sexta-feira, agosto 16, 2013

Ficar ocupado é o segredo da felicidade

201106301757150.Foto-André Ávila Não é que o tal ditado “mente vazia, oficina do diabo” faz sentido? E agora tem até comprovação científica. Mas só vale se a tarefa não for estressante, se você tiver o dia cheio, mas não se sentir pressionado pelo tempo.

Pois é, você precisa saber usar o tempo a seu favor. O segredo é ocupá-lo com tarefas que não te atormentem – pelo menos quando der. Se conseguir, aí vai entrar pro time das pessoas felizes,como as que fizeram parte da pesquisa de John Robinson, um sociólogo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Depois de analisar uma série de estudos sobre pressão, felicidade e atividades diárias, ele percebeu que as pessoas mais felizes eram aquelas que viviam com o dia cheio, mas que faziam as coisas com calma, sem pressão. Não é pra menos, já viu o tédio deixar alguém feliz? E a pressa? Não dá.

Nenhum dos participantes teve de especificar como ocupava as horas do dia, mas outra pesquisa, de dois americanos da Universidade de Harvard, tratou de investigar isso. Eles pediram a 2.250 voluntários para contarem, em determinadas horas do dia, o que estavam fazendo, como se sentiam, e se estavam compenetrados ou com a cabeça em outros pensamentos. E os ocupados eram os mais felizes – mas só quando estavam absortos na atividade, sem pensar em nada além daquilo.

“A mente humana é dispersa. E uma mente dispersa é uma mente triste. A habilidade de pensar no que não está acontecendo é uma conquista cognitiva que tem um custo emocional”, diz o estudo. É, o negócio é manter o foco e silenciar  a mente.

E aí, conhece alguma coisa que prenda tanto assim sua atenção? E você fica mesmo mais feliz quando faz isso?

Visto Em: Ciência Maluca

segunda-feira, agosto 12, 2013

Qual o significado do aniversário?

O_Aniversario_do_Quico Um ano. Doze meses. Trezentos e sessenta e cinco dias. Final de um ciclo e começo de outro. Nesta data querida é impossível não contemplar o período que passou e fazer projetos para o futuro. Essa é a alma do ritual de comemorar os aniversários, que em todas as partes do mundo, sejam os homenageados tenros bebês, sejam experientes velhinhos, sempre remetem ao momento do nascimento, ao sublime milagre da vida. 

Repleto de significados, na festa de aniversário cada objeto ou guloseima tem papel especial. A chama da velinha acesa sobre o bolo se destaca. Segundo a astrologia, o aniversário simboliza uma volta completa do sol em torno da Terra, iniciada no dia, mês, ano e hora do nascimento de algo ou alguém: "Soprar a velinha significa reverenciar a centelha do sol que iluminou o trajeto e trará luz para começar um novo ciclo", explica o astrólogo Antonio Harres, o Bola, do Rio de Janeiro.

"A cera, o pavio de barbante, o fogo e o ar que se unem na chama ardente, móvel e colorida, são eles próprios uma síntese dos elementos da natureza. Símbolo da vida ascendente, a vela é a alma dos aniversários. Tantas velas, tantos anos e tantas etapas no caminho da perfeição e da felicidade. Apagá-las de um único sopro manifesta persistência da vida superior a tudo aquilo que já foi vivido", explica poeticamente o Dicionário dos Símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (ed. José Olympio).

O bolo e os doces relacionam-se ao elemento terra e à vivacidade das sensações. Evocam a doçura da vida para o novo período e a superação de todas as mágoas do passado. Já os balões trazem o toque da alegria infantil e estão associados ao elemento ar, ao valor cósmico da vida. Segundo o mesmo livro, o ar instiga a alçar vôo. É a via de ligação entre céu e terra.

