terça-feira, fevereiro 16, 2010

The Company Of Myself

Hoje lhes trago uma dica de jogo. Porém não é qualquer jogo. The Company of Myself é um jogo razoavelmente simples, mas muito rico. Poucos jogos conseguem mexer fundo o jogador, e é impossível não sentir um forte aperto enquanto joga. Sua história é muito triste, e uma trilha sonora incrível, apesar de curta. Você perceberá que sozinho, apenas com sua própria ajuda, pode resolver a maioria de seus problemas.
A hitoria: Jack é um paciente com problemas mentais. Ele era uma pessoa solitaria, sem amigos, mas amava atuar e uma garota chamada Kathryn. Agora ele está num hospital, com um psicanalista que o ajuda. Mas Jack não se lembra dele, e nem de ter matado sua esposa Kathryn, que estava enterrada no fundo do quintal com flores. E assim tem que viver só com ele mesmo.
Bom jogo!
 
Até a proxima! ;)

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Posso querer o que quero?

Para responder essa pergunta usarei o filosofo alemão Arthur Schopenhauer e o neurocientista Benjamin Libet, ambos com uma interessante historia sobre a questão.
Arthur Schopenhauer nasceu em Danzing (atual Gdansk), em 1788. Seu pai era muito ambicioso, obrigando a Schopenhauer fazer o que ele o ordenava. Por isso estudou em várias escolas e internatos da Holanda, França, Suíça, Áustria e Inglaterra. Porém seu pai morre quando ele ainda era jovem, e apesar de temê-lo ele o admirava e sentiu muito sua partida. Schopenhauer era um rapaz bastante inteligente e bem apessoado, mas não se sentia compreendido por ninguém. Aos 21 anos sua mãe o expulsa de casa. Muda-se então para Berlim e Jena, para estudar medicina, ciências e filosofia.
Com 25 ele escreve seu doutorado. Schopenhauer diz que o ser humano não tem condição de reconhecer o mundo de maneira objetiva. O que podemos reconhecer e ver é o que nosso cérebro de mamífero nos permite.
Em 1820, começa a dar aula de filosofia, mas com a concorrência de Georg Wilhelm Friederich Hegel, a universidade o reprova. Magoado, vai morar em Frankfurt. Lá escreve vários livros, e diverte as pessoas conversando consigo mesmo pelas ruas. Porém, cada vez mais o ser humano se torna sombrio para ele.
Seu principal trabalho foi publicado aos 30 anos, O mundo como vontade e representação, do qual não foi dada muita importância no início. Mas ele conseguiu encontrar algo que havia passado em branco nos demais filósofos, e tudo isso graças a sua profunda desconfiança no ser humano. Nesta obra Schopenhauer colocou uma das mais espetaculares perguntas da filosofia: “Posso querer aquilo que quero?”.
Caso a resposta da questão for não, então não haveria uma vontade livre e a razão não teria sentido. As regras de minhas ações não determinariam a razão, mas a vontade sem razão. Assim, Schopenhauer afirmou que a central de comando no cérebro não é a razão, mas a vontade.
Schopenhauer tinha terminado a suspeita de que o homem era guiado por sua razão. Ele reconheceu isso como o erro básico de todos os filósofos, e segundo ele “a maior de todas as ilusões”: a de que bastava saber o que era o bom para passar a fazê-lo.
Passamos agora a outra história. Benjamin Libet nasceu em 1916 em Chicago e estudou fisiologia. Libet não era bem um neurocientista segundo sua formação, mas na década de 1930, neurologia era algo bem difícil de estudar. Ainda jovem queria encontrar um meio de medir os processos da consciência. No final dos anos 50, ele fez um experimento com pacientes de neurocirurgia que estavam com seus cérebros parcialmente expostos. Ele colocou cabos nos cérebros e os estimulou com fracos pulsos elétricos, e observou quando os pacientes reagiam. O resultado foi incrível, do estimulo do córtex até o espasmo do paciente passou mais de meio segundo. Outros dois neurocientistas também tinham determinado a existência de um intervalo. Da intenção de movimentar a mão até o movimento propriamente dito demorava quase um segundo. Libet concluiu que não conseguimos perceber este segundo.
Em 1979, começou uma nova experiência, a qual o deixou famoso. Ele sentou uma paciente e fez ela olhar para um grande relógio. Não um relógio normal, mas um ponto verde, que girava rapidamente em volta de um disco. Depois ele fixou um cabo no pulso da paciente e a um aparelho de medição, e outro no cérebro, por meio de um capacete e também ligado a um aparelho de medição.
A tarefa da paciente era observar o ponto verde no relógio, e em algum momento, de sua escolha, decidia movimentar o pulso, mas também tinha que notar onde estava o ponto no momento da decisão. A paciente fez o combinado, decidiu movimentar o pulso e notou a posição do ponto verde. Libet pediu onde estava o ponto na hora da decisão e o registrou. Depois observou os aparelhos de medição. Já imaginou qual foi o resultado? Primeiro foi o eletrodo do pulso que se fez notar; a paciente indicou como o momento de sua decisão meio segundo mais tarde, e cerca de 0,2 segundo depois aconteceu o movimento do pulso.A paciente havia decidido agir meio segundo antes de ter conhecimento da decisão. Isso significava que o conceito filosófico da livre vontade humana estava no fim?
Imaginemos agora como seria um encontro entre Schopenhauer e Libet para esclarecer essa questão. Como Schopenhauer não gosta de jogar conversa fora, vamos logo ao que interessa:
- Bem, senhor Libet, como vão as coisas? Posso querer aquilo que quero?
- Já que o senhor está perguntando diretamente, a resposta é não. Não pode querer aquilo que quer.
- Como eu diria então? A vontade é o senhor, e o discernimento, seu criado?

