurante acomoda até 30 pessoas.

Fim ao desperdício de alimentos a história do Pay as You Feel Cafe (8)

Dia cheio no Pay as You Feel Cafe

Os cinco amigos, co-diretores do café e integrantes da iniciativa (um deles também é chef) são jovens ativistas, que desde cedo estavam engajados em movimentos de mudanças políticas, sociais e ambientais.

Para administrar o dia a dia do restaurante, contam com a ajuda de voluntários, que se revezam na cozinha, no atendimento aos clientes, na realização de eventos e num dos momentos mais importantes de todos: a captação de alimentos e recebimento dedoações pela cidade. Eles gostam de se intitular interceptadores do desperdício.

Fim ao desperdício de alimentos a história do Pay as You Feel Cafe (9)

Doações de frutas e verduras

Pelos cálculos de Adam, até agora o Pay as You Feel Cafe já evitou que mais de 10 mil quilos de comida fossem jogados em aterros. Até agora quase 3 mil pessoas foram atendidas e cerca de 4 mil refeições servidas. E quem são os clientes? Os mais diversos. De idosos a adolescentes, crianças a adultos. Até o tricampeão do Tour de France, Greg Lemond comeu no restaurante, quando esteve em Leeds para o Grand Départ da competição.

O pagamento pelo serviço é realmente opcional. Há quem pague, outros não. Alguns realmente nem têm dinheiro para tal. Mas isso não faz a mínima diferença para os jovens voluntários do projeto. “O que importa é que estamos tendo um impacto direto e positivo sobre a vida das pessoas”, diz Adam.

Assim como o trabalho realizado pelo Pay as You Feel Cafe, estão surgindo outras iniciativas similares no Reino Unido. Lugares com o intuito de alimentar o mundo e acabar com o desperdício.

É bom lembrar que estimativas apontam que 1,3  bilhão de toneladas de comida são perdidas anualmente no planeta, aproximadamente 40% da produção global. Estudos britânicos apontam que grande parte desde desperdício se deve à legislação de segurança alimentar por demais rigorosa e confusa.

Visto em: Planeta Sustentável