Para completar, presentes escolhidos com carinho para o aniversariante são a prova duradoura da inauguração de um novo ciclo. Esse hábito é muito antigo e, originalmente, servia para atrair a proteção dos deuses e dos reis para que a abundância e a prosperidade abençoassem o homenageado.

quarta-feira, julho 10, 2013

O Inferno dos Ateus

Um ateu morre e vai para o céu. Chegando lá é recepcionado por São Pedro:

— Hummm... – Lendo o livro da vida pregressa do ateu – Infelizmente meu filho, você não pode adentrar no reino celestial. Você, desde jovem, declarou-se ateu. Até mesmo no leito de morte, você ficou firme no seu ateísmo. Lugar de ateu é no Inferno.

Resignado, o ateu desce às profundezas abissais em procura da entrada do Inferno. Lá chegando tem um choque. A entrada do Inferno parece-se com aqueles grandes cassinos de Las Vegas. Logo na entrada, lindas mulheres recepcionam o ateu.

Extremamente surpreso o ateu adentra no Inferno e é recebido por um homem elegantemente vestido com um terno branco e uma flor no bolso do paletó.

— Seja bem-vindo, meu grande amigo! – Diz efusivamente – Eu sou Satanás, seu anfitrião por toda a eternidade e qualquer coisa que você queira é só pedir diretamente para mim ou para aquelas lindas mulheres. – Abaixando a voz – A ruiva de vestido preto vai te levar à loucura.

A imagem do inferno era fabulosa: uma longa pradaria onde o comum era a relva baixa e flores. Ao fundo uma pequena seqüência de montanhas.

Percebia-se um pequeno rio à esquerda, onde o ateu reconheceu Nietzsche e Voltaire, com varas de pescar em uma mão e um copo de vinho na outra. Riam alto! À direita, num restaurante com uma enorme varanda, o ateu discerniu somente numa mesa Thomas Paine, Robert Ingersoll e Thomas Jefferson, este último acenando e apontando para um livro em sua mão. Era o último livro de Richard Dawkins.

Confuso, desnorteado, o ateu não consegue entender o que está acontecendo. Só ouve o Satanás ao seu lado, falando como se fossem dois grandes amigos tomando cerveja num barzinho. E ele não parava de falar:

— Meu amigo, aqui você poderá fazer tudo o que você sempre quis. Nada é proibido, desde que você obtenha prazer. – Acenando para um homem que passava – Oi Giordano!

O homem retorna o cumprimento. O ateu curioso pergunta:

— Aquele era Giordano Bruno?

— Hã? Ahh… sim! Desculpe-me por não apresentá-lo, mas não se preocupe, pois irá conhecê-lo nas noites de quinta-feira. Todas as quintas fazemos jogatina, após o jogo de futebol. O único que não joga é o Karl Marx.

De repente, interrompendo a conversa, o céu fica escuro com nuvens negras e ventos fortes, com descargas de relâmpagos e trovões que parecem anunciar o dia do Juízo Final.

O ateu vê que a pradaria, outrora linda, virou uma fossa abissal que expelia de suas entranhas, labaredas sulfurosas, como línguas demoníacas.

No meio do céu tempestuoso, um homem aparece, gritando loucamente e ardendo em chamas, caindo diretamente na fossa aberta no chão. Tão logo o homem é engolido pelas chamas, tudo volta ao que era antes. A pradaria, Nietzsche e Voltaire no rio e Satanás não parando de falar, como se nada tivesse acontecido.

Perplexo pelo o que viu e não se contendo em curiosidade perante a passividade de Satanás o ateu pergunta:

— Que porra foi isto?

Satanás responde:

— Era um evangélico. Eles preferem o Inferno desta maneira.

terça-feira, julho 09, 2013

Cerveja faz bem ao coração

cerveja-caneca-consumo-diariamente-size-598 Lá na Grécia, cientistas recrutaram 17 homens não fumantes para uma difícil tarefa: beber 400 mL de cerveja em uma ou duas horas. Antes e depois de beberem, os voluntários passaram por testes para avaliar como estavam as células endoteliais (serve para checar se o sangue passa com facilidade pelas artérias), que recobrem o interior dos vasos sanguíneos, e a rigidez da valva aórtica (para ver se os vasos sanguíneos estão relaxados ou endurecendo).