- Mais ou menos isso.

- Hum?

- É, mais ou menos isso.

- O que o senhor está querendo afirmar? O que significa “mais ou menos” aqui?

- “Mais ou menos” significa que não podemos ter certeza absoluta.

- Como assim? O caso está claríssimo. A vontade se antecipa ao discernimento consciente; foi isso que o senhor explicou. Por cerca de...

- ... cerca de meio segundo.

- Exato, senhor Libet, por cerca de meio segundo. Isso significa qua a vontade dita e o discernimento consciente vai mancando atrás. Não é assim? E, se o discernimento vai mancando atrás, também não há a livre vontade; pois a vontade não é influenciada, mas apenas percebida e comentada. E toda filosofia da moral foi pro vinagre.

- Bem, sim... - A visão consciente ou razoável das coisas não é a essência do ser humano; apenas um acessório ornamental que aparece posteriormente, uma justificativa histórica ou um comentário atrasado.

- Posso acrescentar algo...? - Por favor.

- Meio segundo se passa entre o impulso da vontade até a decisão consciente, certo. Mas se passa mais meio segundo até que o paciente movimente o pulso, ou seja, até ele agir... - E...?

- ... que dizer que, embora não exista uma livre vontade, existe algo como uma livre não-vontade, com a qual ainda posso evitar o pior. - Uma livre não-vontade? O senhor tem umas idéias estranhas.

- Pode ser que isso soe estranho, mas acredito que seja assim. O querer não é livre, mas o não-querer é. Independentemente daquilo que nas faça fazer algo, sempre temos a chance de dizer “pare”. - O senhor acha que provou isso com o relógio? Que existe uma não-liberdade inconsciente e uma liberdade consciente?

- Ora, “provar” é uma palavra pesada. Mas acredito nisso.

- E tudo isso com base nas experiências simples que o senhor fez?

- Bem, senhor Schopenhauer, assumo que minhas experiências foram bastante simples.
Mas mesmo assim acredito que há algo que controla nossa vontade, ou seja, como digo, a livre não-vontade. O senhor já imaginou o que significaria para a sociedade se aceitássemos que ninguém é responsável por sua vontade e, por isso, não pudesse assumir tal responsabilidade? O que eu faria então com um assassino? Ele precisaria apenas dizer: “Eu não sabia o que estava fazendo, fui levado por minha vontade inconsciente; não pude controlá-la. Leia os escritos de Schopenhauer e Libet a respeito!”.
- A humanidade é do diabo, de um jeito ou de outro. Com processos criminais ou não, com prisões ou não.

- Essa é a sua opinião, senhor Schopenhauer. Mas assim não vamos em frente.

Chegando nesse ponto, é melhor deixar a conversa de lado. Ambos estão certos em suas palavras. Libet tem razão ao não tirar a responsabilidade do homem em seus atos. E Schopenhauer em desconfiar de que as medições de Libet não sejam o suficiente para montar uma grande teoria sobre consciência, vontade e não-vontade.
Será que vivemos uma falsa liberdade? Cada um tem uma ideologia de vida, da qual tira suas conclusões. Este texto foi apenas para completar um pouco o anterior (cf. Existe livre arbítrio?).
Fonte: Quem sou eu? E se sou, quantos sou?
Espero que tenham gostado.
Até a próxima ;)

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Existe livre arbítrio?


Uma pequena conversa entre Neo e a Oráculo no filme Matrix Realoaded, apenas para ilustrar se há ou não o livre arbítrio.
- Você tem que escolher se vai aceitar o que vou te dizer ou rejeitar.
- Você já sabe se vou aceitar?
- Eu não seria um Oráculo se não soubesse.
- Se você já sabe como eu posso fazer uma escolha?
- Porque você não veio aqui fazer uma escolha, você já fez. Você veio aqui para entender porque você a fez.
(...)
- Você tem a visão Neo. Você está vendo o mundo sem tempo.
- E por que eu não consigo ver o que acontece com ela (Trinity)?
- Nós nunca conseguimos ver as escolhas que não compreendemos.
- Você está dizendo que eu tenho que escolher se Trinity vive ou morre? - Não. Você já fez a escolha. Agora você tem que compreendê-la.
Bom nessa conversa Neo fica confuso se ele realmente tem o poder de tomar suas decisões ou está determinado a fazer o que já estava pré determinado. O Oráculo (a mãe) mostra a Neo que suas escolhas já foram tomadas, e ele não que aceitar que não pode escolher o caminho de maneira consciente. Mais tarde em uma conversa com o criador do Matrix, o Arquiteto (o pai), ele mostra a Neo que tudo já está determinado, que já houveram 5 antecessores dele, que o Matrix era perfeito, mas foi um projeto que não deu certo para humanos, e somente quando ele aceitou o erro, com algumas anomalias, o Matrix funcionou, e tornou-se sistemático. Vejamos no trecho:
- Por que estou aqui?
- Sua vida é a soma do restante de uma equação desequilibrada inerente à programação do Matrix. Você é a eventualidade de uma anomalia, que, apesar de meus esforços mais sinceros, sou incapaz de eliminar do que é de outra maneira uma harmonia da precisão matemática. Enquanto isso remanesce um fardo assiduamente evitado, não é inesperado, e assim não é nada mais que uma medida do controle. A qual lhe conduziu, inexoravelmente... aqui.
- Você não respondeu minha pergunta.
- Completamente correto. Interessante. Isso foi mais rápido que os outros.
- Outros? Quantos outros? Que outros? Responda minha
pergunta!
- O Matrix é mais velho do que você sabe. Eu prefiro contar do nascimento de uma anomalia integral ao nascimento da anomalia seguinte, que no caso desta é a 6a versão.
- Há somente duas explicações possíveis: ou ninguém me disse ou ninguém sabe.
- Precisamente. Como você está indubitavelmente compreendendo, a anomalia é sistêmica - criando flutuações uniformes até mesmo nas mais simples equações.
- Escolha. O problema é escolha.
- O primeiro Matrix que projetei era completa e