E, olha só, as artérias ficaram mais flexíveis e o fluxo do sangue melhorou. Eles até tentaram repetir o teste com cerveja sem álcool e vodka. Mas não deu certo. Só funciona mesmo com cerveja. Os pesquisadores acreditam que a combinação entre álcool e os antioxidantes da bebida ajuda a proteger contra doenças cardíacas.

Vale sempre levar a parte chata: exagerar nas bebidas alcoólicas não faz bem nenhum. Só traz malefícios. Mas pode tomar dois copinhos por dia sem remorso: segundo a pesquisa, beber um pouco mais de meio litro de cerveja por dia diminui os riscos de infarto e derrames em até 30%.

Visto em: Ciência Maluca

domingo, julho 07, 2013

Os interesses dos partidos que travam a reforma política

Projetos que podem mudar o modelo eleitoral estão engavetados há anos no Congresso porque os principais partidos do país não chegam a um consenso

1 O plebiscito oportunista proposto pelo governo para realizar a reforma política neste ano dificilmente sobreviverá. O que pouco se discute, porém, em relação a essa tentativa rasteira do PT e do Palácio do Planalto, é que projetos para mudar o modelo eleitoral brasileiro estão parados no Congresso há anos. A dificuldade em fazer o tema avançar no Legislativo vai além da inoperância dos articuladores políticos de Dilma Rousseff: os principais partidos do país têm posições (e interesses) distintos na reforma política. 

Não é exagero afirmar que cada partido tem sua própria versão da reforma política ideal. O PT, por exemplo, que detém a maior bancada de deputados federais do país, insiste na ideia bolivariana de convocar uma Constituinte exclusiva para tratar do assunto e tentar mudar as regras eleitorais já em 2014 – ainda que isso atropele princípios constitucionais. Nesse caso, a manobra visa aprovar antigos sonhos da sigla, como o financiamento público de campanha e a institucionalização do voto de cabresto (voto em lista fechada).

“Nunca houve um debate no Brasil sobre os pontos da reforma política. Agora vai ser no convencimento. A população há de ser convencida da tese de cada partido, mas essa mesma população, a rigor, não domina com profundidade cada um dos temas da reforma política”, admite o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PT-PI). “O PT não quer ficar isolado e já estamos debatendo nossas ideias com outros partidos”, completa.

O PMDB, a segunda maior bancada na Câmara, tem outras pretensões. Com capilaridade nos rincões do país, a legenda que mais elegeu prefeitos em 2012 – foram 1.024 prefeituras das 5.568 disputadas – defende a adoção do chamado "distritão", sistema que promoveria a eleição dos candidatos a deputado mais votados em seus estados, independentemente das siglas pelas quais concorreram. O modelo, entretanto, tem o grave risco de institucionalizar o “sistema eleitoral Tiririca” – deputado que, por ter obtido cerca de 1,3 milhão de votos, acabou elegendo também outros parlamentares.

O "distritão" substituiria o sistema proporcional com coligação, que leva em conta o quociente eleitoral (divisão do número de votos pelo número de vagas do estado na Câmara), e poderia provocar no Congresso a ascensão de diversos “Tiriricas” ou puxadores de voto que não necessariamente tenham afinidade ou interesse em um mandato político.

O "distritão" favorece os grandes partidos, que têm boa inserção nos grotões e são conhecidos até pelo eleitor menos politizado. Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que, com base nas eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados em 2010, PT, PMDB, PP e DEM poderiam ter bancadas maiores do que as que conseguiram eleger se a regra do "distritão" já estivesse em vigor.

Com uma crise deflagrada em sua base no Congresso, tudo indica que a presidente Dilma Rousseff dificilmente conseguirá salvar seu plebiscito improvisado para mudar as regras do jogo em 2014. Mas o debate sobre a necessidade de uma reforma política no Brasil seguirá em pauta, legislatura após legislatura. “O governo está completamente amador nas discussões sobre reforma política”, avalia o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). “Precisamos dar uma resposta concreta e real para a sociedade, e não uma resposta com uma consulta popular feita às pressas”, diz o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (PTB-GO).