naturalmente perfeito, ele era uma obra de arte - idílico, sublime. Um triunfo igualado somente por sua falha monumental. A inevitabilidade de sua ruína é agora para mim claramente a conseqüência da imperfeição inerente a cada ser humano. Assim sendo, eu o redesenhei (n.t. o Matrix) baseado em sua historia (n.t.: dos Humanos) para refletir mais exatamente as grotescas variações de sua natureza. Entretanto, fui novamente frustrado pela falha. Desde então tenho vindo a compreender que a resposta me iludiu porque requeria menos inteligência, ou talvez uma mente menos limitada pelos parâmetros da perfeição. Então a resposta foi descoberta por outro - um programa intuitivo, criado inicialmente para investigar determinados aspectos da psique humana. Se eu sou o pai do Matrix, ela seria indubitavelmente sua mãe.
- O Oráculo.
- Por favor. Como eu estava dizendo, ela descobriu uma
solução em que aproximadamente 99% de todos submetidos aos testes aceitavam o programa, desde que lhes fossem dadas opções de escolha, mesmo que subconscientemente já estivessem cientes de quais escolhas fariam. Se por um lado esta resposta funcionou, era obviamente e fundamentalmente falha, criando assim a contraditória anomalia sistêmica, que se ignorada poderia tornar-se uma ameaça ao próprio sistema. Desse modo, aqueles que recusassem o programa, enquanto minoria, se ignorada, constituiriam em uma probabilidade escalar para o desastre.
É nítida a persuasão do Arquiteto, querendo impor o Determinismo para Neo, porém este assim como com a Oráculo se recusa aceitar que não pode determinar sua vida de maneira consciente.
Bom, segundo Einstein o universo é um rolo de filme, e não podemos mudar suas cenas, tudo está determinado desde o início. Seu time, sua cor preferida, com quem vai casar, tudo está neste filme, mesmo se voltássemos ao passado. Ponto para o Determinismo. Se meu criador sabe as escolhas que farei, que carro comprarei, quem desprezarei, teoricamente estou pré programado a fazer o que ele determinou, pois se fizer alguma escolha diferente, estarei alterando todo o caminho que ele já conhecia, e seria um grande afronta, uma criatura enganar seu criador. Mas, também com todo seu poder, ele poder ter uma infinidade de caminhos conhecidos, deixando a mim o livre arbítrio.
Neo não aceita o Determinismo, quer ter um controle consciente de seus atos, porém a ciência vem mostrando que o inconsciente manda antes da ação se tornar consciente, como você pode ver na experiência de Benjamin Libet clicando aqui. Assim a ciência vem mostrando, que Neo nunca conseguirá ter seu livre arbítrio, já que essa é uma idéia consciente que temos das coisas. Ou seja, nós como normalmente nos conhecemos, pensando apenas no consciente, seremos sempre escravos das decisões de um “eu” que está escondido.
Porém, acredito  que ao buscar o autoconhecimento, ajuda a tornar o consciente e o inconsciente mais sincronizados, afinal, você  estará direcionando seu consciente, e junto seu inconsciente para dentro de você, não deixando nenhuma lacuna vazia, completando todas mesmo de forma inconsciente.
No próximo, tratarei do mesmo tema, mas citando Schopenhauer, e também Libet, para responder: posso querer aquilo que quero?
Um forte abraço, até a próxima ;)

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Quando…

“Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião.” Abraham Lincoln

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Número 7

Nos anos 60, quando os Beatles visitaram os EUA, eles fizeram questão de conhecer seu ídolo Bob Dylan. E, num quarto de hotel, eles se reuniram pra tocar, filosofar e partilhar suas experiências. Além disso, foi com Dylan que eles conheceram, pela primeira vez, a maconha. Seria a primeira vez, seguida de milhares de outras, em que John, Paul, George e Ringo ficariam chapados.
Todo mundo ficou muito doido, e foi nesta noite que Paul McCartney descobriu "o sentido da vida".
No meio da "viagem", Paul pede a um roadie pra anotar num pedaço de papel sua descoberta. E aí ele ditou a sua "mensagem para o Universo". "Guarde-a", ele diz num sussurro, como se confiasse a alguém um tesouro.
Na manhã seguinte, o roadie dá a Paul a anotação, da qual ele provavelmente já nem lembrava mais. Ela continha uma única frase: "Existem sete níveis". Uau.
Paul não estava longe da Verdade. Algum véu se rompeu em sua mente e ele pôde acessar (mas não compreender) um dos mistérios que rondam o número sete.
Sete é o número que mais aparece em citações de todas as obras místicas, na magia, no ocultismo em geral, na Bíblia e em todos os livros sagrados. Tudo o que enxergamos ou percebemos como um imenso degradê geralmente acaba subdividido em sete pra facilitar. Sete notas musicais, sete cores do arco-íris, sete dias da semana... Se alguém nos perguntar: "Diga um número de 1 a 10", o sete será o número preferido. Assim, não é difícil imaginar que o sete apareça sempre que tentamos expandir nossa consciência para além do véu da Maya. Particularmente, acredito que o sete seja um subproduto do 1, da Unidade, assim com o 3. Um, digamos, firewall da Matrix contra curiosos e hackers, pra preservar seu núcleo/essência. Talvez esteja adentrando o terreno cabalístico ou hermético, portanto não vou me alongar no que não entendo de fato. Mas é interessante notar que uma das propriedades interessantes que tem o número sete é ser o resultado da divisão de qualquer inteiro não múltiplo de 7, por 7.
A mitologia Hindu define quatorze mundos (não confundir com planetas) divididos em um par de 7: Sete mundos superiores (céus) e sete inferiores (infernos). A terra é considerada o mais baixo dos sete mundos superiores. Todos esses mundos, a exceção da Terra, são usados como lugares temporários de permanência: se a pessoa morre na Terra, o deus de morte (oficialmente chamado 'Yama Dharma Raajaa, ou Yama, o senhor de justiça) avalia as ações boas/más (assim como Anubis, deus egípcio) da pessoa em vida e decide se aquela alma vai para o céu e/ou inferno, por quanto tempo, e em que capacidade. A alma adquire um corpo apropriado para o mundo no qual ela vai habitar, e ao término do tempo da alma nesse mundo, volta à Terra (é renascido como uma forma de vida na Terra). Os hindus acreditam que só na Terra, na condição humana, a alma alcance a salvação suprema, livre do ciclo de nascimento e morte, para além dos quatorze mundos.
Fico pensando que talvez resida aí a importância e curiosidade que os alienígenas têm por nós. Será que nós, em nossa condição humana, somos "especiais" por estarmos participando de um grande "provão cósmico"? Será que eles vêm nos monitorar exatamente porque HÁ ESPÍRITOS DE SEUS ANTEPASSADOS entre nós?
Na Teosofia, os Sete princípios do Homem são os veículos que ele possui para manifestar-se nos diversos planos. Em seu conjunto formam a constituição setenária do Homem. Juntando essa teoria da Teosofia, junto com a dos mundos da mitologia hindu (que não são planetas, e sim planos de existência) e com os universos paralelos dos físicos teóricos, e teremos um modelo onde as individualidades como a conhecemos simplesmente não existem. Cada pessoa na terra seria um aspecto de um ser multi-dimensional (multi-universal seria mais correto), cuja consciência vai estar fragmentada entre esses mundos todos (sete? quatorze? não importa). Você já se sonhou levando uma vida extremamente normal em outro mundo? Eu já. Nunca achei uma explicação boa pro fato de eu não estranhar a outra realidade (afinal, se eu, acostumado aqui com a terra, me projetasse pra outro plano/planeta eu ficaria embasbacado o tempo todo, e no entanto eu tomava um trem futurista (com cara de ter sido bastante usado) e acompanhava entediado a paisagem de uma cidade que (ainda) não existe.
Especulo que haja uma comunicação constante (e velada) entre nossos "eus" espalhados por aí, que podem não ser 7, nem 14, e sim infinitos "eus", que podem abranger a totalidade de toda a vida no universo (e nos outros universos). Como um jogo de espelhos, onde não conseguimos divisar a fonte emissora, apenas o resultado fragmentário. Ou de forma inversa, como a internet P2P, onde os dados provém das mais diversas pessoas, de forma fragmentária, e são reunidos no destino final de quem solicitou a informação completa. Não somos pessoas. Creio que não somos pessoas, e sim "veículos de idéias". Idéias que se materializaram e acham que são indivíduos.
É a "queda dos anjos". É o pecado original.
Fonte: Saindo da Matrix
Espero que tenha lhe interessado… Abraços"!