Visto em: Veja

sexta-feira, maio 31, 2013

Não são apenas músicas…#12

Json Mraz – 93 Million Miles

93 million miles from the sun
People get ready, get ready
Cause here it comes, it's a light
A beautiful light, over the horizon
Into your eyes
Oh, my, my how beautiful
Oh, my beautiful mother
She told me, son, in life you're gonna go far
If you do it right, you'll love where you are
Just know, wherever you go
You can always come home

240 thousand miles from the moon
We've come a long way to belong here
To share this view of the night
A glorious night
Over the horizon is another bright sky
Oh, my, my how beautiful
Oh, my irrefutable father
He told me, son, sometimes it may seem dark
But the absence of the light is a necessary part
Just know, you're never alone
you can always come back home

Home, Home

You can always come back

Every road is a slippery slope
But there is always a hand that you can hold on to
Looking deeper through the telescope
You can see that your home's inside of you

Just know, that wherever you go
No, you're never alone,
You will always get back home

Home
Home

93 million miles from the sun
People get ready, get ready
Cause here it comes, it's a light
A beautiful light, over the horizon
Into our eyes

Ter amigos no trabalho faz você viver mais

trabalho-amigos-happy-hour-bar-1340815295334_956x500 Você é desses que só pensa em terminar o trabalho e ir para casa, sem se preocupar em fazer amigos? Do tipo “tô aqui pra trabalhar, não pra fazer amigos”? É melhor repensar. Segundo pesquisa israelense, o risco de morrer é 2,4 vezes maior entre os que não têm amigos no emprego.

Para chegar a esta conclusão, eles contaram com a ajuda de 820 adultos. Por 20 anos os pesquisadores acompanharam a vida deles. E sempre perguntavam sobre a relação com os colegas de trabalho. Ao longo da pesquisa, 53 participantes morreram – a maioria não tinha amizade com o pessoal da firma.

É que os amigos te ajudam a segurar a barra quando coisas ruins acontecem – e também celebram junto quando boas novas aparecem. “Nós passamos a maior parte do tempo no trabalho, e não temos muito tempo para encontrar nossos amigos durante a semana”, explicaSharon Toker, um dos autores da pesquisa. “O trabalho deveria ser um lugar onde as pessoas podem ter um apoio emocional”.

Pois é. E aí, vai ou não aceitar aquele convite para o happy hour hoje?

Visto em: Ciência Maluca

terça-feira, maio 28, 2013

Produção de neurônios esta relacionada com a perda de memórias da infância

De acordo com estudo de pesquisadores canadenses, formação de novas células cerebrais aumenta a capacidade de aprendizado, mas também "limpa" as memórias mais antigas

c4vdlxos5p2v23n82zlbi82yr Um estudo realizado no Canadá sugere que o alto ritmo de produção de novos neurônios no início da infância pode estar relacionado ao fato de nós não conseguirmos lembrar de fatos ocorridos nos primeiros anos de nossas vidas.

Segundo a pesquisa da Universidade de Toronto e do Hospital para Crianças Doentes da cidade canadense, a formação de novas células cerebrais aumenta a capacidade de aprendizado, mas também "limpa" as memórias mais antigas.

A neurogênese (formação de novos neurônios) no hipocampo, uma região do cérebro conhecida por sua importância na aprendizagem e na memória, alcança seu nível máximo antes e depois do nascimento e então vai caindo durante a infância e idade adulta.

Uma especialista britânica afirmou que o estudo canadense pode levantar questionamentos em relação a algumas teorias psicológicas.

Camundongos
Para descobrir qual o impacto do processo de geração de novos neurônios no arquivamento de memórias, os pesquisadores Paul Frankland e Sheena Josselyn estudaram camundongos jovens e mais velhos.

Nas cobaias adultas, os pesquisadores descobriram que um aumento na produção de novos neurônios era suficiente para fazer com que elas esquecessem memórias anteriores ao processo.

Nos filhotes, descobriu-se que uma menor produção de novos neurônios levou os camundongos a manter memórias anteriores, evitando o esquecimento que geralmente ocorre nessa idade.