terça-feira, janeiro 26, 2010

O lucro

Existem vários filmes onde o Homem é refém de sua criação. Normalmente são robôs que fazem isso. Sempre achei isso muito bizarro e louco, pensava que isso não era compreensivo, o criador tornar-se escravo de sua criatura. Mas hoje acredito que isso seja bem possível.
Somos chamados de seres racionais, porém pensamos mais com o bolso do que com a cabeça. Procuramos sempre ver qual será o lucro (financeiro) da atividade, não estou falando de todos, mas da maioria.
Isso – a meu ver – tem uma explicação simples, a sociedade evoluiu com o objetivo de armazenar capital, riquezas, quanto mais temos melhor somos. E é seguindo essa ideia que a massa pensa que devem apenas ver o “lucro” em suas atividades, o retorno financeiro que tal coisa faz.
Claro que não devemos largar mão de tudo, afinal, precisamos do dinheiro para nos alimentar (no caso dos centros urbanos, que necessitam comprá-lo), no transporte (gasolina, metrô, ônibus, etc.) e outras coisas. Entretanto como disse certa vez para alguns amigos: alegria não tem preço. Pensando nisso, comece a analisar as vantagens para a saúde e/ou emocionais, estes sim são os verdadeiros lucros, e com certeza sua vida ficará muito melhor.
Um abraço! Até a próxima.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Sozinho na escuridão


"Quando eu era um garotinho minha mãe me disse para não olhar para o sol. Então, uma vez quando eu tinha seis anos, eu fiz. A princípio o brilho foi esmagador, mas eu tinha visto isso antes. Eu ficava olhando, me forçando a não piscar, e então o brilho começou a se dissolver. Minhas pupilas encolheram para furos e tudo entrou em foco e por um momento, eu compreendi. Os médicos não sabiam se os meus olhos jamais irião se curar. Eu estava apavorado, sozinho naquela escuridão. Lentamente, a luz do dia penetrou através das ataduras, e eu podia ver, mas alguma coisa havia mudado dentro de mim. Naquele dia eu tive minha primeira dor de cabeça."
(PI - 1998 - Harvest Filmworks)
Um abraço, até a próxima :D

terça-feira, dezembro 08, 2009

Seres Inteligentes

Todo ser humano, pelo menos um dia, sonhou em mudar o mundo. Ninguém conseguiu sozinho. Mas todos juntos conseguimos mudar. Não era bem a mudança que queríamos, mas mudamos.
A natureza nos deu o raciocínio, porém o usamos contra ela. Hoje lutamos para conseguir reverter essa situação dramática que o planeta se encontra. Usamos nossa “inteligência”, para desfazer coisas que foram mal pensadas. O ser humano sempre colocou seu conforto e sua ganância antes de tudo. Os outros seres que habitam este planeta, que costumamos chamar de nosso, sabem viver em melhor harmonia/sintonia com a natureza do que os “seres inteligentes”. Eles possuem a sabedoria da natureza, da sua natureza. Já o ser humano, inventou uma falsa natureza, e a colocou acima da sábia natureza.
Um ser inteligente não destruiria o próprio lar, não colocaria sua casa em risco. Agora lhes faço uma pergunta, quem realmente são os seres inteligentes?
Mas como diz o ditado: errar é humano; e devemos pagar por nossos erros, aprender com eles, consertá-los e aceitar que a natureza é quem dá as ordens.
Um abraço à todos ; )

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Solidariedade, Forno Terrestre

Quem é irracional?


Montanha Boliviana

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Palavras de Nietzsche

“Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama em um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro, onde os animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da ‘história universal’: mas também foi somente um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza, congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram de morrer – assim poderia alguém inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão lamentável, quão fantasmagórico e fugaz, quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza. Houve eternidade em que ele não estava; quando de novo ele tiver passado, nada terá acontecido, pois não há para aquele intelecto nenhuma missão mais vasta, que conduzisse além da vida humana. Ao contrário, ele é humano, e somente seu possuidor e genitor o toma tão pateticamente, como se os gonzos do mundo girasse nele. Contudo, se pudéssemos nos entender com a mosca, perceberíamos então que também ela bóia no ar com esse páthos e sente em si o centro voante do mundo.” – Friedrich Nietzsche