Dessa forma, a pesquisa sugere uma ligação direta entre a redução no ritmo de produção de neurônios e a persistência de memórias, o que ocorre com o passar do tempo, assim como o oposto – a ligação entre o aumento na produção de neurônios e o esquecimento de memórias anteriores.

Amnésia infantil
Isso explicaria a falta de memórias de longo prazo no começo da infância, um fenômeno conhecido como amnésia infantil.

Estudos anteriores mostraram que, apesar de algumas crianças conseguirem se lembrar de eventos, estas memórias não permanecem.

"O motivo da amnésia infantil há muito tempo é um mistério. Acreditamos que nossos novos estudos começam a explicar a razão de não termos memórias de nossos primeiros anos", afirmou Paul Frankland.

"Antes dos cinco anos de idade, temos um hipocampo muito dinâmico que não consegue arquivar informação de forma estável. Enquanto os novos neurônios são gerados, a memória pode ser comprometida no processo", acrescentou.

Para Bettina Forster, da unidade de pesquisa em neurociência cognitiva da City University de Londres, a pesquisa é "muito interessante" e mostra uma "ligação direta entre a neurogênese e a formação da memória".

"Os resultados questionam a suposta ligação entre o desenvolvimento verbal e a amnésia infantil e também questiona algumas teorias psicológicas e psicoterapêuticas sobre este assunto", afirmou.

Visto em: IG Ciência

segunda-feira, maio 06, 2013

Estudo traça comportamento dos brasileiros em relação ao álcool

A porcentagem de brasileiros abstêmios pode surpreender, mas quem bebe tem feito isso de forma, digamos, cada vez mais intensa – 20% dos adultos bebedores consomem 56% de todo o álcool vendido no país. E essas pessoas não estão mais felizes e relaxadas: no grupo dos que abusam do álcool, a incidência de depressão é muito alta.

Esses e outros dados foram obtidos no 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), organizado pelo médico Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para o estudo, cujo resultado foi revelado este mês, foram entrevistadas no ano passado 4.607 pessoas maiores de 14 anos, de 149 municípios de todas as regiões brasileiras em 2012.

- 52% da população brasileira é abstêmia.

Até o autor do estudo se surpreendeu com essa informação. “Durante mais de 30 anos, acreditei que a taxa brasileira [de abstêmios] era semelhante à europeia, em torno de 12%”, contou Laranjeira à Agência FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, que apoiou o estudo).

- Mas quem consome álcool tem consumido cada vez mais

Entre os que curtem um goró, no entanto, aumentou de 45% para 59% o número de pessoas que têm um padrão de consumo batizado de “binge” e considerado nocivo – quatro unidades de álcool para mulheres e cinco para homens em uma única ocasião. Entre as mulheres, o crescimento foi ainda maior, passando de 36% para 49%.

- Só 20% dos adultos bebedores consomem 56% de todo o álcool vendido no país – e a maioria tem menos de 30 anos

Está aí outro dado preocupante. “O padrão brasileiro é o de beber fora de casa, nas ruas, nos bares, e de forma excessiva. Os jovens bebem para ficar bêbados e isso aumenta muito o risco de prejuízos à saúde e de envolvimento com violência, drogas e outros comportamentos de risco. A ideia que a indústria do álcool tenta passar, de que no Brasil todo mundo bebe um pouco, não é verdadeira”, afirmou Laranjeira.

- Beber mais traz consequências perigosas

“O aumento do consumo entre as mulheres, especialmente nesse padrão ‘binge’, terá consequências importantes do ponto de vista da saúde pública no médio prazo. Isso vai aumentar as taxas de câncer da mulher brasileira”, acredita Laranjeira. Pois é: segundo ele, evidências apontam que o consumo de duas ou mais doses de álcool por dia pela mulher aumenta em 20% o risco de câncer de mama. E estima-se ainda que 30% dos casos de câncer na população em geral tenham o álcool como um agente causador.

- Entre os que bebem, dois em cada dez apresentaram critérios para abuso ou dependência

Isso corresponde a cerca de 11,7 milhões de brasileiros. Outras estatísticas destrincham isso: 32% dos bebedores disseram que já aconteceu de não terem sido capazes de parar depois de começar a beber; 10% contaram que alguém já se machucou em consequência do seu consumo de álcool; 8% admitiram que a bebida já teve efeito prejudicial no trabalho e 9% admitiram prejuízo na família ou no relacionamento. Sem contar que quase um terço dos homens jovens bebedores abusivos se envolveu em briga com agressão física no último ano.

- O índice de depressão é bem maior entre os que abusam do álcool,

O estudo revelou que o índice de depressão entre os que abusam de álcool é de 41%, contra 25% na população em geral. Para Laranjeira, isso é um aviso importante: “É preciso desassociar a imagem do álcool à alegria. Quem bebe e bebe muito tem mais chance de ficar depressivo do que de ficar feliz”.

- Menos pessoas estão dirigindo após o consumo de álcool (mas o número ainda é alto)

O levantamento trouxe uma boa notícia: houve queda de 21% no número de pessoas que relatam ter dirigido após o consumo de álcool, embora o índice de casos em que isso acontece ainda seja alto (também de 21%, contra a porcentagem de 1% ou 2% vista nos países desenvolvidos). Isso indica que a Lei Seca provavelmente está surtindo efeito. “Mas só a manutenção dessa política e o aumento da fiscalização conseguirão fazer os números caírem ainda mais”, diz Laranjeira.

Possíveis razões para os números

Para o médico Laranjeira, uma das razões do aumento no consumo de álcool é o crescimento econômico do Brasil nos últimos 10 anos e o consequente aumento da renda per capita. “Quem não gastava dinheiro com álcool continua não gastando. Mas os que bebem estão gastando mais com bebida, especialmente as mulheres”, disse.

Além disso, ele reclama da falta de regulamentação do mercado de bebidas alcoólicas e defende a diminuição dos pontos de venda (que, segundo dados da Ambev, somam 1 milhão em todo o país), a restrição dos seus horários e a proibição de propagandas nos meios de comunicação. “Quando Diadema proibiu o funcionamento dos bares após as 23 horas, a mortalidade por homicídio caiu mais de 90% no município. Isso é um exemplo de uma medida política que faz a diferença. Já campanhas educativas em escolas, por exemplo, adiantam muito pouco”, disse.

Visto em: Como as Pessoas Funcionam

sexta-feira, abril 19, 2013

Um gole de cerveja é suficiente para fazer você se sentir bem

cerveja-mudando-mundoCerveja te deixa feliz. Mesmo se você beber bem pouquinho, a ponto de nem alterar o nível de álcool no sangue. É que só de sentir o gosto da cerveja seu organismo já aumenta a produção de dopamina, aquele famoso neurotransmissor que desperta a sensação de prazer, no cérebro.

Quem diz são os pesquisadores da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Eles convidaram 49 homens para tomarem 15 mililitros de sua cerveja preferida. Também tiveram de beber água e bebidas esportivas.

Enquanto faziam o teste, os pesquisadores escanearam o cérebro dos voluntários. E as imagens mostraram um aumento considerável de dopamina no cérebro enquanto eles tomavam míseros 15mL de cerveja, em 15 minutos. Quando tomaram água e bebida esportiva nada mudou. Óbvio, já viu alguém ficar viciado em água ou Gatorade? Aliás, quanto maior o risco do voluntário se tornar alcóolatra (ou seja, quem tinha histórico de alcoolismo na família), mais o organismo produzia dopamina.

A relação entre cerveja e dopamina não tem nada de novo. Mas os pesquisadores não sabiam que o gosto dela, e não só a embriaguez provocada pelo álcool, era capaz de desencadear a sensação de prazer. “Acreditamos que este é o primeiro experimento em humanos a mostrar que o sabor de uma bebida alcóolica por si só, sem os efeitos intoxicantes do álcool, pode aumentar a atividade da dopamina no centro de recompensa do cérebro”, explica David Kareken, um dos autores da pesquisa.

Se um gole de cerveja é suficiente para fazer você se sentir bem, fica fácil entender por que é tão difícil sair do bar antes da saideira. E é por isso também que tanta gente se perde na bebida.

Visto em: Ciência Maluca